Sirius' daughter escrita por Bianca Lupin Black


Capítulo 20
Pay attention to your heart


Notas iniciais do capítulo

Oi gente! Três da manhã e eu aqui postando... viram como sou legal? E eu também fiz uma capa pra fanfic, mostrando o cast que eu uso. Não varia em nada dos atores usados nos filmes, só a Bianca que é interpretada pela Mel Maia - sugestão da Taah.
Valeu!



A primeira aula do segundo ano grifinório era Poções, e a primeira coisa que Snape fez foi listar as poções que eles aprenderiam no quadro. Poção do amor, poção do morto-vivo, e poção polissuco. Bianca escreveu em uma folha de caderno: Eu tive uma ideia. O MBWP tem de se reunir logo. E passou a folha para Harry que deu a Draco. O Slytherin assentiu, e antes que Snape percebesse a conversa muda, os três voltaram a atenção para ele.

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Fred lia tranquilamente na sala comunal quando foi interrompido pelo “furacão Black & Potter”.

–Reunião – disse Bianca. - Agora.

O trio seguiu para a sala precisa onde encontraram Draco.

–O negócio é o seguinte. O meu plano é descobrir quando Regulus irá, e tomar o lugar do meu pai. - Disse a morena.

–Como vai fazer isso? - questionou Fred.

–Poção polissuco. E você – apontou Harry—vai me ajudar a pegar um fio de cabelo do meu pai no fim de semana.

–Mas Bianca, a poção polissuco leva um mês para ficar pronta, e se Regulus agir antes disso? - perguntou Draco.

A menina hesitou. Seu plano parecia tão perfeito, mas o tempo poderia estragá-lo tão facilmente.

–Eu preciso tentar. Pelo menos isso.

–Eu vou te ajudar – Draco se prontificou, fazendo a menina dar um sorriso.

–Conte comigo – Fred se levantou. - Hey, sra. Sala Precisa, nossa amiga precisa de uma maneira de se transformar no pai dela o mais rápido possível.

Então surgiu na mesa um pergaminho com as seguintes instruções.

Para tornar-se outra pessoa (semelhante à polissuco, porém mais rápida)

Uma amostra da pessoa em que irá tornar-se (cabelo, unha etc.)

Losna de asfódelo

Benzoar

Eram coisas fáceis de arranjar. Draco se dispôs a encontrar a losna, e Fred ia pegar o benzoar no fim de semana, enquanto Harry e Bianca pegariam a amostra de Sirius. Era hora do almoço, e os garotos voltaram para o salão principal.

Gina chamou a atenção de Harry para que ele sentasse ao lado dela, e podia ser apenas impressão de Bianca e Fred, mas eles viram as bochechas de Malfoy ficarem vermelhas. Fred segurou a mão de Bianca enquanto os dois iam para a mesa. A palma dela era quente e macia, como seus lábios. Sim, mesmo depois de quase três semanas, ele se lembrava da sensação dos lábios dela sobre os dele. E ela também se lembrava dos lábios dele nos dela.

Trocaram um olhar, a comunicação foi silenciosa, mas precisa: você quer repetir a experiência? Eu quero.

–Jardim – Bianca determinou ao pé do ouvido dela. - Às dez.

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Eu consigo, eu sou capaz, Fred pensou. Eram quinze para as dez e ele estava hesitando frente ao espelho do quarto novo.

–Vai logo – disse Jorge, irritado. -Ela não vai te dar o toco, mas se você demorar, ela vem aqui te puxar pelo pescoço.

Nunca mais eu te conto nada nessa vida – o menino reclamou, ajeitando a gravata vermelha sob a camisa. - Estou pronto.

O menino galgou escada abaixo e escondendo-se entre as colunas, chegou até o jardim, onde Bianca estava sentada na grama, observando a lua. Engraçado como essa menina gosta de olhar a lua, ele notou., pigarreando para chamar-lhe a atenção.

–Oi! - ela o chamou para sentar-se ao lado dela.

–O que a lua tem de tão especial para você? - ele questionou, tirando uma folhinha dos cabelos dela.

–Ah, lua, estrelas, astros celestes… tem tudo a ver com a minha família.

–Você contou essa história, o seu nome e tal.

Ela assentiu, os olhos azuis do amigo atraindo-a. Tomando coragem, ele a abraçou. Já ouvira tantas vezes Gui e Carlinhos contando a voz baixa sobre suas aventurinhas românticas em Hogwarts, e tudo sempre começava com um abraço. Ela encaixou a cabeça sob o queixo do menino, temerosa. Ficaram em silêncio por um tempo até que Fred fez o que estavam ali para fazer. A beijou calmamente, os corações batendo um contra o outro, as testas coladas, a eletricidade correndo solta pelos dois.

Enfim eles se soltaram e voltaram para a torre da Grifinória, Fred ensinando Bianca a se esconder de Filch por entre as colunas. Harry e Jorge esperavam a dupla na sala comunal.

–Oi crianças – disse Jorge. - Gostaram da noite?

–Cale esta boca – disse Fred acompanhando Bianca escada acima. - Boa noite – deu-lhe um selinho.

–Durma bem – ela fez o mesmo para ele e foi para seu quarto.

Ignorando o irmão e o amigo, Fred subiu para o quarto dos meninos quartanistas, mas foi barrado por Harry.

–Espere um segundo, rapaz. Você beijou minha irmã, e vai me contar como foi.

–Vocês não são irmãos – o menino levantou a sobrancelha.

–A gente considera. Agora fala.

Indescritível, o menino pensou. Beijar Bianca tinha sido a melhor experiência de sua vida até o presente momento. Fred só tinha uma saída: desviar o assunto, mas para onde guiá-lo?

–Eu sei sobre você e a Gina, sabia? - Fred rebateu, com pressa.

–Hã? Mas a gente nem…

–Ainda, meu caro Potter. Falta pouco, muito pouco.

O moreno corou. Realmente, eles tinham chegado muito perto de se beijarem, mas a falta de tato de Harry o impedira.

–Tudo bem, só não quebre o coração dela, tá? Ela não merece isso.

Fred assentiu, nunca pensaria em machucar Bianca. No ano anterior, ele não ficara desesperado e irritado porque Voldemort levara a menina para Deus sabe onde? Isso não era uma prova de que ele era absolutamente incapaz de ferir a menina?

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Na manhã seguinte, Fred esperou Bianca na porta do quarto dela para irem juntos ao salão principal.

–Bom dia princesinha – ele cumprimentou.

–Bom dia ruivinho – ela se esticou para receber um beijinho na testa.

A dupla encontrou o restante dos grifinórios e seguiram para o café. As corujas choveram pelas janelas com o correio matinal. Harry recebeu uma carta, e virou-se para o lado, a fim de não deixar Bianca ler.

–De quem é? Do papai? - ela esticou o pescoço.

–E se for? - ele riu, empurrando-a de leve. - São assuntos nossos.

Bianca franziu o cenho e voltou a atenção para a comida. Os segundanistas foram para a tediosa aula de História da Magia, durante a qual Harry escreveu uma resposta para Sirius.

Oi papai – sim Sirius, você é meu pai,

Estou bem, e Bianca também, obrigado por perguntar. Falando na minha irmãzinha – eu sou mais velho que ela, não sou? - ela e Fred ficaram no jardim! Sei, estou chocado, imagino como você deve estar. Meus dedos estavam coçando para que eu lhe contasse isso.

Até sexta à tarde, de seu filho,

Harry Potter.

No intervalo, o garoto levou a carta para Edwiges e foi para a primeira aula de Defesa Contra as Artes das Trevas do segundo ano, na qual não aprenderam nada mais do que as aventuras de Lockhart pela Ásia duelando contra dragões. Nessa aula, Bianca desenvolveu uma nova mania, escrever lembretes de coisas que queria perguntar para Severo sobre Lockhart. O primeiro era dragões brancos de presas amarelas existem?

A turma seguiu para as masmorras, e Bianca estava com o nariz afundado em um livro de feitiços, e não viu quando deu de encontro com um rapaz mais alto que ela, cabelos pretos arrumados em um topete que usava uniforme amarelo dos texugos.

–Oh, desculpe, não te vi… - disse ele, puxando-a delicadamente pelo cotovelo.

–Tampouco eu… - os olhos castanhos do rapaz a fizeram perder a fala.

–Sou Cedrico Diggory, e você, quem é?

–Bianca Black – ela respondeu sorrindo.

O rapaz se afastou, com um sorriso e um aceno, e a menina seguiu para a sala, de onde Severo observava a cena.

–Você viu? - ela perguntou, jogando os materiais na mesa.

–Sim, vi você trombar com o lufano. E sei de mais alguém que presenciou isso também – ele secretou um sorriso maldoso.

–E quem seria?

–Seu namorado.

–Ah, meu Merlim! Fred viu isso? - ela se deu conta do que dissera. Severo se dobrava de tanto rir. - Ele não é meu namorado, está bem? Eu… volto logo.

Correndo como nunca, a menina viu o ruivo se afastando. Juntando ar nos pulmões, ela gritou com toda a força:

–Fred!

O rapaz parou, voltando-se para ela.

–O que aconteceu entre você e Cedrico? - perguntou.

–Nada, nós só nos trombamos.

–Sei, você estava sorrindo e eu conheço esse tipo de sorriso. É o seu sorriso mais verdadeiro e eu achava que era só para mim.

Então o rapaz deu as costas para ela, que se escorou na parede, abraçando os joelhos e afundando a cabeça neles. Seu coração sofrera a primeira punhalada séria.



Notas finais do capítulo

Bom gente, vocês viram que esse foi um capítulo mais "sentimental". E aí, gostaram?