Príncipe Às Avessas escrita por G a b i


Capítulo 7
Não é nada disso que você está pensando!


Notas iniciais do capítulo

Olá! Mais um capítulo chegando para vocês!
Mas antes...
PARA T-U-D-O: P.A.A. RECEBEU A PRIMEIRA RECOMENDAÇÃO *GRITOS HISTÉRICOS*
Srta Prior Eaton (ID: 515434), muitíssimo obrigada pela linda recomendação! Eu adorei muito ♥ O capítulo de hoje é dedicado para você :)
Boa leitura a todos. Nos vemos nas notas finais.



Havia se passado uma semana desde o primeiro beijo entre Calipso e Leo.

E claro que o garoto não conseguia fingir que nada havia acontecido, como Calipso havia pedido.

A cada dia depois daquele beijo, Leo pensou se seria mesmo possível que Calipso também estivesse apaixonada por ele.

Aquilo não podia mesmo ser real.

Calipso definitivamente não podia gostar dele do mesmo jeito que ele gostava dela.

Não. Ela não estava apaixonada por ele. Aquele beijo havia sido um momento de loucura ou algo do tipo.

Se não fosse a ideia que Leo teve para conseguir construir a tal casa na árvore para Calipso, ele provavelmente estaria ficando louco por toda a semana que a garota passou o ignorando por causa daquele beijo.

Calipso não falava com Leo. Ela sequer o olhava nos olhos. Mas Leo se aproveitou disso para colocar seu plano em ação sem que Calipso desconfiasse de nada.

Já que ela o havia afastado, Leo não ia mais na casa dela depois da escola. Mas mesmo assim ele havia cancelado todos os seus serviços no condomínio para se dedicar a construção da tal casa.

A primeira pessoa para qual Leo pensou em pedir ajuda foi Piper.

Ela era praticamente sua irmã. Seu pai, Hefesto, havia se casado com a mãe dela, Afrodite, alguns anos após a verdadeira mãe de Leo morrer em um incêndio quando o garoto ainda era criança.

Desde o casamento entre seus pais, Piper e Leo se tornaram amigos-irmãos. Eles sempre se deram muito bem e adoravam um ao outro.

Mesmo com seus pais tendo se separado logo em seguida, e Leo tendo se mudado e ido para uma escola diferente da qual Piper estudava, eles nunca perderam o contato.

Por isso, Leo sabia que Piper era a pessoa certa para ajudá-lo em seu plano.

E foi exatamente assim.

Piper convenceu sua mãe, Afrodite, a investir naquela área verde do condomínio. A mulher tinha lojas de paisagismo e decoração espalhadas por quase todo o estado americano. Era quase tão rica quanto o pai de Calipso.

Com a intenção de divulgar ainda mais suas lojas, Afrodite fechou negócio com o condomínio. Ela patrocinaria a área verde do local, o transformando em um jardim, que seria uma área de lazer para os moradores. E sendo assim, a permissão para a construção da casa na árvore foi concedida novamente.

E foi aí que Leo entrou em ação.

Uma semana trabalhando. Todos os dias. Até tarde da noite.

O pessoal que trabalhava para Afrodite já havia cuidado de tudo. O espaço havia ficado perfeito; e a casa na árvore, que era inteiramente da responsabilidade de Leo, já estava quase pronta. Só faltava a decoração interna.

E era exatamente sobre isso que Leo e Piper estavam conversando naquela tarde de sexta-feira, no quarto do garoto.

— Eu pensei em fazer algo parecido com o que havia no segundo andar da estufa que ela tinha. — Explicou Leo.

Piper tinha uma agenda em mãos onde ela anotava todas as ideias que eles tinham para a decoração.

Estavam jogados cada um de um lado da cama, em meio a pacotes de salgadinhos, bolachas, latas de refrigerantes e outras besteiras dignas de uma alimentação adolescente. Sem contar as folhas de caderno com esboços de como Leo imaginava a decoração da casa.

— Você ama mesmo essa garota. — Foi o que Piper disse. Leo deu um sorriso, assentindo. — Eu ia gostar se Jason construísse uma casa na árvore para mim. — Leo riu e Piper continuou. — Mas acho que já fico feliz que ele consiga preparar uma boa refeição vegetariana para mim em nossos encontros. — Agora foi a vez de Piper rir.

— Jason é um cara legal. E ele tem sorte de namorar a rainha da beleza. — Era assim que Leo chamava a irmã.

Piper era mesmo muito bonita. Uma garota de pele bronzeada, corpo curvilíneo e rosto delineado. Cabelos marrom chocolate geralmente trançados. Olhos expressivos, multicoloridos. Piper era aquele tipo de garota simples, que não ligava nada para roupas e maquiagem, mas que era definitivamente encantadora.

— Calipso também tem sorte de ter alguém como você. Ela só ainda não quer admitir isso. — A garota lançou um sorriso do tipo incentivador para Leo e continuou. — Mas pelo o que você me contou, aposto que é só uma questão de tempo para que ela admita que também gosta de você.

— Como eu ia dizendo... Acho que seria legal ter alguns puffs, prateleiras, uma mesa para ela desenhar.

— Não mude de assunto, Leo Valdez. Pode ir me contando o resto. — Piper cruzou os braços fingindo estar brava. — Vamos, sei que você ainda está me escondendo algo.

***

Calipso tentou afastar aquele sentimento de dentro do seu peito com todas as suas forças.

Ela simplesmente não podia.

Estava com medo.

Medo do que pudesse estar sentindo por ele.

Mas aquele beijo... Aquele beijo só serviu para provar o que de fato ela sentia por Leo Valdez.

E Calipso não conseguia mais evitar. Ela tentou. Por uma semana ela ignorou Leo.

Mas ela não estava mais aguentando. Era mais forte do que ela.

Calipso sentia falta de Leo. Falta dos momentos que eles passavam juntos, falta das brigas, dos insultos. Ela sentia falta até das piadas sem graça e daquela voz irritante a chamando de babe.

Calipso tentou lutar com todas as forças contra o que ela sentia por Valdez. Mas ela simplesmente não conseguia mais esconder seus sentimentos.

Não podia esconder.

Não queria esconder.

Tudo o que a garota queria era outro beijo daqueles.

Calipso queria, finalmente, ser feliz.

A garota levantou da cama e trocou de roupa. Colocou uma skinny jeans preta, uma blusinha branca escrito "awesome" e o bom e velho All Star branco. Trançou o cabelo de lado, deixando algumas mechas soltas e colocou uma headband marrom. Não passou maquiagem, afinal, ela não gostava e muito menos precisava disso. Calipso era linda ao natural, sem nenhum esforço.

Depois de se arrumar, pegou o tal desenho do dragão de bronze — que já estava finalizado e devidamente guardado dentro de um envelope pardo.

Calipso desceu as escadas e mandou que preparassem o carro. Ela iria para a Bunker 9 Oficina Automotiva. Iria para a casa de Leo. Entregaria o desenho de presente a ele como forma de desculpas e depois... Bom, depois ela diria aquilo tudo que ela não estava mais aguentando esconder.

***

— Não estou escondendo nada! — Leo tentava convencer Piper.

— É claro que está! Anda, me fala logo o que é. Fala. Agora. Leo.

Aquilo era muito estranho. Ela simplesmente falava pausadamente olhando no fundo dos seus olhos e você não tinha como recusar. Um dia Leo ainda descobriria qual era o truque de Piper.

Leo foi até uma das gavetas da escrivaninha e tirou de lá um pedaço de papel amarelado. Um dos pedaços de páginas do antigo diário de Calipso que ele já guardava consigo fazia bastante tempo.

— Pronto. Leia e me diga se você pensa o mesmo que eu. Por que não pode ser possível!

Piper pegou o pedaço de papel e leu em voz alta:

— Hm... Medo, sentindo por ele. O que... Ah, meus deuses! Ah, meus deuses, Leo! É isso, a Calipso gosta de você! Ela gosta de você, mas por algum motivo está com medo desse sentimento. — Piper se jogou em cima de Leo, o abraçando.

— Será que gosta mesmo? — O garoto disse após se desvencilhar do abraço sufocante da irmã.

— Claro que gosta! — Disse, animada. Leo sorriu de lado. — Por que você não me contou sobre esse papelzinho antes?

— Por que eu sou um idiota, talvez?

— É, você é mesmo um idiota. — Piper riu.

— Não era para você concordar! — Leo riu também, derrubando a irmã em cima da cama e começando a fazer cócegas nela.

Piper gritava e ria ao mesmo tempo, implorando para que Leo parasse com aquilo.

E foi exatamente nesse momento que ela chegou.

— Mas o que... — Calipso falou baixinho. Ela estava na porta do quarto de Leo vendo aquela cena. Deixou o envelope com o desenho cair no chão, e foi só aí que Piper e Leo se deram conta da presença da garota ali.

— Calipso? — Disse Leo, saindo de cima da irmã.

— Eu não queria atrapalhar. Desculpa. — Uma lágrima escorreu pelo rosto da garota.

Calipso saiu correndo escada abaixo. Nem sequer se deu ao trabalho de juntar o envelope do chão.

Ela havia entendido tudo errado.

Não era possível que aquilo estivesse mesmo acontecendo.

Leo saiu correndo atrás de Calipso.

Ele precisava explicar quem era Piper. Precisava dizer que ela era apenas a irmã dele.

Céus, como Calipso podia pensar que ele teria olhos para outra garota além dela?

Leo alcançou Calipso quando ela estava abrindo a porta do carro para ir embora.

Ele segurou a garota pelo braço.

— Eu preciso te explicar o que estava acontecendo lá em cima. — Leo estava ofegante devido a corrida.

— Você não precisa me explicar nada, Valdez. — Calipso se soltou do garoto e entrou no carro. — Eu já entendi tudo.

— Calipso, é sério. Você precisa me ouvir.

— Eu não deveria ter vindo. — Fechou a porta do carro e mandou que o motorista desse partida.

— Não é nada disso que você está pensando! — Foi o que Leo gritou para Calipso. Mas o carro já estava longe.



Notas finais do capítulo

Hey!
Quem faz as coisas darem errado (de novo) quando pareciam que iam dar certo? Isso mesmo, o destino! Não, não foi a autora *carinha inocente* haha
Mas enfim... A pergunta é: E agora?
Me digam o que acharam desse capítulo!
Ando sentindo a falta de algumas carinhas por aqui, hein!? Gente, quando vocês não gostarem de algo, fiquem à vontade em dizer, ok?
E você, fantasminha, ainda estou te esperando nos comentários, viu!? Deixe de ser um fantasma! Let's be friends! [insira uma carinha fofa aqui]
Ok, era isso. Até sexta-feira que vem!
Xoxo,
G a b i.



(06/11/2015)