Caminhamos Juntos. escrita por Vic


Capítulo 1
Capítulo 1 - O que há com você?


Notas iniciais do capítulo

ALOHA! EU VOLTEI!
Lembram? Prometi que voltaria e...cá estou.
Essa fanfic é a minha segunda e eu estou muito feliz.
Não sei se contei para vocês mas, cada fanfic leva um pouco de mim, eu geralmente adiciono meus sentimentos ao personagem. Acredito que deixe mais real. Enfim, boa leitura jovens!



Em meio a tantas andanças por estes mares, me pergunto se existe mesmo algum One Piece. Tudo parece tão distante e quanto mais avançamos mais complicado fica, confesso, o que me tem aqui é a ambição de Luffy. Já estou aborrecida com esta vida, navegamos, lutamos e próxima ilha. Embora eu seja feliz, me sinto com algo em pendencia, me sinto incompleta. Preciso descobrir...O único lugar que realmente gostei de visitar foi Skypiea, me maravilhei com a cidade flutuando e com a beleza sem igual do ambiente. Era minha primeira aventura com eles, ali compreendi o que significa amizade, e acima de tudo, família. Já faz tanto tempo desde que sorri, as vezes me lembro do passado, essa ferida ainda dói, já não sou mais criança, então aperto os olhos para segurar as lágrimas.

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Com o rosa que tomava o céu, resultado do pôr-do-sol, eu sorvia meu café, mordiscava alguns Cookies e lia sobre um romance jovem. Meus olhos percorriam lentamente cada linha do livro, atentos. De repente, foram tomados por lágrimas...

‘‘E ao cair da noite percebi. Eu o amava, não precisava mais esperar, não iria me importar com o resto. Era o meu garoto, a única pessoa do mundo na qual eu amava mais que tudo. ‘’

Ao notar que estava sendo inteiramente tomada pela emoção, marquei a página e fechei o livro. Debrucei-me sobre a mesa a minha frente. O movimento fez o café balançar, provocando ondas na pequena xícara.

‘’ Amor? É isso que me falta? Parece tão improvável... ‘’

Bebi por inteiro o café, e pôs-me a observar o prato com 3 biscoitos, estava sem fome. Logo lembrei de Chopper, ele passara o dia todo preparando remédios, ninguém havia o visto. Resolvi levar os biscoitos para a pequena rena, depois voltaria para recolher a xícara e o livro. Caminhei pelo navio em direção ao ‘’ consultório do Dr. Chopper ‘’ e bati na porta.

Em seguida, distingui a silhueta da rena pela pequena fresta da porta que estava a se abrir.

──Chopper! Falei já mostrando os biscoitos.

──OH! São para mim? Disse a rena, saltitando de alegria

── É claro, pode pegar, já vou indo, tenho trabalho a fazer.

── Obrigada Robin!

Depois de fazer o que devia, fui observar meu pequeno jardim.
Cada pétala, pra mim, era um pequeno reservatório de delicadeza, dedicação e amor. Cada flor trazia uma lembrança, o suor de quem as plantou, as mãos sujas de terra e enfim um aroma doce ao ar.
Passeei pelo navio, contemplei cada parede, pensei em Franky as construindo. Sorri. Com o mesmo sorriso, caminhei até a cozinha ao encontro de Sanji, que preparava o que parecia ser algo delicioso. A cozinha estava tomada por aromas, também deliciosos. Notei que o mesmo parecia não ter notado minha presença, pus então, minha mão em seu ombro para avisar que havia chegado. Pude sentir um pequeno tremor no corpo dele, talvez tivesse se assustado. Logo virou-se para mim, sorrindo...
──Robin-chan, como vai?
──Bem, e você?
──Melhor agora.
Ele soltou suas panelas e agarrou minhas mãos, logo estávamos dançando pela cozinha, deixei-me levar, fazia tempo que não me divertia. Ri intensamente, e o cozinheiro também. Depois de alguns minutos, paramos...
──Olha, não é que a Robin-chan dança bem!
──Não me subestime. Sorri.

Sentei na mesa e observei cada um chegar, Nami, Zoro, Luffy, Brook, Franky, Ussop e Chopper.
As vezes, Franky contava piadas, juntamente com Ussop, que imitava a voz dos personagens. Depois tentou imitar Sanji, sem sucesso, pois foi atingido com uma frigideira na cabeça. Todos rimos enquanto Chopper o socorria.
Sanji preparou uma carne deliciosa, senti água na boca apenas por olhar. Logo, recebi meu pedaço. Brook me olhou, então disse:
──Robin-san, você é uma moça magra e bonita, não deve comer tanto assim, por que não trocamos de prato? Hein?
──Meu corpo depende de cada nutriente, já o seu....
Todos riram, Brook também.
Notei que Zoro mantinha uma expressão fechada e confusa, quando percebeu que eu estava o observando, corou e seguiu comendo. Perguntei-me: ‘’Zoro-kun parece estranho, deve ter acontecido algo...Devo perguntar? Melhor tentar, vai ver é algum problema com o navio.’’
Depois da janta, fui ao meu quarto e soltei o cabelo, alguns fios caíram ao rosto, tive a impressão de estar com o cabelo escorrido demais, mesmo assim ignorei. O prendedor já estava machucando mesmo. Sai para observar o céu, novamente peguei Zoro com a expressão fechada e confusa, coloquei meus pensamentos em ação.
──Zoro-san?
Ele virou-se rapidamente, pareceu assustar-se, acabei por me assustar também.
──Ro-robin? Engoliu seco.
──O que há com você?
──O que há com você?!
── Hã?
──Seu cabelo...está diferente! Acusou-me.
──É, eu sei.
Na tentativa de acalma-lo, fiz um coque arranjado, e então sorri.
──Agora deixe-me perguntar, o que há com você?
──Não há nada de errado comigo. Rebateu.

Zoro-san saiu pisando forte, e eu, fiquei ali plantada sem saber o que fazer. Na humilde tentativa de consertar o erro, o chamei:

──Zoro-san! Espere...por favor.

Ele parou, embora seu interior suplicasse por um pouco de maturidade, indagou:

──O que há agora? Quer saber aonde eu vou também?

Senti meu corpo estremecer, uma ponta de arrependimento caiu sobre mim.

──Desculpe.

Meus olhos foram tomados por lágrimas insistentes, e eu corri. Corri dali, corri de tudo. Não sei o que aconteceu com ele, pois fiz questão de não olhar para trás. O caminho todo, questionei os valores que eram importantes para quem vivia naquele navio e lamentei o desentendimento.

A união era um adjetivo facilmente usado para nos descrever. Para descrever a mistura de determinações que resultavam em força. Uma força inimaginável, incomparável, uma força sobrenatural...Denominada ‘’ Bando dos chapéus de palha ‘’!

Ao me deitar na cama, chorei ao lembrar do passado. Antes eu era tão forte...Por que diabos eu estou ficando fraca?! Logo me sentei na cama, determinada. Pensei: ‘’ Um espadachim idiota não irá tirar minha vontade de viver com algumas palavras! Ninguém vai me derrubar! Eu prometi. ‘’ A seguir, repassei a palavra viver em minha mente, e as cenas daquele dia chegaram sem bater na porta.



Notas finais do capítulo

Espero do fundo do coração que tenham gostado.
Até o próximo capítulo! ♥