Amassos, por Rita Skeeter escrita por Pokie


Capítulo 1
Amassos Rita Skeeter


Notas iniciais do capítulo

Para quem ainda não leu o conto citado: http://atl.clicrbs.com.br/infosfera/2014/07/08/harry-potter-esta-de-volta-leia-na-integra-a-traducao-do-conto-inedito-de-jk-rowling/e para quem não leu a final de Quadribol:http://potterish.com/2014/07/qwc-2014-final-entre-brasil-e-bulgaria-ao-vivo/



“O senhor e a senhora Bill Weasley talvez fiquem felizes em saber que sua linda e loira filha Victoire parece se sentir atraída para qualquer canto escuro que Lupin esteja enfiado. A boa notícia é que ambos parecem ter inventado um método de respirar por suas orelhas. Não consigo pensar em outra maneira deles terem sobrevivido por tempos tão prolongados de, como diziam na minha época, ‘amassos’.” - Rita Skeeter, Pottermore.

Amassos

Escrita pela correspondente de fofocas do Profeta Diário, Rita Skeeter.

Existem amores – e existem amores. É claro que, sem amassos, amar não deve ter graça para os descendentes dos heróis da guerra, ou os adolescentes em geral dos dias de hoje. A mais velha e rebelde da nova dinastia Weasley foi sorteada e abençoada com o melhor da parte da família: sua estonteante beleza – culpemos só a mãe por isso. Victoire Weasley pode ser considerada a beleza em personificação, tem o cabelo, o rosto, o corpo desejado por absolutamente todos os hormônios masculinos, digno de uma garota que compartilha do sangue veela de Fleur Delacour e o charme disputado de Bill Weasley nos tempos da brilhantina (antes de ser devorado por Fenhir Greyback, no sexto ano do Herói). Mas ser linda não é tudo.

Victoire – também apelidada carinhosamente de cupcake por seu amigo de longa data e namorado – é o que podemos definir como a cabeça de vento. Distraída (ou apaixonada, não podemos realmente decidir), na maior parte do tempo sabe como perder a irmã mais nova de vista, quando sua tarefa é ficar de olho nela enquanto os adultos precisam salvar o mundo. Mas não é à toa o que dizem sobre como irmãos mais velhos ficam tão enciumados quando perdem a atenção dos pais para os mais novinhos. Não podemos culpar Victoire por tentar tirar “acidentalmente” Dominique do seu trono de abelha rainha da família. E há quem escute sobre como Fleur deixou de lado seu amor pela primogênita para se certificar de que Dominique não herdasse as madeixas horríveis que parecem tanto assombrarem os ruivos da família Weasley há décadas. Victoire, aparentemente, conseguiu a façanha de nascer unicamente loira em meio ao mar de vermelho que habita A Toca (sorte a dela). Nem por isso, acrescento, ela deixou de adquirir sardinhas nas bochechas que parecem atrair para perto os lábios do selvagem Edward “Teddy” Lupin, tragicamente órfão na guerra – uma história de arrancar lágrimas dos olhos.

Não há dúvidas de que ela poderia ter “escolhido alguém melhor”, claro, mas o amor – adolescente – é cego. Lupin é absolutamente o oposto de sua amável cupcake. Regrado por uma megera Andromeda e disputado pela atenção do padrinho depois que Ginevra Potter decidiu que cabiam três crianças em um mesmo berço da casa, Teddy Lupin pode ter se tornado aquele tipo de garoto não-muito-atraente, mas de capacidade atrativa pelo seu jeito misterioso, rebelde, de olhar profundo, sorriso de lado, piercing na orelha e um repertório de arco-íris para o cabelo. Um garoto descolado, cool, punk, sexy. Quem culparia a linda Victoire por se sentir atraída com tantas qualidades irresistíveis que definem a forma humana de um lobisomem selvagem? Ela vê nele muito mais do que qualquer outra garota. Não há outra explicação por ela aturar os problemas do namorado de não comandar as pernas, pois está sempre rastejando pelo chão como um animal selvagem toda vez que tropeça em seus próprios pés. E alguém deve avisá-lo que não é aconselhável andar por aí com os cadarços do coturno desamarrados. Onde está o Herói neste momento, avisando-lhe dos riscos e dos perigos? Não é para isso que os padrinhos servem?

De qualquer maneira, relacionamentos não são fáceis. Esse casal já passou por diversos problemas, mas nada que uns amassos não resolveram a situação. O sr. Lupin e a srta. Victoire são o tipo de casal que termina e, no mesmo dia, voltam aos amassos porque aparentemente é impossível que um deles fique sem o outro por mais do que o tempo de ida ao banheiro (embora eu esteja começando a duvidar que os dois se separarem nesse momento também).

Eles querem esconder, mas são tentativas absurdas e pateticamente falhas. Nada discretos em suas vontades, talvez eles ainda não saibam disfarçar os desejos adolescentes em qualquer cantinho isolado de uma festa. Esquecem de se importarem com qualquer coisa que existe ao redor deles. É um tempo perdido o tempo que não estão se beijando. O amor adolescente é realmente arrebatador.

Fico me perguntando o que a patriarca da família pensa, quando não está se preocupando com os fios brancos que começaram a aparecer no cabelo. Sua querida e boazinha neta com o resultado do amor incondicional e proibido de Tonks e Remus. Boatos de que a patriarca Molly Weasley, antes de aceitar o casamento de seu primogênito com a Fleuma, desejaria que a filha da deserdada Andromeda Tonks se casasse com ele. Mas, como aprendemos ao longo da vida, o amor não parte de escolhas e vontades. Simplesmente acontece e devemos aceitar isso. A ironia bate em nossas portas, porque seus filhos agora estão tão unidos quanto os chicletes que constantemente James Sirius gruda no cabelo de sua irmã Lily Luna, resultando em frustrantes tentativas de Harry Potter colocar alguma ordem dentro da família.



Notas finais do capítulo

Coisinha bem rápida, querendo me acostumar ao estilo de fofoca da Rita Skeeter! Super exagerada, mas, no fundo, com algum grau de razão.Pelo jeito que ela deu tanta informação sobre Teddy e Victoire na coluna de fofoca e nos comentários da final de Quadribol, tenho certeza que shippa esses dois tanto quanto eu.