Planos Nunca Resultam. escrita por Marril


Capítulo 1
Capítulo único


Notas iniciais do capítulo

Olá a todas/os!

Como eu já disse esta é a minha primeira fanfic.

Espero que gostem e desfrutem da leitura...



Como eu pude ser tão burra e idiota ao ponto de acreditar que um dia eu poderia vir a apaixonar-me, ser correspondida, namorar e por fim ser feliz. Agora riu-me destes pensamentos ingénuos e infantis. O amor só existe mesmo nos contos de fada, no mundo real ele é uma total farsa! Tão falso e frágil…E o que ele nos traz? Dor e agonia da pior que existe, apenas isso e mais nada.

Foi por isso tudo que mudei-me para Sweet Amoris, para conseguir esquecer tudo e recomeçar de novo, provavelmente com uma nova vida e nomeadamente com apenas um objectivo: Não me apaixonar! Mas, para variar os meus planos nunca saem como eu quero ou espero e ao fim de dois meses apercebi-me do que não queria de modo algum que acontecesse: Eu tinha-me apaixonado outra vez, agora já não havia volta a dar tudo iria começar de novo…ou não.

E como eu descobri que estava apaixonada? É fácil, uma simples história.

Flashback ON

Mais ou menos dois meses se passaram desde que entrei para a escola Sweet Amoris, que nome mais ridículo, apenas traz más… não, péssimas recordações. Mas o que posso eu fazer? Nada, se quero recomeçar tem de ser agora!

Era um dia normal, eu acho, levantei-me e preparei-me para a escola, mas antes de sair visualizei-me num espelho que estava agarrado ao armário e chegava a mostrar o meu corpo inteiro. Sorri vitoriosa com a visão que tive. Eu já não era como era antes de mudar de cidade, o meu cabelo castanho escuro era, e ainda é, castanho muito claro com algumas madeixas da minha cor natural, as minha roupas de menina insegura, ingénua e fraca foram substituídas por umas de uma rapariga forte, determinada e segura de si mesma.

Saí de casa a ler um livro chamado “Anjos e Demónios” de Dan Brown, este era o quinto ou sexto livro que lia nestes dois meses, ai como eu adoro ler. Bem, não importa, continuei a andar e a ler ao mesmo tempo, despreocupa com o caminho, pois eu já o sabia de cor e salteado. Cheguei relativamente rápido à escola, Lysandre estava ao portão, quando passei por ele cumprimentei-o e ele retribuiu, provavelmente estaria à espera do Castiel ou talvez de outra pessoa.

Dirigi-me para a minha sala, passando primeiro pelo meu cacifo, de onde retirei os livros que iria necessitar. Encaminhei-me para a sala parando à porta, esta apenas possuía cerca de meia dúzia de alunos, mas o que me surpreendeu foi que ele estava lá, o que não era costume acontecer.

Quando me viu sorriu e por pequenos gestos pediu para que eu me aproximasse dele, assim o fiz e ainda agora não sei o porquê de eu ter obedecido.

–Bom dia! – Disse-me.

–Bom dia. – Respondi. – Ah, hoje vieste mais cedo para a aula! – Comentei.

–Sim pois, já não havia mais nada para fazer no grémio, portanto vim logo. – Explicou.

Não havia muito mais a dizer entre nós por isso permanece-mos em silêncio, o que não durou muito pois o professor chegou, pediu todos se sentarem nos seus lugares dando assim início à sua aula. Só teríamos aulas de manhã o que me conferia tarde livre para fazer o que quisesse.

O tempo passou rapidamente e quando dei por mim já as aulas tinham acabado e como sempre eu tinha “viajado” em todas elas, enquanto nos intervalos lia. O mais engraçado é que mesmo não prestando atenção eu conseguia boas notas e era até considerada uma das melhores alunas da turma.

Depois da última aula terminar, os alunos foram saindo, ficando apenas eu na sala. Levantei-me pronta para voltar para casa, contudo quando passei pela carteira dele reparei que ele tinha deixado o estojo. O que eu deveria fazer agora? É claro que iria entregá-lo.

Okay, preciso de um plano. Primeiro: guardo o estojo. Segundo: passo pelo grémio. Terceiro: entrego-lhe o estojo. Quarto: trocamos algumas palavras. E quinto, vou para casa normalmente. Pronto, vai tudo correr bem, como planeado.

Saí da sala, tudo bem por agora, troquei os meus livros, guardando os que não necessitava no cacifo e retirando deste os que iria precisar. De seguida passei pelo grémio, parei à porta pronta para bater na mesma, mas antes de o fazer ouvi vozes, não seria conveniente interromper uma conversa por isso aguardei, porém como eu sou muito curiosa (o que não devia), tentei escutar a conversa, como só ouvia sussurros esperei que as vozes cessassem para eu entrar. Quando isto aconteceu entrei, esquecendo-me de bater à porta antes. Não entrei completamente, adentrei apenas com a minha cabeça espreitando lá para dentro e o que eu vi? Algo que nunca esperei ver, ele estava a beijar outra rapariga, não sabia quem ela era pois estava de costas para mim. De repente ele abriu os olhos e viu-me. Lágrimas subiram-me aos olhos, mas eu não permiti que caíssem.

Fechei a porta bruscamente de propósito e corri sem rumo até parar na estufa da escola, onde ficava o clube de jardinagem, que nesse momento estava deserto, facilitando assim o facto de querer ficar sozinha e ninguém me ver. Sentei-me oculta pelos diversos vasos existentes e foi aí que desabei em lágrimas e mais tarde soluços. Não compreendia o que se tinha passado nunca tinha sentido algo assim, como se o meu coração tivesse sido apunhalado e despedaçado, nunca me tinha sentido assim nem mesmo quando fui rejeitada e humilhada no ano passado, o que provocou a minha mudança. Eu não podia, era assim que todos diziam ficar quando sofriam por amor, eu não queria, não era possível estar apaixonada. Ou será que era?

Ouvi passos, o que me trouxe de volta à realidade. Engoli novamente as lágrimas e espreitei na tentativa de ver quem seria, consegui, mas percebi que era ele, o meu coração acelerou e eu encolhi-me mais para não ser descoberta. Resultou, fiquei aliviada e, mal ele se afastou, eu corri rapidamente em direcção ao meu apartamento.

Não me apetecia ir já para casa por isso parei num parque, sentei-me num dos bancos observando as pessoas, havia vários casais, todos eles estavam felizes e sorridentes, desfrutando daquilo que eles chamam de amor. O mundo parecia-me indiferente, voltei para casa na tentativa de esquecer os últimos acontecimentos.

Cheguei a casa exausta, entrei, tranquei a porta e atirei-me ao sofá, novamente as lágrimas apareceram para fazer-me companhia, o meu telemóvel tocava de vez em quando, mas depois começou a ser repetitivamente e constantemente, o que irritou-me e fez com que eu o atirasse contra a parede, partindo-o e deixando-o fora de serviço.

Flashback OFF

Já tinha parado de chorar, não havia mais lágrimas para derramar, eu ainda permanecia deitada no sofá pensando em coisas sem sentido quando fui interrompida pelo toque da campainha. Não liguei, mas como o som persistiu e já começava a irritar, levantei-me pronta para abrir a porta e descarregar tudo o que tinha entalado na garganta à pessoa que estava do outro lado, independentemente de quem era.

Abri-a ligeiramente, espiando pela fresta para ver que era.

–Que queres? – Perguntei fria. Ele era a última pessoa desejava ver naquele momento.

–Conversar – Disse-me.

–Não me apetece. E não temos nada para falar. – Permaneci fria e ríspida.

–Então ouve-me apenas, deves querer uma explicação.

–Nem por isso – A verdade é que queria, sim, mas receava ouvir a verdade, especialmente se for ele a dizer-me que gosta dela.

Ele suspirou

–Posso entrar? – Perguntou.

–É-me indiferente. – Respondi.

Ele entrou e sentou-se no sofá ao meu lado.

–Tentei ligar-te. – Informou-me.

–Não notei. – Rematei.

–Nota-se. – Disse enquanto apontava para o telemóvel partido.

–Que queres então? – Perguntei novamente

–Explicar-me. – Disse-me

–Não me deves nenhuma explicação. – Retorqui.

–Isso não é verdade. – Replicou.

–Fala então. – Disse aborrecida.

–Foi ela que me beijou, não eu! – Exclamou

–Mas tu retribuíste! – Rematei levemente irritada.

–Isso é mentira! Eu não fiz nada, fiquei apenas imóvel. – Justificou-se.

–Mas também não a afastas-te. – Contrapus sem pensar.

–Ela apanhou-me de surpresa.

–Que seja. A tua vida pessoal não me diz respeito.

–Foi por isso que perguntas-te? – Sugeriu.

–Olha, Nath, se me vieste atirar isso à cara podes ir-te embora, eu não me importo, só tentei colaborar para resolvermos as coisas. – Disse calma, o que não estava.

–Tens razão, desculpa-me. – Disse-me arrependido.

Ficamos em silêncio, não sabia o que podia ou devia dizer.

–Marril, eu preciso dizer-te uma coisa e não pode passar de hoje.

Fechei os olhos, o que ele ia dizer? Que me odeia? Que não quer nada comigo além de amizade?

–Eu … amo-te. – Disse.

–Sim, eu sei que ode… O quê? – Eu estava incrédula.

–Eu amo-te, pronto já disse. Sabes eu nunca pensei amar ninguém, mas depois tu apareceste e eu…

Ele não terminou a frase pois viu lágrimas a criarem-se nos meus olhos e a rolarem pela minha face abaixo. Elas eram de felicidade, o que nunca pensei que pudesse acontecer, simplesmente aconteceu.

–Eu também te amo. – Disse por fim, limpando as lágrimas.

Ele sorriu vitorioso e eu também. Fomos nos aproximando lentamente até os nossos lábios se juntarem num beijo calmo mas profundo.

Um beijo que nunca iria esquecer. O meu primeiro beijo, que por acaso não entrava nos meus planos. Aliás nada disto estava neles. Afinal os meus planos nunca resultam.

The End .



Notas finais do capítulo

Obrigada por lerem.

Se quiserem deixar algum comentário terei todo o gosto em lê-lo e responder.

Bjs Marril .



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