O Pedido escrita por Laarc


Capítulo 27
A história do inevitável


Notas iniciais do capítulo

Narração (normal)
"Diálogo"
'Pensamento'
Flashback (itálico)




Se alguém fosse descrever Garfield Logan, certamente que os adjetivos 'descontraído', 'animado' e 'brincalhão' seriam citados, porque era assim mesmo que o jovem metamorfo era. Por outro lado, adjetivos tais como 'preocupado', aflito' e 'sério' seriam prontamente ignorados. No entanto, naquele dia em especial, Garfield não estava se sentindo muito bem. Na verdade, o rapaz estava a experimentar uma gama de sensações muito... atípicas para ele.

Pra início de conversa, ele estava preocupado.

Muito preocupado.

Na noite anterior, três dos seus amigos haviam deixado a Torre para investigar uma pista sobre a possível localização do esconderijo do novo Irmão Sangue, mas até agora, o que seria algo em torno de cinco horas da tarde, nenhum deles dera o menor sinal de vida ainda. E por mais que Garfield queria se convencer de que era exatamente isso o que o estava deixando muito ansioso e aflito, lá no fundo, ele sabia que esse não era o real motivo do seu tormento.

Porque o herói esverdeado estava muito mais preocupado com um outro titã em especial... ou melhor, com uma outra titã. Uma certa titã que não fora com os demais procurar o vilãozinho mais badalado do momento, mas uma titã que permanecera com ele na Torre.

E essa titã, geralmente tão discreta e reservada, mas ao mesmo tempo tão misteriosa e enigmática, tinha penetrado na mente do verdinho de tal forma que ele não mais conseguia tirá-la de seus pensamentos.

E isso estava deixando Garfield louco.

Não importava se ele se encontrava na cozinha, na academia, na sala ou na privacidade que o seu próprio quarto lhe oferecia. Porque ele sentia que ela também estava lá.

Ela estava em todos os lugares.

Podia sentir o seu cheiro no ar, suave, mas ao mesmo tempo, penetrante e intenso. Podia escutar o som da sua voz, dos seus passos ligeiros, da sua capa esvoaçante. Podia ver o seu vulto esgueirando-se pelos cantos, pelas esquinas, pelas sombras. Seguindo-o... perseguindo-o... assombrando-o como um fantasma... como um espírito errante.

Ela estava em todos os lugares. E ele deveria estar mesmo ficando louco.

Porque ela não poderia estar em todos os lugares. Pra começar, Ravena nem havia deixado o seu quarto ainda. Isso mesmo... a última vez que Garfield a vira fora na noite anterior e depois disso a porta do quarto da empata não se abrira uma única vez.

O que ela poderia estar fazendo até agora? Dormindo? Muito improvável. Ravena sempre acordava cedo e de modo algum ela passaria o dia todo dormindo. Talvez ela estivesse meditando e tentando recuperar os seus poderes, afinal de contas, Asa Noturna não tinha comentado alguma coisa sobre a empata ter perdido os seus poderes devido à viagem no tempo? Ou quem sabe ela estaria aproveitando esse "tempo livre" para ler um livro qualquer de algumas centenas de páginas e de existência completamente desconhecida para Garfield.

Mas será que ela estava bem? Talvez ela estivesse se sentindo muito cansada e indisposta para deixar o quarto. Talvez ela estivesse precisando de alguma ajuda! Ravena já estava naquele quarto há tanto tempo que ela poderia muito bem estar com fome! Ou talvez com sede... Ou quem sabe com vontade de tomar um daqueles chás horríveis que só ela conseguia beber.

Ou talvez Garfield estivesse só sendo um idiota que por algum motivo desenvolveu uma obsessão repentina – e pra lá de inoportuna – por sua colega de equipe.

Ótimo... era só o que faltava!

Franzindo as sobrancelhas, apertando um pouco os olhos e mordiscando o seu lábio inferior, o verdinho tentou pela milionésima vez apagar esses pensamentos de sua mente e se concentrar no videogame que estava jogando.

E pela milionésima vez, ele falhou miseravelmente.

Não havia jeito, ele simplesmente não conseguia parar de pensar em Ravena. Não conseguia parar de sentir o seu cheiro, ou de sentir sua presença, ou de... de sentir o seu toque macio, os seus beijos ardentes, o seu hálito fresco acariciando a sua pele... exatamente como sentira no seu sonho.

Não era todo dia que Garfield tinha um sonho como aquele. Na verdade, fazia muito, mas muito tempo que ele não tinha um sonho molhado. Porque uma coisa era ser um garoto frustrado – e verde – de quatorze anos de idade e que morava com duas beldades titânicas, e outra coisa era ser um rapaz confiante – e verde – de dezenove anos de idade e com uma intensa atividade sexual.

Mas aquele sonho fora bem diferente dos sonhos que ele costumava ter durante a sua adolescência. Porque nunca antes o jovem herói tivera um sonho que fosse tão confuso, tão assustador, tão real e ao mesmo tempo tão absurdamente prazeroso.

Um sonho com Ravena.

E tudo o que acontecera naquele sonho fora tão vibrante, profundo e tangível que era até difícil de acreditar que aquilo fosse apenas uma fantasia, uma mera manifestação dos seus desejos mais secretos e furtivos. Para ele, aquilo poderia muito bem ser uma lembrança...

"Use as minhas memórias e lembre-se... lembre-se do que você não deveria ter esquecido."

Lembrar... ele deveria se lembrar de alguma coisa...

Mas não havia nada para se lembrar. Não é mesmo?

Com um grunhido raivoso, jogou o joystick no chão e desligou o videogame. Aquilo já era demais! Ele não só passara a noite inteira sonhando com Ravena como também passara praticamente o dia todo pensando nela! E ele precisava fazer alguma coisa. Aquilo tinha que parar!

Então, ele teve uma ideia audaciosa. Estufou o peito, cerrou os punhos e, com passos largos e repletos de confiança, se dirigiu ao corredor. Ele precisava tirar Ravena da sua mente. Precisava parar de se preocupar com ela e de teorizar sobre o que a garota poderia estar fazendo até agora na reclusão de seu quarto. Precisava entender porquê o seu peito doía cada vez que a imagem dela se formava em sua mente e porquê, de repente, ele estava se sentindo tão... vazio.

E para entender com exatidão o que estava acontecendo, ele precisava, e muito, conversar com ela.

.

.

Havia muitas coisas que Garfield não sabia sobre Ravena.

Primeiramente, ele não sabia que, assim que a moça entrou no quarto na noite anterior, ela estava se sentindo tão exausta, tristonha, desolada e todas essas outras coisas horríveis que alguém que sofre de coração partido experimenta, que ela não percebeu que havia esquecido de fazer algo muito simples. Assim que fechou a porta, ela se esqueceu de trancá-la. Então, quando o metamorfo encostou de leve no metal, se preparando para bater e perguntar se Ravena estava bem, a porta deslizou para o lado, concedendo ao jovem esverdeado total acesso ao quarto da empata.

E Garfield não precisou pensar duas vezes, ele entrou.

Outra coisa que o herói não sabia sobre Ravena era que a moça não dormiu nem um pouco naquela noite. Depois de passar horas e horas se lamentando e de deixar toda a sua frustração, angústia e mágoa se manifestarem na forma de doloridas lágrimas, Ravena gastou o restante de sua energia para ir até Nunca Mais em busca de respostas. A moça não sabia dizer ao certo quanto tempo ficou vagando pelas escuras esquinas da sua própria mente, mas assim que retornou, seu corpo não poderia estar mais esgotado. E ela não teve outra alternativa a não ser sucumbir à exaustão e se entregar por completo a um pesado sono. Como a sua janela estava coberta por uma grossa cortina, Ravena não percebeu, mas na hora em que seus olhos se fecharam o dia já havia amanhecido.

Por isso mesmo, quando Garfield entrou no quarto, a empata ainda dormia profundamente. A porta, que agora se encontrava aberta, permitia que a luz proveniente do corredor iluminasse fracamente o cômodo. Fracamente sim, mas o suficiente para que o metamorfo pudesse ver a forma delicada e encolhida da empata sobre a cama. E com passos hesitantes, ele foi, aos poucos, se aproximando de Ravena.

'Caramba... ela não tava brincando quando disse que tava cansada! Ela tá dormindo até agora!' O rapaz não se deu conta, mas um sorriso, um gentil e amável sorriso, se formou em seus lábios. Ele também não percebeu, mas a cada passo que dava em direção à jovem maga mais o seu corpo era preenchido por uma agradável sensação de paz, até que toda aflição e todo mal estar que sentira naquele dia praticamente evaporaram. A mudança ocorreu de uma forma tão sutil e mansa que no final Garfield mal conseguia se lembrar do porquê se sentira tão irritado com Ravena. Afinal, ele não tinha motivo algum para se sentir irritado, não é mesmo?

Bem devagar, sentou-se na beirada da cama e deixou seus olhos vagarem pela forma adormecida da sua amiga. Era estranho vê-la assim, tão desarmada e serena, tão alheia aos acontecimentos do mundo.

Ela era linda... e isso ele nunca poderia negar.

Com muita ternura, seus olhos observavam cada detalhe da empata. O jeito como seus joelhos estavam delicadamente dobrados, o modo como seus braços apertavam fracamente uma pequena almofada contra o seu peito, a forma como sua boca estava levemente aberta. Mas foi uma mecha de cabelo, uma teimosa mecha de cabelo violeta caída bem no meio do rosto da moça, que chamou a atenção do rapaz. Com uma gentileza até mesmo desconhecida por ele, Garfield ajeitou a mecha violeta atrás da orelha dela e, ao invés de logo em seguida retirar a mão do rosto feminino, começou a acariciar com ternura a sua bochecha.

Claro que Garfield não sabia ao certo o porquê de ter feito aquilo. Mas ele o fez. E ele também não sabia ao certo o que esperar dela. Ele já podia até imaginar Ravena acordando naquele momento e gritando com ele por causa dessa "imperdoável invasão de privacidade", ou usando os seus poderes para arremessá-lo pela janela, ou até mesmo mandá-lo para alguma dimensão onde ele seria eternamente castigado por causa do seu atrevimento descabido. De uma forma ou de outra, as coisas não terminariam muito bem para o verdinho. Mas, por incrível que pareça, ele não estava se importando muito com isso, porque no momento ele só conseguia pensar em como estar ali com ela era algo... maravilhoso.

Foi quando uma coisa pra lá de inesperada aconteceu. Garfield não sabia exatamente o que esperar de Ravena, mas sem dúvida alguma que ele não esperava que ela suspirasse sob o seu toque e muito menos que ela deixasse um bonito sorriso aparecer em seus lábios. Mas foi isso mesmo o que aconteceu.

E esse gesto, um simples e inconsciente gesto, foi capaz de fazer o coração de Garfield bater forte em seu peito e de fazer o sorriso em seu rosto se tornar ainda mais largo. Ele estava feliz. E ele realmente se sentiu muito feliz até perceber que os olhos dela começaram a se abrir.

Ela estava acordando.

"G-Gar?" Murmurou uma confusa e sonolenta Ravena.

Sem tirar a mão do rosto dela, Garfield sorriu ainda mais ao perceber que ela usou o seu apelido. "Então agora é 'Gar', não é mesmo?" Disse o jovem fazendo um pouco de graça. "Eu sabia que você não ia aguentar me chamar de 'Rapaz-fera' por muito tempo, mas me chamar pelo meu apelido, Rae, por essa eu não esperava!"

Oh... resposta errada.

Com uma rapidez digna do próprio Flash, Ravena deu um tapa na mão de Garfield e se sentou na cama, afastando-se do rapaz até sentir suas costas encostarem na cabeceira do móvel.

"O que você pensa que está fazendo? Como entrou no meu quarto?" Perguntou com raiva.

"E-Eu... e-eu..." Ele engoliu em seco. Se antes estava se sentindo o homem mais feliz do mundo, agora ele definitivamente era o mais assustado.

"Me responda, Garfield!" Estranhando a fraca luz que iluminava o seu quarto, Ravena arregalou os olhos ao perceber que sua porta estava completamente aberta. "Você destrancou a minha porta!"

"Não... ela não tava trancada, eu jur-"

"Mentiroso! Eu sempre tranco a minha porta! Como você a destrancou?"

"Me desculpe, senhorita perfeitinha!" Retrucou o rapaz com amargura. "Mas. A. Porta. Não. Estava. Trancada!"

Por um instante, nenhum dos dois falou nada. Garfield, ainda sentado na beirada da cama, fazia o possível para não olhar para Ravena. E Ravena, por sua vez, não tirava os olhos do metamorfo, encarando-o fervorosamente.

Suspirando fundo, a empata deixou a cabeça pender para frente. "Sinto muito... talvez... talvez eu tenha mesmo esquecido de trancar a porta. Não estava me sentindo bem ontem..."

A voz fraca e derrotada de Ravena pegou Garfield de surpresa. "Não, Rae... eu também sinto muito, eu... eu não deveria ter entrado no seu quarto sem a sua permissão. Sei lá! Você já tava aqui dentro há tanto tempo que eu tava ficando muito preocupado!"

'Tempo? Por quanto tempo será que eu dormi?' "Que horas são?" Perguntou a moça com suavidade.

"Ah... quase seis, eu acho..." Ele respondeu meio sem jeito, coçando a nuca.

"Seis? Seis da manhã?"

Rindo um pouco da cara de confusão que ela fizera, Garfield balançou a cabeça. "Não! Seis da tarde! Por isso que eu tava preocupado... você dormiu praticamente o dia todo!"

Isso era mesmo verdade? Ela não poderia ter dormido até essa hora... poderia? "Eu não entendo." Disse um pouco atordoada. "Eu nunca dormi tanto assim antes..."

"É, eu sei! Você geralmente é a pessoa que menos dorme por aqui! E olha que às vezes o Dick quase não dorme, principalmente quando ele começa a investigar algum vil-"

'Dick? Richard... os outros!' "Os outros já voltaram? Eles encontraram o esconderijo da Igreja do Sangue?" Interrompeu a garota.

"Eu não sei, eles não voltaram ain-"

"Você tentou entrar em contato com eles pelo menos?"

"Quer parar de me interromper!" Respondeu um tanto quanto contrariado. "Não, eu não tentei..."

"E por que não?"

'Eu não sei... talvez porque eu tava tão preocupado com você que eu nem pensei na possibilidade de entrar em contado com eles!' Pensou o jovem, mas permaneceu calado e evitando olhá-la nos olhos.

"Por que não, Garfield?" Ela tornou a perguntar.

Então, pela primeira vez desde que os dois começaram a discutir, Garfield deixou os seus olhares se encontrarem. "Eu não tinha pensado nisso..." Sua resposta foi baixa, quase um sussurro. Aproximando-se cada vez mais de Ravena, levou uma de suas mãos até o rosto dela, acariciando-o com ternura. "Eu estava preocupado demais com você pra pensar em outra coisa..."

Oh não... isso não deveria estar acontecendo. De forma alguma que isso poderia estar acontecendo! Isso não estava certo, não... não fazia sentido! Ela tinha voltado o tempo e com isso mudara todo o futuro, então... então por que ele estava olhando para ela daquela forma tão amável? Por que ele estava pensando nela? Por que... por que ele estava preocupado com ela?

E por que diabos ela não estava gritando com ele, ou usando os seus poderes para arremessá-lo para longe dali, ou fazendo alguma coisa, qualquer coisa que o impedisse... qualquer coisa que o parasse.

Mas será que ela queria mesmo impedi-lo? Será que ela queria mesmo que ele parasse?

"Você não deveria..." E tudo o que Ravena conseguiu fazer foi sussurrar.

E Garfield chegou um pouco mais perto dela.

"Não deveria o quê?"

Muito perto. Eles estavam separados por centímetros... não... por insignificantes milímetros.

"... se preocupar comigo." Os seus rostos estavam muito próximos. Perigosamente próximos.

"Você não pode me pedir isso, Rae... você significa muito pra mim..." Murmurou enquanto levava suas mãos até a nuca da moça.

Fechando os olhos, Ravena se deu por vencida e se preparou para o que estava prestes a acontecer.

Ela se preparou para o inevitável.

Tudo começou com um pequeno toque, um mero roçar de lábios, mas o suficiente para que cada um deles sentisse uma enorme onda de calor e paixão se propagar pelos seus corpos. E aquele toque tão singelo e tão livre de malícia logo se transformou em um beijo eletrizante.

Um beijo violento, faminto, proibido. Repleto de desejo e sensualidade. Repleto da mais pura necessidade de contato corporal.

Ravena sabia que aquilo era errado. Sabia que ela deveria fazer o possível para evitar qualquer tipo de contato com Garfield – principalmente um contato tão íntimo como aquele. Mas já era tarde demais para voltar atrás. Assim que seus lábios se tocaram, toda a razão e clareza deixaram a sua mente na velocidade da luz. E tudo o que restou foi o desejo. Um desejo ardente de poder tocá-lo, senti-lo, beijá-lo. O desejo de poder provar mais uma vez daquele suculento fruto proibido que era Garfield Logan.

Ele era um pecado e ela, uma pecadora.

Deixou suas mãos deslizarem pelo abdome do rapaz, apertando a sua camisa e puxando-o para mais perto de si. Ao mesmo tempo, pôde sentir duas mãos fortes e quentes viajando pelo seu corpo... desvendando cada pedacinho do seu pescoço, dos seus ombros, das suas costas. Sentiu Garfield aprofundar, se possível, ainda mais o beijo e deitá-la na cama, pressionando-a contra o colchão. O terrível vazio em seu peito foi, aos poucos, sendo preenchido por um agradável calor. As lágrimas em seus olhos não eram mais de tristeza e lamento, mas do mais puro contentamento e satisfação. Ela estava inebriada pelo prazer, dominada pela paixão, extasiada, fascinada, feli-

"GAR, RAE! NÓS CHEGAMOS! VOCÊS TÃO AÍ?" A voz grave de Ciborgue reverberou pelo corredor, entrou no quarto e chegou aos ouvidos dos dois amantes.

E, num piscar de olhos, o encanto foi quebrado.

O beijo parou naquele instante e por um breve momento os dois congelaram ao perceber a indiscreta posição em que se encontravam. Ravena, que estava embaixo de Garfield, colocou suas mãos sobre o peitoral dele, empurrando-o com força. Ele, por sua vez, saiu de cima dela com tanta rapidez que por pouco não perdeu o equilíbrio e caiu no chão.

"Rae, eu... eu não sei o que... hum..." O verdinho, que agora já estava de pé, estava tão sem graça que só conseguia balbuciar.

"Você deve ir." Disse Ravena, muitíssimo envergonhada, enquanto sentava na beirada da cama e fazia o possível para não encará-lo. "Os outros chegaram e estão procurando por nós. Vou lavar o rosto e já encontro com vocês."

"Ravena... eu sint-"

"Não me faça repetir, Garfield." Respondeu com rispidez.

Engolindo em seco, o rapaz assentiu e deixou o quarto o mais rápido que pôde.





Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "O Pedido" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.