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BJosé nível 1
ID: 739795
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  • 02/08/2017

  • Aparentemente, eu nasci há muito tempo atrás, quando ainda haviam muitas árvores por aí e o entretenimento do mundo ainda se resumia às banheiras cheias de água e sabão, enquanto famosos eram humilhados em rede nacional, tentando colocar a mão num sabonete, enquanto fingiam não estar procurando outra coisa. No entanto, acho que essa descrição não tem a mínima elegância, então, vamos ao que sei fazer de melhor: fazer de conta que não é comigo, inventar absolutamente tudo e, digamos, mexer um pouco nas coisas.

    A partir de agora, vocês podem imaginar uma trilha sonora bucólica - ou podem procurar pro uma na internet e ler, enquanto eu enlouqueço aos poucos aqui embaixo. Vamos, pode ser divertido! Se não for, peço desculpas desde já.

    Me perdoe.

    Eu nasci numa pequena casa, no meio de um cemitério abandonado, com minha família: pais, uma irmã, tios, avós, um gato preto e uma cadela - não estavam todos lá, mas apareceram em algum momento. A família se forma com o tempo, mas a configuração, na verdade, não é tão importante. O que importa é estarem lá. A casa era grande e de vez em quando precisávamos cuidar de alguns fantasmas que batiam pedindo ajuda; não importa quantas vezes. Aprendi a fazer tudo direitinho. Num dia, após um terrível acidente, um dos fantasmas decidiu que eu deveria fazer de minha vida alguma coisa que serviria apenas para duas coisas: me dar dor de cabeça e aumentar o número de trabalho na semana. Ele chegou então em minha orelha e falou, bem baixinho: "Ei, guri, tudo bem contigo? Comigo também, apesar de já estar defunto há muito tempo (ele "estava defunto" por que já havia alcançado um estágio avançado no processo); então, acabo de ter uma ideia fantástica. Vem, ó, presta atenção bem aqui. Que tal se você gostasse muito mesmo de ler e isso te desse algumas ânsias de escrita que poderiam ser solucionadas, digamos, com uma escrita irregular, dependendo do curso da vida e da vontade de Deus? Ah, outra coisa, você também vai gostar de umas coisas bem estranhas e, se prepare, vai querer escrever sobre elas! Vamos lá!" Não sei bem se são coisas realmente estranhas, mas meus amigos costumam dizer que sim. De vez em quando, penso que é piada; de vez em quando, converso com alguns dos meus amigos fantasmas e mando para a casa deles. Acredito que é o suficiente. Esse sou eu.

    Prazer conhecê-lo! :D

    E obrigado por vir aqui.