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Senju Oshikuru
ID: 620308
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  • 11/08/2015

  • Eu sempre fui um Ótimo contador de estórias. Desde muito novo, muito antes de eu sequer saber soletrar a palavra l-e-r, eu já tinha um talento natural para dramatizar e sim, também já era um grande mentiroso. Isso é inegável. Dito isso, eu gostaria (e poderia) escrever, com uma impressionante riqueza de detalhes, cada situação, livro, filme, música, e um monte de outras coisas que me fizeram me apaixonar pela escrita, mas isso necessitaria de toda uma vida (e também, MUITO café) e além do mais, vocês teriam que renascer, umas cem vezes antes de conseguirem ler tudo. Por isso vou resumir as milhares de horas lendo livros, os milhares de rascunhos jogados no lixo, as milhares de lágrimas, enfim, todas as minhas frustrações e todo meu suor, sangue e dedos inchados, em uma GRANDE verdadeira mentira: Eu já nasci com talento para a escrita.

    Há um pingo de verdade na mentira acima. E acrescento: Escrever é nada mais do que mentir, Só que de uma forma verdadeira. Confuso, não? Isso acabou de sair de mim agora, no calor do momento... talvez eu deva registar... foi realmente profundo e um pouco confuso... enfim, voltando ao que interessa:

    Aproveitem, verdadeiramente, as minhas mentiras!

    “ Se você ouve uma voz dentro de você dizer ‘você não pode pintar’, então pinte sem dúvida, e essa voz será silenciada.” – Vincent Van Gogh.

    “Difícil não é lutar por aquilo que se quer, e sim desistir daquilo que mais se ama. Eu desisti. Mas não pense que foi por não ter coragem de lutar, e sim por não ter mais condições de sofrer. “ - Bob Marley.

    Mergulho neste azul
    De sentimentos
    Afogo-me
    Neste oceano

    Bravo
    Com o pouco ar que me resta
    Mergulho mais fundo
    Bem no fundo
    De um lugar que ainda desconheço
    Não sei o por quê
    Para onde ir?
    Mergulho
    Mergulho
    Mergulho
    Não tem chão
    Tampouco fundo
    Por todos os lados
    Uma
    linha infinita
    Que não alcança a visão
    Por ser bom jogador
    Contrariar as possíveis regras da física é um bom movimento
    Não tem nenhum lugar, qual rumo?
    O combustível é só de ida (não tem volta)
    Melhor é adiante
    Rangem os dentes
    Os músculos viram pedras
    O rosto toma uma só expressão
    Mais fundo e mais fundo
    Demasiada é a pressão
    É preciso continuar
    Mais fundo
    Mais fundo
    Mais fundo
    Já não preciso do ar
    Fico bem
    Os pensamentos são desnecessários
    O Azul toma conta de todo meu corpo
    Aquele mar bravo que me falava grosseiramente
    Agora é manso
    Chegamos!?§

    — Azul, Geraldo Tinoco.

     

     

    Maldita sejas tu, serpente

    És bela e fria, como as rosas cristalinas de orvalho

    Ó doce e vil serpente

    Tu te alimentas do ódio do homem

    E não chegando, te alimentas também do seu amor

    Ó doce e vil serpente

    És cruel

    Entorpecidos pela tua beleza, fria e embriagante

    Tu desencaminhas os caminhantes

    Tornas selvagem os mansos

    E aos etéreos, tornas evanescente

    Ó doce e vil serpente!