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Jennife24500141
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  • 15/09/2014

  • " O que sou então? Sou uma pessoa que tem um coração que por vezes percebe. Sou uma pessoa que pretendeu pôr em palavras um mundo ininteligível e um mundo impalpável."- Clarice Lispector

    "Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo."- Clarice Lispector

    Quem sou eu? Uma simples questão com tantas respostas e outras tantas perguntas que surgem adjacentes a essa mesma questão. A identidade e auto-conhecimento é talvez a questão mais bem preservada psicologicamente do ser humano,somos o que somos simplesmente porque o somos, uma simples razão contra a qual não há nada que se possa fazer. Contudo, o ser hoje não implica que o sejamos amanhã. A nossa identidade pessoal varia ao longo do tempo,das experiências e contratempos da vida. É uma mudança constante que nos permite abrir novos horizontes e refletir sobre a realidade que nos abrange ,não apenas a realidade externa em constante mudança idem , mas a nossa própria realidade, a descoberta do nosso próprio universo cosmológico, uma infindável hipóteses de ser ou não ser. O que somos afinal? Existe uma identidade pessoal para ser questionada e esmiuçada ?

    Em filosofia a identidade pessoal é a permanência de uma pessoa como sendo a mesma nos diversos segmentos temporais de sua existência. E as teorias da identidade pessoal buscam definir critérios para aquilo que nos permite identificar uma pessoa como permanecendo a mesma.

    Sendo assim,talvez a identidade pessoal não passe de uma mera quimera. Ninguém o é eternamente, talvez por isso o próprio verbo exista em determinadas formas, não sendo intemporal. Nós fomos, somos e seremos. O que sou hoje provavelmente não serei amanhã,a única certeza é que continuarei a ser eu mesma. A infinidade dos "eu" é indeterminável. O meu "eu" é fragmentado em diversas faces, a amiga ,a mulher,a filha... Passando pelas diferentes e incontestáveis etapas da vida : o nascer,crescer, morrer... todas elas servem não para mudar a nossa "identidade pessoal",mas sim para acrescentar novas vertentes ao nosso "eu" interior que se exterioriza com as atitudes que tomamos ao longo da vida perante as mais diversas situações.

    Resumindo,simplesmente somos o que somos porque o que verdadeiramente somos é aquilo que o impossível cria em nós. Ser é viver sem medos,ser é lutar sempre pelo que se quer enfrentando tudo e todos,sempre acreditando em nós,mesmo que a certeza do que isso representa não exista. A incerteza é uma constante, a vida é baseada em incertezas,suposições e teorias. Podemos não saber o que somos ,de onde viemos ou para onde vamos,mas sabemos que aqui estamos nesse momento.Hoje é o local e dia exato para começar a mudança, a nossa mudança. O impossível cria impossíveis e inimagináveis "eu" , a única certeza é que a nossa essência nunca se perde.

    Como diria o aclamado e lendário William Shakespeare :"Ser ou não ser,eis a questão."!

    "Não precisas que ninguém te diga quem tu és ou o que és. Tu és aquilo que és!"-John Lennon