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Lyubi nível 1
ID: 267748
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  • 18/01/2013

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    Prazer, Bárbara

    E sobre ela (não) Sobre mim (isso)

    Sou de gatos. De contos. Fascinada (apaixonada e minúscula em essência e conhecimento) por ciência, astronomia, história, biologia (...) Tenho uma marca de nascença que são várias pintinhas juntas, na barriga. Não sei falar sobre sentimentos com facilidade, por isso escrevo, acho. Sou do interior de São Paulo (uai). País dos sonhos: Japão. Viajar para a Escandinávia. Ouvindo Lana Del Rey e Haken. Clean Bandit agora. Não, Bon Jovi... Argh! Música é difícil, não tenho um tipo preferido (tanto que já não estou ouvindo nada disso no momento u.u). O livro que mudou minha forma de ver a vida: O castelo de vidro. O que eu mais gosto numa pessoa: sinceridade e delicadeza (e sem frescura, por favor). Não consegui passar da décima página: O grande Gatsby, O retrato de Dorian Grey, Dom Casmurro. A melhor autora de todos os tempos (segundo a minha alma): Lygia Fagundes Telles. Li, reli e nunca mais lerei: José de Alencar. Medo: ficar só. Prazer: ficar só, praticar yoga, ler, escrever, deitar ao sol e ouvir música. Poucos amigos, grandes amores. Amoras. Gosto do silêncio, da roça, do mato, daquele Senhor (qual era mesmo o nome?), o Teu Abraço. No dia 16 de abril de 1996 Stephen King estava escrevendo a nota para o livro O concorrente, sob pseudônimo de Richard Bachman. E eu estava nascendo.

    P.S.: "Preguiçosa" não é um adjetivo bonito, mas sincero.

    Não sou uma escritora constante nem uma leitora constante nem uma pessoa constante. O que não quer dizer que eu passe a odiar o que amo de uma hora para outra, mas quer dizer que eu tenho vários amores e que o meu jeito de amar está sempre mudando...

    Ah, sim! Já que você está aqui SE FAÇA UM FAVOR ♥ e ouça essa música '3

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    Eu vivo por dentro. E por dentro tudo é mais pesado. Como debaixo d'água, cada movimento é difícil e gera um pequeno turbilhão. Por dentro tudo é denso, cada detalhe toma destaque com ondulações cada vez maiores. Por dentro é paz e fúria. Não há ventania e, ainda assim, tempestades inteiras se revolvem no interior de mim. A superfície sempre parece a mesma, não deixa nada escapar além do mistério bonito, mas vão. No interior não há fogo que queima, mas enterrado bem dentro ele aquece com calma a água-alma (imitando a Conceição), no máximo, faz entrar em ebulição. Mas só, mas passa. E lá fora é frio, me sinto nua, o vento irritante sobre a minha pele, todos podendo me enxergar tão pequena quanto pareço ser sem adivinhar, sem suspeitar, que há um mar dentro de mim. Mas há o sol, lá fora. O delicioso sol e a imensidão do céu que aos poucos me faz querer voar. Há a leveza, o real. Onde tudo é fácil, cru. Cruel. E raso. Já quero voltar para dentro. E nessa mistura de alivio e tristeza percebo que não nasci para viver fora. Tão natural para mim quanto o roer de unhas é para Vírginia. Um pequeno pecado. Um pecado-membro do meu ser.

    Ondulando em mim: Conceição Evaristo, Olhos D'água, e Lygia Fagundes Telles, Ciranda de Pedra.

    29 de Julho de 2016

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    Quero ficar só. Gosto muito das pessoas, mas essa necessidade voraz que às vezes me vem de me libertar de todos. Enriqueço na solidão: fico inteligente, graciosa e não esta feia ressentida que me olha do fundo do espelho. Ouço duzentas e noventa e nove vezes o mesmo disco, lembro poesias, dou piruetas, sonho, invento, abro todos os portões e quando vejo a alegria está instalada em mim.

    Lygia Fagundes Telles

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    Obviamente, nada me pertence... Nem eu.



    Lyubi Shelkovitsa mudou seu nome para Lyubi12/03/2013