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Lushaws
ID: 218516
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  • 13/10/2012

  • Não é como se eu fosse conseguir fazer isso algum dia. Digo, falar um pouco mim mesma. Eu devo ser uma das pessoas mais complicadas e minuciosas do mundo, possivelmente vinda de outro planeta, onde existem fontes de café que se aquecem sozinhas, campos de carnes diversificadas, pátios de sushis e prédios de macarrão. Também não é como se eu conseguisse falar pouco sobre qualquer coisa que seja: minha tagarelice jamais me permitiria.
    Sendo assim, vamos brindar às cores:
    Ao azul, que me lembra o céu para o qual eu gosto de olhar todas as noites, quando assim me é permitido. Que me lembra o mar, com o qual eu não me dou muito bem, mas admiro; e o oceano, que representa tamanha infinidade de emoções e me faz querer ir em frente à nado só pra ver onde vai dar. Que me lembra minha melhor amiga, meu anjo, por ser sua cor favorita e porque, se eu atravessasse o oceano à nado com alguém, seria com ela.
    Ao vermelho, que me faz pensar na paixão, ardente ou romântica, entre duas pessoas, não importando o sexo. Que me faz pensar em yaoi, o gênero ficcional que entrou em mim de repente e nunca mais saiu. Que me faz lembrar do fogo, que queima plantações, casas e pessoas, mas aquece-as sempre que precisam. Faz-me pensar no amor, presente em tantas formas distintas que quase nunca percebemos.
    Ao amarelo, que me faz pensar no sol, chama que aquece à todos desde que o mundo é mundo e sem o qual não poderíamos viver. Que me faz pensar nos amigos, por exatamente os mesmos motivos. E na alegria, que festeja dentro de nós a cada nova conquista, a cada novo sucesso, a cada novo sorriso, a cada novo dia.
    Ao verde, que me faz lembrar das plantas, sempre ali, vivendo suas vidas sem prejudicar ninguém, dando um show de exemplo à qualquer ser humano. Que me faz lembrar dos animais, responsáveis por tantas alegrias na minha vida e na dos que conheço, seres fortes que aguentam calados o mundo cheio de estupidez em que vivemos. Que me faz lembrar que Hakuna Matata é, sempre foi e sempre será o meu lema.
    Ao roxo, que me lembra a magia, a ficção. Lembra-me que ogros também podem ter finais felizes, e que não tem problema que burros se casem com dragões, porque amor é amor. Que me lembra que, mesmo que as pessoas queiram que você durma para sempre, alguém que de ama – de qualquer forma que seja – sempre estará lá para dar o beijo da cura. E que, impossível esquecer, Feras não são tão ruins assim, e vale a pena lutar por algumas.
    Ao preto, que me lembra finais; mas não, não o final da vida ou algo assim, não é a isso que me refiro. Me refiro, na verdade, aos pequenos finais pelos quais percorremos todos os dias. Como colocar uma toalha para lavar e pegar uma nova, sentindo com prazer o quanto cheira bem, ou acabar de usar o verso de uma folha e começar a anotar novas coisas em uma nova folha. Ou, no início do ano, escrever seu nome no caderno escolar. Pequenos finais que, se for parar pra pensar, nos fazem bem mais felizes do que realmente percebemos.
    Ao branco, que me lembra a imensidão, a paz e a tranquilidade, mas, em contrapartida, me leva a pensar no vazio, no nada. O início e, ao mesmo tempo, o fim definitivo. Quero que meu céu seja branco, para que eu possa pintá-lo de todas as cores que puder lembrar, usando minhas mãos abertas como pincéis, assim como quando era criança.
    Ao cinza, mistura do preto com o branco, que me faz pensar em meus vícios. Vícios perigosos, provavelmente considerados ilícitos por algumas pessoas da sociedade. Vícios como pipoca, batata Rufles e Chandelle. Ou, talvez, como séries – sim, muitas séries: Tem as que eu amo e que fazem parte da minha vida, como Supernatural. As que eu sempre gostei, e mexem com meu psicológico insistentemente, como Criminal Minds. As que eu aprendi a gostar e acabei me apegando, como House M.D.. E as muitas outras que sei que ainda me apegarei. E, minha nossa!, como os livros: Os que me fazem chorar, como A Culpa é das Estrelas; os que me fazem sorrir e suspirar, como Entre o Agora e o Nunca; os que se entranham em minhas veias pelos casais que tanto amo, como Amantes Finalmente – Irmandade da Adaga Negra; e todos os outros que já li e lerei, que me marcarão de todas as maneiras possíveis.
    E, por fim, quero brindar ao arco-íris: Não por ser uma mistura de todas as cores, mas, simplesmente, por só aparecer para alegrar o céu quando chuva e sol andam lado a lado.

    *Bom, eu quero deixar claro que ponho nos favoritos tudo que acho que vou querer reler no futuro, então, se quiserem qualquer sugestão, podem me mandar MP, prometo que não mordo.

    *Quando às indicações de fanfics por MP, eu não me incomodo nem um pouco, especialmente se for um bom e velho yaoi. Sinta-se a vontade para divulgar e eu prometo que lerei, mas eu não tenho como garantir que acompanharei e tudo mais.

    "Tenho o desejo de realizar uma tarefa importante na vida. Mas meu primeiro dever está em realizar humildes coisas como se fossem grandes e nobres."Helen Keller.



    Bruna Monteiro mudou seu nome para Lushaws15/04/2014