A Missão Final

Autor(es): Gaia


Sinopse

Uchiha Sasuke é um assassino profissional. Por ser frio e indiferente com os sentimentos dos outros, se encaixou perfeitamente na ocupação. Por isso, dizem que o melhor no que faz.
Até que um dia, recebe a missão de matar uma certa mulher de cabelos rosas e se depara, finalmente, com um desafio. Ele não sabia que uma missão poderia ser tão difícil, nem que se encontraria com alguém como ela, que, pouco a pouco, o faria sentir coisas que ele nem sabia que existiam.


Notas da história
Infeeelizmente os personagens de Naruto não me pertecem. Ainda. (hehe, me aguarde Kishi.)



(Cap. 37) Guerra

Antes que pudesse pensar em alguma coisa para dizer, um membro da Akatsuki pulou em cima dela e posicionou uma faca em seu pescoço. Aquele gesto a fez lembrar do seu primeiro encontro com Sasuke no labirinto, a fazendo estremecer ainda mais.

– E-eu não sou intrusa! – gritou, antes que o sujeito afundasse a faca em sua veia. – Vim ajudar, isso é só um disfarce para a organização de Madara não me ver como inimiga!

Para sua sorte, o assassino que a tinha pego tinha um pouco de piedade e não a matou imediatamente.

– Por que devo acreditar em você? – perguntou entre os dentes.


– Porque eu sou médica e posso cuidar dos feridos. – ela respondeu rapidamente. – Eu estava na sala de controle e vi a situação, vocês tem que me ouvir. Sei o que eles estão planejando.

O homem não disse nada. Continuava a fitá-la, pensando se devia ou não matá-la.

– Chame o Sasuke, o Naruto ou o Gaara, eles sabem quem eu sou. – ela apelou, tentando soar o mais convincente possível.

– Uzumaki! – ele berrou imediatamente.


Para seu alívio, Sakura viu o loiro correndo desajeitadamente em sua direção.

– Sakura?! – ele exclamou inconformado. – Você disse que ia embora! Pode soltá-la, Sasori.

Em instantes, ela se viu livre do peso do corpo do assassino e levantou-se. Naruto a olhava com reprovação e nervosismo. Já Sasori -que Sakura notou ser muito parecido com Gaara- ainda soltava um olhar desconfiado para ambos, mas logo voltou a sua função de guarda.

– Você tem que ir embora! – Naruto falou agitando os braços e olhando para os lados rapidamente.

– Naruto, me escuta, eles estão planejando deixar vocês cansados na escada, para depois se juntarem com os que estão na sala e subirem. – ela explicou rapidamente. – Fale para seus homens concentrarem as forças no hall. Eu vou procurar o Sasuke.

O loiro a pegou pelo braço e a impediu.

– Você vai ficar aqui! – ordenou com um olhar sugestivo para Sasori, para que não a deixasse sair.

Ela bufou, não podia perder tempo. Virou-se para entrar pelo atalho de onde tinha saido, mas o braço de Sasori era mais forte que seu corpo inteiro. Prevendo a teimosia, ele tirou uma algema de um de seus bolsos e prendeu o pulso da rosada em um cano da parede.

Ergueu as sombrancelhas, vitorioso, e saiu andando, a deixando vermelha de raiva.

– Me solta! Eu posso ajudar! – ela berrou, sendo completamente ignorada.

Apoiou-se na parede e começou a pensar em como podia sair dali quando ouviu:

– Alô? – Sakura reconheceu a voz de Gaara novamente.

– Gaara! – exclamou.

– Me fala a situação. – ele pediu sussurrando. Ela suspirou, como lhe diria que não estava mais na sala de controle?

– Eu estou algemada na cozinha, essa é a situação. – disse, após um tempo criando coragem. – Cadê o Sasuke?

Ignorou os xingamentos que o ruivo soltou e esperou pacientemente a sua resposta.


– Ele está ocupado. – finalmente disse, após brigar inutilmente com ela.


Sakura bufou, já estava ficando impaciente.

– Onde vocês estão?! – perguntou, deixando seu tom de voz doce para trás.

O fone ficou um bom tempo mudo até Gaara voltar a falar:

– Estamos na garagem contendo o reforço da organização de Madara.

Ela arregalou os olhos, tinham mais homens a caminho? A Akatsuki não teria chance, ainda mais com os seus homens fugindo assim. Sakura fez uma careta e pensou no que fazer. Onde estava Itachi em uma hora como aquelas? Não podia deixar de imaginá-lo como um covarde.

– Naruto! – gritou o mais alto que pode. Ela precisava sair dali.

O loiro não a ouviu, estava lutando arduamente com um homem que estava tentando se infitrar na cozinha. Era óbvio que ele já estava exausto, aquele deveria ser o milésimo que tentara entrar, as coisas não estavam nada boas e ela só conseguia ver mais feridos entrando.


– Sasori! – berrou, surpresa por lembrar-se do nome de quem havia a aprisionado. – SASORI!

O ruivo tentou a ignorar, mas depois de alguns minutos, sua paciência se esgotou e ele foi em sua direção. Ela corou com a sua aproximação repentina, ele era bem parecido com Gaara.

– Me solte, eu preciso fazer uma coisa! – ela implorou.

Sasori revirou os olhos e virou-se para voltar a sua posição.

– Não vai! Por favor, você não entende, mais homens estão entrando, vocês não tem chance, me deixe ajudar!

Ele virou o rosto, claramente irritado.

– O que você pretende fazer, princesa? Usar seu sutiã como arma? – debochou, rindo de sua própria piada.

– Não, seu imbecil, eu pretendo me infiltrar nos homens do reforço e fazê-los irem embora. Então se você quiser ser, no mínimo, útil, avise seus homens que eu não sou inimiga, só estou vestida como uma. – ela desdenhou, surpresa com sua capacidade de ser cruel. Nunca havia falado coisas assim antes, mas parecia que a situação de urgência exigia isso dela.

Sasori arregalou os olhos e depois franziu a testa, ofendido.

– Você é muito folgada para o seu tamanho, garota. – ralhou entre os dentes.

– Anda logo, você sabe que eu estou certa. – ela disse, localizando a chave no cinto dele.

Apesar de sua pose, Sasori sabia que qualquer ajuda seria útil e as coisas só tendiam a piorar, então não fazia muito diferença deixá-la ir. Pegou as chaves e abriu a algema com violência, sem se preocupar em não apertar os pulsos da outra.

Ela deu alguns gritinhos, mas logo se viu livre e começou a correr de volta para o atalho, havia decorado todos os caminhos antes de sair da sala de controle, então tinha quase certeza que saberia como chegar na garagem.

Tentou correr o mais rápido possível e em instantes, chegou em seu destino, torcendo para que não tivesse se enganado, abriu a porta cuidadosamente e olhou. Estava mesmo na garagem. Tentando ser invisível, entrou sorrateiramente no ambiente e se infiltrou entre os inimigos, deixando-se levar pelo fluxo.

Procurou Sasuke por toda a parte, mas todo o movimento e sangue a impediam de ver alguma coisa sólida. Resolveu subir em cima de algumas caixas e de lá, finalmente conseguiu ver a cena.

Conseguiu enxergar cinco membros da Akatsuki contra aproximadamente uma dúzia de assassinos da outra organização. Impressionou-se com a capacidade de luta dos de capa preta ao ver vários corpos dos inimigos no chão. Ergueu as sombrancelhas e voltou a procurar Sasuke entre os cinco.

Antes que pudesse passar o olhar por todos, foi pega pela barriga e puxada para trás, o que a fez derrubar as caixas nas quais estava em cima. Na mesma hora, ela começou a mexer-se compulsivamente, tentando escapar dos braços que a aprisonavam.

Sabia que não podia gritar, porque assim chamaria atenção para si mesma e perceberiam que ela não era uma assassina de Madara. Então apenas começou a socar o ar e tentar se livrar.

– Sakura, pelo amor de deus! – ouviu do homem que estava a segurando.

Imediatamente, reconheceu a voz e parou de se sacudir, fazendo com que as lágrimas rolassem livremente. Sentiu o braço do outro afrouxando-se e virou-se para abraçá-lo fortemente.

– Sasuke… - ela sussurrou em seu ouvido, tentando conter os soluços. Nunca esteve tão aliviada em toda a sua vida e seu coração acelerado mostrava-lhe muito bem.

Não queria mais largá-lo, mas ele a afastou e a fitou diretamente nos olhos, o que não ajudou para o ataque de choro da rosada.

– Nunca mais faça isso comigo… - ela balbuciava sem parar. – É sério, você não pode simplesmente…

– Sakura.

– … e arriscar a sua vida sem…

– Sakura. – a chamou novamente.

– … porque, querendo você ou não, eu…

– Sakura! – Sasuke gritou, agora a segurando no ombro.

A rosada parou de falar e fungou, tentando conter o seu choro. Ela nunca fora de chorar por coisas daquele tipo e muito menos na frente de alguém, mas o efeito que o Uchiha fazia nela a deixava completamente fora do controle sobre si mesma.

– Se você vai falar pra eu ir embora, nem perca o seu tempo. – ela falou, agora séria e sem gaguejar.

Ele franziu o cenho, já sabia o quanto era teimosa, não tentaria ordenar novamente.

Nós vamos embora. – ele disse simplesmente.

– O que? – ela perguntou inconformada. – Você quer fugir?!

Sasuke não respondeu, apenas a pegou pela mão e foi na direção contrária, para fora da mansão. Ela não acreditava no que estava acontecendo, estava completamente inconformada com a atitude do Uchiha, assim como estava com todos os outros que fugiram.

– Ei! – Sakura disse, parando de andar. – Eu não vou fugir, Sasuke.

Ele a ignorou.

– Aquelas pessoas precisam de um líder, por isso todos os outros estão fugindo. Você tem que ficar e liderá-las, Uchiha. Você não quer ser igual ao seu irmão, não é?

Sakura sabia muito bem que falar sobre seu irmão o afetava. Ele nunca queria ser comparado com Itachi, ainda mais no quesito de fraqueza ou desistência.

– Isso não tem nada a ver com Itachi. – ele murmurou, alterando a voz.

– Não, mas você está agindo igual a ele. Fugindo na hora que mais precisam de você. – ela provocou, tentando ignorar o barulho de armas colidindo atrás dela.

Sasuke parou e olhou para trás com os olhos flamejando em fúria.

– Eles precisam de você, Sasuke. E eu também. – ela completou, correndo em direção a luta, pronta para ser machucada se necessário.

Notas finais do capítulo
Ooi, capítulo fresquinho pra vocês (:

O de sempre, espero que tenham gostado, blabla. IEAOIUHEA

Mereço reviews? Podem ser pedras, eu deixo. (A)

Beeijos :*




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