We Go Back And We Go Foward

Autor(es): Mila Marconi


Sinopse

Rose toma a cura para o vampirismo e tenta levar uma vida normal. Ela logo descobre que as vezes para seguir em frente, é preciso dar alguns passos para trás.


Notas da história
A Saga Crepúsculo e seus personagens não me pertencem.

Então, escrevi essa história há muito tempo, nunca postei pois me desencantei com Crepúsculo e tudo o mais, mas sempre tive um carinho especial por essa história, então vou compartilhar.

Não é uma história Rose/Emmett, fiquem avisados, mas não existem nenhum bashing sobre o casal.



(Cap. 3) Capítulo 3

            Os dedinhos miúdos de Honey passeavam pelas teclas em uma dança harmoniosa. Ela não errava uma única nota, para o encanto de Rosalie que, sentada ao seu lado no piano de cauda, a acompanhava na música animada.

            A campainha tocou e uma das empregadas atendeu. Logo os Cullen e Jacob entraram na sala de estar. Emmett não queria ter vindo, mas Carlisle insistiu. Agora ele olhava para Rosalie e a menina loira de costas para eles tocando o piano, sem se importarem com a presença deles ali. Honey olhou para trás, sem parar de tocar. Os olhos dourados de Emmett fitaram os olhos verdes como de uma gatinha de Honey. Ela se virou para Rosalie e disse baixinho:

            - Quem são eles, mamãe?

            Rosalie olhou para trás e, sorrindo, disse para a filha:

            - Esses são os Cullen. Lembra que eu falei sobre eles?

            Honey assentiu. Rosalie parou de tocar e levantou-se, mas a filha continuou ali, tocando. Rose cumprimentou-os e pediu que se sentassem.

            - Essa é minha filha mais nova, Honey. Honey.

            Honey deu um suspiro e levantou-se do piano. Um súbito sorriso surgiu em seus lábios.

            - Olá. – Ela disse para os Cullen. – Honey McConnery.

            Os Cullens riram de sua atitude e, um a um, foram se apresentando para a menina. Renesmee se encantou com Honey e as duas logo foram para o piano, mostrar seus talentos musicais.

            Renesmee era excelente, por causa de seus anos de prática com seu pai, mas Honey era um prodígio.

            Rosalie contou orgulhosa sobre o dia em que Honey, com quatro anos, acordou e pediu para a mãe lhe ensinar a tocar. Depois de Rosalie repetir duas vezes as notas, ela passou a tocar sozinha sua primeira melodia.

            Eles ouviram a porta se abrindo e logo Henry apareceu na sala de estar. Um menino loiro de olhos azuis veio atrás dele, com uma luva de beisebol e depois apareceu outro de cachos escuros e olhos azuis claros como os de Henry com um taco de beisebol, ameaçando bater nas pernas do menino loiro com aquilo.

            - Alexander! – Disse Rosalie.

            Alexander olhou para a mãe, colocou o taco atrás das costas e sorriu para ela inocentemente.

            Rosalie segurou o riso e disse para os Cullens:

            - Pessoal, esse é meu filho do meio, Alexander, e esse. – Ela mostrou para o menino loiro, que caminhava para perto dela. Rose pegou sua mão e sentou-o perto dela. – É meu filho mais velho, Cameron.

            O menino loiro sorriu para eles.

            - Cam. Prazer.

—--*---*---

            O almoço decorreu de forma pacífica, todos se divertiram. Claro que, tirando Renesmee, os Cullen tinham que fingir comer algo que eles detestavam: comida humana. Rosalie ria quando lembrava-se de quando comeu comida humana quando ainda era vampira.

            Renesmee se divertiu com as crianças e Jacob se divertiu com elas também, afinal se Nessie gostava de algo, Jake também gostava. Agora eles estavam namorando e tiveram que se controlar para não se pegarem em frente à Honey.

            Honey, sinceramente, não havia gostado muito desses Cullen. Ela os achou estranhos, todos eles tão brancos, tão bonitos e, como ela havia experimentando, tão gelados. Sem contar que as vezes eles moviam os lábios de forma tão rápida e parecia que eles estavam conversando entre si, mas ninguém ouvia nada. Nessie e Jake eram legais, ela gostava deles, mas o resto, não se salvava nenhum. Principalmente o de cabelo com cor estranha, da mesma cor que os de Renesmee, que as vezes ria sem motivo algum, e o grandão, que ficava sempre sério e olhando fixamente para sua mãe.

            Ela achava que o grandão, Emmett, estava apaixonado por Rosalie, pelo jeito com ele olhava para ela, e Honey tinha raiva disso, será que ele não via que sua mãe amava o seu pai, Henry? Será mesmo que ele não percebia isso? Mesmo?

            Rosalie também percebia isso, mas preferia fingir que não via nada.

            Os Cullen passaram a tarde inteira com eles e depois foram embora.

            Rosalie colocou as crianças para dormir com muito prazer e logo foi para seu quarto, onde seu marido já a esperava. Ela deitou-se na cama ao seu lado e Henry a abraçou imediatamente.

            Rose ficou de frente para ele e colocou seu rosto entre suas mãos delicadas, dando um beijo terno no marido. Henry sorriu, passando sua mão pelo braço de sua esposa.

            - O que foi? – Perguntou Rose. – Você está estranho.

            Henry deu de ombros.

            - Nada.

            Rosalie riu e encostou sua cabeça no peito de Henry.

            - Ora, Henry, vamos, me diga.

            Henry apertou seu abraço ao redor dela.

            - É aquele Emmett, ele te olhava de um jeito estranho hoje.

            O corpo de Rosalie congelou e tudo o que ela pode fazer foi dizer um:

            - Ahn.

            - Eu vi como você ficou desconcertada. E ele é mais novo que eu, mais forte...

            Rosalie levantou-se e calou-o com as pontas de seus dedos. Henry fitou seus olhos nos azuis violeta de Rosalie e esperou pelo o que ela iria dizer. Rose não sabia como dizer aquilo, era uma coisa que ela havia aprendido com o tempo, mas que não sabia exatamente como explicar para outras pessoas. Ela havia adorado a visita dos Cullen, ela sentia falta deles, mais do que poderia imaginar, e queria tanto que eles vissem seus filhos e que seus filhos os vissem; e a presença de Emmett só reforçou o que ela já sabia a algum tempo.

            Ela colocou as mãos no rosto de Henry, mordeu os lábios em busca das palavras corretas e, sem conseguir encontrá-las, beijou-o.

            Henry afagou os ombros de Rosalie até chegar aos seus cabelos de ouro. Ela encostou sua testa na dele e disse:

            - Eu te amo, Henry. – Ele sorriu abertamente e Rosalie riu. – Só você. Não precisa se preocupar, meu amor.

            Henry beijou-a.

            - Eu também te amo, Rosie.

            Eles voltaram se beijar, dessa vez com mais desejo e logo as roupas começaram a voar pelo quarto. Eles estavam tão entretidos que não perceberam que a árvore próxima a janela deles balançou e que lá embaixo caiu, como um gato, um homem forte e extremamente bonito. Ele deu um último olhar para a janela antes de partir.

            Ele achava que não, mas uma menininha de seis anos, da janela de seu quarto, viu aquele olhar cheio de tristeza de Emmett.





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