We Go Back And We Go Foward

Autor(es): Mila Marconi


Sinopse

Rose toma a cura para o vampirismo e tenta levar uma vida normal. Ela logo descobre que as vezes para seguir em frente, é preciso dar alguns passos para trás.


Notas da história
A Saga Crepúsculo e seus personagens não me pertencem.

Então, escrevi essa história há muito tempo, nunca postei pois me desencantei com Crepúsculo e tudo o mais, mas sempre tive um carinho especial por essa história, então vou compartilhar.

Não é uma história Rose/Emmett, fiquem avisados, mas não existem nenhum bashing sobre o casal.



(Cap. 14) Capítulo 14

            Esme lhe deu um sorriso amoroso quando ela entrou na casa, deu outro para Henry, tocando em seu ombro. Henry retribuiu, de uma maneira estranha e desajeitada.

            Rosalie entendia, ele não queria ofendê-la nem nada, mas tudo ainda era tão fora do normal.

            - Eu vou falar com ela. – Ele disse, uma mão em seu braço, o dedão fazendo círculos confortáveis em sua pele.

            Rose assentiu, vendo ele subir as escadas com Renesmee guiando-lhe o caminho. Emmett pareceu quase aliviado por Henry não ter ido falar imediatamente com ele.

            Rosalie suspirou, colocando os cabelos loiros atrás da orelha. Ela caminhou para fora da casa novamente e sentou-se no primeiro dos degraus de madeira da escada que dava acesso a casa. Todas as casas dos Cullen tinham o mesmo estilo. Ela esperou impacientemente durante quase uma hora, batucando as solas do sapato na madeira ou apenas olhando para o nada.

            Ela escutou os passos de Henry chegando perto e aconchegou-se nele quando seu marido sentou-se ao seu lado, puxando-a para um abraço de lado.

            - Ela vai ficar bem. – Ele declarou.

            Rose sorriu, levantando a cabeça e olhando em seus olhos azuis. Ele sorriu de lado, segurando seu queixo entre o dedão e o polegar. Ela riu.

            - Vai ficar tudo bem. – Ele repetiu.

            Henry plantou um beijo rápido em seus lábios e a abraçou mais forte.

            - Vai sim. – Disse Rose.

—--*---*---

            Eles deram sangue para Honey desde o início. Nos primeiros dias ela virava o nariz para o líquido, mas depois passou a aceitar de bom grado. Rose ficou aliviada ao perceber que aquilo prevenia a filha de ficar esquelética como Bella quando ficou grávida.

            Honey se diferenciava tanto de Bella durante sua gravidez nada convencional. Diferente da mãe de Renesmee, que sempre defendia a filha quando Nessie a machucava e tentava esconder, Honey dava cada grito que fazia o coração de Rosalie disparar.

            Certa vez, quando Rosalie chegou para acudi-la, Honey estava apoiada na parede, uma mão em sua já protuberante barriga, brigando com o bebê como se não fosse a mãe dele.

            Rosalie achava que fazia efeito, porque aquele bebê chutava consideravelmente menos que Renesmee. Honey levava aquela situação tão naturalmente, que, quando seus irmãos descobriram toda a história inacreditável e foram visitá-la, ela os esperava tomando, propositalmente, um copo de sangue. Cameron ficou enojado por cinco segundos, mas Alexander sorriu e perguntou:

            - Como vai, loira?

            Honey sorriu, mostrando seus dentes manchados de vermelho.

            - Como se um demônio estivesse sugando a vida de mim.

            - O de sempre então.

            Ela deu de ombros e Rose observou maravilhada seus três filhos sentados no sofá, os três cutucando a barriga de Honey enquanto a mesma ditava regras e brigava com a criança dentro de si.

            Emmett era o único que não se aproximava muito, fazia o que Honey pedia e sempre se assegurava de que ela e o bebê estavam bem, mas nada além. Certa noite, enquanto ele assistia a um jogo de beisebol, Honey o surpreendeu quando sentou ao lado e se aconchegou em seu braço estendido no sofá.

            - E aí, grandão? – Ela disse, com um sorriso de lado.

            Emmett ficou mudo por alguns poucos segundos, então sorriu de volta, apertando o abraço nos ombros da menina loira e disse:

            - E aí, loirinha.

            Ela sorriu, encostou a cabeça em seu ombro e os dois assistiram televisão como se nada de importante estivesse acontecendo.

—--*---*---

            O parto de Honey chegou mais rápido do que eles poderiam esperar. Carlisle havia calculado o tempo de gestação de Bella e resolveu fazer o parto de Honey alguns dias antes. Ela estava nervosa em suas roupas de hospital e parecia muito com uma criança assustada. Rose estava quase tão nervosa quanto a filha, querendo confortá-la, mas, de alguma maneira, não sabendo ao certo o que fazer.

            A mão de Honey escorregou para dentro da sua e Rose deu um aperto leve nela. O sangue que tomava periodicamente não permitiu que ela estivesse na situação em que Bella esteve quando estava grávida de Renesmee. Honey sorriu amarelo e disse:

            - Eu não sei se é um futuro melhor. – Sua voz estava embargada. – Mas é um futuro. É melhor que nenhum.

            Rose sorriu de volta. Não disse nada, não sabia o que dizer. Deu um beijo nos cabelos loiros de sua filha e, ao comando de Carlisle, deixou o quarto e foi para a sala, onde os outros esperavam. Pela primeira vez em anos, sentiu falta de ser vampira e de poder escutar e acompanhar o que estava acontecendo como os outros faziam.

            Henry colocou um braço ao redor dela, beijando seus cabelos. Rose soltou um suspiro e encostou-se em seu marido. Ele remexeu-se, erguendo-se o suficiente para olhá-la nos olhos. Tinha um sorriso de orelha a orelha, estava tão excitado quanto uma criança na manhã de Natal vendo vários presentes embaixo da árvore.

            Rose sorriu, percebendo pela primeira vez que em alguns minutos ela teria sua neta ou neto em seus braços. O primeiro de muitos ela esperava. O único meio vampiro ela também esperava.

            Eles ficaram em silêncio. Henry e Rose abraçados, os olhos azul violeta de Rose estavam em Emmett. Ele estava completamente imóvel em um canto afastado da sala, olhando pela janela. Rose sabia que se ele fosse humano, estaria suando frio.

            Ela perdeu a noção do tempo e, antes do que esperava ou estava preparada, Esme desceu as escadas, um embrulho marrom em seus braços. Os vampiros na sala tinham pequenos sorrisos e Emmett olhava para Esme de seu lugar com um ar apreensivo.

            Esme parou um pouco antes de chegar a sala e Rose e Henry deixaram que Emmett se aproximasse primeiro. Esme sorria aquele seu sorriso maternal e entregou o embrulho nos braços grandes e desajeitados de Emmett. Segurar um bebê não estava entre os instintos dos vampiros, não era algo que eles soubessem fazer facilmente. Especialmente Emmett, que nunca se dera bem com coisas delicadas e pequenas.

            Rose tinha um sorriso no rosto, pelo bebê de sua filha e pela imagem de Emmett, um cara grande segurando um bebê rosado, que parecia impossivelmente pequeno nos braços dele.

            Ele ajeitou a criança o máximo que pode, virando-se de frente para sua família. O bebê tinha os olhos abertos, extremamente azuis, vidrados em Emmett.

            - Oi. – Ele disse para o bebê.

            A criança sorriu, mostrando seus dentinhos brancos como leite, ao reconhecer a voz de Emmett.

            - É uma menina. – Disse Esme.

            O coração de Rose bateu mais rápido. Era uma menina. Não que isso realmente importasse ou que fosse fazer qualquer diferença. Mas... era uma menina.

             Emmett caminhou até onde ela e Henry estavam e Rose abriu seus braços para receber a menina. Renesmee nunca teve problemas com humanos, por que a filha de Honey seria diferente?

            Suas peles se tocaram, mas Rose não sentiu a mesma corrente elétrica que costumava sentir quando era vampira, quando o conheceu pela primeira vez. Os olhos dourados de Emmett ainda estavam nos azuis de sua filha recém nascida, mas, quando eles levantaram-se para os azuis violeta de Rose, ele sorriu. Rose sorriu de volta.

            Eles estavam de bem agora.





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