Príncipe Às Avessas

Autor(es): G a b i


Sinopse

Ela era do tipo mal-humorada e grosseira.
Ele era do tipo simpático e que adorava fazer piadas.
Ela era do tipo que esperava por um príncipe encantado.
Ele, definitivamente, não fazia o "tipo príncipe".
Ela dizia "eu te odeio", quando, na verdade, queria dizer "eu te amo".
Mas, tudo bem: Leo Valdez era do tipo que adorava consertar coisas. Ele, com certeza, poderia "consertar" isso também.


Notas da história
* Todos os personagens pertencem a Rick Riordan, eu somente os peguei emprestados;
* Haverá alguns personagens originais que serão citados superficialmente. Tais como governanta, motorista e empregados no geral;
* Short fic #Caleo composta por 12 capítulos + Epílogo
* Capa da história feita por mim; (alterada dia 28/05/16)
* A história é totalmente de minha autoria. E assim como todas as minhas outras histórias, é postada somente aqui nesse site. Se encontrar em outro lugar, por favor, me avise porque é plágio;
* Todo e qualquer uso dessa obra, sem a autorização prévia e expressa da autora do texto (no caso eu, G a b i) será considerado violação dos direitos autorais. A Violação dos Direitos Autorais caracteriza-se como crime incurso no art. 184 do Código Penal, assim como nos arts. 105 e 108 da Lei 9.610, de 19/02/1998;
* Se eu descobrir que alguém plagiou, vou denunciar. E vocês também deveriam fazer o mesmo;
* "Príncipe Às Avessas" é uma obra de ficção, que visa somente o entretenimento dos leitores, sem qualquer intenção de denegrir a imagem de alguém.
* Um novo capítulo será postado todas às sextas-feiras;
* Por favor, não seja um(a) "leitor(a) fantasma". Eu juro pelo Rio Estige que sempre responderei a todos os comentários;
* Bem, era isso. Espero que gostem da fic. Boa leitura!



(Cap. 5) Você não está sozinha.

Notas do capítulo
Olá! Sexta-feira... final de semana está próximo... mais um capítulo novo... Quem está feliz bate aqui o/ Ok, parei haha Antes, um MUITO obrigada a todas as meninas que comentaram na fic até agora ♥ (Ainda estou esperando carinhas novas aparecerem por aqui, viu!? Sei que tem mais gente acompanhando a fic, podem comentar, eu não mordo!) Sobre o capítulo de hoje... É a continuação do anterior. Então para quem estava curioso quanto ao que iria acontecer... Aqui está! (Palpites de algumas pessoas meio que estavam certos hehe) Nos vemos nas notas finais. Boa leitura!

Quando aquela chama gigantesca formou-se e subiu rapidamente em direção ao rosto de Calipso, tudo o que a garota conseguiu fazer foi colocar as mãos sobre o rosto para tentar conter o fogo; e gritar. Ela gritou muito alto, indo para trás e tropeçando em algumas coisas que estavam espalhadas pelo chão. Calipso caiu, batendo com a cabeça no chão.

A garota havia desmaiado.

E o segundo andar da estufa estava sendo tomado pelo fogo.

Leo ouviu o grito de Calipso quando estava prestes a deixar o primeiro andar da estufa. O garoto subiu as escadas com uma velocidade surreal. Quando chegou lá em cima, tudo em que ele conseguiu pensar foi "outro incêndio não".

Naquele finalzinho de sexta-feira, Leo Valdez controlou o fogo de uma maneira que nem ele saberia como explicar. Apenas dois extintores de incêndio e um garoto magricela. Isso foi o suficiente para que aquela estufa de flores não explodisse.

Ele interfonou para a mansão e rapidamente os vários empregados de Atlas já estavam no local.

Calipso foi levada ainda desacordada para o hospital, acompanhada de uma das secretárias de seu pai e da tão famosa governanta que Leo nem sequer sabia o nome.

O garoto ficou sentado em meio a toda aquela bagunça causada pelo incêndio. Ele estava se socando mentalmente por tudo o que havia acontecido.

Outro incêndio.

E mais uma vez a culpa havia sido dele.

"Só espero que ela fique bem." Foi o que Leo pensou.

E então ele pegou aquele maldito diário que estava em meio as cinzas. Na verdade, o que havia sobrado do diário. Um projeto de papel duro e retorcido, extremamente preto como carvão e cheio de buracos.

"Se eu não tivesse lido isso, nada disso teria acontecido." Valdez amassou aquilo com raiva e dois restos de páginas meio amareladas e resgadas se soltaram.

Duas frases.

Ou melhor, duas frases incompletas que diziam algo do tipo "casa árvore sonho" e "medo sentindo por ele", foram tudo o que Valdez conseguiu decifrar.

Ele guardou aqueles dois pedaços de papel no bolso e foi embora se sentindo a pior pessoa do mundo.

Ele sempre estragava tudo.

Nunca, nem em um milhão de anos, ele conseguiria chegar a ser o que Calipso chamava de príncipe.

Ela o odiava.

E depois de tudo o que aconteceu, esse sentimento tinha tudo para crescer ainda mais.

Naquela noite Leo não conseguiu dormir. Ele só pensava em Calipso.

Pensou em ir até o hospital, mas sabia que a última pessoa que a garota gostaria de ver naquele momento era ele.

E pior, talvez ela nunca mais quisesse olhar para aquilo que Leo Valdez chamava de cara.

***

Sábado.

Aproximadamente oito horas da manhã.

Quando Calipso finalmente acordou, ela percebeu imediatamente onde estava.

Um quarto de hospital.

As mãos enfaixadas até a altura dos pulsos, deixando apenas as pontinhas dos dedos de fora. Um aparelho que media sua pressão arterial e sua pulsação, preso na ponta do indicador esquerdo. No braço direito, uma pequena agulha enfiada. Nada pior do que receber soro na veia.

A garota tentou mexer a cabeça para dar uma olhada ao redor daquele quarto extremamente branco e iluminado, mas uma pequena dor a atingiu acima da sobrancelha direita.

Calipso soltou um gemido baixo e levou a mão ao local da dor. Um galo.

E então ela começou a se perguntar como havia ido parar ali.

A última lembrança que a garota tinha era de uma chama gigantesca vindo em direção ao seu rosto. Depois, tudo parecia ser um imenso borrão em sua mente.

Mas o pior de tudo era estar ali sozinha. Como sempre.

E por incrível que pareça, a primeira pessoa que Calipso desejou ter ali com ela, era Valdez.

— Ah, a mocinha finalmente resolveu acordar! — Um homem não muito alto entrou no quarto. Ele tinha um sorriso brilhante. Cabelos loiros cacheados e um porte atlético. Também um pouco bronzeado. E aos olhos de Calipso, parecia ser um pouco novo demais para ser médico. — Vim ver como você está. — Ele usava um uniforme branco e tinha um estetoscópio em volta do pescoço.

Dr. Apolo era o que estava escrito no crachá. Calipso pôde ver melhor assim que ele se aproximou da cama em que ela estava.

Ele era mesmo um médico. Um médico muito jovem e bonito.

— Quem me trouxe para cá? — Foi o que Calipso perguntou assim que o Dr. Apolo havia acabado de examiná-la.

— Foram duas mulheres que trabalham para o seu pai. — Deu de ombros enquanto anotava algumas informações no prontuário médico.

— Ah. — Foi tudo o que a garota respondeu.

— Você teve muita sorte, querida. Se o seu amigo não tivesse controlado o incêndio, você provavelmente não estaria aqui agora. Estava desmaiada enquanto o incêndio acontecia. — Dr. Apolo continuava a anotar coisas no prontuário.

Amigo?

A cabeça de Calipso parecia que ia explodir de tantos pensamentos que invadiram a mente dela naquele momento.

Ela poderia ter morrido queimada.

Mas um amigo controlou o incêndio.

Valdez.

Leo Valdez havia salvado a vida dela.

Mesmo depois de tudo o que ela disse para o garoto. Mesmo depois de ela ter mandado ele embora aos gritos, dizendo que o odiava.

Um amigo.

Ele havia voltado lá por ela.

Leo Valdez havia salvado a vida dela.

— É, eu tenho mesmo muita sorte, doutor. — Calipso sorriu fraco.

— Sim, você tem. — Apolo sorriu de volta. — Bom, eu volto mais tarde. Daqui a pouco alguém vai aparecer com o seu café da manhã.

— Tudo bem. — Assentiu.

— Precisa de alguma coisa? Quer que eu diga na recepção para ligarem para sua casa e chamar algum familiar, ou algo do tipo?

— Não. Não precisa. — Na verdade Calipso queria dizer que sim. Sim, ela queria muito ter alguém ali com ela naquele momento. Mas a única família que ela tinha era o pai. E Atlas estava muito longe, viajando.

— Ok, então. Até mais tarde, moça bonita. — Dr. Apolo piscou para Calipso e foi saindo do quarto.

— Espera! — A garota chamou. Dr. Apolo parou e olhou para trás. — Eu quero ver aquele meu amigo. O nome dele é Leo Valdez.

***

Assim que Hefesto recebeu o telefonema que vinha da casa de Calipso, ele seguiu direto para o quarto de Leo — que ainda estava dormindo — para dar o recado a ele.

Calipso queria que ele fosse até o hospital.

E Leo queria poder desaparecer da face da terra.

Em outras ocasiões ele estaria dando pulinhos de alegria, afinal, a garota por quem ele sempre foi apaixonado, estava chamando por ele. Mas a verdade era que Leo estava morrendo de medo. Ele já fazia ideia do que Calipso queria com ele. Provavelmente o xingar usando todos aqueles insultos de sempre e o culpar por ela estar em uma cama de hospital.

Mas mesmo assim Leo decidiu ir encarar a fera. Afinal, por mais que estivesse com medo, ele não conseguia ficar longe de Calipso. Muito menos negar um pedido feito por ela.

Leo levantou da cama com uma cara péssima. Ele não havia conseguido dormir praticamente nada.

Seguiu direto para o banho. E depois de fazer toda sua higiene matinal e se vestir, ele foi direto para o hospital.

Várias vezes, ainda em meio a seu trajeto, Leo pensou em desistir e voltar para casa. Mas quando ele chegou em frente ao quarto 3031 daquele hospital, viu que não tinha mais saída.

A porta estava entreaberta e Leo respirou fundo tomando coragem antes de entrar.

Calipso parecia estar dormindo, mas bastou Leo abrir totalmente a porta para que a garota abrisse os olhos.

— Leo. — A garota sorriu fraco. — Você veio.

E pelos deuses olimpianos, Leo quase desmaiou!

Ela havia o chamado de que mesmo?

Leo?

Ok. Aquilo estava realmente muito estranho. Calipso nunca chamava ele pelo primeiro nome.

Era sempre Valdez. Sempre foi. E agora isso?

E Calipso ainda havia... sorrido... para ele?

— É, estou aqui. — Respondeu com cautela. As mãos no bolso da calça jeans. Ele ainda não tinha se aproximado muito da cama em que Calipso estava deitada.

O que ela pretendia?

Aquilo só podia ser um plano.

Era isso. Calipso queria se vingar dele.

Assim que ele se aproximasse mais, ela o puxaria pela camiseta e usando uma seringa com uma agulha enorme, aplicaria em seu pescoço qualquer tipo de droga hospitalar que o fizesse ter alucinações pelas próximas 24 horas. E Leo ficaria lá, naquele mesmo hospital. Em cima de uma cama. Delirando até que o efeito da droga passasse.

— Venha, sente-se aqui. — Calipso falou e apontou para uma das poltronas que ficava ao lado da cama.

Foi então que Leo notou as mãos enfaixadas, o soro e o galo na testa.

Idiota.

Aquilo não era um plano. Calipso não estava querendo vingança alguma.

Meio hesitante o garoto sentou-se na poltrona. Ele não conseguia olhar Calipso nos olhos. Na verdade, Leo não fazia ideia do que fazer ou falar.

— Pronto, sentei. — O garoto encarava os próprios tênis.

— Leo, olha para mim. — Calipso pediu. O coração do garoto batendo em um ritmo parecido com a bateria de uma escola de samba do carnaval brasileiro. — Eu chamei você aqui para te agradecer. Eu sei que foi você quem salvou a minha vida. — A garota estendeu uma das mãos enfaixadas para que Leo segurasse. Ele encostou na mão de Calipso com todo o cuidado. — Obrigada, Leo.

E lá estava de novo aquele sorriso nos lábios da garota.

E lá estava de novo aquela sensação de desmaio por parte de Leo.

— Ops. Desculpa atrapalhar o momento romântico, mas... Eu vim trazer o seu café da manhã.

— Nós não somos... — Leo se apressou em explicar a situação para o enfermeiro, mas Calipso o interrompeu.

— Está tudo bem. — Ela procurou o nome do jovem no crachá. — Will, você não atrapalha. Eu estava mesmo com fome.

O jovem enfermeiro sorriu e colocou a bandeja com o café da manhã sobre o balcão que havia do outro lado da cama.

— Volto mais tarde para recolher isso aqui e ver como você está. — Foi o que o loiro disse. E antes de deixar o quarto ele soltou um "mas vocês formariam um belo casal."

Leo estava totalmente desconfortável.

Ele estava tão acostumado a ser tratado mal por Calipso, que simplesmente não sabia como agir em meio a toda aquela situação. A garota estava sedo legal com ele, havia o agradecido e nem sequer reclamou quando o tal do Will insinuou que eles eram um casal.

Ok. Aquilo tudo só podia ser um sonho. E talvez Leo não quisesse acordar. Mas pensou que deveria fazer isso.

— Acho melhor eu ir agora. Vou deixar você tomar o seu café em paz. — Leo levantou-se da poltrona. — Espero que fique bem logo.

— Você não pode ir embora, Leo. — "É, mas eu preciso ir." Foi o que ele pensou. — Como eu vou comer com as minhas mãos nesse estado? — Calipso o encarou com uma expressão frustrada.

— Mas eu...

— Mas nada, Valdez. Eu estou com fome e você não vai sair desse quarto enquanto não me ajudar a tomar meu café da manhã.

E lá estava de volta a boa e velha Calipso.

Sempre tão gentil e nada mandona.

— Tudo bem, tudo bem. Eu vou ajudar você. — Leo levantou as mãos como se estivesse se rendendo.

E foi aí que a cena mais improvável da história-das-cenas-mais-improváveis aconteceu. Leo Valdez deu torradinhas com geleia na boca de Calipso. E depois das torradinhas, Leo ainda segurou um copo de suco de laranja, ao qual Calipso tomou de canudinho.

Depois de Calipso comer tudo, Leo voltou a colocar a bandeja sobre o balcão.

— Não vai mesmo me perguntar o que aconteceu com as minhas mãos?

— Er, eu pensei que talvez você não quisesse falar sobre isso. Por isso não perguntei.

— Ah.

— Estão queimadas, não é? — Leo resolveu perguntar, apesar de já imaginar qual seria a resposta.

— Sim. Eu consegui evitar que as chamas atingissem meu rosto usando as mãos. — Calipso respondeu. Leo notou que os olhos da garota estavam marejados. — Doeu muito. Na verdade, ainda dói. — E mesmo sem querer ela deixou uma lágrima rolar.

E Leo foi corajoso o suficiente para voltar a se aproximar de Calipso e enxugar aquela lágrima teimosa.

— Obrigada por vir, Leo. E mais uma vez... Obrigada por salvar a minha vida.

— Você não precisa agradecer. — Ele colocou uma de suas mãos sobre a mão direita da garota. — E, por favor, não chora. Eu... Eu estou aqui agora. Com você. — Calipso sorriu.

E Leo Valdez merecia um Oscar só por protagonizar uma das cenas mais fofas do mundo. Ele deu um beijo na testa de Calipso e disse:

— Você não está sozinha.

Notas finais do capítulo
Olá, mais uma vez. Então... Gostou? Deixe um comentário. Não gostou? Deixe um comentário mesmo assim! Críticas, elogios, sugestões, observações, quaisquer dessas coisas serão sempre muito bem recebidas. Não custa nada deixar sua opinião aqui, não é mesmo? Enfim, espero que tenham gostado! Ah, obrigada a quem favoritou a fic e adicionou aos acompanhamentos também. (Está acompanhando mas ainda não comentou nenhuma vez? Hey, vamos mudar isso! Comente aqui, eu vou estar te esperando de braços abertos para um abraço virtual!) Leu toda essa nota gigante? Ah, merece um Oscar igual ao Leo! haha Bom, era isso. Nos vemos sexta-feira que vem ;) Xoxo, G a b i. (23/10/2015)




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