A Filha do Tordo

Autor(es): Carol F


Sinopse

Rose Mellark não é uma garota normal e está longe de ser. Ela é a filha do símbolo da revolução. Por mais que levasse uma vida tranquila, mas alguns acontecimentos recentes vão fazer com que tudo mude. A Filha do Tordo é uma fanfiction inspirada na trilogia "Jogos Vorazes" que mostrará que nem tudo realmente acaba quando aparentemente termina.


Notas da história
Eu não sou Suzanne Collins. E eu também não precisava estar dizendo isso. Sou só uma garota normal, apaixonada por uma das melhores trilogias de todos os tempos e indignada com o seu fim. Então, com base nisto comecei a escrever "A Filha do Tordo" que nada mais é do que uma continuação de Jogos Vorazes para que os fãs da saga voltem a sonhar.

#Aviso: Esta fanfic conterá alguns spoilers. Se você é fã, mas ainda não conhece a história por completo, e melhor aguardar até que saiba o final. A opção pela leitura será por sua conta e risco. Mas eu ficarei muito honrada.



(Cap. 1) A despedida

Recomeçar nem sempre é tão fácil como parece. Às vezes penso que minha mãe nunca conseguiu. Afinal, como poderia? A menina que sempre batalhou para sustentar a família, se voluntariou para o tão temido Jogos Vorazes, viu tanta gente morrer sem poder fazer nada, teve que suportar muita coisa com um sorriso no rosto, não poderia simplesmente esquecer tudo para seguir em uma vida nova.

Sinceramente, eu acredito que mamãe nunca foi plenamente feliz depois da morte da tia Prim. Além do passado que já a assombrava, ela tinha pesadelos terríveis quase todas as noites que não a ajudavam nem um pouco.

"Aqui jaz Katniss Everdeen, a garota em chamas. Nosso eterno Tordo"

Foi tudo o que restou dela. Uma lápide. Só epsero que ela tenha encontrado a paz que não teve enquanto viveu. Que o ódio do pior presidente que a Capital já teve, Snow, e de Coin, antig comandante do distrito 13, que agia em seu próprio benefício, tenham morrido junto com ela.

– Temos que ir, irmã.

– Só mais um momento. - disse eu, relembrando todo o cortejo que houve em memória do símbolo da revolução.

– Pra que? Chorar não vi traze-la de volta. Nada vai traze-la de volta. - retrucou Patrick olhando fixamente para mim. Ele os olhos dela.

– Eu preciso me despedir! Sei que não faz mais diferença, mas eu preciso, ta legal? Se você não quiser mais ficar, tudo bem, pode ir, mas eu vou ficar o tempo que eu precisar!

– Ok, não vamos brigar. Ela não ia gostar disso. Ela queria que ficássemos juntos. Que fossemos fortes.

Isso era verdade. Ao contrário das outras mães que costumam dizer "boa noite" quando os filhos vão dormir ou "boa aula" quando os filhos vão para a escola, a minha mãe sempre dizia "seja forte".

– Eu juro que a gente já vai, espera só mais um pouquinho, por favor.

– Tudo bem. Eu te espero la fora.

Eu sabia que Patrick também estava triste e não queria magoá-lo mais. Sabia que aqueles olhos também já tinham chorado muito e que não aguentava mais ficar ali. Porém eu realmente não queria ir embora. Não queria deixá-la sozinha. Acho que queria ter ido com ela. Mas, infelizmente, preciso continuar vivendo.

Então, tirei do bolso uma carta que escrevi em despedida. Lá estava a música que ela cantava pra gente desde pequenos, com o último verso em destaque: Aqui é o lugar em que eu sempre te amarei.

Ao sair do memorial de uma coisa eu tinha certeza... meu coração tinha sido enterrado ali, junto com ela.

– Esta pronta? - perguntou Patrick.

– Acho que sim. - respondi ainda na dúvida.

– Eu posso esperar por uma hora ou mais, se quiser... - parecia até que estava se desculpando pelo que tinha dito ainda a pouco. Patrick nunca foi do tipo grosseiro.

– Não, você estava certo, esta tudo bem. Foi um ongo dia e nós precisamos descansar. - tentei acreditar no que eu tinha acabado de dizer, mas não deu certo.





Todas as histórias são de responsabilidade de seus respectivos autores. Não nos responsabilizamos pelo material postado.
História arquivada em https://fanfiction.com.br/historia/562489/A_Filha_do_Tordo/