Consultas.

Autor(es): Nine


Sinopse

Várias consultas que se quer eram dele acabaram se tornando uma série de encontros casuais... E aquilo já estava começando a deixá-lo incomodado.


Notas da história
Naruto pertence ao tio Kishi, dudes.
Pessoal, essa fic foi postada originalmente pela CaHh Kinomoto no FFNET, e a fic pertence a mesma. A fic é inteiramente dela, e eu não mexerei em nada. Mas fiquei feliz da vida quando ela me deixou posta-la aqui, pois é um trabalho muito bom. Quem teve a oportunidade de ler por lá, de um Up por aqui. (: , E se você gostou também, faça a outora original e mim felizes com rewiens, ai continua postando.
Enjoy!



(Cap. 2) Capítulo 2.

Notas do capítulo
Olá, pessoal.
Confesso que fiquei triste, rs. Pois só recebi 1 rewien.
Mas ok, vamo que vamo, mesmo que seja so um, está apreciando a fica (:
Espero que, sinceramente, se você leu, deixe pelo menos um oi.
É o combustivel pra um autor. :]
Ps - a fic pertente a CaHh Konomoto, e foi postada originalmente pela mesma no FFNET. Tenho a permissão dela pra postar por aqui.
sem mais delongas,
enjoy -q

Consultas

I thought love was just a fabrication, a train that wouldn't stop at my station.


Por algum motivo inominável todos os poucos amigos que ele tinha eram idiotas.


Todos.


E era por isso que volte e meia algum deles estava lhe causando alguma dor de cabeça ou arrumando problemas e mais problemas que, por algum motivo sádico do destino, apenas ele podia resolver. Já se questionara um milhão de vezes o real motivo de continuar a manter aquelas pessoas por perto, mas como odiava a própria resposta que sua mente traidora lhe oferecia, apenas ignorava os fatos e suportava a conseqüente dor de cabeça.


"-Sasu-"

"-Cale a boca."

"-Mas Sas-"

"-Eu mandei você calar a boca."


Então Uchiha Sasuke encontrava-se em mais um dia cheio de questionamentos... A grande pergunta que o atormentava dessa vez era porque todas as coisas ruins do mundo pareciam acontecer quando ele e só ele estava por perto.


Naquela noite, em especial, tinha assistido em câmera lenta o idiota do seu melhor amigo cair da cadeira – da qual minutos antes insistira para que o mesmo descesse – e machucar o braço. Direito. Então, como se não bastasse Naruto ser inútil o bastante com os dois braços bons, ele tinha agora o único que poderia vir a ser útil quebrado.


"-Eu só queria-"

"-Não fale." – estreitou os olhos para ele, respirando fundo enquanto tentava reencontrar sua paz interior... A maldita deveria estar em algum lugar tão bem escondido que ele nunca conseguia encontrá-la. Se é que ela realmente existia, claro.


O destino parecia ter um senso de humor sádico que insistia em testar justamente nele por vezes seguidas e ininterruptas, quase como se o sacana estivesse sentadinho em algum sofá por aí só assistindo a todos os desastres que o acompanhavam pela mais pura e simples diversão.


Deveria ter percebido no exato instante que entrara em seu apartamento e encontrara Naruto na sua sala que algo daria errado. Terrivelmente errado. Lembrou-se vagamente de ter tido no momento um ímpeto esperançoso que o levara a fechar novamente a porta, esperar alguns segundos com a mão na maçaneta até a reabrir, apenas para encontrar a mesma imagem de antes e ter então a certeza de que, de alguma maneira infeliz, aquilo não era uma ilusão.


"-Eu só quis ir agradecer por ter levado meu filho no médico semana passada..." – olhou-o de soslaio. O timing de Naruto era impressionante. Na verdade, deveras impressionante... Bem como sua incapacidade de absorver informações, apelações e simples pedidos como 'cale a boca' e 'desça da maldita cadeira'.


"-E achou que trocando a lâmpada da sala do meu apartamento conseguiria isso?" – às vezes tinha vontade de rir da sua própria desgraça. Mas só às vezes e em casos muito raros, como aquele em que se encontrava naquele exato instante. – "Se eu não a troquei há três meses é porque eu não preciso dela."


"-Precisa sim!" – arqueou uma sobrancelha. Desde quando Naruto afirmava qualquer tipo de coisa com tanta convicção...? – "A velha Tsunade falou que você está ficando cego, e sei que fica lendo relatórios no escuro enquanto escuta os jogos na televisão. Isso ajuda a piorar a visão, sabia?"


"-..." – Ah, a sempre inoportuna velhota Tsunade, espalhando qualquer coisa sobre ele para todos os seus amigos mais rápido que a velocidade da luz. Era exatamente por isso que evitava ao máximo fazer qualquer tipo de comentário perto dela. – "Só fique quieto, tá legal?"


Haviam certos momentos na vida em que até mesmo ele ficava sem saber o que falar. Na realidade, até sabia, mas não falaria nem em um milhão de anos. Certas frases e palavras como 'tudo bem' e 'obrigado' foram banidas do seu vocabulário e não seriam repatriadas assim tão cedo... Na verdade, duvidava muito que um dia fossem.


O fato é que para cada ação decente ou memorável de Naruto haveria três outras inapropriadas e indesejadas para contrapô-las. Era sempre assim e provavelmente assim sempre continuaria a ser, uma vez que aquilo parecia ser alguma lei da natureza ou qualquer coisa do gênero.


Agora, por exemplo, estavam no mesmo consultório pediátrico que levara o filho dele outro dia, e tudo isso pelo simples fato daquele idiota ter se recusado a ir a um hospital de verdade ser consultado por um médico de verdade.


"-Senhor Uzumaki." – a secretária fez uma leve careta ao pousar os olhos sobre o agora inchado braço do loiro, e Sasuke girou os olhos. – "Queira me acompanhar, por favor."


Ele já conhecia aquele caminho. Aquele corredor estreito os levaria a uma sala ridícula e cheia de coisas terrivelmente infantis, onde uma médica de cabelos cor-de-rosa os atenderia com um ainda mais ridículo estetoscópio verde limão.


Era em casos como esse que se perguntava onde estava o bom senso das pessoas... Mas quando se lembrava que se tratava da escolha médica de ninguém menos que Naruto também se recordava que a palavra bom senso provavelmente não constava em seu vocabulário, ou no mínimo possuía um significado totalmente distorcido.


Ela sorriu para Naruto assim que chegaram, e arqueou uma sobrancelha para ele. Para ele. Qual era o problema com aquela garota afinal? Não havia feito nada para ela além de desejar – em pensamento – nunca mais ter que vê-la ou voltar ali. E, mesmo assim, seu pedido se quer chegou a ser atendido!


Suspirou, ignorando-a e sentando-se na cadeira em frente à mesa dela, exatamente como da primeira vez. E, novamente, ela não deu a mínima para sua presença ali.


Não sabia explicar porque exatamente aquilo o incomodava. Não era como se ele fosse um garotinho mimado que precisava de atenção, mas não estava acostumado a passar sem ser percebido pelos lugares que ia, e acabara de descobrir que aquilo não o agradava.


Ajeitou-se melhor na cadeira enquanto observava de soslaio a conversa que ela tinha com o loiro que acabara de sentar na maca, segurando o braço. Ela analisou-o por pelo menos dez minutos antes de finalmente voltar a falar qualquer coisa, suspirando enquanto tirava seu estetoscópio do pescoço e deixava-o de lado para concentrar-se melhor no que fazia.


Aquela coisa verde-limão... Não soube exatamente porque pensou que ela poderia ter mudado alguma coisa naquela sala ridícula. Provavelmente talvez porque ele mudaria.


...Pensando agora, pra começo de conversa ele jamais teria comprado absolutamente nada do que havia ali.


"-O que você fez dessa vez, Naruto?" – ela colocou as mãos na cintura e meneou a cabeça de maneira reprovadora assim que pousou os olhos verdes sobre o braço dele.


"-Eu falei pra esse teme que não era nada e- Ai!" – Naruto estreitou os olhos para a médica assim que ela tocou seu braço machucado.


"-Não é nada, hm?" – ela riu. – "Fique quietinho e deixe-me ver isso direito..."


Não que ele entendesse muito de medicina, mas qualquer pessoa normal não pediria um Raio-X antes de qualquer coisa? E o pior de tudo era que o idiota do seu amigo parecia ter total confiança no que aquela maluca estava fazendo...


Na contagem de seu relógio, perdeu mais quinze minutos sentado ali até que ela finalmente voltasse a falar qualquer coisa.


"-Uma tala deve ser suficiente, não chegou a quebrar o osso." – ela riu da careta que o loiro fez. – "E o senhor vai ter que ficar parado por um tempo..."


Ela suspirou, pegando bandagens dentro de um armário e enfaixando lentamente o braço de Naruto enquanto usava uma tala como apoio para o braço. Depois, ajeitou cuidadosamente um apoiador por sobre o ombro dele antes de sorrir e voltar para a sua mesa, onde finalmente pareceu se dar conta da presença do Uchiha ali.


"-Acho que não nos apresentamos formalmente da última vez." – ele ergueu os olhos para ela. Porque mesmo ela estava sorrindo? E ah, claro que não haviam se apresentado... Não havia necessidade para tal, e também ele jurara que não voltaria mais ali... Mas o filho da mãe do destino continuava a desmoralizar seus planos. – "Sou Haruno Sakura." – ela estendeu a mão para ele. De novo.


"-Uchiha Sasuke." – voltou a cabeça para o lado, ignorando a mão enquanto suspirava e se levantava. Ela realmente não havia aprendido da primeira vez? – "Já podemos ir embora?"


Ela meneou a cabeça levemente enquanto recolhia a mão. O quê? Nenhum prazer em conhecê-lo? Só um leve balançar reprovador de cabeça? Ela estava brincando, só podia.


"-É você quem vai levar Naruto pra casa?"


"-Está vendo outra pessoa aqui?" – arqueou uma sobrancelha.


"-Eu poderia levá-lo com muito mais gosto que você." – ela emendou rapidamente, e ele quase arqueou a outra. Quase. – "Mas de qualquer forma, poderia entregar isso para a Hinata-chan?" – estendeu-lhe um papel de letra ilegível novamente.


E como aquela médica estúpida esperava que Hinata fosse conseguir desvendar os hieróglifos daquele papel? Não era como se tivesse uma Pedra de Rosetta em casa. E aliás, Hinata-chan? Eles eram íntimos daquela... Médica?


"-Ela vai entender." – quando voltou a fitá-la novamente, ela tinha uma sobrancelha rosa arqueada para ele, como se achasse que pudesse ler seu pensamento.


E de repente, notou que estava ficando irritado por centenas de milhares de motivos. Um: ela não se intimidava com nada que ele falava. Dois: ela o ignorava quando bem convinha. Três: Não estava a achando mais tão ridícula.


Bufou qualquer coisa ininteligível quando se deu conta dos pensamentos que estava tendo, dando às costas para os dois enquanto abria a porta da sala. Não ficaria ali nem mais um minuto se quer...


"-Vamos embora daqui, dobe." – disse simplesmente, saindo sem uma palavra mais.


O porquê, exatamente, de estar com os dentes cerrados e os punhos fechados, ele não sabia... Mas sabia que dessa vez ele estava certo quando pensava que não voltaria ali nunca mais.


Nada de rosa, nada de verde-limão, nada de fotos de um Pug idiota e nada de lençóis de ursinho...


E mais do que isso, nada de olhos verdes.


Nunca mais.

Notas finais do capítulo
Oi, bonitos. 8D
Vamos, me digam oque acharam, hum? Rewiens não matam ninguem e salvam a sanidade de uma ficwitter. u.u
Estou magoada com o resultado do primeiro, mais nem por isso desisto! u.u
Beijos,
xoxo ~




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