Castlecalibur 2: no Castelo escrita por TriceSorel


Capítulo 3
Parte 3: o Alucard que veio do futuro





Leon estava sentado em um balanço do jardim tomando sol quando Siegfried chegou.

         - O que está acontecendo com você, Leon? – quis saber o alemão.

         - Nada... eu só estou chateado com o Mat. Eu acho que, no fundo, ele não quer que eu vire imortal. Talvez ele não queira me agüentar por toda a eternidade... vai ver eu sou só mais um fardo na vida dele.

         - É, eu também acho.

         - Ahn?

         - Quer dizer... tenho certeza que o Mat não pensa assim! Ele fala de você o tempo todo!

         - Sério?

         - Sim! Ontem mesmo, quando estávamos jogando vídeo-game...

 

FLASHBACK

Castlevania, ontem mesmo, quando eles estavam jogando videogame.

 

         Siegfried e Mathias estavam jogando King of Fighters e Siegfried estava perdendo todas.

         - Sieg, você tem que defender de vez em quando... e alternar ataques altos dos ataques baixos! – explicou Mathias, que jogava com o Alba.

         - Eu tô fazendo isso, Mat!! – respondeu Siegfried, apanhando com a Mignon, super compenetrado no jogo.

         - Impossível, sua boneca só está dando tranquinhas no meu desde que começamos a jogar!

         - É que eu só consigo apertar o comando para dar tranquinhas!

         - Assim você nunca vai ganhar de mim! Eu sou muito bom!

         - Você não pode ficar pulando o tempo inteiro pra fugir das minhas tranquinhas, uma hora você vai cair! E aí... eu vou te dar uma tranquinha!

         - Impossível!

         Nesse momento, Alba, controlado por Mathias, caiu e Mignon, controlada por Siegfried, o encheu de tranquinhas, até que Mathias perdeu.

         - Absurdo! Como eu fui perder pra você?

         - Porque você não é bom fugindo das tranquinhas!

         - Cansei de jogar esse jogo... vamos jogar Mortal Kombat. – sugeriu Mathias.

         - Tá bom! Mas eu só jogo com o Sub-Zero!

         - Parece o Rafa! Ele também só joga com o Sub-Zero!

         - É que ele é o melhor!

 

Fim do Flashback

 

 = De volta ao jardim de Castlevania... =

         - Me enganei, ele falou do Rafa. – corrigiu Siegfried.

         - Bah! Ele nunca fala de mim... acho que ele nem lembra mais o meu nome!

         Então Mathias entrou no jardim esbaforido, com uma sombrinha florida sobre a cabeça pra não pegar sol.

         - Leo! – chamou ele. – A agência que organiza festas de aniversário ligou pra saber que você vai querer no buffet do seu aniversário! Olha, eu trouxe aqui os cardápios que eles...

         - Hunf. Você está louco para que chegue meu aniversário pra me ver mais velho e carcomido, não é? – ofendeu-se Leon.

         - Não é só que... eu queria que fosse um momento especial pra você. – comentou Mathias.

         - Por que você não faz uma festa pro Rafael?! – enciumou-se Leon e entrou no castelo.

         - O que aconteceu com ele? – quis saber Mathias.

         - É que ele não sabe jogar Mortal Kombat. – deduziu Siegfried.

 

         Mathias escolheu o buffet da festa que estava organizando para Leon e depois voltou para seu gabinete/laboratório/escritório ou seja lá o que for aquele lugar. Pegou seus frascos e experimentos e começou a fazer experiências.

         - E se eu juntar meu experimento com a pedra filosofal e colocá-la naquele relógio antigo que não marca as horas, mas faz previsões astrológicas e acertar no signo do Leon e voltar os ponteiros para o momento em que Júpiter passou pela casa de Netuno fazendo um ângulo de quinze graus com os anéis de Saturno...? – perguntou-se Mathias, abrindo a porta do relógio e colocando o experimento ao lado do pêndulo.

         Depois, ajustou o ponteiro para o signo de capricórnio e ouviu o relógio deu doze badaladas.

         - Será que funcionou?

         Quando foi abrir novamente para pegar o experimento, o relógio explodiu e encheu o escritório de fumaça. Mathias foi jogado contra a escrivaninha. Protegeu seu rosto com a manga para não respirar fumaça e, tossindo e abanando aquela bruma toda, esforçou-se para ver o que acontecia com o relógio. Contudo, percebeu que uma pessoa estava em pé em frente ao mesmo.

         - Quem... quem é você? – perguntou ele, abrindo a janela para sair a fumaça.

         - Deixa eu ver... Castlevania... data tal e tal... hora tal... Quem é você? – perguntou o rapaz estranho, todo vestido roupas pretas com babadinhos.

         - Como quem sou eu? Eu sou o dono desse castelo! O que você faz aqui? Como veio pra cá?

         - Eu vim através desse relógio! Resolvi voltar no tempo para impedir que meu pai virasse um vampiro...! – revelou o rapaz.

         - Qual seu nome?

         - Alucard. E você?

         - Mario Kart?

         - Alucard! Você conhece algum... Conde Drácula?

         - Sim, ele sou eu.

         - Você é o conde Drácula?!

         - Sim, o que você quer comigo?

         - PAPAI!!!! – e o rapaz abraçou Mathias com toda sua força.

         - Epa! Eu não tenho idade pra ser pai de marmanjo...

         - Tem, sim!! O senhor é imortal!!!

         - É, mas eu só sou imortal há dois anos! E você já é um rapaz bem crescidinho... agora me solta!

         - Papai, sou eu, seu filho!

         - Eu já disse que não tenho filhos!

         - Eu vim do futuro, papai!! – e Alucard soltou Mathias. – Sou seu futuro filho! Eu tava no meu escritório no centro de Valáquia quando coloquei minha poção e a pedra filosofal dentro do relógio velho que não marca as horas que eu ganhei da minha mãe!

          - Como você ganhou uma coisa que pertence a mim?! Eu não dei a você!

         - Já disse que ganhei da minha mãe! Eu queria vir para o passado ver meu pai antes dele virar um vampiro, e pelo jeito deu certo!

         - Mas... eu já sou um vampiro. Há dois anos...

         - O quê?! Droga, devo ter errado os cálculos... – e o rapaz do futuro revisa seu pergaminho matemático.

         De repente, um grito ecoou pelos corredores do castelo até o escritório de Mathias.

         - MATHIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIIAAAAAAAAAAAAAAAAS!!! DESCE AQUI, É URGENTE!

         - Seu Mastercard, eu preciso ir!! Não saia daí, já volto!

         - Tá bom, papai!

         - E não me chame de papai!

         E Mathias desceu correndo para ver por que o chamavam com tanta urgência.

 





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