Di Nascosto escrita por Katy Clearwater


Capítulo 4
Capítulo quatro





"Tão delicadamente se apresenta, 
Orvalhada de aromas sedutores
Faz da flor do meu anseio alma sedenta
E se compraz em provocar-me agudas dores.

É como rosa, que com seu perfume
Desperta e exulta, insinua e atrai 
Mas cobra amor e paga com ciúme
Aprisionando um ser que nunca a trai.

Que amor me oferta, se fico sozinho?
Que amor me dá, se nega-me carinho?
Um tal amor que esbofeteia e beija...

Tão traiçoeiro, sórdido e mesquinho,
Mostra-se pétala, se me deseja,
E quando me aproximo faz-se espinho!"

Oldney Lopes


Capitulo quatro:


        Finalmente o grande dia! Um ano parecia ter passado em dias e Nessie parecia uma mulher feita por encomenda. Perfeita em todos os sentidos. O rosto angelical fazia contraste com as curvas acentuadas que surgiram em semanas no seu corpo. Seu sorriso meigo misto com o olhar sexy lhe dava um ar de desejo e era isso que ardia nesse momento nos olhos de Jacob Black.

         Nessie estava escolhendo o vestido que usaria na sua magnífica festa e Jake a acompanhou em dezenas de lojas de Seattle. Os dois passaram todo o dia juntos, mas a hora de ir para casa se aproximava. Hoje era o grande dia e Alice odiaria se por acaso os dois se atrasassem.

        Jacob dirigia tranqüilo para a casa dos Cullens, onde a festa seria realizada, enquanto Nessie conferia as dezenas de bolsas no banco de trás como as mulheres que vão ao mercado e conferem as compras quando saem de lá.

– Tudo aí mocinha? – Jake fez piada quando a viu concentrada demais.

– Sim. – ela lhe mostrou a língua e se acomodou no banco da frente. – Olha isso. – Nessie mostrava a Jake um lindo colar de ouro com pingente de esmeralda. Simples e delicado, mas lindo.

– O que é isso? – ele perguntou sabendo que o colar tinha um significado só com o olhar da menina.

– Eu comprei para minha mãe. A esmeralda simboliza o amor e paz, e quem a usa como amuleto fortalece esses sentimentos. – Jake sorriu com carinho para menina.

       Ele ainda se sentia culpado pelo abraço malicioso com a sogra, mas o ato nunca se repetiu e a consciência foi se limpando sozinha com o tempo.

       Enquanto isso na mansão dos Cullens Bella escolhia um dos vestidos que havia levado para lá. Ela escolheu uma mala de roupas e levou para mansão. Todos estranharam, mas Alice estava totalmente animada com a vaidade repentina que Bella adquiriu. No último ano ela tomou um terrível gosto por se arrumar. Terrível não por ela não saber como fazê-lo, mas sim pelo intuito.

      Bella se tornará ilegalmente linda quando se tornou vampira. Nada comparado com Rosalie ou Alice. Seu rosto de menina se manteve, mas a maternidade lhe atribuiu um ar maduro. Seu poder e desempenho na batalha dos Volturi encheram seu olhar de uma superioridade que não existia quando ela era humana. E sua luxuria chegava a ser tóxica até mesmo para seu marido, que mesmo estranhando se sentia extremamente seduzido por essa nova mulher.

       A hora da festa se aproximava cada vez mais e Bella ainda não sabia o que vestir, mas sabia que precisava se sobressair àquela presença que a incomodava tanto. Sua própria filha. Um ano não foi tempo o bastante para dissipar aquilo que ardeu no coração de Bella quando ela e Jake se abraçaram. Um ano foi tempo o suficiente para ela perceber que um dia sem ele, era muito.

– Esse está lindo, assim como os outros doze. – Edward entrou repentinamente no quarto e disse parando atrás de Bella abraçando-a pela cintura.

– Mas eu não quero lindo. Eu quero perfeito. – ela disse com um sorriso maldoso que deveria ter sido notado. Mas Edward nunca notaria os defeitos de Bella, o amor o cegava. – Eles já chegaram?

– Não. Ainda não. – o ódio consumiu o coração dela, mas apenas um sorriso meigo foi esboçado diante de tanta raiva.

– A Alice deve estar tendo uma crise. – Bella disse doce, mas com o veneno fervendo em suas presas.

– Está sim, mas eu já liguei para Nessie e ela está vindo com o Jacob. – Bella prendeu a respiração mesmo sem precisar. Ela sempre estava com Jacob em quanto Bella estava sempre com Edward. Isso a consumia.

– Tudo bem. Vou me arrumar. – Bella beijou Edward de forma sensual e o empurrou para fora do quarto.

        Após trancar a porta atrás de si ela se soltou. Os olhos ferveram de raiva e ela se deixou envenenar mais com seu ódio por aquilo que ela mesma criou. O Edward era dela, o Jacob era dela e a Nessie, bem Nessie foi um grave erro.

        Todos os dias tinham sido assim desde aquele abraço. A raiva só se intensificava a cada dia que Nessie ficava mais linda e amada. Quando o coração dela batia todos também gostavam dela, mas agora ela só mais uma morta então colocaram outra adorada no lugar. Um ódio mortal por todos às vezes se instalava no coração de Bella, mas ela lembrava que não era culpa de ninguém só dela! Afinal quem a matou quando nasceu? Ela.

         Bella se concentrou. Não podia remoer raiva, apenas fingir e isso ela tinha aprendido a fazer bem. Teve um ano para fazê-lo e hoje seria um dia importante. Muito importante. Depois de uma hora num banho desnecessário ela optou por um vestido preto, combinava com seu humor. O vestido era sexy com um belo decote em V nas costas e terminava no meio de suas coxas, completou com um salto na mesma cor e brilhantes enfeitaram seus pulsos, pescoço e orelhas.

– Eu sou perfeita. – ela disse para si mesma quando se olhou no espelho.

       Quando saiu do quarto e desceu as escadas lá estava ela. Pronta também e angelicamente linda. Era de dar nojo.

– Mãe. – a menina veio animada correndo para o lado de quem mais a odiava no mundo. Mas ela não tinha noção disso.

– Oi querida. – Bella ficou rígida quando a filha fez menção de abraçá-la. A menina notou e murchou antes de pular nos braços da mãe.

– Te comprei um presente. – a garota segurava o choro. Ela sabia que a mãe não gostava mais dela, mas não sabia por quê. Ela podia fazer certo se a mãe dissesse o porque de tanta raiva. Ela faria qualquer coisa para que a mãe a amasse de novo.

        A menina pegou a caixinha com o colar e entregou a mãe. Bella não teve opção a não ser sorrir da forma mais meiga possível e abraçar aquilo.

– Obrigada. – ela sussurrou no ouvido na filha e o coração da menina bateu como asas de beija-flor.

        Bella geralmente não se sentia mal pela raiva que tinha da Nessie. A menina tinha lhe tirado tanto que era normal que ela, a mãe, tivesse notado que ela foi um erro, esse era o pensamento de Bella. Mas quando ela tinha essas reações extremas às pequenas demonstrações de carinho algo lhe doía e não era sua raiva. Ela não sabia explicar.

        Ela abriu a caixinha e viu que era um simples colar de esmeralda. Os olhos da menina brilhavam e Edward riu demonstrando que sabia o motivo de tanta animação.

– Ela comprou para ser seu amuleto. Simboliza amor e paz. – Edward explicou e Bella sorriu forçada.

– Que meigo, meu amor. – falou entre os dentes e a criança só faltou saltar diante dela.

– Não tem ninguém que eu ame mais no mundo inteiro, por isso comprei. – todos fizeram sons de meiguice e mesmo sendo vampira Bella se sentiu nausear.

– Fiquei com ciúme. – Edward disse em voz alta e filha correu para seus braços.

– Ok! Tem o papai. – eles dois se abraçaram de forma carinhosa e por um segundo Bella teve raiva de si. Ela podia fazer parte daquilo só que não queria mais.

        A raiva de si durou só um segundo até que ele aparecesse. Na porta da mansão dos Cullens Jake perdeu o foco encarando a linda e provocante mulher que estava ao pé da escada. Bella não mexia com ele como Nessie. Bella tinha um “Q” de pecado explicito nela. Algo que o cativava e ao mesmo tempo o causava repulsa de si e dela. Um desejo mortal, isso era o que Bella representava para Jacob.

– Isso é meu? – Nessie surgiu diante dele apontando para um enorme caixa que ele segurava.

– Nessie! – Alice repreendeu abafando um risinho.

– Desculpa. – a menina disse com falso arrependimento.

– É Renesmee e não Nessie. Digo desde que ela nasceu. – Bella desceu as escadas encarando Jacob nos olhos. Ele se sentiu afundar naquele mar dourado de pecado, mas logo o toque de Nessie em sua mão lhe fez acordar.

– Se você me der eu vou poder abrir e eu estou curiosa. Me dá logo. – a menina fez um beicinho de criança que o fez rir.

– Nessie! – Alice disse novamente revirando os olhos. – Renesmee. – ela corrigiu e sorriu para Bella.

– É seu sim. Eu acho que você vai amar. – Jacob deu um sorriso cúmplice para Edward que riu abertamente.

– E sua mãe vai detestar. – Bella olhou assustada para o marido que fechou com os lábios para não rir mais.

– Deixa eu abrir. – a menina pegou a imensa caixa e correu para sala.

        Todos a seguiram curiosos com o presente, mas Bella só tinha olhos para Jacob. Ele estava grande, forte. Tão mais homem. Tão mais perfeito para ela e não para uma fedelha.

– Aí que coisa mais linda! – a garota apertou as próprias bochechas e tirou de dentro da caixa um lindo cãozinho que dormia. – Eu posso ficar com ele né? – a menina olhou esperançosa para os pais.

– Claro. Seu pai vai cuidar dele e de você com ele. – Bella falou irritada com o bicho e todos riram. Onde já se viu numa casa de vampiros ter cachorro?

– Você deveria por o nome de Jake. – Rosalie disse debochada e uma nova risada tomou conta do recinto.

– Tia! – Nessie falou irritada com a Tia, mas logo o mau humor se desfez. O bichinho acordou.

– Eu vou chamá-lo de Wolf. – ela abraçou o animal que lambeu seu rosto parecendo aprovar o nome.

– Que sugestivo. – Rosalie disse com deboche.

– Parem. – Esme disse com voz de mãezona e todos pararam.

– A campanhinha! São os Denali. – Edward avisou e Alice saiu dançando da sala.

       Depois disso não pararam de chegar pessoas. A casa dos Cullens era enorme, mas parecia estar lotada. Jacob evitava Bella, Nessie a seguia como Wolf seguia a dona e Edward, bem, ele sempre estava lá.

– Amor, tudo bem? Parece entediada. – Edward sussurrou no ouvido da esposa.

– Estou bem. – ela mentiu mais uma vez, mas não imaginava que as coisas podiam realmente ficar bem.

        Nesse momento surgia à porta dois vampiros que há muito não visitavam os Cullens. O cheiro deles era familiar a família, ainda mais para Alice. A fadinha correu para recebê-los, mas logo se assustou com a aparência. A mulher era a mesma, nada mudará. Vampiros não mudam, mas o menino...

– Nahuel? – Alice perguntou assustada com o novo rapaz que lhe sorriu.

– Sim. – Alice lembrava-se de Nahuel como um garoto de cabelo grande e com aparência de criança, mas olhos de ancião.

          Esse garoto de longe lembrava esse mesmo menino, mas os olhos estavam mais jovens. Ele tinha uma aparência bem mais sexy agora, cabelos curtos, uma mudança radical no guarda roupa e um sorriso... Nossa! Sensacional.

– Você está bem diferente. – Alice admitiu impressionada.

– Me atualizei no século. – o rapaz disse bagunçando os cabelos que bem de longe lembravam os de Edward.

– Tia. Quem é? – Nessie surgiu ao lado de Alice chamando a atenção de Nahuel.

– Você era só uma garotinha da última vez que nos vimos. Sou Nahuel. – o rapaz lhe estendeu a mão e a menina como sempre animada com tudo que não conhecia apertou de forma inocente.

         Jacob que assistia a cena de longe se sentiu levemente ameaçado por aquela presença. A cena não passou despercebida para a vampira sedenta por oportunidades que estava na mesma sala que Jacob. Bella se soltou do abraço de Edward e caminhou na direção de Nahuel e Nessie com uma felicidade que há muito não viam nela.

– Nahuel! Quanto tempo querido. – Bella beijou o rosto do menino e Nessie sorriu ficando feliz por ver a mãe feliz. Ela parecia gostar do garoto.

– Andamos viajando muito. – o rapaz respondeu sem tirar os olhos da Nessie.

– Que interessante. Aposto que tem milhares de historias para nos contar. Vem, o Edward está na sala. – Bella puxou o menino pela mão como uma boa anfitriã. – Se a Senhora preferir a companhia de Esme e Carlisle eles estão no salão de musica ali no fim do corredor. – Bella deu um sorriso para Tia de Nahuel que acenou com a cabeça e seguiu para sala de musica.

– Você foi muito gentil. Ela não gosta muito de gente. – Nahuel agradeceu a gentileza com interesse que Bella fez.

– Não foi nada. Agora vamos. – ela puxou o menino e viu que conseguiu o que queria. A filha olhava triste para o chão. – Meu amor vem com a gente. Você e o Nahuel são... Parecidos. Ele pode te contar um monte de coisas. – a menina sorriu abertamente pegando a mão que a mãe estendia para ela.

– Que legal. – a excitação da garota era tanta em ficar com a mãe que ela se esqueceu de Jacob e do passeio que programaram para aquela noite. Ela sempre se esquecia de tudo quando a mãe lhe demonstrava um pingo de atenção.

– Muito legal. – os olhos de Nahuel analisaram Nessie com excitação.

        Bella pareceu mais animada do que em qualquer dia de sua imortalidade quando se sentou na sala com a filha e o novo convidado. Jacob que estava do lado oposto do cômodo assistia a cena se controlando para não explodir em lobo e arrancar a cabeça de Nahuel. Quando ergueu os olhos Bella deparou-se com a guerra interna que Jacob travava com a sua sanidade. Feliz ela prosseguiu com a conversa animada que tinha com a filha e com o rapaz. Isso era o que ela queria, uma brecha. E agora ela tinha. O coração de Jacob com certeza teria lugar para ela agora.



Notas finais do capítulo

N/A: Olá meus amores. Gostando da fic? Espero que sim! Eu adoro essa Bella, mas essa mostrinha consegue me dar pena e olha que eu odeio a Nessie...hushsushsu. Eu sei que eu mesma escrevo, mas dá dó as vezes.
Review no fim? Tomara né...rsrsrs. Bjks, Katy Clearwater