Revelações Surpreendentes escrita por Bê s2


Capítulo 6
Capítulo 6


Notas iniciais do capítulo

Oi, pessoal!
Chegou a hora dos geeks darem algumas explicações...
Espero que gostem!
Até a próxima.



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—Achamos suas digitais no carro de Grissom, Senhor Caston. -Jim dizia em tom firme. -Já sabemos que você sabotou o carro e sequestrou nosso CSI.

 

Dave Caston era um homem moreno, de nariz pontudo e barba rala, com estatura mediana e corpo forte. Estava de braços cruzados e se recusava a falar desde que chegara.

 

—Vou te fichar por sequestro, tentativa de homicídio e mais uma porção de infrações! -Jim o encarava. -Não vai falar nada?

 

—Quero um advogado. -Ele se limitou a dizer.

 

Com isso, Brass não poderia continuar o interrogatório. Se retirou da sala frustrado e se encontrou com os CSIs do lado de fora. 

 

—Só podemos continuar quando o advogado chegar e não vamos conseguir prender ele apenas com uma digital parcial… -Jim disse nervoso.

 

—E enquanto isso o Grissom está por aí. -Nick disse nervoso e chutou a parede ao seu lado. -O que vamos fazer agora?

 

—Vamos tentar falar com a Sara. A essa hora ela já deve estar livre. -Greg sugeriu.

 

Catherine discou o número da morena. Foi quase um minuto até que ela atendesse.

 

Ooo

 

Após o jantar, Grissom e Sara foram para o quarto da morena. Tomaram um delicioso banho juntos e seguiram apaixonados para a cama. Estavam no meio de um beijo caliente e muito envolvente quando o celular da perita começou a tocar.

 

—Nem pense em atender. -Grissom disse com a voz rouca.

 

Ela concordou tomando a boca dele com a sua. As mãos passeavam pelos corpos um do outro em caminhos conhecidos e ousados. Mas o toque do celular não parava. Sara se afastou para olhar o namorado, que disse com raiva:

 

—Atende, vai… Assim não vamos conseguir nos concentrar.

 

Ela abafou um riso e atendeu contente:

 

—Sidle!

 

—Oi, Sara. É a Catherine. Você está bem?

 

A morena franziu o cenho e colocou o celular no viva-voz para que Grissom pudesse acompanhar a conversa. Ele se sentou na cama e voltou sua atenção para o aparelho.

 

—Oi, Cath. Por aqui está tudo bem. -Ela estranhou a pergunta. -Aconteceu alguma coisa?

 

A voz de Catherine saiu estranha do outro lado.

 

—Na verdade, estamos procurando o Grissom. Tentamos o telefone e não conseguimos… Você sabe onde ele está?

 

O casal trocou um olhar confuso e a morena tentou disfarçar:

 

—O Grissom? Não tenho ideia, Cath… Por que eu saberia? -Ela pigarreou. -Quero dizer, estava na minha palestra até agora, não vejo o Grissom desde que saí de Vegas anteontem.

 

Catherine bufou do outro lado da linha.

 

Ok, Sara. Se souber dele, me avise. Estamos com um probleminha aqui no laboratório…

 

—Probleminha?

 

Um suspeito resolveu ameaçar a equipe e de repente perdemos contato com Grissom. Estamos preocupados. 

 

—Ok, Cath. Se souber eu te aviso sim, pode deixar… Até mais.

 

Elas se despediram e Sara guardou o celular.

 

—Que conversa mais estranha. -Grissom parecia preocupado. -Será que devo retornar a ligação?

 

Sara ponderou um pouco e respondeu:

 

—Para a Cath me ligar, deve estar bem preocupada com você. Podemos adiantar o nosso retorno e pegar um vôo de volta, já que você está sem seu carro.

 

—Não acredito que a Catherine vai estragar nosso aniversário de namoro. -Ele estava visivelmente zangado. -Mas acho que você tem razão.

 

Grissom ligou na recepção do hotel e pediu que chamasse um táxi para o aeroporto. Ao contrário da viagem de ida, Grissom teve muita sorte e o casal estava no avião de volta a Vegas pouco tempo depois. 

 

A viagem durou cerca de uma hora e logo Grissom adentrava no laboratório. Sara, por sua vez, optou por levar as bagagens para seu apartamento e dar uma vantagem para não chegar junto com seu namorado. 

 

Grissom sentiu os olhares pregados nele e estranhou. Seguiu diretamente para a sala de descanso, mas esta estava vazia. Então rumou para a sala de evidências.

 

Após não conseguirem sucesso com o suspeito, os peritos voltaram ao laboratório para tentarem encaixar as peças do quebra cabeça. Mesmo regados a muito café, por conta do turno triplo, estavam em silêncio quando uma voz conhecida chamou a atenção:

 

—Boa noite, crianças.

 

Grissom estava parado com o cenho franzido e as mãos nos bolsos quando Catherine correu em sua direção e o tomou num abraço apertado.

 

—Graças a Deus você está bem! -Ela se afastou o suficiente para olhá-lo. -Onde você se enfiou? Estamos te procurando há dois dias!

 

—Eu fui visitar minha mãe em Marina Del Rey, Cath. Meu celular caiu da mala e ficou em casa. Por que todo esse nervoso?

 

O entomologista, que até então não havia entrado na sala de análises, parou para observar os peritos e as evidências expostas. Seu coração quase saiu pela boca quando ele reconheceu as fotos da sua casa, de seu quarto… E uma certa fita adesiva em um saco transparente.

 

Primeiro ele empalideceu, depois corou na velocidade da luz.

 

—O que significa isso? -Ele perguntou quando sua voz voltou. -O que aconteceu com a minha casa?

 

Os peritos estavam quase tão constrangidos quanto ele, então foi Catherine quem explicou:

 

—Nós recebemos uma ameaça e não conseguimos contato com você. -Ela mostrou o bilhete e ele leu rapidamente. -Nós ligamos para sua mãe e ela disse que você tinha saído…

 

—Como vocês falaram com a minha mãe?? 

 

—A Jane, da recepção, nos ajudou com a linguagem de sinais. -Warrick esclareceu.

 

Grissom estava atordoado. Catherine continuou:

 

—Depois disso, Brass encontrou seu carro abandonado na estrada e nenhum sinal de você! -Ela tentava se justificar. -Então fomos até a sua casa e encontramos um cenário de guerra.

 

“Ou de amor”, Grissom pensou. Logo afastou esse pensamento e o desespero tomou conta de seu corpo. Ele engoliu em seco antes de perguntar:

 

—Vocês foram até a minha casa? Vocês… analisaram minha casa?

 

A ausência de respostas foi o suficiente para que Grissom pudesse entender tudo. Ele olhou novamente as fotos de sua mesa vazia com papéis no chão, das roupas largadas pela casa, seu celular jogado sob a cama, a fita que usara para prender Sara em uma fantasia nada puritana, o sangue que veio do lábio mordido dela… E aí ele entendeu o constrangimento dos subordinados e o tom preocupado de Catherine. 

 

O silêncio reinou por mais alguns segundos na sala, até que Grissom indagou:

 

—Vocês já identificaram todas as digitais e o DNA da minha casa?

 

—Sim. -Eles responderam em uníssono.

 

Antes que Grissom pudesse dizer alguma coisa, a voz de Sara encheu a sala de análises. 

 

—Oi pessoal! -Ela se virou para Catherine. -Fiquei preocupada com a sua ligação e resolvi adiantar o meu vôo, mas vejo que o Grissom já apareceu…

 

O casal trocou um olhar e a morena percebeu imediatamente que havia algum problema sério.

 

—Como posso ajudar?

 

Sara observou o semblante embaraçado dos amigos e pousou seu olhar nas evidências expostas. Seu rosto tomou um tom vermelho tão intenso que podia sentir o calor emanando.

 

—Isso… é…  -Ela gaguejou e não conseguiu formular uma frase.

 

—Por que raios vocês analisaram o meu quarto? -Grissom interrompeu.

 

—Nós seguimos a evidência, Grissom. Encontramos sangue e fita adesiva e achamos que tinha sido agredido e preso. -Warrick explicou. -Seguimos os protocolos e precisamos coletar tudo para excluir suspeitos.

 

—Vocês estão tendo um caso… Tá, mas e daí? -Greg tentou quebrar o gelo. -Quem nunca teve um caso no trabalho?

 

Os CSIs se entreolharam.

 

—Não é bem assim, Greg. -Sara conseguiu se recompor. -Não estamos tendo um caso.

 

Grissom e Sara trocaram um olhar profundo. Era hora de abrirem o jogo. Gilbert os guiou até seu escritório, onde teriam mais privacidade. Após todos se sentarem e se acomodarem, ele tomou a palavra:

 

—Sara e eu não estamos tendo um caso. Nós temos um relacionamento há um ano. -Esclareceu. -Eu fui visitar a minha mãe e resolvi fazer uma surpresa para a Sara em San Diego, porque ontem foi o nosso aniversário. 

 

—Por conta da surpresa, Gil saiu de casa correndo. -Sara veio em seu auxílio. -Antes de eu viajar, acabamos deixando uma certa bagunça pela casa…

 

—Sangue é mais do que uma bagunça. -Catherine disse. -Parecia que alguém tinha se machucado.

 

Sara respirou fundo e tentou permanecer séria:

 

—Gil mordeu meu lábio um pouco mais forte, por isso o sangue. Ninguém se machucou. -Ela frisou. 

 

—Meu telefone caiu da mala e meu carro quebrou no caminho, por isso não respondi às ligações. Consegui chegar a San Diego e estava com a Sara quando Catherine ligou, então decidimos adiantar nosso retorno.

 

Permaneceram em silêncio por um momento, até Nick perguntar:

 

—Então o que vocês têm é sério mesmo?

 

Gil entrelaçou sua mão na de Sara e respondeu com firmeza:

 

—Sim, é muito sério. Nos conhecemos em São Francisco há oito anos e nos envolvemos, mas por conta da política do laboratório nos afastamos. Até ano passado.

 

—Não contamos nada para evitar problemas com o Ecklie. - Sara esclareceu.

 

—Falando em Ecklie… -Greg apontou para o homem que estava chegando.

 

—É, honey, chegou a hora de encararmos as consequências. -Grissom sussurrou baixinho no ouvido da namorada.

 

—Então vamos enfrentar isso juntos. -Ela sussurrou de volta.

 

Ecklie entrou no escritório de Grissom sem bater e já foi logo disparando:

 

—Mas o que é que está acontecendo nesse laboratório? Eu disse para me manter informado, Catherine! -Se virou para o casal. -E vocês dois, o que está acontecendo entre vocês?

 

Grissom se levantou da mesa em que estava apoiado e se virou aos sus subordinados:

 

—Catherine, organize a sala de análises e dispense as evidências da minha casa, já que não houve nenhum crime. Nick e Greg, trabalhem no meu carro, porque esse sim foi sabotado. Warrick, foque no suspeito e no bilhete. 

 

Os peritos seguiram as ordens de Grissom e deixaram o casal e Ecklie a sós.

 

—Pode se sentar, Conrad. Acho que temos uma longa conversa pela frente.


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