Revelações Surpreendentes escrita por Bê s2


Capítulo 2
Capítulo 2




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No caminho entre Marina Del Rey e San Diego, Grissom caminhou por algumas horas até chegar em um hotel na beira da estrada. Pagou por um quarto e comprou algumas fichas telefônicas. No orelhão, ligou para o número que sabia decor. 

 

—Oi, honey.

 

—Gil! Como você está ? Que número é esse?

 

A voz de Sara acalentou o coração do entomologista.

 

—Estou bem. Tive um problema com o carro e com o celular, mas queria saber como está sua conferência. Ansiosa por amanhã ?

 

Sara ministraria uma palestra pela primeira vez no dia seguinte. Por conta disso, Grissom aproveitou uns dias de folga que tinha para tirar e visitou sua mãe, e a intenção era surpreender sua namorada e lhe apoiar como palestrante em seguida. 

 

—Parece que está em uma noite difícil. Posso te ajudar? 

 

—Está tudo sob controle, querida. -Ele não queria preocupá-la. -Me conte sobre suas expectativas para amanhã.

 

—Estou ansiosa, mas ensaiei bastante… -Ela contou. -Só espero que eu não seja maçante.

 

—Você vai se sair bem, honey. Mais tarde eu te ligo de novo. Amo você.

 

—Também te amo. Tchau, Gil.

 

Ele desligou o telefone e se dirigiu à recepção do hotel. Conseguiu o contato de um mecânico da pequena cidade, mas ao conversar com o responsável pela oficina por telefone, conseguiu que este lhe prestasse serviços apenas no dia seguinte. Sem seu telefone e os dados do seguro, só lhe restava dormir e aguardar.

 

Ooo

 

—Catherine, encontramos o carro de Grissom abandonado na rodovia. Já estão trazendo para o laboratório. -Brass anunciou ao chegar.

 

Catherine e os meninos estavam concentrados na sala de evidências. Conseguiram alguns epiteliais no bilhete e enviaram para Hodges analisar o DNA. Enquanto isso, reviam casos antigos e tentavam falar com Grissom.

 

—Sem sinal dele? -Warrick indagou.

 

—Nem dele, nem da carteira, celular… Simplesmente um carro abandonado. Ecklie mandou a equipe do dia para fazer esse trabalho, não quer nos expor. -Brass explicou.

 

—Mas com o Ecklie querendo ou não, não podemos ficar aqui esperando Grissom aparecer e o turno do dia resolver tudo. -Nick disse nervoso.

 

—Tem razão. Precisamos começar por algum lugar. -Warrick falou. 

 

Todos olharam para Catherine, já que ela estava no comando. A loira observou o que tinha e tomou uma decisão:

 

—Vamos reportar oficialmente o desaparecimento de Grissom, Jim. -O capitão assentiu com a cabeça. -Peça reforços e vamos até a casa dele. Quem sabe ele não esteja dormindo…

 

Os meninos não pareciam tão otimistas quanto ela.

 

—Ecklie nos proibiu de sair… -Greg começou, mas foi interrompido.

 

—Para o inferno o Ecklie e as decisões dele! Grissom não dá sinal de vida há quase quarenta e oito horas, bem quando fomos ameaçados! Vamos atrás disso juntos.

 

—Vou providenciar uma escolta. -Jim disse antes de sair.

 

O quarteto seguiu para o Denali do laboratório com seus equipamentos e um semblante sério. Precisavam encontrar o mentor e líder deles antes que fosse tarde demais.

 

Seguiram em silêncio até o prédio onde Grissom morava. Passaram pela portaria e chegaram ao apartamento que estava trancado. Policiais de Brass arrombaram a porta e Catherine não conseguiu se conter:

 

—Mas o que raios aconteceu nesse lugar?

 

Ooo

 

Grissom entrou exausto debaixo da ducha quente. O vapor tomava conta de todo o banheiro e ele conseguia relaxar um pouco depois de um dia e uma noite difíceis. Os casos no laboratório estavam tão complicados, que ele se sentia sugado. 

 

Quando Sara foi convidada para ministrar uma palestra na conferência forense de San Diego, ele viu uma oportunidade perfeita para tirar uns dias de folga. O plano era simples e eficiente: visitaria sua mãe e depois seguiria para a conferência, onde surpreenderia sua namorada ao participar da palestra… E depois poderiam comemorar o aniversário de namoro longe das vistas dos CSIs de Las Vegas.

 

Sorriu ao se lembrar da noite antes de Sara partir. Tinham trabalhado arduamente em um caso envolvendo fantasias sexuais e tiveram um encontro interessante com um homem bem perspicaz chamado Antony Caprice. Ao fim do turno, a equipe se reuniu para discutir sobre fantasias… E apenas com o olhar, Grissom revelou a sua para Sara: eu, você, mesa, agora!

 

Saíram afobados do laboratório e foram direto para o apartamento do supervisor. Grissom mal conseguiu se conter ao ver a namorada entrando: puxou-a pela cintura e a guiou até a o escritório integrado à sala, empurrou tudo que estava na mesa para o chão e tomou Sara em seus braços com paixão. 

 

—Ah, Sara… -Ele murmurou sorrindo.

 

Seu corpo reagiu com a lembrança da noite anterior e sua mente divagou ainda mais.

 

—Gil, o que foi isso?? 

 

Sara o encarava com os cabelos bagunçados, a blusa desabotoada e os lábios inchados e vermelhos. Seu semblante era surpreso e absurdamente sexy aos olhos dele. Grissom, por sua vez, tinha o rosto afogueado, camisa amassada e cabelos desgrenhados… e um sorriso malicioso no canto da boca.

 

—Fantasio isso com você desde sempre… -Ele confessou.

 

Sara se divertiu com a expresão dele e não se conteve:

 

—Adorei seu arroubo de desejo… -Ela o puxou mais perto, entrelaçando as pernas na sua cintura. -Acho que podemos continuar isso no quarto… Você poderia me amarrar…

 

A última fala saiu como um sussurro provocante. Ele não perdeu tempo e a carregou para o quarto, deixando as roupas em uma trilha no caminho. 

 

—Você tem certeza? -Gil perguntou segurando um rolo de fita adesiva.

 

—Você realizou a sua fantasia… Agora é minha vez!

 

Grissom amarrou as mãos dela com a fita, assim como fizera em um caso há muitos anos, um dos primeiros em que trabalharam juntos. Ela sorriu maliciosamente quando ele levou as mãos dela acima de sua cabeça, lhe dando sinal verde para beijar demoradamente cada pedaço de seu corpo.

 

—Você me deixa louco! -A voz dele saiu rouca.

 

Sara sorriu de lado e ofegou. Sua pele estava tão arrepiada que se tornara sensível. Ele tomou seus lábios com fervor e mordeu o lábio dela com mais força que pretendia.

 

—Ai! -Ela disse rindo. 

 

Ele se assustou ao ver uma gota de sangue ali e fez menção de se afastar dela.

 

—Nem pense em sair daqui, Gilbert! -Seus olhos castanhos estavam turvos. -Eu quero você agora!

 

Grissom arqueou uma sobrancelha e respondeu:

 

—Seu desejo é uma ordem!

 

Grissom terminou seu banho e se jogou na cama nada confortável do hotel. Deixou as cortinas abertas na intenção de acordar com a claridade do dia, já que estava sem despertador, e dormiu rapidamente.


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Notas finais do capítulo

E aí, galera... O que estão achando?
Até mais!



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