Skins - Recomeço escrita por Gabriel Lucena


Capítulo 6
Capítulo 6




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Até que o passeio no parque foi bastante divertido, tiramos algumas fotos, passeamos de pedalinho, coisa que eu achava meio brega, mas havia decidido só para ficar mais tempo ali, curtindo o passeio.

Após o tempo de andar no pedalinho ter esgotado, voltamos e saímos do parque, porém, quando estávamos pensando em qual seria o nosso próximo lugar, começou a chover. O tempo já estava fechado, mas não aparentava chuva, ela veio do nada. Para não ficarmos encharcados, já que não levamos guarda-chuva, encontramos um shopping que para nossa sorte, estava próximo, para esperar a chuva passar. Então, entramos nele e comecei a observar as lojas que tinham lá dentro, sem intenção de comprar nada, mas ela disse:

— Quer entrar em algum lugar? 

— Pode ser, mas sem comprar nada, pensei em comprar um guarda-chuva para nós, mas não posso... - respondi.

— Ok, espera um pouco, vou ali no banheiro.

Assenti com a cabeça e logo que entramos no corredor dos banheiros, parei do lado de fora para esperar ela, aproveitei para mexer no meu celular, vendo se tinha alguma ligação da minha mãe. Nada. Acho que aquilo era um bom sinal, ela estava começando a se sentir mais confiante com relação à eu estar sozinho ou então ela está ocupada demais com o trabalho, mas prefiro acreditar na primeira opção.

Depois de guardar o celular no bolso, percebi, do outro lado do shopping, vestidos de preto, uns homens estranhos passando por mim e me encarando como se eu fosse um foragido que estivesse sendo caçado, mas os rostos não eram conhecidos para mim, deixando a situação ainda mais desconfortável.

Intrigado com aquilo e me sentindo intimidado por eles, disfarçadamente, entrei mais para o fundo, ficando mais próximo à porta do banheiro, para tentar fazê-los ir embora. Para passar o tempo, peguei o celular novamente, fingindo estar mexendo nele para disfarçar.

Só voltei à realidade quando senti uma mão tocar meu braço, então rapidamente, no susto, me virei para essa pessoa, que para meu alívio era Effy.

— O que foi? - perguntou ela, estranhando.

— Nada... É que, eu tava tão concentrado aqui no celular que eu simplesmente acabei levando um susto. Sempre acontece isso quando estou focado em algo e alguma coisa me toca ou tira atenção - respondi rapidamente, pra disfarçar.

— Ah sim, desculpa te assustar.

— De boas. Vamos?

— Vamos.

Saindo do local do banheiro, olhei para o local onde os dois homens estavam, mas eles já haviam ido embora, felizmente. Caminhei com Effy ao meu lado sem ter certeza se ela havia mesmo acreditado no que eu falei ou se ela apenas fingiu acreditar para tentar descobrir sozinha. Apesar de misteriosa, Effy com certeza não era burra e deveria saber que eu não estava realmente bem, mesmo me conhecendo pouco.

Caminhamos por um tempo no shopping, talvez a manhã inteira, mas quando voltamos para a parte da frente, a chuva torrencial que havia caído já não existia mais, o chão estava bem molhado, mas parecia que a chuva iria retornar novamente e o sol não iria dar as caras tão cedo.

— Acho que agora dá para irmos pra casa - respondi.

— Sim... - ela concordou.

— Vamos então

Mesmo um pouco desanimado pelo passeio ter acabado, comecei a caminhar para fora do shopping junto com ela, rumo ao ponto de ônibus mais próximo, já que eu não tinha dinheiro suficiente para pegar outro táxi, então fomos de ônibus mesmo.

Após alguns minutos, o veículo passou no nosso ponto e descemos do mesmo, rumo ao apartamento. Quando entramos, vi no celular que já era quase meio-dia, a fome começava a dar as caras.

— Tá com fome? - perguntei ao entramos.

— Sim, estou - ela respondeu.

— Acho que tem algo que eu possa fazer pra gente comer.

— Ótimo.

E se retirou para dentro do apartamento, aposto que foi para tomar banho, mas nem me importei, fui para o meu quarto e troquei de roupa, colocando uma mais confortável, só então, fui para a cozinha e comecei a fazer algo para comermos.

Enquanto eu cozinhava algo simples, o aguaceiro despencou novamente, da cozinha, eu podia ouvir o barulho da chuva caindo, o que me deixou mais desanimado ainda, talvez se a chuva parasse no final do dia, Effy iria querer sair para sua "night" com seus amiguinhos, mas com certeza não me chamaria para ir, ela sabia que eu não era de frequentar esse tipo de lugar.

— Que cheiro bom - elogiou ela, entrando na cozinha.

— Que bom que gostou - sorri de canto servindo os pratos.

Nos sentamos e começamos a comer. Surpreendentemente, dessa vez,  ela foi a primeira a puxar assunto.

— Uma pena a chuva ter voltado a cair, poderíamos voltar a sair hoje - comentou ela.

— Verdade, pena mesmo. Mas para onde iríamos? - perguntei, curioso.

— Não sei, qualquer outro ponto turístico que você desejasse visitar.

— Ainda temos amanhã, aí se não chover, poderemos pensar melhor em um outro lugar para irmos. Eu irei pesquisar os outros pontos turísticos que têm na cidade e te falo.

— Ótimo.

Voltamos a comer, embora tenhamos falado bem pouco, era uma notícia animadora, aquela proximidade de Effy, por algum motivo, me fazia feliz, eu gostava de estar perto dela, por mais que ela me parecesse uma pessoa bem diferente de mim, acho que nos entendíamos muito bem.

— No próximo final de semana o Linkin Park vai tocar num lugar aqui na cidade, quer ir? - perguntei, dessa vez.

— Parece uma boa ideia - ela sorriu levemente, me fazendo sorrir também.

— Ótimo.

Depois que almoçamos, lavamos tudo e sugeri que fôssemos ver um filme, ela acabou concordando e fomos para a sala, escolhi um que me chamou bastante atenção, me ajeitei no sofá ao lado dela e logo começamos a assistir. No entanto, depois de algum tempo de filme, Effy adormeceu, ri vendo ela dormindo e depois suspirei, pois teria que acabar de ver o filme sozinho. Então, dei pausa no filme e levei ela nos braços até o quarto dela, a colocando na cama. Quando voltei pra sala, desliguei a televisão, não queria ver o filme sozinho, mas assim que cheguei no quarto e peguei o celular, não demorou muito para que eu começasse a sentir a preguiça me atingir, o sono veio e adormeci.

 

 


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Notas finais do capítulo

SIM GENTE, EU SEI QUE O CHESTER BENNINGTON MORREU, MAS CALMA... A última temporada de Skins se passa em 2013, a fanfic se passa um ano depois, então, nessa estória, o Chester ainda tá vivo e a banda ainda existe, portanto, não estranhem nem me julguem, ok? Até o próximo!



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