Rosana: A Dariganiana que conquistou Meridell escrita por Anne Claksa


Capítulo 4
Encontrando um possível amor no Baile


Notas iniciais do capítulo

Olá!
No jogo do Neopets, existe um evento chamado dia do Baile de chocolate, em que no site se pode obter o pincel para pintar os pets de chocolate e vários doces com chocolates são oferecidos. Nas minhas histórias, é um baile mesmo, com comida, muito chocolate, dança e tem até uma banda tocando. E é nesse baile que Rosana conhece um rapaz chamado Álvaro.
Boa Leitura!!!



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Meses se passaram. Chegou o dia do Baile de Chocolate, todos os habitantes de terras conhecidas de Neopia, participaram do evento realizado no luxuoso Hotel Neopiano. É o dia também de se desfilar os mais belos vestidos, as roupas mais elegantes, dançar e degustar as delícias feitas com chocolates.

Por viverem mais reclusos e aparecerem quase de vez enquanto, os dariganianos são um evento à parte, todos ficam ansiosos para os ver mais de perto. Por isso, quando chegavam, todos paravam para ver a chegada deles, sempre altivos. Arissa e Kevon eram o que mais chamavam a atenção, ele estava com uma roupa azul claro com detalhes em ouro, seu cabelo castanho escuro estava muito bem alinhado, Kevon ajeitava os óculos a cada vez que era cumprimentado e respondia de volta. Arissa usava um vestido lilás de seda com saia rodada, com luvas de mesmo tom, um colar de ouro e brilhantes adornava seu pescoço, seus cachos negros estavam meio presos por uma presilha dourada e restante solto. Os dois ficaram juntos o tempo todo, de braços dados, aquilo era um sinal de que o romance entre eles está caminhando para algo mais sério.

Ao contrário de suas amigas, Rosana se vestiu o mais simples possível, o vestido florido de seda era o que tinha de mais extravagante no seu visual e só, prendeu seus cabelos com uma fita branca de linho e calçou simples e delicados sapatos brancos. Sua mãe reclamou um pouco, queria que a filha se arrumasse um pouco mais, porém, no final acabou concordando. Houve um momento de dança somente entre os dariganianos, os outros se afastaram, deram espaço no salão e ficaram observando a dança deles. Cada um tinha seu par, Rosana foi pedir para dançar com Valério e perguntou para Indira se ela permitia que o namorado dançasse com ela.

— Sem problemas, Rosana. Pode dançar com o Valério, mas não se esqueça de devolver meu namorado inteiro, hein? — Brincou Indira.

— Pode deixar, Indira. Assim que a dança terminar, eu o devolvo a você. — Rosana sorriu.

E assim, dançaram, acompanhando o ritmo dos outros casais. Quando a música terminou, foram muito aplaudidos. Valério cumprimentou Rosana, voltou para junto de Indira e com ela, foi para fora, acompanhando os outros jovens dariganianos. Eles se sentaram em roda no jardim.

— Você e o Kevon estão noivos, Arissa? — Perguntou Olga.

— Que pergunta, Olga. Tu sabes muito bem que não estamos. Ainda não. — Respondeu Arissa, com um sorriso.

— Vontade não me falta, Olga. Mas ainda sou um jovem príncipe de 17 anos. — Disse Kevon. — Porém, quando atingir a maioridade e me tornar rei, meu primeiro ato será pedir a mão de Arissa em matrimônio e torna-la a minha rainha.

— Espero pelo seu pedido ansiosamente, Kevon.

Os dois deram um beijo apaixonado e todos suspiraram.

— Me perdoem pela pergunta, sei que por enquanto não estão noivos. Entretanto, outros povos desconhecem esse fato. Ao verem vocês tão apaixonados e tão unidos, que deduziram que já noivaram.

— Estás perdoada, Olga. E que falem, deduzam. Daqui a alguns anos, isto será verdade, além do mais, eu e Aree não temos vergonha de mostrar o nosso amor. — Kevon foi enfático.

— Por falar em amor, senhorita Olga, ando reparado que tu e Otto andam bem próximos. — Disse Arissa.

Otto olhou para Olga e sorriu. Ela também sorriu, porém, de um jeito encabulado, sentiu as bochechas corarem, abaixou a cabeça e disse:

— Apenas estamos nos aproximando, apenas isso, ainda não há romance.

— Olga é uma garota encantadora, confesso, que meu coração começa a palpitar toda vez que a vejo.

— Hm, pelo que percebo, desencanou da chata da Rosana. — Disse Arissa.

— Não vou negar, gostei muito da Rosana. Porém, notei que ela não tinha o mesmo sentimento por mim, quando nos beijamos, ela correu. Apesar de eu ter gostado e ficado feliz com o beijo, aquilo foi um sinal de que não ficaríamos juntos, então, não a procurei mais.

— Fez muito bem, Otto. Rosana é esquisita, além de chata e nem se comporta como uma dariganiana, viram como ela estava vestida para o baile? Um visual simplório.

— Não devia falar assim, Arissa. Rosana pode ser o que for. Agir de qualquer modo, que mesmo assim continuará sendo minha amiga. Ela me deu total apoio quando me apaixonei por Indira. — Valério foi enfático.

— Está bem, Valério. Entretanto, devo lhe fazer uma rápida comparação. Sua namorada Indira, mora na Ilha do Mistério e se esforça mais para ser uma dariganiana do que Rosana, que nasceu no reino. Porém, se não queres que continue a falar de vossa amiga, não farei mais isso.

Valério aceitou e se desculpou por parecer que exaltado, Arissa fez o mesmo e voltaram a conversar. Agora o assunto era o contrato de “ajuda” para Moltara e de como o minério de lá era utilizado, porém, enquanto falavam, notava-se um sorriso bem malicioso no rosto deles, Indira não entendia o porquê daqueles sorrisos, Valério explicou para a namorada que os dariganianos tem esse jeito mesmo, que aquele era um assunto do reino e que apenas os dariganianos devem conhecer. Quer dizer, quase todos, por não se interessar muito nas conversas, Rosana não sabe a verdadeira intenção desse acordo de “ajuda” à Moltara.

...

Enquanto seus amigos conversavam do lado de fora, Rosana ficou no salão conversando com outras pessoas e até ajudou um wocky, que estava com a perna quebrada, levando um prato de bombons, ele ficou feliz e muito agradecido. Rosana se aproximou de uma mesa e pegou um pão de mel, quando ia sair, um rapaz derrubou sem querer um brownie com creme no seu vestido.

— Eu sou mesmo um desastrado, me desculpa, moça.

— Está tudo bem, só manchou um pouco o meu vestido.

Quando se olharam, sentiram os corações acelerados.

— Eu sinto muito, não queria manchar o seu vestido, mas não te vi na mesa e acabamos trombando.

— Não me importo com isso, afinal, é só um vestido.

— Sou tão atrapalhado, que nem me apresentei. Me chamo Álvaro, qual é seu nome?

— Rosana.

— Rosana. É um lindo nome. Aqui está abafado, não é?

— E barulhento.

— Podemos ir lá para fora. Se você quiser.

Os dois se encaminharam para o lado de fora. Quando chegaram ao jardim, perceberam que também havia barulho, os jovens dariganianos estavam conversando e rindo com os jovens altadorianos, shenkunianos e maraquanos. Arissa conversava descontraída com o príncipe de Maraqua, o que despertou um certo ciúme em Kevon, dava para notar em seus olhos negros. Rosana e Álvaro foram para um jardim mais afastado.

— Este lugar é perfeito, não tem muito barulho da festa e ficamos bem longe das conversas.

— Tens razão, é melhor mesmo. Então, Álvaro, de onde tu és?

— Eu sou príncipe de Meridell, um reino bem simples e rural, exportamos vários legumes, também pedras e lama.

— Lama?

— É pode parecer estranho, mas exportamos lama. Chove muito em Meridell e então, sempre tem lama por lá.

Rosana estava admirada com as palavras de Álvaro, em como o povo meridelliano é trabalhador, humilde, sabe valorizar o trabalho do outro e são muito simpáticos e alegres, ela ria dos casos que Álvaro contava. Totalmente diferente do que acontece no Reino de Darigan, os dariganianos sempre se vangloriam de seus produtos, dizem que são os melhores e desprezam o trabalho dos outros, Rosana detesta isso, pensa que o trabalho de cada um deve ser respeitado.

— E você, Rosana, de onde é? — Perguntou Álvaro.

— Eu sou d...

Rosana foi interrompida pela risada alta feita pelo grupo que estava do outro lado do jardim. Álvaro balançava a cabeça, reprovando aquele tipo de comportamento.

— Não gosto de nenhum deles. São esnobes, metidos, não estão nem aí com os outros, só porque os reinos deles são desenvolvidos e ricos. Isso que acabou de acontecer é a prova de tudo que falei, precisavam rir com àquela altura toda? Não tenho interesse nenhum em ter amizade ou de fazer negócio, quando me tornar rei, com nenhum deles, são todos uns idiotas, riquinhos mimadinhos.

Rosana se sentiu um pouco envergonhada, pois, é do Reino de Darigan e percebeu que Álvaro não gosta de pessoas como os maraquanos, shenkunianos, altadorianos e principalmente, dos dariganianos. Concorda com tudo que ele disse, porém, ela é uma dariganiana, apesar de não pensar do mesmo jeito que os outros. Como Álvaro iria reagir se soubesse que ela é uma dariganiana? Enfim, não iria mentir, se fosse perguntada, ela iria dizer que é do Reino de Darigan, mas que não pensa do mesmo jeito que a maioria dos dariganianos. E isso aconteceu, Álvaro perguntou para Rosana de onde ela era, a garota respirou fundo e quando ia dizer, foi interrompida novamente, dessa vez por sua mãe.

— Rosana, eu te procurei por todo o salão, até pensei que estivesse no banheiro, não te achei. Cheguei a pensar que estava desaparecida ou que algo aconteceu com você. — Disse Lígia, preocupada.

— Mamãe, eu apenas vim aqui para fora, lá dentro estava muito abafado e com muito barulho. E também vim conversar com o Álvaro, ele é o príncipe de Meridell. — Explicou Rosana. — Mas eu estou bem, não precisa se preocupar.

— Boa noite, senhora. — Cumprimentou Álvaro.

Lígia olhou Álvaro de cima a baixo, roupas muito simples, postura totalmente torta e é de Meridell, um reino paupérrimo, que não tem nada para oferecer. Entretanto, foi educada e o cumprimentou de volta, com certo desdém. Ela voltou a conversar com Rosana quando notou uma mancha no vestido da filha.

— Seu vestido está estragado, Rosana! — Disse Lígia, horrorizada. — Um vestido de seda tão lindo, tão delicado, tão fino, agora tem uma mancha horrorosa.

Rosana revirou os olhos.

— Mamãe, é apenas uma mancha de creme em vestido, não é o fim do mundo.

— Apenas uma mancha? De creme? Piorou. O vestido está perdido, manchas não saem em vestidos de seda.

— Desculpe, senhora, mas a mancha foi culpa minha, eu trombei na sua filha e estava com um brownie com creme nas mãos. — Álvaro se explicou.

— Deveria tomar mais cuidado, rapaz. — Lígia o repreendeu. — Vamos embora, Rosana. Em casa vejo o se consigo salvar o vestido.

— Mas já? O pessoal já está indo embora?

— Não entendeu, Rosana? Somente nós voltaremos para casa. Seria uma vergonha ficar aqui, com minha filha de vestido manchado. O que vão falar de mim? Que não sei cuidar das roupas da minha própria filha. Se despeça desse rapaz e venha comigo.

Rosana, sem jeito, se despediu de Álvaro, sussurrando pediu desculpas por sua mãe e foi embora. O garoto acenou levemente e sorriu, estava claro Álvaro gostou de conversar com Rosana e começava a pensar em quando a encontrará novamente.

...

Já em casa, Rosana estava no quarto vestindo o seu pijama e ouvindo sua mãe fazer um escândalo por causa do vestido manchado, sobrou para Reginald ouvir as lamúrias da esposa. “Pobre de meu pai”, pensou Rosana enquanto ria. Mas não era só isso que rondava seus pensamentos, enquanto escovava os cabelos, pensava em Álvaro, em como ele foi simpático, de como gostou de conversar com ele, riu sozinha ao se lembrar da trombada. Enquanto estava com ele, reparou, que além de ter opiniões fortes e certeiras, Álvaro era bonito, um rapaz alto, de cabelos bem pretos e olhos bem escuros, ela diria até que são encantadores, além de um belo sorriso. Tem a certeza de que o meridelliano estará em seus sonhos e seus pensamentos.


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Notas finais do capítulo

* Wocky é um tipo de gato, de rabo grosso e coleira bem peluda em volta do pescoço.
Foi um primeiro encontro meio desastrado, mas logo Álvaro e Rosana se entenderam.
Será que vem romance por aí?



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