Feiticeira Escarlate encontra The Boys escrita por MarcosFLuder


Capítulo 1
Prólogo


Notas iniciais do capítulo

Eu parei de acompannhar quadrinhos de super-heróis a mais de 20 anos. Por isso mesmo, estou totalmente desatualizado sobre as mudanças que ocorreram com a história de Wanda Maximoff no universo Marvel dos quadrinhos. Por exemplo, quando deixei as HQs de super-heróis de lado ela ainda era mutante e filha do Magneto. Portanto, para os que forem ler essa fanfic, tenham em mente que essa é estritamente a Wanda Maximoff do MCU. É o caso da relação entre a Feiticeira Escarlate e Chthon, que é diretamente baseada no que foi revelado em WandaVision e no filme do Dr. Estranho. Sobre o universo de The Boys, eu só acompanho a série de TV, então não esperem ligações com os quadrinhos em que essa mesma série se baseia. A única exceção é um plot envolvendo o Capitão Pátria, mas cujos desdobramentos ainda se basearão em tudo o que foi visto na terceira temporada da série de TV. Sem mais, boa leitura para quem se aventurar na história.



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WASHINGTON D.C.

WANDA MAXIMOFF NO MUNDO DE THE BOYS

DIA 37

 

Os sinais de morte e destruição estavam por qualquer lado que se olhasse. Corpos jaziam no chão, pessoas agonizando ao lado. Gritos e gemidos, tanto de dor quanto de agonia, ouviam-se aos montes. Carros revirados, pequenos incêndios, tumultos e desespero. Era possível notar uns poucos policiais tentando estabelecer alguma ordem. Os maiores tumultos se concentravam na área em frente a Casa Branca. Eram dois grupos que se enfrentavam. Um deles gritava “Capitão Pátria”, enquanto do outro lado as palavras “assassino” e “genocida” se misturavam. No meio deles, os policiais tentavam evitar um confronto mais grave. Todo o tumulto, entretanto, silenciou quando ela desceu de céu. O pouso suave contrastava com o clima tenso. Wanda Maximoff olhou para aquela multidão com uma mistura de desprezo e indiferença. A jovem ao seu lado seguia em silêncio.

Wanda não queria estar aqui. Tudo o que desejava era voltar para casa, ainda que fosse estranho chamar o mundo de onde veio de casa depois de tudo o que aconteceu. Com tudo isso, ela preferia estar lá, em vez dessa realidade lunática para onde fora enviada, contra a sua vontade. Ela não queria interferir, por ela esse mundo poderia terminar em explosão e massacre. Sua indiferença só não era maior por conta de Maria e de Tyler, mas mesmo eles não eram suficientes para superar o desejo de deixar tudo isso para trás. No entanto, havia a jovem ao seu lado. Ela era sua única chance de voltar, mas para sua irritação, insistia em se comportar como se sua consciência fosse. Com seu olhar ingênuo, suas falas idealistas, ela teimosamente instigava em Wanda, uma humanidade que começava a imaginar como um fardo um sua vida. Era apenas por conta de América Chaves que estava aqui.



— Vamos resolver isso de uma vez por todas, mas depois você irá cumprir a sua parte no nosso trato – ela se dirigiu a América, que sorri tolamente, enquanto faz um sinal de positivo com a cabeça. Wanda suspira com certa impaciência, enquanto vê algumas pessoas vindo em sua direção. Ela os reconhece de imediato.



— Eu sabia que você poderia convencê-la a vir – Annie se dirige direto para América, a sintonia entre as duas ficando evidente para Wanda.



— Por que será que não estou surpresa por vocês duas – Wanda disse.



— É, sem dúvida. As duas viraram BFFs desde o minuto em que se conheceram – Bruto intervém com seu habitual sarcasmo – só que agora temos uma situação para resolver.



— Tem vários soldados e mercenários armados lá dentro – Leitinho afirmou – todos a serviço do Capitão Pátria.



— Fique aqui – Wanda fez o sinal para que América não fosse além da entrada do imponente edifício – assim que eu terminar nós faremos o que foi combinado.



— Tem certeza? Eu posso te ajudar a conversar com ele – Wanda não sabia como lidar com a insistente ingenuidade que via no olhar dela.



— Olhe a sua volta, América – Wanda retrucou, enquanto apontava para a multidão adiante, muito mal contida pelos poucos policiais presentes – olhe para aquelas pessoas. Não há espaço para conversa aqui. O único jeito disso se resolver é com ele liquidado – ela também olha para Bruto, Annie e os demais – vocês serão mais úteis aqui fora, ajudando a controlar esse tumulto.



Wanda nem esperou a resposta. Ela atravessou os imponentes portões da Casa Branca, usando o seu poder para trancá-los, deixando América, e todos os demais, do lado de fora. Mal começou a caminhar pelo local e ela viu o horror que se instalara ali. Inúmeros corpos destroçados podiam ser vistos, espalhados por todo o canto, junto a uma quantidade enorme de sangue, tripas e pedaços de outros órgãos internos. Ela foi atacada quando ainda subia as escadas. Uma faca vindo em sua direção, parando a poucos centímetros do seu olho esquerdo. Seus poderes dando conta disso. O som de armas sendo engatilhadas veio pouco antes dos tiros que claramente visavam a sua cabeça. Wanda não teve dificuldade em parar tudo isso enquanto destroçava os responsáveis pelos ataques. A última coisa que queria era perder tempo com essa figuras patéticas que o Capitão Pátria mandou apenas para morrerem. Não foi difícil perceber que ele estava tentando ganhar tempo. Foi após um suspiro de irritação que decidiu não lhe dar essa vantagem.



********************************



— Vamos lá meu caro, tudo o que eu quero são os códigos de disparo – as palavras eram ditas ao homem que todos conheciam como o presidente dos Estados Unidos. Capitão Pátria o segurava como quem tem um boneco de pano em mãos, enquanto este se encontrava num estado lastimável – agora que eu sou o presidente, é justo que fique no controle dos códigos nucleares.



— vo... voc... você não... não é presidente de nada, seu psicopata – mesmo próximo da morte aquele homem tentava se manter firme.



A explosão pegou todos desprevenidos. O Salão Oval tremeu quando pedaços de concreto e ferro foram arremessados e se chocaram com o teto, voltando a cair pelo buraco enorme que se formou no piso. A figura de uma mulher vestida de vermelho surgiu flutuando. Um anjo em aspecto demoníaco, os olhos avermelhados e uma expressão de fúria gelada no rosto bonito. A primeira ação de Wanda foi tirar a maleta das mãos dele. Ela sabia bem do que se tratava, usando seus poderes para transformar tudo em material derretido num único segundo. A risada maníaca do Capitão Pátria tomou conta do lugar, e mesmo os seus aliados ali dentro tremeram de medo pelo que podia acontecer.



— O que você faz aqui? Você mesma não disse que não queria se envolver em nossas questões? – o sorriso do Capitão Pátria continua revelando o seu caráter maníaco, mas agora havia algo que Wanda quase não tinha notado nas outras vezes, havia medo também. Ela sorriu ao constatar isso – eu me tornei tão importante assim para você?



— De certa forma sim – Wanda respondeu – graças a você eu estou entendendo certas coisas sobre mim mesma. Coisas que me disseram a um tempo atrás, e que eu não queria aceitar, mas que agora estão muito claras para mim.



— Do que você está falando?



— Nada que você seja capaz de entender – Wanda continuou sorrindo – definitivamente você não é capaz. Embora se considere um deus, você é apenas um produto ruim. O pior resultado possível de uma ideia que já era péssima desde o nascedouro.



— Sua vadia estúpida. As coisas que poderíamos ter feito juntos... – ele sorri para ela, ao mesmo tempo que seu rosto tem uma expressão onde pode ser visto uma mistura de raiva e frustração.



— Você gosta muito de se comparar comigo, mas nós dois somos muito diferentes – Wanda responde – você vê as pessoas nesse mundo como se fossem insetos, prontos para serem esmagadas sob os seus pés.



— É o que todas elas são – ele grita agora, a face exibindo um ar transtornado – são todos insetos para mim, do mesmo jeito que são para você, não diga que também não pensa do mesmo jeito. Nós dois somos da mesma espécie, somos deuses.



— Você é só uma criatura patética a quem foi dado muito poder – o sorriso se mantém no rosto de Wanda – e esse poder nem é seu de direito, foi algo criado por mãos humanas, os mesmos insetos que você se acha no direito de esmagar sob seus pés.



— Você não era para ter voltado à porra do seu mundo? – havia um misto de raiva e medo no tom de voz dele, enquanto jogava o corpo do presidente contra uma parede, como se este fosse um objeto sem valor agora – o que ainda faz aqui?



— Eu estava em dúvida sobre isso até agora, mas não estou mais – Wanda mal repara nas outras pessoas no lugar – o motivo poderia ser a insistência daquela pirralha em ver algo humano em mim, ou nas poucas pessoas nesse mundo com quem me importo minimamente, mas agora, olhando para você, eu sei o verdadeiro motivo de não ter ido embora antes.



— E que motivo é esse? – o Capitão Pátria se colocou em posição de ataque enquanto perguntava.



— Eu não poderia ir embora, antes de acabar de vez com você.


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Notas finais do capítulo

Finalmente! Depois de um tempo terrível nas garras do bloqueio criativo, estou de volta a essa grande alegria que é postar capítulos de fanfics todo domingo de manhã. Isso mesmo, a ideia de manter postagens semanais, como na maioria das minhas fanfics anteriores. Estou com uma ótima frente de capítulos. Ontem mesmo fiz a primeira revisão do capítulo 10 e hoje pretendo começar a escrever o capítulo 11. Mais importante ainda é que já tenho toda a história já bem definida na minha cabeça, com um final já devidamente definido, ou seja, sem risco de abandono ou mesmo de algum hiato, na história. É claro que isso se deve a minha musa inspiradora Wanda Maximoff. Embora este seja um crossover entre dois universos distintos, não vou negar que só foi possível pela inspiração inicial da personagem cuja trajetória no MCU me capturou completamente. Enfim, espero que quem for acompanhar essa história, goste do que for ler. Importante deixar claro, eu tenho um estilo de narrativa, creio que já posso dizer isso, pois quem leu as minhas outras fanfics vai notar esse detalhe, onde o enredo não é exatamente linear. Isso significa que teremos cenas se alternando em tempos diferentes, tanto para trás como para frente. Esse primeiro capítulo, por exemplo, começa quase no fim da história, em termos cronológicos. É evidente que procurarei facilitar ao máximo a compreensão de quem for ler, estabelecendo claramente os períodos cronológicos em que se passarão cada cena. Eu acredito muito na inteligência de quem for ler a fanfic, e espero que esses marcos cronológicos ajudem a situar bem a história. Espero que esse primeiro capítulo tenha agradado, e que quem o ler se interesse pelos demais. Desde já estou assumindo o compromisso de postar o capítulo 2 no próximo domingo. Até lá.



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