Isso não é Romeu e Julieta escrita por Lady Black Swan


Capítulo 7
Meu pãozinho de queijo...


Notas iniciais do capítulo

Obrigada por voltar!



Este capítulo também está disponível no +Fiction: plusfiction.com/book/801753/chapter/7

Quando Benjamin chegou, ele não ficou surpreso por encontrar a prima e o porquinho de estimação escondidos atrás da árvore inclinada do quintal comendo tomates e brócolis que certamente haviam furtado na cozinha, ele também gostava de pegar coisas na cozinha quando não havia ninguém olhando, mas sua prima era estranha: só furtava coisas saudáveis.

Enfiando as mãos nos bolsos o garoto pigarreou.

Engasgando-se Julieta sobressaltou-se e virou-se para o miniporco ao seu lado sussurrando com urgência:

—Inocente, Astolfinho, inocente!

E compreendendo de imediato o porquinho marrom virou-se e saiu correndo para ir pegar o brinquedo mais próximo, enquanto a dona tentava enfiar na boca de uma vez só o restante do tomate que ainda tinha na mão.

—Por que toda vez que eu venho aqui eu vejo uma coisa mais estranha que da última vez?

Só então reconhecendo a voz dele ela virou-se e sorriu.

—Ah, Benji, então é você! — comentou de boca cheia e já se levantando.

—A tia Alie já está chamando para o almoço… Julieta não! 

Ele tentou correr quando reparou no avanço da prima, mas foi lento demais e ela saltou sobre si, abraçando-o com toda a sua força.

—Benji, você é meu pãozinho de queijo! 

Ela exclamou derrubando seu chapéu, Benjamin amava usar suspensórios e chapéus, como se fosse um rapazinho da década de 40, embora naquele dia não estivesse usando os suspensórios, ele já tinha quase quatorze anos, mas quem não o conhecia facilmente diria que ele tinha onze ou, no máximo, doze anos, pois era baixo para sua idade. E era também a coisa mais fofa do mundo! 

—Só, por favor, não me morde. — ele lamentou-se.

—Mas você é tão fofo e macio! — Julieta protestou esfregando sua bochecha na do primo.

—Você está me melando todo! — Benjamin a empurrou de leve e abaixou-se para recolher o chapéu do chão.

—Melhor ainda, assim dividimos a culpa! Não é, meu amor?

Artolfinho roncou feliz, sentando-se aos pés da adolescente, Benjamin arregalou os olhos e fugiu dali protestando:

—Não! Nem pensar! Eu não quero levar a culpa por roubar tomates! Acabei de chegar!

Ele era realmente adorável, Julieta riu seguindo-o para dentro de casa.

—Heleno me contou que mamãe está uma arara com Helena, porque ela descoloriu os cabelos sem falar nada, a garota simplesmente decidiu ser loira. — Tia Valerie estava dizendo quando todos já estavam almoçando.

—Eu acho que a Helena fica bem loira. — Julieta comentou imaginando.

Tia Helena. — sua mãe a repreendeu.

Julieta deu de ombros.

—A tia Helen me enviou uma foto, tá toda platinada até as sobrancelhas. — contou Benjamin — Ela até colocou na foto de perfil do whatsapp dela, mas a vovó a obrigou a trocar.

—Heleno me disse que papai estava reclamando sem parar também, “o que é que eu vou fazer com essa minha benção?!” e coisas assim, eu disse a mamãe e papai que não deviam levar tão à sério assim. — Continuou tia Valerie — Afinal Helena ainda é…

—E eu acho que você deveria ficar de fora da forma como nossos pais criam os filhos deles. — o pai de Julieta cortou a irmã seriamente.

Maria Alice olhou abismada para o marido, segurando o garfo completamente esquecido em sua mão, Julieta e o primo se entreolharam e então esperaram a reação de tia Valerie, que nitidamente rangendo os dentes forçou um sorriso e disse:

—Carlos André, você soou exatamente igual ao pai agora. 

O ar em volta da mesa ficou desconfortavelmente pesado enquanto Julieta tentava mastigar o mais silenciosamente possível, céus, o que será que Romeu estaria fazendo agora? Com certeza almoçando em frente ao computador enquanto assistia a uma daquelas gameplays de terror que ele gostava tanto…

—Ah! É verdade, Julieta você deu mesmo um K.O num garoto da sua escola? Mamãe me disse que quase precisou pagar sua fiança. — Benjamin perguntou de repente, parecendo desesperadamente querer mudar de assunto.

Mas por que ele não podia ter escolhido coisa melhor?! Julieta arregalou os olhos.

—Tia Valerie! — reclamou, e virando-se para o primo defendeu-se: — Isso é exagero, eu não o nocauteei.

—Mas do que vocês estão falando? — o pai quis saber encarando-a.

Julieta puxou o cabelo sobre o lado esquerdo do rosto.

—Foi apenas uma boladinha durante uma partida de queimado. — respondeu devagar.

—Sua filha atacou de novo e eu tive que ir até a escola resolver as coisas. — Tia Valerie resumiu sorrindo cinicamente para o irmão — Me desculpe por me intrometer na educação da sua filha, querido irmão, mas nem você e nem Maria Alice estavam disponíveis.

—Outro? — seu pai torceu o nariz — Julieta eu tenho certeza que quando seu psicólogo te aconselhou a usar os esportes como meio de escape, não foi bem isso o que ele quis dizer.

Da forma que ele falava, parecia até que ela fazia isso sempre! Tudo bem, talvez às vezes ela exagerasse um pouquinho e tivesse um ou outro pequeno acesso de raiva… mas não eram tantas vezes assim!

—Mas eu já pedi desculpas, e vou até pagar um almoço pra ele! — defendeu-se.

Sua mãe arqueou as sobrancelhas.

—Pagar um almoço? — repetiu — Mas e quanto a Romeu?

—O que tem ele?

A mãe a olhou em silêncio por mais alguns segundos, e então balançou a cabeça lentamente.

—Meu Deus filha, você devia aprender a levar um pouco mais em consideração os sentimentos dos outros.

Isso de novo! Julieta fez uma careta quando percebeu o significado das palavras da mãe, e empurrou os cabelos revoltos para trás.

—Mãe, eu já disse que Romeu e eu não temos esse tipo de relação. — afirmou seriamente.

—Então ainda não estão namorando? — Benjamin perguntou de boca cheia.

—É óbvio que não, e nem pretendemos, credo! — Julieta olhou-o vexada, Romeu era praticamente seu irmão.

—Que pena então. — Benjamin engoliu — Desse jeito eu vou dar uma nora aos meus pais mais cedo que Romeu!

Tia Valerie riu.

—Acho que ainda é muito cedo para isso, Benji! — afirmou.

Mas o pai de Julieta também entrou na brincadeira:

—E você já tem alguma candidata Benjamin?

—Na verdade, sim! — Benjamin voltou-se para o tio e sorriu de uma orelha a outra — E estou completamente apaixonado por ela!

Julieta olhou-o incrédula.

Aaron avistou o porco ainda há alguns metros de distância, hoje ele não estava usando chapéu e a pessoa que o trazia pela guia vestia um par de calças e um moletom preto com capuz de forma que ele não podia identificá-la, mas ele duvidava muito que mais de uma pessoa que coincidentemente visitasse aquela mesma praça pudesse ter um porco de estimação, com ou sem chapéu, além do que aqueles tênis laranja eram com certeza inconfundível também.

Então ergueu o braço e avisou aos amigos que estava indo embora mais cedo, abandonando o campo sem maiores explicações.

—Por que o presuntinho não está usando chapéu hoje? — perguntou quando os alcançou.

A garota parou e virou-se.

—Ele se chama Astolfo. — respondeu calmamente, o porco roncou concordando — E eu ponho o chapéu nele para protegê-lo do sol, porcos são muito sensíveis ao sol, mas já está anoitecendo então não há razão para ele pôr o chapéu.

Isso era verdade, já quase não havia sol, mas ainda assim ela parecia estranhamente aérea.

—E onde está o seu Romeu hoje, Julieta? — perguntou olhando a volta — Disse-me que ele não corre com você pela manhã porque tem pena de acordá-lo tão cedo, mas e agora?

—Romeu iria querer me fazer tomar algum chá, com certeza de camomila, e eu não quero chá algum! — a garota bufou e virou-se — Só preciso correr um pouco!

Aaron quase ficou boquiaberto quando ela simplesmente virou-se e saiu correndo com o porco, deixando-o ali sem mais nem menos.

—Afinal que tipo de nome é Astolfo? — ele se pôs a correr bem ao seu lado agora.

—É de um programa com fantoches antigo da televisão, chamava-se Cocoricó, lá tinha um porquinho chamado Astolfo, mas todos o chamavam Astolfinho. — o porco na coleira roncou ao ouvir seu nome. — O pai de Romeu tem uma coleção de DVDs dos programas antigos dessa emissora, e nós assistíamos o tempo todo.

—Se queria dar um nome de programa de televisão, por que não o chamou de Waddles? — sugeriu brincando.

—O que? — quando ela olhou-o, as sombras do capuz cobriam a metade mais clara de seu rosto.

—Hã… você sabe… — piscou desconcertado — De Gravity F…

—Quantos anos você tinha quando se apaixonou pela primeira vez? 

Ela perguntou parando tão repentinamente que Aaron quase tropeçou no porco.

—Como é? — ele virou-se alguns passos depois.

—Quantos anos você tinha quando se apaixonou pela primeira vez?! — ela repetiu impaciente, pondo as mãos nos quadris — Você sabe: aquelas paixonites de criança que quase todo mundo já teve.

—Ah, sei. — coçou a nuca — Sei lá, uns onze anos?

Empurrando o capuz para trás ela avançou contra ele de olhos arregalados.

—Onze?! Mais tão jovem assim?!

O porco guinchou como se compartilhasse da agitação da dona.

—Bom… sim? Ela me disse que se namorássemos ela me daria um cupcake todos os dias, mas depois de treze dias me disse que a mãe já estava cansada de cozinhar, então terminamos.

Julieta passou a mão pelos cabelos, olhando-o criticamente.

—Então não seria mais certo dizer que era apenas interesse da sua parte?

—Sei lá, mas eu com certeza amava aqueles cupcakes! — Aaron deu de ombros sorrindo.

Ela balançou a cabeça.

—Não é a mesma coisa, — reclamou consigo mesma.

—Mas afinal o que você tem hoje, Juju? — Aaron riu.

—Julieta!

—Ok, ok. — sorriu erguendo as mãos — Agora quer me dizer que negócio foi esse tão de repente?

—Não foi nada. — ela passou por si, levando o porco consigo. — Nem sei por que perguntei a você.

Mas Aaron não desistiu:

—Oras, o que é isso? Agora que começou tem que terminar! — ele correu de costas ao seu lado, mas Julieta não voltou a lhe dar atenção, somente puxou o capuz para cima novamente e se afastou correndo dali, então Aaron colocou as mãos em volta da boca para gritar-lhe: — Não se esqueça de que você ainda me deve aquele almoço, Juju!

—É Julieta! — ela respondeu virando-se para ficar correndo parada no mesmo lugar — Tudo bem se for próximo sábado? — Aaron ergueu o polegar — O que você quer comer? — Ele direcionou um longo olhar ao porquinho sentado ao seu lado até que ela, finalmente percebendo suas intenções, deu um grito indignado — Meu bebê não está no cardápio!

—Eu só estava brincando!  

Gritou entre risadas, mas a garota já ia bem longe agora e dessa vez ele não a seguiu novamente, limitando-se apenas a ficar vendo-a deixar a praça com seu porquinho sem chapéu. 

Na verdade várias cabeças se viraram em sua direção enquanto Julieta fazia seu percurso correndo na direção oposta à de sua casa, seguindo-os com olhos de forma discreta ou descarada, afinal mesmo que a presença de ambos já fosse conhecida na vizinhança, um porco em sua coleira nunca deixava de chamar atenção, e às vezes havia até quem tirasse foto e hoje ela inclusive ouviu uma criança perguntar “mamãe por que aquele cachorro é um porco?”, embora a essa altura ela já mal reparasse nisso.

E mal tinha começado a suar quando se deu conta de já estar batendo no portão da casa de Romeu, até que a mãe dele viesse atender.

—Parece-me que se Romeu não vai até Julieta, Julieta vem até Romeu. — comentou sorrindo, com uma gata branca no colo.

Apesar das alegações de Romeu, de que aquilo era um pouco assustador às vezes, ela gostava bastante da voz de tia Vanessa: sempre calma e carregada de uma tranquilidade natural.

Quando lhes abriu o portão, tia Vanessa estava bastante esperançosa de que Julieta estivesse ali para levar Romeu para dar uma volta, mas quando ela lhe contou que estava justamente voltando da praça e apenas passara ali por acaso, se conformou tão somente com a possibilidade de que a garota conseguisse, ao menos, tirar Romeu de seu quarto.

—Ele está lá dentro o dia inteiro jogando, acho que nem sabe que já é noite. — comentou, enquanto Julieta tirava os tênis e Astolfinho limpava displicentemente os cascos no tapetinho de “boas vindas” da entrada — Como se aquele menino já não fosse pálido o bastante.

Romeu não apenas não havia se dado conta de que o dia já havia terminado como também se esquecera de ligar a luz do quarto, Julieta não gostava de escuro, por isso a primeira coisa que fez ao entrar foi ligá-la.

O rapaz silvou como um gato, cobrindo os olhos com os braços e girando a cadeira com um movimento rápido, declarando dramaticamente quando a viu ali:

—Mas qual luz abre a sombra deste quarto? Eis o oriente é Julieta, e o sol! — Astolfinho roncou alegremente ao lado dela, e Romeu completou: — E seu leal escudeiro Astolfo!

—Corta essa! — Julieta girou os olhos, mas estava sorrindo quando baixou o capuz — O que é que você está jogando aqui o dia inteiro?

—Resident Evil… já é noite? Da última vez que olhei ainda eram 15h.

—E agora já devem ser quase 19h, você se lembrou de comer?

Ele assentiu.

—Almocei às 14h50.

—Pelo menos isso. — girou nos calcanhares e saiu. — Vamos lá para fora tomar um ar.

—Quem precisa tomar ar quando o mundo está sendo dominado por zumbis? — ouviu-o perguntar sombriamente.

Pouco depois quando Romeu foi encontrá-la sentada na calçada ele estava levando um par de fatias de melancia para ambos e uma tigela de água para Astolfinho.

—Como é que você consegue se vestir desse jeito num calor desses? Deve estar fazendo uns 35°. — com certeza não estava nem perto dessa temperatura, Julieta teve que rir, aquilo era apenas o impacto da temperatura ambiente em alguém que passara o dia todo no ar condicionado — Parece até que é sempre verão aqui… será que é por isso que chamaram a cidade de Verona? — olhou-a surpreso — Por que parece que é sempre verão?

Julieta balançou a cabeça e mordeu um pedaço de melancia.

—Tenho certeza de que é por causa de alguma cidade da Itália ou coisa assim, você sabe, parte dos fundadores daqui eram imigrantes italianos, eu acho. — deitou a cabeça em seu ombro — Ei Romeu, você também não acha que treze anos é cedo demais para se apaixonar?

Ele quase deixou seu pedaço de melancia cair.

—Benjamin está apaixonado?! — quase gritou.

Julieta afastou-se dele sobressaltada.

—Mas quem foi que falou do Benji aqui seu alien leitor de mentes?! — assustou-se.

Ele olhou-a como se a resposta fosse óbvia.

—Você mencionou treze anos… e eu sei que ele e tia Valerie iam à sua casa hoje. — explicou calmamente.

Mas não era o mesmo tom calmo e tranquilizante da tia Vanessa, era um tom bastante irritante de alguém que explicava uma coisa muito óbvia do tipo… arroz vai por baixo e feijão por cima.

—Então é Benjamin? — quis confirmar.

—Sim é Benjamin. — mordeu raivosamente a fatia de melancia e suspirou desolada logo depois — Ah Romeu, o que vou fazer? Até a semana passada ele era só o meu pãozinho de queijo, um garotinho fofo que reclamava por que sua mãe me deu um porquinho, mas não o deixa ter sequer um gatinho… e agora está aí falando de amores e noras.

—Mas quem é ela? — Julieta deu de ombros com ar lamentável, Romeu olhou para o céu — Mas isso não é normal? Quer dizer acho que você tinha mais ou menos essa idade também quando se apaixonou pela primeira vez?

—Mas do que é que você está falando? — ela olhou-o surpresa.

—Quando você assistiu a aquele filme com o Lucian Reis? — cuspiu as sementes na mão e continuou — E eu sei que você fez um instagram só para poder segui-lo e até hoje curte praticamente todas as postagens que ele faz.

Julieta estava se tornando vermelha até a raiz dos cabelos.

—Isso e aquilo são coisas completamente diferentes! — defendeu-se.

—Tem certeza? — ele apoiou o rosto de lado na mão — Acho que me lembro de você dizendo uma ou duas vezes, talvez até três, que seria muito legal casar com ele um dia…

Julieta, que não sabia onde enterrar a cara, quase se engasgou com as sementes de melancia.

—Mas isso foi totalmente diferente, eu não estava planejando de verdade me casar, só me tornei fã…! — piscou — Está dizendo que com Benji é a mesma coisa?

Romeu ergueu imediatamente as mãos.

—Não, eu não quis dizer necessariamente que é a mesma coisa, mas pode ser que…

Só que Julieta já não estava mais o escutando.

—Ah então é apenas isso! — levou a mão com dedos descorados ao peito e suspirou aliviada — E aquele babaca me fez achar que meu pãozinho de queijo era só um interesseiro guloso seduzido por cupcakes…!

—Mas do que você está falando agora? — Romeu olhou-a confuso.

Bufando e terminando sua fatia de melancia e a de Romeu, Julieta contou a ele sobre o breve encontro com o idiota de topete na praça.

—E ele ainda teve a ousadia de cobrar-me aquele almoço! — finalizou.

—Mas você realmente prometeu…

—Eu sei. — fez uma careta — Mas já marquei para o próximo sábado. Ah! E acredita que quando eu perguntei se tinha algo em especial que ele gostaria de comer, o abusado ficou encarando Astolfinho como se ele fosse um…! Um…!

—Pedaço de churrasco bem passado? — Romeu sugeriu calmamente, observando Astolfinho deitar e se enrolar sonolentamente no chão — Mas você já decidiu onde vamos comer?

—Eu devia servir a ele uma porção das comidas veganas da dieta do meu pai. Isso sim! — Julieta reclamou nem parecendo escutá-lo.

Romeu apoiou o rosto entre as mãos e a olhou.

—Então vai ser na sua casa?


Não quer ver anúncios?

Com uma contribuição de R$29,90 você deixa de ver anúncios no Nyah e em seu sucessor, o +Fiction, durante 1 ano!

Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!


Notas finais do capítulo

Verona (na Itália) é o nome da cidade onde a história "Romeu e Julieta" de Willian Shakespeare se passa ;)



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Isso não é Romeu e Julieta" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.