As Lendas dos Retalhadores de Áries escrita por Haru


Capítulo 12
— O submundo da Terra de Áries




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— O submundo da Terra de Áries

Shiori trabalhava como garçonete na lanchonete de seus pais adotivos, tinha apenas quinze anos mas já era uma garota extremamente madura. Os cabelos lisos profundamente negros, o azul claro dos olhos e a pele de cor levemente azeitonada não deixavam margem para dúvidas: ela era irmã de Arashi. A versão feminina dele. As maiores diferenças entre os dois se manifestavam no campo da personalidade: ele era reservado, na maior parte do tempo estava de cara séria e pouco falava; ela era extrovertida, sorridente e fazê-la parar de falar era um desafio.

 Após a tragédia que ceifou a vida de seu pai, de sua mãe e a de um pequeno irmão que eles tinham, Arashi, com apenas seis anos, deixou Shiori em um abrigo para que alguém a adotasse e ela tivesse a chance de crescer num lar normal, longe de perigos. Não demorou muito mais de um ano para que um casal a escolhesse e a levasse. Ele mesmo, através de secretas visitas periódicas, garantiu que essas pessoas estavam dando uma boa vida para sua irmã. Na sua opinião, o abrigo em que a deixou acertou em cheio quando escolheu aquele casal para cuidar dela.

Para que seus inimigos não descobrissem que tinha uma irmã indefesa e não fossem atrás dela, a visitava uma vez a cada seis meses. Hoje era uma ocasião especial. Kin descobriu através de Kazu que Arashi tinha uma irmã e, para provar que confiava nela, Arashi prometeu apresentá-las e estava cumprindo com essa promessa. Se não lhe contou antes, não foi porque não confiava nela, mas porque achou desnecessário, porque nunca viu a mínima chance das duas se esbarrarem. 

Assim que chegou, Arashi falou com o pai de Shiori e sentou-se com Kin na segunda mesa do canto esquerdo da lanchonete. Veio vestindo uma camisa azul clara de mangas compridas, uma calça jeans preta e um par de botas negras. Kin colocou uma camiseta de seda verde clara com alças finas, uma saia branca jeans, um par de sandálias brancas, envolveu os cabelos loiros encaracolados num coque no topo da cabeça e, desde que chegou, não parou de olhar as horas no relógio de couro marrom que pôs no pulso direito.

— Parece que você é o irmão certinho pontual. — Kin, sentada na cadeira do outro lado da mesa, caçoava dele. Ela também não parava de olhar em volta. — Por que eu não estou surpresa?

A lanchonete era simples, mas muito bonita. Seu teto e suas paredes eram amarelas, só da metade para baixo elas foram cobertas com piso; seu chão era listrado, preto e branco, suas mesas, amarelas de pernas verdes, eram feitas de madeira; o balcão, composto do mesmo material que a parede, era também dourado e tinha, no lado direito, a gravura de algumas frutas vermelhas e verduras. 

Por ter sido aberta há pouco mais de cinco minutos, Kin e Arashi eram os únicos clientes. Os dois, além disso, estavam ali principalmente para ver Shiori, por isso os cozinheiros foram alertados para não ter muita pressa.

— Ei, eu já me atrasei para missões com você várias vezes! — Ele contra-argumentou, não querendo acreditar que era tão careta. 

— Hmm... não, eu só me lembro de uma vez. — Ela tentou puxar essa única vez na memória. — Ah! Foi quando derrotamos aqueles cientistas loucos!

— Tá, já que tá me zoando por isso, vou tentar me atrasar mais. — Deu de ombros. 

— Não, relaxa, eu só tava comentando! — Desconversou. Era impaciente demais para tolerar os atrasos de um retalhador com quem fazia dupla. — A propósito, nada mal esse lugar para um primeiro encontro...

Ele nunca tinha reparado. 

— É bem bonito, né? Mas não teríamos clima, minha irmã ficaria nos espionando. 

— É isso que você pensa de mim, irmão? — De braços cruzados e sorriso sapeca no rosto, Shiori estava parada logo atrás dele. Ela usava uma saia cinza que passava um pouco dos joelhos, uma camisa negra por baixo de um avental branco, chinelos de dedo e os cabelos amarrados para trás. — Porque você tem toda razão!

Arashi suspirou com pesar. Se preparou para ficar com os ouvidos cansados de tanto que aquelas duas iriam falar. 

— Kin, você acaba de conhecer Shiori, minha irmã. — Começou. Shiori se inclinou sobre a cabeça dele para, com um sorriso repleto de alegria nos lábios, estender a mão para Kin. — Shiori, essa é a Kin, minha dupla na equipe de elite e minha namorada

Kin gelou quando ouviu as duas últimas palavras que saíram da boca dele, gelou ao mesmo tempo que esquentou, pois seu rosto ficou vermelho igual a um tomate. Em momento algum passou por sua cabeça que ele fosse apresentá-la assim. Tá sorrindo muito, se repreendia, apertando a mão de Shiori. Agora tá segurando a mão dela por tempo demais, se criticou, soltando a mão da cunhada.

Shiori puxou uma cadeira e se sentou a direita deles. 

— Finalmente arranjou coragem pra se declarar, irmãozinho? — Disparou.

Arashi, desconcertado, olhou para Kin e falou:

— Como você pode ver, ela era a engraçadinha da família. Me dá uma licencinha, irmã, vou ao banheiro. 

Depois que ele saiu, Shiori aproximou sua cadeira da de Kin. 

— Isso não é mau humor, ele só ficou tímido. — Comentou com a loira, entre risadas. — É muito bom finalmente conhecer a famosa Kin. Ele fala tanto de você.

— Mesmo? — Kin interessou-se mais pela conversa.

— Sim! — Respondeu, entusiasmada. — De cara eu já saquei que ele tava apaixonado. Posso te contar uma coisa? Mas tem que ficar em segredo, porque se ele souber que eu te falei isso, vai começar a esconder os sentimentos de mim.

— Prometo que não digo nada. — Jurou, intrigada.

— Sempre que fala de você, ele parece um menininho empolgado com a festa de aniversário. Eu nunca o vi tão feliz quanto hoje. — Afirmou.

 Shiori conseguiu deixar totalmente sem palavras a líder dos retalhadores de elite, alguém cujo trabalho incluía sempre saber o que dizer e a hora de dizer. A verdade era que Kin também estava mais feliz do que nunca, que se sentia como que nas nuvens e que nunca imaginou que se sentiria assim um dia. Por muito tempo pensou que por alguma razão não merecia a felicidade, que só atraía morte, desgraça e que seria assim até o fim de sua vida. Foi muito bom descobrir que estava errada.

 Kin deixou uma lágrima de emoção escapar.

— Droga! — Reclamou sorridente, enxugando o olho esquerdo. — Parece que agora eu tenho uma confidente...!

— Confidente e amiga. — Shiori complementou, pondo a mão sobre a dela. — Qualquer garota que faça o meu irmão feliz é minha amiga. Ele merece toda a felicidade do mundo porque desde muito cedo se sacrifica pelos outros, é a melhor pessoa que eu já conheci. 

A retalhadora de elite segurou firme a mão dela e falou:

— Eu concordo cem por cento com você e vou me dedicar a fazer bem a ele todos os dias da minha vida. 

 Arashi já vinha chegando quando Shiori desmaiou sentada e caiu para o lado, quem a impediu de colidir com o chão foi Kin, que lhe cedeu a cadeira em que estava e a deitou de costas para a parede. Arashi correu para o balcão pedindo exasperadamente um copo d'água, um dos garçons apareceu e lhe deu, mas quando ele chegou Shiori já estava acordada — pálida, fraca, tonta, mas acordada. 

Virou o copo na boca entreaberta dela e lhe deu um pouco da água gelada que o garçom trouxe. A menina pareceu recuperar parte da força que de repente perdeu. 

— O que foi isso? — Muito preocupado a questionou, acariciando os cabelos dela com delicadeza, como um pai faz com a filha que acabou de despertar chorando de um pesadelo. 

 — Tem uns meses que isso vem me acontecendo. — Respondeu, terminando de beber toda a água do copo.

— E não pensou em me dizer?! — A inquiriu, irritado. 

— Você já tinha muito com o que se preocupar. — Foi a justificativa dela.

— Pelo menos procurou um médico? — Perguntou Kin, pondo a mão em sua testa para verificar se ela estava com febre. Shiori lhe respondeu que não balançando a cabeça.

— Tira o avental, nós vamos com você. Vou avisar aos seus pais. — Disse Arashi, indo para os fundos para comunicar os responsáveis por sua irmã de que a estava levando a um hospital. 

 Justo quando começou a pensar que finalmente teria um pouco de paz na vida. Estava irritado, frustrado, não conseguia entender porque as coisas tinham que ser daquele jeito, uma desgraça após a outra. Que não fosse nada. Se a perdesse, jamais iria se permitir ser feliz de novo, se convenceria de que era um amaldiçoado, de que qualquer coisa boa e bonita que entrava em sua vida estava condenada, fadada a padecer do pior fim possível.

Sora derrotou seu inimigo com um soco. Estava lutando em um campo aberto perto de uma floresta e não estava sozinho, tinha como companheiras as irmãs Yue e Sayuri, que se dividiram para enfrentar dez outros retalhadores. Era a primeira vez em anos que o asiático via a luz do dia, por isso ele não parava de sorrir. 

As irmãs, ao contrário, estavam nervosas. Era a primeira batalha contra verdadeiros inimigos que as duas meninas lutavam, nunca haviam tido que matar ninguém. Entretanto, do ponto de vista técnico, foram muito bem preparadas: não entraram em pânico e não levaram um só golpe. No âmbito psicológico é que deixavam um pouco a desejar, mas o pai delas sabia disso e para servir de suporte a elas é que contratou Sora. 

Sora voltou a atenção para as garotas e os oponentes delas. Aquilo, na sua opinião, começou divertido, mas estava demorando demais e ficando entediante, foi então que levantou as mãos e explodiu os corações dos infelizes através do som de suas batidas. As irmãs o encararam, ele sorriu como se perguntasse: "Gostaram?" Yue revirou os olhos. Não gostava de gente exibida. 

 Sayuri arremessou a espada e matou um adversário do qual Sora, para se vangloriar, se esqueceu. Sora se virou e o observou morrer, depois a olhou e aprovou seu feito com um gesto dos polegares. Um homem, entre os oponentes de Yue, sobreviveu, se ergueu com um talismã dourado e brilhante nas mãos e correu.

 — Vão atrás dele! — Gritou Sayuri, a irmã mais velha. — Eu fico e procuro os outros dois talismãs entre os cadáveres!

Yue e Sora assentiram e correram atrás do fugitivo. Aos doze anos, Sora, sempre sem camisa, tinha o corpo repleto de tatuagens e já havia matado um número de homens equivalente a mais ou menos o triplo da sua idade. Yue, com um ano a menos de idade, gostava de retocar a cor violeta dos cabelos, de mudar a cor das pontas e não gostava de ferir nem uma ratazana. 

 Quando o sujeito entrou dentro da floresta, os dois perderam as esperanças. Aquilo lá era enorme. Sora de repente se lembrou de que o pai delas lhe disse que Yue tinha potencial sensitivo, então para encontrar o miserável só precisavam despertar esse poder dela. 

— Tenta rastreá-lo. — Sugeriu, a seu modo. Não era muito bom em motivar as pessoas, pensando bem teria sido melhor que a irmã dela a acompanhasse. 

— Hã? Eu não sei se eu posso, eu... Eu só fiz isso uma vez e sem querer... — Ela ficou relutante.

— É a nossa melhor chance. — Repetiu Sora. Ela, ainda assim, não lhe pareceu muito certa disso. Foi então que pensou numa coisa: — Sabe o que é que esses caras estão tentando levar? Aqueles talismãs estão com as essências de uns retalhadores que morreram em batalha. E sabe por que o seu pai tem interesse nisso? Porque a essência da sua mãe está em um desses talismãs. 

Analisando a mudança brusca na expressão facial dela, Sora deduziu que deu certo. Mas não estava mentindo. Só hesitou tanto em falar porque o pai delas lhe pediu que mantivesse segredo sobre isso. Yue apontou uma direção e ele, sorridente, correu para lá. É assim que se faz, pensou, depois pediu a ela que o aguardasse ali. 

O ladrão estava terminando de cruzar a floresta quando levou um chute nas costas e voou de cara para uma árvore. Tudo de que Sora precisou para encontrá-lo foi uma direção, já que tinha uma audição capaz de captar o mais remoto som em qualquer canto do planeta. O meliante, assustado, se pôs de pé e o procurou. Sora desceu da árvore e o encarou.

Decidiu lutar diretamente com ele, não gostava dessa coisa de "matar com sutileza". Investiu, desferiu dois socos contra o gatuno, o gatuno se esquivou dos dois, contra-atacou com um, errou, defendeu-se de um chute, levou um soco na cara, retrucou com dois cruzados, Sora desviou de ambos e lhe deu uma cotovelada na barriga. 

— Eu me rendo! Me rendo, você venceu! Tá aqui! — Gritou o bandido, lhe entregando o cordão com o talismã e a essência. — Agora me deixe ir!

Sora pegou o talismã, guardou no bolso da calça preta e sorriu.

— Tá. Pode ir. — Disse, antes de quebrar-lhe o pescoço com uma cotovelada. Odiava covardes. Se ele não tivesse se entregado, talvez sobrevivesse. 

Retornou para as irmãs exibindo, risonho, o talismã. Yue tinha um mau pressentimento sobre a forma como ele o conseguiu.

— Deixa eu adivinhar, você o matou sem precisar, não foi? — Chutou, fechando a cara e cruzando os braços frente a camiseta rosa clara. O conhecia há menos de vinte e quatro horas mas já sabia de cor e salteado o jeito dele de agir. 

— O cara era um medroso! Nada me dá mais nojo do que um retalhador que tem medo de morrer! — Foi sua desculpa.

 Yue tomou o talismã da mão dele e o insultou:

— Você é um idiota!

Sayuri foi atrás dela para acalmá-la:

— Yue, relaxa! 

 Sora as seguiu. Normalmente ignorava os julgamentos, mas naquele dia não estava com saco para aquilo.

— É, Yue, relaxa. — Disse, em tom de deboche. — Não, melhor, já que você tá afim de condenar alguém, eu vou te falar alguém melhor, que tal o seu pai? Você sabe por que eu estou aqui, ele contou pra vocês?! Sabem o tipo de amizade que o seu pai tem!?

As duas pararam. 

— Do que você está falando? — Yue perguntou.

— Moro num condomínio subterrâneo desde os quatro anos e sou forçado a lutar para sobreviver, eu e centenas de outras crianças. Somos escravizados e forçados a participar de missões como essa quando homens ricos como o seu pai nos contratam. 

Yue, a princípio, não acreditou em uma só palavra do que Sora disse. Por outro lado, nada daquilo era um segredo para Sayuri. As irmãs trocaram olhares e a mais nova correu na frente, queria tirar toda aquela história a limpo com o pai, queria, no fundo, que ele negasse tais acusações, mas no caminho uma parte sua foi se persuadindo de que eram verdadeiras.

A primeira coisa que fez quando entrou em casa, em sua grande, escura e bonita casa, foi jogar os três talismãs em cima do pai, que estava sentado sozinho no espaçoso sofá cinza de couro da sala, em frente a uma grande janela aberta. O velho, forte, branco, vestido de terno preto e camisa branca, a olhou friamente. 

— Eu vou embora. E nunca mais quero te ver. — Foi o seu adeus. Não teve que perguntar nada, aquele olhar no rosto dele disse tudo o que ela precisava saber. 

Pela última vez passeou pelos pisos amadeirados da sala de estar em que brincou na sua infância, desceu os três degraus frente aos quais costumava treinar com sua irmã e abriu aquele portão frio de grades cinzas. Certas memórias a fizeram hesitar, pensar em voltar atrás, mas ela se manteve firme. Aturou muita coisa, mas nunca pensou que seu pai fosse tão baixo. 

Do lado de fora encontrou com Sora. O asiático estava encostado no muro da antiga casa dela, esperava o patriarca chegar para lhe dar a prova de que cumpriu com a missão e se surpreendeu quando se deparou com Yue. 

— Vamos. — Foi tudo o que a garota disse.

Sora, confuso, a questionou:

— Pra onde? 

— Procurar ajuda. — Disse Yue. Em seguida, determinada, avisou: — Eu vou te ajudar a se libertar e a libertar as outras crianças desse tal reino subterrâneo. 

Segurou a risada. Admirava suas boas intenções, mas ela não tinha ideia de onde estava se metendo. 

 Ia lhe fazer mais perguntas, mas ela andava muito rápido e, a poucas quadras dali, esbarraram com Kin e Arashi, dois retalhadores que juravam nunca ter visto em suas vidas. A dupla havia acabado de sair do hospital e precisava de algo que somente Sora no planeta inteiro lhes podia dar.

Yue e o asiático se entreolharam. Ela, notando que o assunto deles era com Sora, esticou os braços ao longo do short branco jeans e perguntou:

— Podemos ajudar?

— Quem de vocês é Sora? — Perguntou Kin.

Ofendido por pensarem que seu nome era feminino, Sora tomou a frente:

— Eu! Quero dizer... Quem quer saber?

— Eu me chamo Arashi, ela, Kin. Somos os retalhadores de elite do Reino de Órion e precisamos que venha conosco. — Disse Arashi. 

Sora deixou uma risada escapar. Yue o encarou como se o questionasse: "O que você fez?", ele a olhou como se dissesse: "Eles estão loucos", avançou dois passos e contou:

— Lamento, mas não posso "ir" com vocês. Tenho hora pra voltar pra casa, infelizmente, a Yue aqui pode confirmar. Na verdade eu não lamento, vocês são assustadores, é a primeira vez que agradeço pelo Kikuchi-

Arashi, uma pilha de nervos, só ouviu o "não" — que, para ele, não era uma opção —, então ameaçou Sora com uma espada e lhe disse:

— Eu não perguntei se você quer vir comigo, eu quis dizer que você vai vir comigo.

— E eu não disse que isso era opção minha! — Retrucou Sora. — Se eu não voltar em dez minutos, Kikuchi acaba comigo!

— Arashi. — Kin tocou o ombro dele lhe pedindo calma, ele abaixou a lâmina e ela perguntou ao Raikyuu: — Que história é essa?

 Sora contou toda a sua história, falou sobre o mundo subterrâneo e explicou que não podia fazer nada sem a permissão de Kikuchi. Os retalhadores de elite ficaram embasbacados com o que ouviram, jamais imaginaram que tal coisa, por todo esse tempo, estivesse acontecendo debaixo de seus narizes na Terra de Áries. Então, fizeram um acordo com eles: derrotariam Kikuchi, libertariam todos os seus prisioneiros, acabariam com o submundo e Sora lhes daria o que precisavam. 

Continua.


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