Cassis (Série Alestia I) escrita por Jane Viesseli


Capítulo 21
A Coroação




Vampiros sempre foram dotados de excelente memória, devido aos neurônios que nunca envelhecem, atrofiam ou morrem, e, por isso, as lembranças de décadas ou até de centenas de anos atrás, ainda podiam ser recordadas pelos não-vivos.

Naquela manhã, olhando a princesa adormecida ao seu lado, no leito, Cassis registrava sua nupcia como uma memória que merecia e deveria permanecer viva em sua mente para toda a eternidade.

As maçãs do rosto tingidas de vermelho na noite anterior, a ansiedade no semblante de Sara, os cabelos ondulados que caíam como uma cascata sobre a pele branca, a veste que emoldurava sem tantos pudores o corpo feminino. Depois vieram os beijos, o aroma da pele humana e o despir do corpo que ele admirava há algum tempo. E mesmo com sua memória privilegiada e capaz de se lembrar de qualquer acontecimento, em nenhum momento daquela noite de amor o vampiro se lembrou de Violeta, pois agora era Sara que ocupava seus pensamentos e marcava a sua não-vida.

Quando o Sol raiou e já com as reservas de vitae devidamente reestabelecidas, Cassis observou, à luz do dia, a bela mulher com quem se casou, sorrindo levemente ao constatar que nunca mais precisaria pensar nela como uma companheira de mentira, pois tudo agora era real entre eles.

Sara dormia de bruços ao seu lado, com os cabelos esparramados preguiçosamente pelo travesseiro e com as costas nuas à mostra. Sua pele branca nunca se compararia a palidez de um vampiro, e por causa disso atraía a atenção do príncipe de uma forma distinta, levando-o a assistir o subir e descer de seu dorso com paciência e atenção. E num lapso de curiosidade, ele ergue o dedo gélido e toca a coluna de Sara, percorrendo uma linha perfeita da lombar à cervical, fazendo-a estremecer com o súbito frio.

― Sim, eu serei eternamente frio por fora, mas por dentro sinto-me aquecido – sussurra para si mesmo, calorosamente convencido de que o amor de Sara havia resgatado o restante de humanidade que havia dentro de sua alma. – Eu te amo, você é, certamente, a melhor parte de minha não-vida.

O vampiro a observa por mais alguns minutos, imaginando qual seria a reação das criadas ao encontrar “novamente” a marca da pureza da humana sobre os lençóis, já que na primeira vez a consumação de seu casamento havia sido forjada. Parte de sua mente sentia-se confortável em saber que não precisaria dar satisfações a ninguém, devido ao seu principado, enquanto a outra parte esperava com expectativa para ver os olhares confusos de todas elas, como ratinhos presos em uma cova, sem conseguir encontrar a saída.

Ele solta uma risada nasalada, voltando a observar a respiração controlada de Sara, esperando o feliz momento em que seus olhos castanhos se abririam e o veriam como seu marido de verdade.

Naquele momento, Cassis inocentemente acreditou que seu relacionamento com a humana já estava em seu ápice, que não havia como melhorar ainda mais, mas estava enganado, pois a cumplicidade entre eles pareceu atingir um nível ainda mais profundo do que quando seus segredos foram revelados, e, diante disso, um longo tempo se passou, quatro meses e meio, para quem estivesse realmente contando.

Depois desses longos meses, proveitosamente usados para que as coroas reais fossem forjadas, moldadas, enfeitadas e polidas, a cerimônia de coroação finalmente chega. Com um prazo de preparação tão longo, os criados puderem criar com muito mais cuidado a decoração da cerimônia, que começaria pela manhã e terminaria somente ao entardecer com um grande banquete.

O castelo estava ornamentado com estandartes e flores silvestres no grande dia, estas últimas, sendo colhidas às pressas para que estivessem frescas e belas no momento da coroação.

A nobreza de ambas as espécies já se reuniam na sala do trono, onde o arquiduque de Alestia, na presença dos poucos membros do conselho vampiro, realizaria a coroação e tornaria Cassis e Sara os governantes absolutos de Alestia.

Ainda em seu quarto, a princesa realizava os últimos retoques de sua vestimenta, sentindo um enorme peso na boca do estômago pela cerimônia que se seguiria, enquanto duas de suas damas do quarto de dormir lhe ajustavam o corselete, e outras duas, as pregas do vestido.

― Pelos céus, não tão forte! Estou me sentindo sufocada – alerta Sara, sentindo-se aliviada quando as criadas finalmente pararam de apertar a peça em sua cintura, cujo uso se tornava cada vez mais incômodo, conforme a coroação se aproximava.

A princesa senta-se frente a sua penteadeira, com a coluna rígida de nervosismo, enquanto Lucy, uma de suas quatro damas de quarto, dispensava as demais e se dedicava a apertar suas bochechas para que ficassem ainda mais coradas e vívidas.

Uma batida na porta atrai a atenção de ambas:

― As miladys me permitem a entrada? – pergunta Cassis, abrindo a porta de madeira lentamente e percebendo os olhos de Sara se arregalarem ao vê-lo.

Era comum que os casais se vestissem em quartos separados, devido à quantidade de serviçais que acompanhavam cada cônjuge, os auxiliando com penteados, roupas e adereços. Portanto, a humana não o havia visto em seus trajes reais até aquele momento, assim como ele, que finalmente podia contemplá-la.

Lucy os observa por alguns instantes, notando o forte contato visual que havia entre eles e sentindo que aquela era a sua oportunidade de deixar o aposento silenciosamente e resguardar a privacidade do casal.

Sara trajava um vestido dourado, sobreposto por uma longa túnica vermelha, com bordados em ouro nas mangas largas e na borda do decote. Pesadas joias ornamentavam seu pescoço, orelhas e mãos, além da cauda de suas vestes. Seus cabelos estavam presos num penteado alto, repleto de pequenas tranças que dançavam ao redor de sua cabeça, esperando alegremente pelo ornamento que ali seria colocado.

Ela se coloca de pé, observando atentamente o vampiro vestido em suas roupas reais, cuja túnica vermelha, que se estendia até o joelho, muito se assemelhava a dela com relação aos ornamentos dourados. Sua bota de couro camuflava-se à calça preta, os cabelos arrumados também estavam livres de ornamentos, em seus ombros descansava uma grossa corrente com o brasão do clã vampiro e em seu cinto estava presa a sua inseparável espada bastarda.

― A combinação das roupas foi proposital? – questiona ele.

― Não estamos combinando um com o outro, mas sim com o nosso estandarte. Vermelho e dourado são as cores de Alestia, e serão as nossas cores de agora em diante.

― Não gosto muito de cores.

― Você fica muito bem nelas – elogia, sorrindo.

― Pareço um bobo da corte – retruca.

― Não parece não. – Ri, sentindo o nervosismo diminuir. – Você está lindo, como um rei deve ser.

― Você também – sussurra em resposta, aproximando-se e unindo suas testas. – Não tenho palavras para descrever o quanto está bela.

Sara sente seu sorriso se abrir ainda mais. Quando seus lábios estavam quase se tocando, pela primeira vez naquele dia, um soldado bate à porta, os interrompendo e os convocando para o início da cerimônia.

A sala do trono estava repleta de monarcas humanos e alguns poucos vampiros, além dos grandes líderes militares e conselheiros reais. Sara já podia sentir a ansiedade tomando conta de seu corpo, pois tudo parecia mais real do que nunca agora, com o salão tão cheio. Ela se tornaria rainha e todos os observariam ainda mais do que antes, será que estava preparada? Será que seu treinamento havia sido o suficiente? Como deveria agir dali em diante? E se ela tropeçasse na frente de todos?

― Respire fundo – auxilia o vampiro, percebendo seu nervosismo. – Nada sairá errado, só temos que andar até o velho careca que estará lá na frente – tranquiliza, fazendo-a segurar o riso diante da informalidade, esquecendo-se momentaneamente do nó na boca de seu estômago. – Vamos apenas seguir o protocolo.

O arquiduque se coloca à frente do trono, enquanto os músicos deixavam seus instrumentos a postos e as pessoas começam a se aquietar. Os vampiros podiam sentir a ansiedade vibrando no ar, como se toda aquela expectativa fosse palpável para seres tão superiores como eles.

― Que entre o principado de Alestia! – ordena o arquiduque, enquanto a música começava a soar.

Todos os olhares se movem simultaneamente para a entrada, onde Cassis e Sara já estavam posicionados para sua entrada magistral. O vampiro ergue o queixo para expor sua autoconfiança, enquanto sua mão segurava com leveza a da humana, que ocupava o seu lado esquerdo, o lado de seu coração não-vivo.

Ambos começam a se locomover ao mesmo tempo, como se ensaiassem àquilo há tempos, enquanto a música e o coral se tornavam os únicos sons audíveis em todo o salão. Cassis caminha de forma lenta, mas com passos firmes, enquanto Sara deslizava pelo piso com leveza, como se flutuasse em vez de caminhar.

― Andar elegante, andar elegante – repetia a princesa como um mantra, tentando colocar em prática, da melhor forma possível, tudo o que havia aprendido durante a adolescência.

Os sorrisos se abriam ao vê-los passar, fazendo Sara se sentir acolhida, apesar de não ousar sorrir de volta por medo de quebrar sua concentração na suavidade de sua caminhada. Entretanto, quanto mais o casal parecia intocável pela nobreza, não correspondendo a nenhum gesto afetuoso que lhes era dirigido, mas respeito eles impunham em todos àqueles corações, que já conseguiam enxergá-los como verdadeiras majestades.

Cassis e Sara se aproximam do arquiduque, subindo os degraus da plataforma dos tronos lentamente, e quando finalmente estagnam, a voz grave do monarca ecoa por todo o salão:

― Vida longa a coroa! – brada, sendo repetido por todos os espectadores, em coro. – Aqui, hoje, se apresenta o principado de Alestia nas pessoas de: Lady Sara, princesa de Alestia, senhora da Abadia de Prince nas terras do norte e magistrada do tratado de proteção e convivência; e Sir Cassis, príncipe de Alestia, príncipe do clã vampiro e magistrado do tratado de proteção e convivência; para a consagração à realeza do reino de Alestia, o leão dos reinos do sul.

― Vida longa a coroa! – repetem os espectadores em coro.

Dois homens surgem de repente, vindos da lateral do salão, ambos monarcas de vestimentas roxas. O primeiro trazia um enrolo de tecido, feito de linho, cetim e pele de arminho, e o segundo, uma grande almofada aveludada com um globo de ouro maciço do tamanho de uma palma.

O enrolo de tecido foi aberto, revelando dois cetros de ouro idênticos, com o brasão de Alestia esculpido em suas cabeças, que foram depositados sobre as mãos de Cassis e Sara, representando o governo que lhes era entregue nas mãos. Em seguida veio à esfera dourada, que deveria ser retirada direto da almofada, para que o juramento real fosse realizado.

Como herdeira legítima do trono de Alestia, Sara foi a primeira a se mover, envolvendo o metal frio com a mão direita e erguendo-o do veludo, sentindo, pela primeira vez, todo o peso do globo que representava a justiça que deveria ser usada durante o reinado. A princesa segura o cetro e a esfera à frente do corpo, sentindo o braço estremecer com o peso que teria de suportar até o fim do juramento e cujos braços finos obviamente não foram treinados a aguentar.

― Promete e jura solenemente governar o povo do Reino de Alestia e outros territórios dele pertencente ou relativo, de acordo com as leis e costumes instituídos por Rei Ofir, o primeiro magistrado, e seus sucessores? – questiona o arquiduque, voltando sua atenção inteiramente para a princesa.

― Solenemente prometo fazê-lo. – responde Sara, surpreendendo-se por conseguir manter a voz firme, quando seu corpo inteiro parecia tremer com o peso do globo de ouro.

― Você vai usar seu poder para trazer a Lei e a Justiça, usando de misericórdia e sabedoria, em todos os seus julgamentos?

― Sim, eu vou.

― Você vai usar o máximo de seu poder para manter inviolável e atuante, os termos estabelecidos pelo tratado de proteção e convivência entre humanos e vampiros?

― Sim, eu vou.

― Promete, diante de toda a monarquia e do clã vampiro, pelo estandarte de Alestia?

― Diante deles e por ele, eu prometo realizar e fazer, até que meus dias nesta terra se acabem.

Fez-se silêncio enquanto Sara depositava o globo de ouro sobre a almofada, sentindo um alívio imediato no braço e em seu nervosismo. E enquanto Cassis apanhava a esfera dourada com evidente facilidade, projetando-a para frente e repetindo as mesmas juras, a princesa ficou a pensar no peso daquela peça de ouro e no tamanho da responsabilidade que ela tomava para si, ao fazer aquelas promessas.

Os monarcas vestidos de roxo se retiram após o término do juramento, enquanto outros dois tomavam seus lugares, cada um carregando um manto de veludo vermelho e pele de raposa do ártico sobre o braço, e outra almofada, contendo um anel e uma coroa. Ao comando do arquiduque, Cassis e Sara se ajoelham e recebem sobre seus ombros o manto real, cujos pelos de raposa logo acariciam o pescoço da princesa suavemente, fazendo-a sorrir.

Sobre suas cabeças foram depositadas coroas de ouro, incrustadas de pedras preciosas, sendo a de Cassis a mais grosseira e larga, e a de Sara, bem mais fina e elegante, com o acréscimo de pérolas que pareciam valorizar ainda mais sua beleza e postura.

Ela sentiu o momento exato em que a joia foi deixada sobre seus cabelos, como se um raio a atingisse no topo da cabeça e se espalhasse por todo o seu corpo, tornando-a mais forte, mais sábia e mais adulta, como se a princesa de repente tivesse morrido e, de suas cinzas, surgisse a rainha. Cassis sente algo semelhante ao avaliar o peso da coroa em sua cabeça, como se, subitamente, tudo o que tivesse feito até ali não passasse de meninice e somente agora o trabalho de verdade fosse começar, exigindo dele muito mais seriedade, força e inteligência.

Ambos voltam suas atenções para o arquiduque, que agora apanhava com emoção o anel real e se dirigia primeiramente ao vampiro, portador da maior coroa e da mais alta autoridade. Cassis oferece sua mão direita quando lhe é pedida, observando atentamente o momento em que o monarca deslizou o anel em seu quarto dedo e o beijou em sinal de respeito. O vampiro se coloca de pé, mas ainda de costas para todos os convidados, aguardando pacientemente enquanto o monarca depositava o outro anel no dedo de Sara, beijando-o igualmente e ajudando-a a se levantar.

Com uma movimentação leve e fluída, Sara e Cassis se separam. A humana sai primeiro, descendo dois degraus da plataforma dos tronos e finalmente encarando os nobres espectadores, sendo seguida por Cassis, que permanecia no topo da plataforma, mas inteiramente atrás dela, numa precisão de alinhamento digna de um vampiro.

Todos os que assistiam a cerimônia se surpreendem com o desfecho nunca visto antes num evento como aquele, onde a rainha permanecia à frente do rei, que, por sua vez, ocupava um lugar mais alto que o dela. Cassis estava acima para mostrar que o poder do rei estava acima do da rainha, mas Sara estava à frente para mostrar que Alestia ainda pertencia aos humanos, que as leis e o governo dos vivos estavam à frente do governo não-vivo. E diante de todo aquele simbolismo, o arquiduque recomeça, proclamando as palavras finais de seu sermão:

― Tendo tomado posse das joias sagradas de Alestia e já com o governo em suas mãos, eu lhes apresento as suas majestades, Rei Cassis e Rainha Sara de Alestia. Vida longa a coroa!

― Vida longa a coroa! – bradam todos pela última vez, elevando braços e chapéus para saudar o reinado que se iniciava, ao passo que a música recomeçava, alta e alegre.

Cassis passeia seu olhar pela multidão, analisando o contraste de reações entre os humanos festeiros e os vampiros que apenas aplaudiam e sorriam, numa tentativa frustrada de se misturar. Estava feito! Ele havia se tornado rei e, Sara, rainha, ingressando num importante caminho em que teriam que estar juntos e em sintonia, para que tudo desse certo.

― Isso é tão emocionante – sussurra Sara, sorrindo abertamente para todos os convidados, com os olhos vívidos de excitação, fazendo o vampiro exercer um pouco mais de autocontrole para não sorrir também e parecer “humano demais” na frente dos anciãos de seu clã.

O vampiro desce os degraus que os separavam, oferecendo sua mão esquerda para a donzela e guiando-a em direção à entrada do castelo, onde soldados e cavalos já os aguardavam para o início do cortejo. A carruagem real estava pronta e decorada, sendo precedida e sucedida por seis cavaleiros de armaduras brilhantes. E atrás do cortejo real, vinham àqueles que juraram lealdade ao novo rei, colocando seus serviços à disposição da nova coroa: conselheiros, escrivães reais, os generais das três fortalezas em seus trajes de corte, uma equipe de cinco mensageiros oficiais da coroa e o chanceler, não exatamente nesta ordem.

A Cidadela estava em festa. Os alestianos aguardavam ansiosos pela passagem de seus novos rei e rainha, e quando o cortejo real finalmente passou, brados foram emitidos de todas as partes, pois a multidão sentia-se entusiasmada em participar daquele momento e ver sua amada princesa tornar-se oficialmente uma majestade.

Os adultos ecoavam suas bênçãos de “Vida longa a coroa!”, enquanto as crianças lançavam pequenos ramalhetes de flores à frente da carruagem, para que suas majestades pudessem passear por uma cidade tão alegre e colorida quanto os corações de seus moradores.

Todas as edificações que ladeavam a procissão estavam decoradas com tapeçarias e tecidos, além das flores retiradas dos campos fora da Cidadela. De trinta em trinta metros, havia um estandarte vermelho com um leão bradando, o tão venerado emblema de Alestia, e durante todo o percurso, que foi percorrido lenta e calmamente, Sara sorriu para os alestianos, o seu povo, transformando sua passagem numa comoção geral.

Terminado o cortejo, vieram os festejos particulares. Os plebeus tiveram sua festa na praça principal, numa comemoração regada a vinho, carneiro assado e muitas frutas exóticas vindas do palácio, como um presente para que todos se alegrassem com aquele dia. Enquanto isso, no castelo, a nobreza realizou sua própria refeição, enchendo a sala de banquetes com os mais variados pratos e pessoas, com Cassis ocupando o assento principal da grande mesa e Sara o assento à sua esquerda.

Grande foi a comemoração naquele dia, pois todos, em unanimidade, sentiam a esperança pairar no ar, esperança de um reino ainda mais forte, guarnecido, imponente e próspero.



Notas finais do capítulo

Espero que tenham gostado ^-^
Deu um trabalhão pensar na cerimônia de coroação, kkkkk, mas acho que ficou satisfatória :)



Hey! Que tal deixar um comentário na história?
Por não receberem novos comentários em suas histórias, muitos autores desanimam e param de postar. Não deixe a história "Cassis (Série Alestia I)" morrer!
Para comentar e incentivar o autor, cadastre-se ou entre em sua conta.