O Sol da Minha Vida escrita por sol


Capítulo 5
origem e quase re-encontro


Notas iniciais do capítulo

desculpa se o cap não tiver muito bom,ne eu gostei muito dele.



O sol que vinha da janela batia no meu rosto me acordando, mas eu não queria acordar. Queria dormir e fingir que nada disso era real, queria poder  pensar que daqui a pouco eu veria o Jake e que nós andaríamos de moto, faríamos trilha, comeríamos  aquela macarronada do Billy e depois daríamos uma volta na praia, conversando até poder assistir o sol se pôr calmamente se afogando no mar.

  

A quem eu queria enganar... Isso não aconteceria tão cedo; com muita falta de vontade eu levantei da cama, o sol brilhava tão forte lá fora, como era raro em Forks e isso me fez ter a certeza de que não teria os Cullens por aqui, ao menos durante o dia. 

 

Fui tomar um banho gelado, o frio já não podia me causar mais problemas, e toda aquela água gelada descendo por minhas costas fazia eu me sentir mais calma.

 

Ao chegar no quarto após o banho, encontrei Charlie com uma bandeja de café da manhã na mão, ele realmente se esforçou, apesar de que eu sabia que ele tinha comprado a maioria das coisas ali presentes, meu pai não era muito de palavras, mas eu via em seus olhos o quanto ele estava preocupado comigo.

 

Fiquei com Charlie toda a manhã, conversamos bastante, eu disse a ele que tinha surtado por causa do retorno dos Cullens, do nervoso de não sair de casa e o fato de não poder ver ninguém (traduzindo Jacob) e ele acreditou na história, já que ele mesmo  tinha comentado sobre isso no dia anterior, me dando a idéia de como me justificar. Charlie me passou aquele sermão, foram horas e mais horas de reclamações, foi um bom momento para começar a testar  meu auto controle, a raiva foi aumentando a medida que o tempo ia passando e Charlie prosseguia com aquela conversa fiada, porém quando olhei nos olhos do meu pai e vi o medo de me perder, o carinho e toda a preocupação que ele nutria por mim a raiva se esvaiu de mim assim como um balão de ar quando você solta sem dar um nó.

 

Charlie foi embora do meu quarto horas depois, levando consigo uma promessa que eu havia feito, mas que eu não sabia se poderia cumprir, de que eu não voltaria a fazer isso jamais. Mas Charlie teve que deixar outra promessa, de que quando os Cullens chegassem apenas Carlisle subiria para me ver.

 

Eu sabia que de todos  os vampiros, Carlisle era o mais sensato e não me negaria ajuda, eu não me sentia confortável em fazê-lo, mas assim como Sam havia me dito eu não poderia envolver mais ninguém nisso, era um perigo desnecessário, meu pai não poderia saber de nada.

 

Billy ligou para meu pai e após uma longa conversa de telefone Charlie deixou que o amigo viesse me visitar, no entanto demorar não seria permitido.

 

Charlie  disse ao seu amigo que aproveitaria sua presença e sairia para comprar algumas coisas que estavam faltando, e que com ele lá em casa eu não ficaria sozinha.

  

- Bella?  - Pouco tempo depois Billy já batia na porta do meu quarto

  

-Entre e fique a vontade. - Falei abrindo a porta.

 

Sentei na cama enquanto Billy direcionava sua cadeira de frente para mim.

  

 - Sabe por que estou aqui não é Bella? - Billy me perguntou calmante.

 

-Imagino que tenha encontrado respostas para as minhas perguntas. - Falei encarando Billy.

 

-Acertou, espero que não se importe com um pouco de história. - Ele falou olhando nos meus olhos

 

- Claro que não, afinal todas as lendas no final acabaram sendo verdadeiras. - Eu disse a ele, estava ansiosa pelo que viria a seguir.

 

 -Você conhece a história dos seus avós Bella? - Ele pausou e eu balancei  a cabeça negando.

 

- Seu avô era um quileute, um lobo beta,  beta de Ephraim Black. Era uma época diferente, tudo era diferente, mais difícil e nós quileutes apesar de guardarmos as nossas lendas e tradições, mudamos muito nessas duas gerações. - Ele falava calmo.

 

- Seu avô se apaixonou por uma mulher, que não era quileute, apesar dela pertencer a uma família importante que tinha vindo passar as férias em Forks, os anciões não ficaram contentes com isso e eles não abençoaram a união deles e deram uma ordem expressa para que seu avô não se casasse com ela. - Ele pausou um pouco e continuou.

 

- A família da moça também não estava satisfeita com a situação, eles queriam para ela alguém como um médico, um advogado, ou alguma coisa do tipo, um índio não era o sonho de consumo deles para sua querida filha. Mas a menina também estava perdidamente apaixonada e seu avô estava disposto a ir até as últimas conseqüências pela moça.  - Billy, mesmo em sua cadeira, guardava consigo uma altivez digna de um rei, ele sentia tudo que me contava, e através dos seus olhos eu via a história acontecer.

 

- Ela não permaneceria muito tempo na cidade, com a notícia do interesse do seu avô por ela a família da moça tratou de tentar mandá-la embora antes do previsto, a fim de impedir o envolvimento dos dois, já que o encanto dela por seu avô não era segredo para ninguém. - Billy continuou.

 

- Seu avô soube através de uma carta que sua avó enviou, onde e quando ela partiria e então ele foi até lá e como um guerreiro que era, tomou-a dos responsáveis pela sua segurança e fugiu com ela. Eles se casaram escondidos, mas esse casamento teve muitas conseqüências e ela foi destituída de todas as posses de sua família. - Billy estava realmente compenetrado na história e eu nem piscava.

 

- Ephraim Black não deu uma injunção a seu avô, ele achava isso um desrespeito ao livre arbítrio das pessoas e só o usava em casos raros, além de considerar a amizade que eles tinham e acreditar que o amigo teria bom senso de não se aproximar da mulher que poderia trazê-lo tantos problemas. Apesar de ser um lobo, seu avô desobedeceu a uma ordem direta do conselho, e como punição ele foi expulso da tribo e seu nome foi esquecido das lendas e histórias para não ser lembrado como o protetor que preferiu uma mulher estranha em detrimento a toda sua tribo, até hoje.

 

 

 

 

-Bella, entenda que nós pensávamos até hoje que mestiços como você, com apenas parte do sangue quileute não corria risco de transformação.- Eu fiquei estática não sabia o que pensar.

- Apesar de ter sido expulso, seu avô como um bom protetor, não pode se afastar de La Push e permaneceu morando em Forks, o lugar mais perto de sua casa que poderia estar.  – Billy parou um segundo e sorriu. -E então eles tiveram uma filho, um menino... Seu  pai charlie.

 

- Mais por que eu sou a única loba? Quer dizer antes nenhuma outra mulher se transformou   – Isso realmente estava me deixando intrigada... Porque logo eu.

 

- Antes nenhuma outra mulher quileute teve um contato tão próximo com os frios, na verdade nenhum outro quileute, ainda que parcialmente teve todo esse contato, você foi a primeira Bella. O contato com os frios gerou o processo de sua transformação, e levando em consideração o nível de envolvimento, ou contato, que você teve com eles, não se sabe como não aconteceu antes, seu corpo apenas trabalhou com as armas  que tinha para a sua própria sobrevivência. – Billy estava tranqüilo ao falar, e acho que pouca coisa era capaz de tirar aquele homem do sério.

 

Eu estava sem ação, eu tinha descoberto ontem, quando estava na floresta que nós éramos protetores, ou seja, protegíamos a vida humana  dos frios, só que nunca tinha me passado pela cabeça, que a proximidade com os Cullens fosse o motivo da minha transformação.

 

Eu era quileute, e o Edward tinha conseguido fazer um estrago enorme na minha vida, mas mesmo assim eu não conseguia deixar de amá-lo, e isso ainda me machucava, saber que para ele eu não passei de um brinquedo.

 

- Como estão vocês  dois aí em cima? – Fui tirada dos meus devaneios pela voz de Charlie subindo a escada.

 

-Estamos bem e conversamos bastante, dá para deixar aquele moleque lá em casa mais tranqüilo. – A simples menção  do Jake já me fez estremecer. Como eu queria estar ao lado dele, que saudade, eu sentia que cada dia de distância ao invés de me fazer esquecê-lo apenas fortalecia o que eu sinto por ele... Eu o amo.

 

Charlie ajudou o Billy a descer, da mesma forma que o ajudou a subir, me deixando com minha solidão e meus devaneios.

Deitei na cama e quando dei por mim o céu já estava escurecendo, fiquei tão imersa em meus pensamentos que nem vi o tempo passar; o sol se punha e no céu mais um crepúsculo começava.

 

De repente um cheiro doce e enjoativo me atingiu em cheio e eu fechei a janela rapidamente, não queria que o cheiro invadisse o meu quarto e muito menos que alguém que eu não quisesse ver o invadisse.

 

Comecei a tremer, por mais que eu tentasse me controlar eu não conseguia, eu tinha certeza que eles estavam próximos, muito próximos.

 

Congelei ao ouvir uma batida na porta, estavam lá Alice, Carlisle e Edward  eu reconheci suas vozes ao darem boa noite. Eu não tinha condição nenhuma de vê-los agora, muito menos o Edward, eu não queria sua pena. Não estava preparada para vê-lo ainda.

 

Mas ele estava ali e isso significava que eu importava para ele, que eu era importante de alguma forma, mesmo que a forma dele seja diferente da minha. Só de sentir sua presença foi quase como na primeira vez que o vi, só não foi absolutamente igual porque eu era diferente agora, com uma mente, um corpo e um coração muito mais complexos do que naquele dia.

Alice minha amiga, também estava ali, com uma voz despreocupada como se nunca tivesse ido embora. Como eu sentia falta dessa baixinha, da sua insistência em me fazer de Barbie em tamanho gigante, de uma forma estranha eu estava feliz por tê-los aqui de novo.

 

Eu ouvi o meu pai pedindo para eles ficarem na sala e apenas Carlisle subir, bendita promessa que eu fiz meu pai fazer pela manhã. O sangue que corria em minhas veias era inegável, mesmo tendo sido diluído por minha avó e minha mãe, eu estava lutando com todas as minhas forças para não me transformara e destruir todo o meu quarto, sem contar fazer um estrago em Carlisle, ele agora estava na porta, e ao seu lado, Charlie, porém ele desceu, pela manhã pedi ao meu pai para falar com Carlisle a sós, e a sós não o incluía, Charlie entendia perfeitamente bem minha necessidade. Carlisle bateu na porta e eu me afastei o máximo que pude dela.

 

- Pode entrar. - Eu estava próxima a janela fechada, caso eu não agüentasse a  abriria e pularia para a floresta.

 

-Com licença. – Quando a porta foi aberta o fedor  impregnou todo o meu quarto, franzimos o cenho ao mesmo tempo.

 

- Fique o mais longe possível e não feche a porta, Deus, que fedor! – Eu tremia mais do que vara verde e sabia que a qualquer momento ia explodir.

 

Carlisle estava parado na frente da porta com uma cara que era um misto de  espanto e preocupação, eu porem só podia sentir raiva, muita raiva, a raia fluía pelos meus poros e tudo que eu conseguia era pensar em muitas formas de destroçá-lo.

 

- Bella o que você tem? O que está sentindo? Porque está tremendo tanto? – Ele estava com remorso? Porque esse sanguessuga acha que eu ia acreditar na farsa de preocupação dele, fui abandonada como lixo, se bem que, de todas as pessoas que eu conheço, uma das melhores é Carlisle ele aprendeu a vencer a si mesmo, e cuida dos humanos com extrema devoção.

 

- Bella, por favor, me responda. - Ele deu um passo em minha direção.

 

- Nem mais um passo sanguessuga, eu não sei se posso me controlar mais do que isso. – Rosnei para ele, a luta entre meus instintos e minha consciência estava sendo grande.

 

-Bella... – A cara que o Carlisle fez me ajudou a ver o que eu tinha dito.

 

- Me desculpa Carlisle, eu estou usando toda a minha força para me controlar e não entrar em fase e  arrancar sua cabeça fora. Não estou em um momento propício para educação. – Eu tinha que controlar todo o meu corpo, mas minha língua não estava exatamente me obedecendo.

 

- Bella do que você está falando? A que se refere? Como assim entrar em fase? – Ele parecia realmente interessado.

 

- Estou falando do monstro que eu me transformei graças a vocês. - Eu tinha que manter a calma, o que Charlie diria vendo um lobo do tamanho de um cavalo no meu lugar.

 

-Eu não estou entendendo Bella, seja mais especifica, por favor. - Antes que eu realmente pensasse em como eu ia contar isso para ele, fui instintivamente falando.

 

-Você se lembra do alfa e melhor amigo do meu avô? Seu nome era Ephraim Black... Você sabe o que acontece com uma pessoa com genes de lobo correndo nas veias que se aproxima de frios? – Carlisle parecia começar a compreender.

 

- A resposta está bem na sua frente... Eu. - Disse levantando meus braços trêmulos, eu tinha certeza que estava exagerando e que depois ia me arrepender  amargamente da forma como estava tratando Carlisle, mas isso era uma coisa que eu teria que lidar depois, agora tinha que concentrar toda a minha força em não arrancar sua cabeça fora.

 

- Está me dizendo que você é uma quileute? Mas como? Como assim avô? Você não tem vínculo nenhum com eles... - Ele estava espantado, sabia que já tinha entendido a gravidade da situação, só não queria acreditar.

 

-Como eu te disse, meu avô foi o beta de Ephraim Black, ele estava presente no dia que o acordo  com vocês foi firmado. - Eu estava nervosa, não estava mais agüentando, entretanto, se havia algum vampiro no mundo que mereça consideração é esse bem aqui na minha frente.

 

- Bella como? Quando... – Eu já estava perdendo a paciência, ele tinha que ir embora logo, eu poderia perder o controle a qualquer momento.

 

- Toda a doença, não passou de nada mais que o processo de transformação, entretanto, sua presença aqui somada ao meu pouco tempo de loba, que são apenas dos dias, pode resultar em uma guerra. Meu alfa não admitiria se eu quebrasse o acordo, portanto vá embora antes que eu perca o resto de controle que me resta.

 

Na verdade, o que eu queria dizer era: “Carlisle vocês são muito importantes para mim, toda a sua família, e eu não me perdoaria se o machucasse, apesar de tudo ainda os amo.” Mas não tinha coragem para dizer isso, não sabendo que ele escutaria, definitivamente essa não era a impressão que eu queria dar a ele.

 

-Eu sinto muito, pelos infortúnios que nós possamos ter causado a você, se soubéssemos que era uma deles jamais nos aproximaríamos de ti. - Ele parecia ser sincero e isso me fazia sentir ainda pior, como se eu tivesse condenando um inocente a morte, mesmo sabendo que Carlisle seria capaz de defender-se sozinho.

 

- Por favor, vá logo cada instinto meu manda, pede, grita para que eu vá direto em seu pescoço, quebre todos os seus ossos e depois queime  até que não sobre mais que cinzas. - Estava sendo sincera, este não era o momento apropriado para um diálogo entre espécies tão diferentes e que eram inimigos como nós dois éramos.

 

-Tudo bem Bella não se preocupe, eu já vou. - Ele se direcionou a porta, estava com um ar culpado e abatido, parecia realmente sentir por isso.

 

- Só te peço uma coisa, que me deixe voltar a vê-la, depois quem sabe quando tiver um pouco mais controlada. Apesar de que para quem tem apenas dois dias de loba, você tem um controle impressionante. – Carlisle sorriu para mim, apesar de toda a tensão existente no ar, ele manteve sua postura inalterada, sempre calmo, sereno e sem posição de defesa, apesar das minhas inúmeras ameaças, talvez isso tenha me ajudado a manter o foco.

 

 Apenas assenti com a cabeça, enquanto ele saía do quarto deixando a porta aberta e ia até o encontro de Charlie e seus filhos que o esperavam. Pude ouvi perfeitamente a explicação de Carlisle, ele disse ao Charlie que provavelmente todo o  problema era com o meu sangue, o que não deixava de ser verdade, porém, para Charlie eu tinha um aumento de glóbulos que provocava a febre. Ele deixou com meu pai uma série de exames para ser feito em laboratório, dizendo a ele para suspender o antitérmico e que só precisávamos nos ver novamente com o resultado destes exames, mas que ele ficasse despreocupado que não era nada grave.

 

Com isso pude ganhar tempo até o próximo encontro, que só Deus sabe como vai ser. Saber que Edward estava lá em baixo, tão perto de mim e que ele ouviu tudo me deixou com uma sensação no peito que eu já não sei mais identificar; só queria poder contar tudo ao Jake, apenas desabafar e ver o seu sorriso... Com a lembrança da imagem daquele sorriso, fui me acalmando, até que estivesse bem o suficiente para deitar e dormir.

 

 N/B: Oláá *--*

Nossa, esse cap. ficou incrível... Eu amei a explicação de porque a Bella se transformou em loba e adorei a conversa dela com o Billy e depois com o Carlisle.

Sol, a cada cap. a fic fica ainda melhor...

E não esqueçam de comentar e dizer o que estão achando, a opinião de vocês é super importante e a Sol merece muitos



Notas finais do capítulo

galera sinto informar que talvez nã tenha outro cap até segunda, minha internet caiu e só tem previsão para volta sabado,estou na casa de um amigo mas só posso vir aqui hj.