about love and stuff. escrita por giovanna d


Capítulo 3
Os Hale




Capítulo 03 – Os Hale

John William Hale era um advogado muito bem sucedido. Tinha se formado em uma das melhores faculdades do país, de família rica, a vida nunca foi complexa para ele, então era natural sua vontade de sempre ser o melhor em tudo o que se dispunha a fazer.

Conheceu Anne quando tinha pouco menos de trinta anos. Tinha contratado a empresa que ela trabalhava como arquiteta para redecorar seu apartamento em Los Angeles e, depois de poucos meses, estavam noivos.

Anne era uma mulher sisuda, porém uma das mulheres mais lindas de todos os lugares em que entrava. Os olhos eram bem claros e os cabelos num louro escuro que nunca tinha visto um tubo de tinta, tinha belas covinhas quando sorria – o que era raro, mas não tanto assim depois que conheceu John.

Dois anos depois do casamento, se mudaram para Seattle quando John resolveu abrir um escritório de advocacia e, a partir dali, Anne virou a dona de casa e esposa perfeita. Amava arquitetura, mas se não aproveitasse os momentos com o marido, eles quase não se veriam. Foi educada para ser uma boa esposa e assim o fez.

Não conversaram sobre filhos por um tempo, até o tédio tomar conta da vida de Anne e ela começar a tabelar suas menstruações para saber quando ovularia e, sempre que o fazia, John e ela tentavam engravidar.

Foram anos difíceis para o casal. Depois de dois aborto espontâneos, começaram a fazer exames e, junto com eles, tratamentos de fertilidade.

Sempre que Anne descobria não estar grávida, John comprava uma casa caindo aos pedaços e pedia para a esposa projetar uma bonita casa no lugar. Ele construiu toda casa que ela projetou, eles ganhavam muito dinheiro na casa que sempre pagavam barato, mas nada animava Anne, que só queria ser mãe.

Foi por aquela razão que ele comprou as três casas caindo aos pedaços numa rua sem saída perto da fronteira entre Forks e Port Angeles. Anne as fez da mesma forma sem erros que todas as outras de antes, mas aquelas casas tinham sido especiais.

Depois do fim do projeto, Anne descobriu estar grávida de gêmeos.

Já com a gravidez avançada, John contou a ela que a primeira casa da rua tinha sido comprada pelo chefe de polícia da pequena cidade e, a esposa dele, elogiou sem parar a arquitetura da bela casa.

Anne virou mãe em tempo integral quando, em Maio, deu a luz à Jasper John Hale e Rosalie Lilian Hale.

Jasper e Lilian eram os nomes que Anne queria e John e Rosalie os que John escolheu. Juntaram e concordaram da forma sonora que soou os nomes dos bebês.

Desde criança, Jasper era cativante, até as pessoas mais ocupadas paravam para ao menos olhar o bebê simpático. Com grandes olhos verde água, como os da avó paterna, e um sorriso com covinhas tímidas, Jasper era um belo bebê e John enchia o peito para dizer que faria sucesso com as mulheres quando o momento chegasse.

Entretanto, não haveria beleza o bastante para se comparar com a linda menina dos olhos de John. Rosalie tinha os olhos castanhos, levemente esverdeados, a pele era uma porcelana e, os cabelos ralos, se mostravam castanhos como os do pai, mas com a tonalidade começando a puxar o loiro da mãe conforme os anos foram se passando.

Com o passar dos anos, como uma herança de sua mãe, Rosalie era a criança mais linda em qualquer lugar que chegasse. Jasper não sentia ciúme da beleza, porque sua simpatia fazia-o chamar tanta ou até mais atenção que a irmã.

Os gêmeos cresciam num lindo aparthotel em Seattle, sempre tendo tudo o que queriam, até que, em um julgamento criminal, um bandido citou o endereço de John nos autos e disse conhecer os pequenos filhos do advogado que condenava-o a prisão perpétua.

John fez de sua missão caçar e prender cada pessoa suspeita que tinha conexão com o tal bandido. Cada um deles foi mandado para um Estado longe de Washington, mas ainda foi pouco para Anne que pediu para o marido a terceira casa da rua, com a consciência de que teria como vizinhos um médico e um policial.

Então, com um blefe de um bandido pouco perigoso, os Hale fecharam o ciclo das três casas da rua e, daquela maneira, no início dos anos 2000, a junção Swan-Cullen-Hale ganhou força.





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