Laços de Sangue escrita por Mel Dobrev


Capítulo 41
Você não me perdeu.


Notas iniciais do capítulo

Boa madrugada. Rs.
Ótima leitura. :)



 

Elena estava andando de um lado para o outro dentro de seu pequeno dormitório. Dentro dela havia um misto de alegria e medo: Ela sentia alegria por ver que Stefan estava aparentemente bem, mas instintivamente o medo se fez presente em seus pensamentos, medo de que ele estivesse sim seguindo em frente, medo de que ele estivesse se esquecendo dela, “se bem que ele me disse: Bom te ver Elena! Isso deve significar algo.” Elena pensou. Ela continuava perdida em seus pensamentos e sentimentos quando foi “resgatada” por Caroline:

— Planeta Terra chamando. – Caroline estalava os dedos em frente a Elena tentando chamar sua atenção.

— Acabei de encontrar o Stefan. – Elena soltou.

— Aonde? Como foi? – Caroline perguntava com uma cara de animação.

— Na verdade nos encontramos por acaso no supermercado. Falamos somente o básico e eu vim embora. – Elena explicava agora se sentando em sua cama.

— Por acaso? Nada é por acaso minha amiga, ás vezes o destino tem um plano para vocês. – Caroline disse dando uma piscadinha para sua amiga.

— Caramba, agora que eu me toquei, nem perguntei se ele estava bem. Que espécie de pessoa eu sou? – Elena se repreendia.

— Uma pessoa que ficou em choque ao ver a pessoa que ama, que nem raciocinou direito. – Caroline media cada expressão de Elena. – Liga para ele. – A loira continuou.

— Ligar para ele? E falar o que? – Elena perguntou demonstrando um certo receio.

— Perguntar se ele está bem ué. – Caroline já foi logo pegando o celular de Elena e discando.

— Car não... – Elena tentou protestar, porém já era tarde. Caroline já tinha posicionado o pequeno aparelho no ouvido de Elena e ela estava escutando longos “tum, tum, tum”

“Alô” Stefan atendeu numa voz suave, e o coração de Elena disparou. Ela podia sentir as batidas fortemente através de sua pele.

“Oi Stefan”

“Está tudo bem Elena? Aconteceu alguma coisa?”

“Não, é que eu me dei conta de que nem lhe perguntei como você estava, você está bem?”

“Ah, estou sim”

“Que bom.”

“E você como está? Também não fui muito cordial”

“Eu estou bem também.” Depois que Elena respondeu um silêncio se instalou na ligação. Elena não sabia mais o que falar, mas ela sabia com toda a certeza que queria continuar a ouvir a voz dele. Caroline que estava ao seu lado com o ouvido bem perto do celular, para tentar ouvir o diálogo, cutucou sua amiga como se estivesse a encorajando para continuar o assunto.

“Stefan... você sente saudades de nós?” Elena perguntou diretamente. Até Caroline ficou surpresa com a pergunta de sua amiga.

Stefan ficou alguns segundos em silêncio, mas enfim respondeu:

“Sim, sinto muita saudades.” Elena respirou aliviada, de alguma forma aquela resposta a confortou.

“Tenha uma boa tarde Stefan.” Elena se despediu.

“Você também Elena.”

Caroline ficou contento seu sorriso radiante, porém não se aguentou.

— Ele sente sua falta. – Caroline vibrava como uma menininha de seis anos.

— Confesso que por um momento eu tive medo da resposta dele, medo dele já ter me esquecido. – Elena confessou.

— Elena ele te ama, eu posso falar com total propriedade disso, pois ele já me confidenciou isso diversas vezes. – Caroline interrompeu sua frase pegando o celular de seu bolso que vibrava. A loira levantou o celular mostrando para Elena quem estava lhe ligando, no visor dizia: TEFINHO. E Elena riu daquele apelido.

Caroline atendeu a ligação normalmente, e ficou alguns minutos conversando com Stefan e depois encerrou a chamada.

— O que ele queria? – Elena já foi perguntando curiosa.

— Ele quer se encontrar comigo, daqui uma hora, para comermos algo, mas acho que essa não é a intenção do encontro. – Caroline olhou com uma cara muito, mas muito animada para Elena. Elena não tinha capitado a mensagem de sua amiga e ficou a olhando com uma cara esquisita.

— Ai Elena você é lerda, com certeza ele quer me encontrar para falar sobre a ligação e o encontro “por acaso” de vocês.

— Acho que não. – Elena deu de ombros.

— Eu não acho, eu tenho certeza que sim. – Caroline não via a hora de Elena e Stefan ficarem juntos novamente, pois ela sabia que Damon não era uma boa companhia para Elena no momento.

(...)

Caroline desceu do táxi um pouco apressada indo para dentro da enorme doceria aonde faziam os melhores bolos daquela região. Logo ao chegar ela avistou Stefan sentado numa das mesas reservadas já tomando um drink que de longe ela não conseguia identificar o que era.

— Oieee. – Caroline já foi cumprimentando Stefan com um abraço afetuoso e um beijinho no rosto. Stefan correspondeu e abriu caminho para que a loira se sentasse.

— A que eu devo a honra de você me convidar para comer algo? – Caroline questionou.

— A honra de ser minha amiga oras. – Stefan respondeu com um certo humor.

— Melhor, melhor amiga. – Caroline bufou. Stefan sorriu e concordou.

Stefan e Caroline ficaram conversando de algumas coisas rotineiras: Ele lhe contou como estava sendo o processo de desintoxicação, contou que ainda não era fácil resistir as substâncias que arruinaram sua vida, porém ele estava lutando. Já Caroline lhe contou que ainda estava sem falar com Tyler já que ele tinha ido viajar e nem sequer comunicou a ela (Ok eles estavam separados) e contou meio que por cima sobre sua noite turbulenta com Klaus.

Depois de degustarem alguns pedaços de bolo acompanhados de alguns docinhos Caroline sabia que ainda faltava algo e questionou Stefan:

— Eu te conheço, vai o que aconteceu para você marcar comigo?

— Assim você me ofende. – Stefan fez uma carinha de magoado para Caroline.

— Stefan eu sei que você quer me dizer alguma coisa... quer me contar sobre algum encontro? Ou sobre alguma garota? – Caroline perguntava como se não soubesse de nada.

— Caroline Forbes você sabe não sabe? – Stefan estreitou o olhar para sua amiga.

— Eu sei? Sei do que? Nem sei do que você está falando. – Caroline se fez de desentendida.

— Caroline eu te conheço, vamos, você estava com ela quando ele me ligou não foi?

— Ai como você é chato, não consigo te enganar mesmo não é? – Caroline disse cruzando os braços e revirando os olhos, tais gestos fizeram Stefan rir.

— Não é atoa que eu sou seu MELHOR amigo. Eu te conheço bem. – Stefan frisou muito bem na palavra MELHOR.

— Ok, agora me conta o que você sentiu? Ficou surpreso com a ligação dela? – Caroline não conseguia deixar sua curiosidade de lado.

— Fiquei muito surpreso, mas bastante feliz. – Stefan deixou escapar um sorriso meio tímido por seus lábios. Caroline continuou o encarando esperando por mais.

— Fazia tempo que eu não a via, e no momento em que meus olhos se encontraram com os dela eu senti tudo novamente, toda a emoção correndo por minhas veias, todas as batidas de meu coração descompassados, a necessidade de envolve – lá em meus braços, a vontade de ter um relógio mágico para que o tempo pudesse parar e equalizar naquele eterno momento.

Caroline podia perfeitamente ver felicidade através do brilho nos olhos de Stefan, ela podia sentir a emoção do momento só com essa pequena descrição feita pelo seu amigo.

— Você ainda a ama. – Caroline falou afirmativamente.

— Claro que sim, não importa o tempo que passe eu sempre vou ama – lá, como você mesma diz: Ela é meu amor épico. – Stefan falava com entonação, com emoção envolvendo suas palavras, ele não conseguia fingir algo ou mentir para Caroline, ele sentia segurança nela para ser completamente sincero sobre seus sentimentos.

— Estou vendo que logo, logo vocês irão voltar. Estou tão feliz. – Caroline avançou de seu lugar e foi para cima de Stefan lhe dando outro abraço, mais desta vez mais apertado.

— Vamos com calma, foi só uma ligação, uma conversa. Eu sei que ela e o Damon estão mais próximos, eu pude ver naquele dia em que eu os encontrei preparando o café da manhã. – Stefan percebeu a expressão de Caroline mudar e ficar séria.

— O que foi? – Stefan perguntou.

— Você tem razão, eles estão mais próximos e é por isso que você tem que retornar para o jogo. – Caroline disse voltando para seu lugar.

— Caroline seja sincera comigo, eles estão próximos a que ponto? – Stefan perguntou olhando fixamente para os olhos verdes de Caroline.

— Stefan eu sou sua amiga, mas também sou amiga dela, por favor não me meta nisso, não me coloque nessa posição. Apenas vou dizer que sim, eles estão mais próximos, mais “amigáveis”, agora se você quiser saber algo a mais eu proponho você perguntar diretamente para a Elena. – Caroline disse deixando algumas coisas nas entrelinhas. Ela não podia simplesmente falar para seu amigo que sua ex e seu irmão tinham transado há algumas noites atrás, isso não era da conta dela, e se alguém tinha que contar esse alguém era Elena e não ela.

— Me desculpe, eu jamais quero lhe colocar nessa posição. – Stefan respirou profundamente. – Eu sei que fui eu que praticamente joguei ela para o Damon, eu deixei o caminho livre, pedi que ela seguisse adiante. – Stefan se martirizou.

— Não adianta você ficar se lamentando. O que passou, passou, agora você tem que focar em tentar reconstruir a relação de vocês. O que você precisar eu estou contigo, você sabe que eu sou do time Stelena né?

— Time Stelena? Imagino que seja alguma coisa boa. – Stefan disse confuso.

— Stelena quer dizer: Stefan + Elena. Entendeu? – Caroline disse explicando para ele.

A tarde se estendeu e Caroline acompanhou Stefan pelo shopping para fazerem algumas compras e ele não perdeu a oportunidade de lhe “encher” por causa de seu envolvimento com Klaus.

(...)

No dia seguinte Elena estava mais perdida do que tudo tentando organizar seus horários de aula com seus horários dos cursos extracurriculares quando ouviu duas batidas na porta. Logo ela pensou ser Bonnie, pois sua amiga estava na casa da família de Lucas há dias e já era hora dela retornar. Elena abriu a porta sorridente, porém logo seu sorriso se desmanchou dando espaço para uma reação de surpresa.

— O que faz aqui? – Elena perguntou a Damon.

— Bom dia para você também. – Damon disse e já foi logo passando pela brecha entre Elena e a porta e entrando no dormitório da garota.

— Pode entrar Damon, seja bem-vindo. – Elena disse com certa ironia o encarando já dentro de seu quarto.

— Então o que você faz aqui? – Elena continuou.

— Vim lhe trazer essas coisas que você esqueceu na casa da Lily. – Damon ergueu uma pequena sacola e a depositou em cima da cama de Elena.

— Nossa pensei que tinha pego tudo. – Elena se aproximou examinando o que tinha dentro da sacola.

— Acho que tinham ficado junto com as roupas para lavar. – Damon falou parado ao lado de Elena a encarando.

— Obrigada, mas não precisava vim aqui só para me trazer isso, podia ter me ligado que eu iria buscar. – Elena falou agora um pouco receosa, sem graça. Ele estava muito perto dela e agora, só agora ela tinha se dado conta de que ele já tinha visto o corpo dela nu, ele já tinha estado em toda parte dela e isso fez com que ela morresse de vergonha por dentro.

— Está vermelha por que? – Damon questionou ao observar as bochechas da morena ruborizar.

— Eu vermelha? É impressão sua. – Elena automaticamente desviou para frente de sua penteadeira para ver sua face e Damon estava certo, ela estava terrivelmente vermelha.

— Impressão mesmo? – Damon indagou e num piscar de olhos já estava atrás de Elena. Elena se virou e pode sentir a respiração ofegante dele bem próximo a ela, seu corpo a poucos centímetros de distância dele. Ela sabia que aquilo tudo era perigoso, que ele era um puro veneno para ela, ela sabia também de algum modo o que estava se passando na mente do moreno de olhos incrivelmente arrebatadores.

— Damon... – Elena pronunciou.

— Elena. – Damon respondeu encarando os lábios de Elena.

— Acho melhor você ir. – Elena disse meio que tropeçando nas palavras. Ele tinha que sair dali, era o certo, e desta vez ela queria fazer o certo.

— Por quê? – Damon se atreveu a perguntar.

— Porque você tem que ir, não é apropriado nós dois ficarmos sozinhos assim. – Elena confessou timidamente.

— Não é apropriado por que? Porque você sente a mesma coisa que eu, porém não quer admitir? Ou porque talvez esteja vindo pequenos flashs da noite em que você adormeceu nos meus braços. – Damon a confrontou se aproximando mais dela.

— Damon por favor, combinamos de esquecer essa noite. – Elena sentiu a madeira perfeitamente talhada se chocar com suas costas, não havia mais lugar para ela recorrer para se afastar de Damon.

— Combinamos de não contar a ninguém, e não esquecer, porque por mais que eu tente, eu não consigo esquecer. Não consigo esquecer dos nossos lábios se conectando, dos nosso corpos se entrelaçando... eu simplesmente não consigo Elena. – Damon se aproximou colocando uma distância mínima entre eles. Tudo o que ele queria era pega – lá em seus braços e ama – lá ali mesmo, sem se importar se sua companheira de quarto ia flagra – lós.

— Damon não faz isso, por favor. – Elena meio que suplicou, ela não podia negar que aquela noite surgia em seus pensamentos como um furação, que vinha devastando tudo.

— Não se preocupe, eu não vou mais lhe beijar, até você me pedir. – Damon suavemente cariciou o rosto de Elena e então lhe deu um beijo na bochecha. Elena ficou parada, ainda absorvendo aquelas palavras enquanto via Damon se afastar e fechar a porta do quarto.

Elena respirou fundo e se voltou para o espelho, por que ele fazia ela sentir aquelas coisas? Por que ele estava em seus pensamentos bem mais do que ela gostaria? Por que esse misto de perigo e sedução a instigava? Ela balançou sua cabeça tentando afastar seus desejos mais obscuros e focou em guardar as peças de roupa que Damon havia trago.

(...)

Caroline e Bonnie chegaram bastante animadas e despejando em Elena o que elas tinham organizado para a festa daquela noite. Lucas estava dando uma festa em sua casa para seus amigos do curso de medicina e para amigos mais próximos e as duas garotas tinham ficado encarregadas de decorar e comprar alguns “quitutes” para a festa.

— Elena você vai adorar o tanto de coisa que tem para comer. – Caroline falava.

— E as músicas? Lucas contratou um DJ maravilhoso. – Bonnie dizia.

— Maravilhoso de lindo também. Um deus grego. – Caroline pontuou.

— O que foi Elena? – Bonnie percebeu o desanimo de Elena.

— Não estou afim de festejar hoje. Amanhã faz um ano que meus pais faleceram. – Elena contou triste.

— Nossa amiga nem lembrei. – Bonnie se sentou ao lado de Elena pegando em sua mão.

— Amiga eu sei que esse foi o evento mais horrível e triste da sua vida, mas você não acha que seus pais iriam querer te ver feliz, sorrindo? – Caroline se pôs a frente de sua amiga.

— Eu sei Car. mas é inevitável não ficar triste, eles eram meu tudo. – Elena sentiu uma lágrima escorrer de seus olhos.

— Não fique assim. – Bonnie a abraçou. – Se quiser eu fico aqui com você.

— Ninguém vai ficar aqui. Vamos todas nos divertir, e amanhã vamos juntas ao cemitério mais próximo prestar homenagem aos seus pais. – Caroline ordenou.

— Mas eles nem estão enterrados aqui. – Elena respondeu confusa.

— Então vamos depositar flores nos túmulos abandonados, aqueles que precisam de uma cor, mas isso não vai nos impedir de rezar pela alma de seus pais. – Agora foi a vez de Caroline abraçar Elena. Elena foi vencida por Caroline e se encaminhou ao banheiro para tomar um banho e ir para festa de Lucas.

— Por que você ficou insistindo para ela ir? Não vê que ela está triste? – Bonnie repreendeu Caroline.

— Por isso mesmo, porque ela está triste e eu não quero vê – lá assim, e a proposito eu tenho um convidado especial que irá alegra – lá. – Caroline revelou se gabando.

— Não me diga que você convidou o Stefan?

— Exato! Já consegue ler mentes BonBon? – Caroline ironizou.

— Engraçadinha. Ele sabe que ela vai estar lá?

— Não, mas sei que ambos vão gostar desse “encontro”. – Caroline finalizou dando um beijinho na bochecha de Bonnie e indo escolher sua roupa.

(....)

A noite estava um pouco fria, porém a grande fogueira que Lucas havia projetado em seu harmonioso quintal tratava de deixar o ambiente numa temperatura agradável. Ao chegar Caroline e Elena já foram cumprimentar Bonnie e Lucas que não se desgrudavam um minuto. Caroline foi logo servindo dois copos de bebidas, um para ela e outro para Elena, porém Elena recusou.

— Não vai beber? – Caroline perguntou estranhando.

— Não. Meu estômago está meio ruim hoje, melhor não abusar. – Elena explicou enchendo um copo d’água.

— Ok, então eu vou beber por você. – Caroline disse aos risos.

A noite foi se estendendo e cada vez mais a casa de Lucas ficava cheia, e por incrível que parecesse Elena não conhecia nem a metade daquelas pessoas. “Não seria uma festa para os colegas de medicina? Então por que eu conheço só algumas pessoas?” ela pensou. Elena perdeu Caroline na multidão, aquela casa estava ficando muito abafada para seu gosto e ela resolveu tomar um ar fresco do lado de fora. Elena soltou um suspiro aliviada quando avistou Caroline dançando com seu colega de classe próximo a fogueira e ficou ali perto apreciando a cena. Caroline fazia um belo trabalho dançando ao som do DJ, já o rapaz era todo desengonçado e parecia não acreditar que estava ao lado de uma bela garota como era Caroline. Elena se encostou numa das árvores do quintal e ficou ali analisando aquela situação. Logo ela foi surpreendida por uma voz bastante familiar que falou perto de seu ouvido : - Se divertindo.

Elena levou um susto e disse: - Stefan. – Ela nem precisou se viram muito para saber de quem era aquela voz.

— Te assustei? – Stefan perguntou cuidadoso.

— Um pouco. – Elena lhe fez uma careta, mas não feia e sim meia fofa.

— Me desculpe. – Stefan se pôs a frente da garota. – Quer tomar alguma coisa? – Stefan perguntou mostrando o copo que estava em sua mão.

— Obrigada, mas hoje estou suspensa de bebidas. – Elena lhe deu um sorriso meio tímido.

— Você está legal? Está passando mal? – Stefan automaticamente se aproximou para examina - lá.

— Meu estômago que está meio ruim, mas estou bem, só não quero abusar. – Elena lhe respondeu não deixando de notar a preocupação no olhar de Stefan, e aquilo de alguma forma lhe trouxe paz.

— Bom, então também não vou beber. – Stefan largou seu copo numa mesinha qualquer.

— Não, imagina, bebe sim, afinal você veio para uma festa né?! – Elena lhe disse devolvendo o copo. Ambos sorriram e ficaram ali trocando olhares, como era ótima aquela sensação, sentir que ele só tinha olhos para ela, como antes, como no tempo em que eles eram felizes.

— Afinal essa festa é para universitários, quem te convidou? – Elena questionou seguindo Stefan para dentro da casa.

— Se você adivinhar ganha um doce. – Stefan lhe disse servindo seu copo de bebida.

— Uh... deixa eu ver. – Elena fingia fazer força para pensar em quem teria armado esse “encontro” entre ela e Stefan, mas ela já sabia a resposta sem sombra de dúvida.

— Caroline Forbes. – Elena falou.

— Puxa, como você acertou? Estava tão difícil. – Stefan disse num ton irônico.

— Caroline é demais. – Elena sussurrou enquanto observava Stefan procurar algo para incorporar sua bebida. Ele estava tão lindo, tão espontâneo, casual... Stefan estava vestido com uma camiseta preta e uma calça jeans escura, ele estava tão normal e ao mesmo tempo tão incrível. Elena não escondeu seu olhar de admiração e ficou meia que em transe ao encontrar o doce sorriso dele. Aquele sorriso, fazia tempo que ela não o via.

— Você está linda. – Stefan falou timidamente.

— Obrigada, você também não está nada mal. – Elena disse não dando o braço a torcer de que ele estava irresistivelmente atraente.

— E você está bem? Bem mesmo? – Elena lançou um olhar preocupado para Stefan. Ela queria perguntar com todas as letras se ele ainda estava fazendo o uso de drogas, porém ela não se sentiu a vontade para fazer tal pergunta. Aquilo era intimo demais e eles não estavam mais juntos.

— Estou sim. – Stefan se limitou a responder somente isso, porém ele percebeu que Elena ainda estava o encarando, como se aquela resposta não bastasse. – Eu estou me cuidado, pode acreditar Elena, eu me dei conta de como aquelas coisas eram ruins e fizeram um grande estrago na minha vida, eu estou melhorando aos poucos, pena que eu precisei perder muitas pessoas para eu enfim querer mudar. – Stefan desabafou. Elena podia ver em seus olhos a dor, a tristeza com que ele falava aquelas palavras.

— Stefan você não me perdeu. – Elena confessou e no mesmo minuto pegou na mão de Stefan que estava repousando no enorme balcão da cozinha. Stefan correspondeu ao toque, era como fogo no gelo aquele toque, era como se ela derretesse o grande iceberg que ele havia construído ao seu redor, somente ela lhe causava essas sensações, esses sentimentos.

— Eu sei que perdi Elena, no momento em que eu falei que não te amava mais e abri caminho para você se aproximar do meu irmão. – Stefan reconhecia, ele sabia da aproximação de sua ex namorada com seu irmão, e sabia que poderia não ter culpa diretamente nisso, porém indiretamente tinha, e como tinha.

— Não Stefan, eu nunca deixei de sentir algo por você. – Elena estava se sentindo tão emotiva, tão sentimental naquela noite.

— Ah Elena, como eu queria voltar para a noite em que nos conhecemos, a noite em que eu peguei na sua mão pela primeira vez, a noite em que nossos olhos se cruzaram e eu pude sentir a paixão me inundando. – Stefan agora acariciava a mão de Elena. Aquela lembrança era tão doce, tão encantadora para ele. A primeira vez que ele sentiu amor, sentiu um enorme desejo de conhecer uma garota, de partilhar momentos com ela, de ser sua âncora, seu porto seguro.

— Éramos tão felizes, se ao menos eu pudesse prever o futuro e ver o quão egoísta seria minha atitude, o quanto eu te magoaria. – Elena também almejava voltar para aquela noite, a noite em que seus olhos brilhavam encontrando o par de olhos misteriosos que te cercavam.

O casal ficou um longo tempo se olhando, se admirando, o rosto todo dela era tão lindo e tão cheio de luz para ele. Elena era como se fosse um anjo, tão delicada, tão reluzente, ela emanava felicidade por onde passava. Stefan sentiu sua pulsação se acelerar, sua boca ficar seca, ele queria ficar mais próximo dela, mas tinha medo de que dessa vez fosse ele que a machucasse.

— Vocês dois venham para a fogueira, Caroline está dando um show. – Lucas se meteu entre eles, quebrando o clima que estava se formando entre o casal. Lucas pegou mais bebidas e saiu as presas para o quintal. Elena apenas esbouçou um pequeno sorriso e pegou na mão de Stefan o guiando para fora.

Aquele toque, a visão de suas mãos dadas era tudo o que ele pedia em suas preces. Ele acompanhava feliz a garota, porque qualquer coisa que ele estivesse passando ou fazendo, se Elena Gilbert estivesse ao seu lado ele já seria completamente feliz.

 



Notas finais do capítulo

E ai o que acharam?

Até o próximo. Xoxo.

— Músicas:

— Stefan falando de Elena para Caroline (Zella Day – Compass)

— Damon e Elena no quarto dela (Song for Zula – Phosphorescent)

— Elena vendo Caroline dançar (You make me feel – Cobra Starship ft. Sabi)

— Stefan e Elena falando sobre seus sentimentos (Lord Huron – The night we met)



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