Laços de Sangue escrita por Mel Dobrev


Capítulo 39
Deixe de ser petulante.


Notas iniciais do capítulo

Boa noite lindezas.
Ótima leitura. :)



 

Assim que sua língua se enroscou com a de Elena, Damon sentiu um forte desejo percorrer por todo o seu corpo, um desejo de ir cada vez mais além, de aproveitar o momento que ele inúmeras vezes imaginou em sua cabeça. Aquele beijo tinha o poder de transforma tudo, tinha controle total sobre o moreno que estava entregue de corpo e alma naquele momento íntimo com a garota que ele tanto almejava. Elena sentia tesão, sentia muito desejo cada vez que Damon movimentava a língua em sua boca, cada vez que o cara mordia seus lábios. Naquele momento Elena também estava totalmente entregue e focada nos beijos de Damon. Elena continuou afundando mais e mais seus dedos nos cabelos negros e bagunçados de Damon enquanto ele mantinha suas mãos firmemente agarradas na cintura da garota. Os beijos foram se intensificando e Damon começou a descer por todo o pescoço de Elena a enchendo de beijos até chegar na clavícula e ombro da garota, ali ele também depositou alguns beijos e pequenos chupões. Elena estava se deixando levar e apenas sentia a doce sensação de prazer que aqueles toques estavam lhe causando, ela só pensava em cada centímetro de seu corpo sendo tocado pelos lábios daquele cara de olhos tão chamativos. Damon subiu até o pescoço de Elena e lhe propôs:

— Acho melhor nós irmos para outro lugar.

— Que outro lugar? – Elena questionou retomando o fôlego.

— Confie em mim, apenas venha comigo. – Damon estendeu a mão para Elena, ela ficou o olhando com uma cara meio que de desconfiada, porém demorou apenas alguns segundos para ela pegar na mão do moreno e deixar ser guiada pelo mesmo.

Damon levou Elena até a saída da balada, rapidamente Damon solicitou seu carro para o manobrista e foi ai que Elena se lembrou de sua amiga.

— Damon e a Caroline? – Elena perguntou um pouco cambaleando.

— Ela vai ficar bem, está com o Klaus. Você está bem? – Damon perguntou apoiando Elena em seus braços.

— Estou, só acho que bebi um pouco a mais do que eu estou acostumada. – Elena disse fazendo uma careta engraçada para Damon.

— Estou vendo. Vou te levar para o meu apartamento e lá você vai poder descansar. – Damon explicou abrindo a porta do carro e ajudando Elena a entrar.

O apartamento de Damon era somente algumas quadra dali, assim em alguns minutos o casal chegou ao destino. Damon ajudou Elena a subir, já que ela estava um pouco “tonta”. Chegando no apartamento de Damon, ele tratou de colocar Elena sentada no sofá enquanto ia buscar água para a garota. Damon retornou e entregou o copo para Elena.

— O que foi? – Damon questionou ao notar a cara de Elena de surpresa.

— Pensei que seu apê fosse mais “bagunçado”. – Elena confessou tomando toda a água do copo em apenas alguns goles.

— Por acaso tenho cara de ser bagunceiro é? – Damon estreitou o olhar para Elena. Elena apenas balançou os ombros como se dissesse : “Não sei.”

— Você está bem? – Damon perguntou arrumando uma mexa de cabelo da morena atrás da orelha.

— Acho que estou. Só espero não vomitar aqui.

— Não se preocupe, se passar mal eu te ajudo. – Damon disse se levantando para levar o copo para a cozinha. Em segundos Elena também estava na cozinha.

— Pra que uma cozinha grande sendo que só você mora aqui? – Elena questionou andando pela imensa cozinha. A cozinha era praticamente do tamanho dá que tinha na casa dos Salvatores.

— Porque eu gosto de cozinhar. – Damon se encostou na ilha que continha na cozinha e ficou observando Elena.

— Sabe cozinhar? Ta aí, isso era uma coisa que eu queria ver: Damon Grey cozinhando. – Era visível que Elena não estava acreditando naquele “dom” de Damon.

— Pois fique você sabendo que eu cozinho muito bem, conquistei várias garota assim. – Damon confessou se gabando para Elena.

— A é? Então não foi só com os olhos azuis e seu charme de pegador? – Elena indagou se encostando numa parte do balcão ficando de frente para Damon.

— Isso também faz parte do pacote. – Damon disse dando um sorriso de lado.

— Mas agora sou eu que te pergunto Srta. Gilbert: O que falta para eu te conquistar? – Damon foi se aproximando devagar de Elena. Elena ficou quieta, apenas olhando fixamente os olhos azul piscina de Damon.

— Me diz o que me falta para ganhar seu coração? – Damon perguntou mais uma vez chegando bem perto de Elena.

— Eu não sei. – Elena agora não sabia o que pensar, porque sua atenção estava toda focada nos lábios de Damon.

— Não sabe ou não quer dizer? – Damon insistiu.

— Não sei, porque no momento só consigo pensar nos seus lábios me tocando. – Elena nem pensou antes de dizer, simplesmente as palavras saíram de sua boca. Damon chegou bem mais perto de Elena e a agarrou pela nuca com as duas mãos e deixou seu nariz bem colado com o da garota, faltando apenas alguns centímetros para a boca de ambos se colidirem. Aquele momento era tudo o que ele sempre desejou, o que ele sempre fantasiou.

— Você não tem ideia do quanto eu quero explorar seus lábios. – Damon estava focado nos lábios de Elena.

— Por que você não me mostra? – Elena desafiou.

Damon esboçou um pequeno sorriso e logo tratou de sentir os lábios de Elena. Damon aprofundou mais o beijo movimentando sua língua por toda boca de Elena, ele lambia, sugava os lábios da garota. Elena estava achando aquilo tudo instigante, sedutor... Definitivamente o beijo dele era diferente, era impulsivo, sem pudor algum, sem regras, ele a fazia delirar, ela podia sentir todo o seu corpo em chamas.

Damon continuou o beijo ardente fazendo um caminho com os beijos pelo pescoço de Elena até chegar no ombro onde conforme ele beijava abaixava a calça da blusa da garota. Num movimento rápido Damon levantou Elena e a sentou no balcão de forma que a pernas dela ficasse enroscada no quadril dele. Damon apalpava cada pedaço do corpo de Elena, ele mantinha suas mãos firmes nas coxas da garota, enquanto Elena abria botão por botão da camisa de Damon. Damon ajudou a retirar sua camisa, assim exibindo todo seu peitoral bem definido, Elena definitivamente queria sentir aqueles músculos e começou a beijar a pele de Damon. O moreno entrelaçou seus dedos nos cabelos de Elena, os lábios dela na pele dele estava o levando a loucura. Damon apressadamente colou sua boca na de Elena e ficou um bom tempo brincando com sua língua na boca da garota que ele desejava a muito tempo.

Damon caminhou com suas mãos pelos seios de Elena até chegar na cintura da garota, Damon foi logo subindo e retirando a blusa de Elena revelando seu sutiã preto. Damon tratou de beija com mais luxuria o pescoço de Elena enquanto suas mãos habilidosas retiravam a peça íntima da morena. Ao notar os belos seios de Elena o moreno não se segurou e foi logo beija – lós. Enquanto Damon sugava e explorava toda a região dos seios da garota, Elena mantinha uma de suas mãos apoiada no balcão e a outra nos cabelos de Damon, ela só conseguia sussurrar o nome de Damon e revirar os olhos, com toda certeza ele sabia satisfazer uma mulher.

— Elena, você é muito gostosa. – Damon subiu novamente de encontro com a boca de Elena.

Damon segurou Elena no colo e a levou até seu quarto, caminhando sem interromper os beijos, por conta disso durante o caminho foram derrubando algumas coisas. Damon deitou a garota em sua cama e retirou os sapatos, Elena também aproveitou para retirar sua sandália que a tempos estava lhe incomodando. Damon ficou em cima de Elena trocando beijos enquanto suas mãos iam subindo aos poucos pela coxa de Elena entrando dentro da saia da garota. Damon elevou uma de suas mãos até a virilha de Elena e interrompeu o beijo.

— Você se lembra da última vez que eu fiz isso? – Damon perguntou se referindo a noite da festa de Bonnie.

— Tem certeza que você quer falar logo agora? – Elena lhe disse já com suas mãos abrindo o zíper da calça de Damon.

— Você tem razão, a última coisa que eu quero no momento é falar. – Damon já foi beijando o pescoço de Elena enquanto avançava com sua mão para dentro da calcinha da morena. Ao acariciar a intimidade da garota Damon pode perceber o quão ela estava excitada e ele gostou daquilo. Elena começou a sentir um calor descomunal, uma vontade de ser dele, de sentir ele dentro dela. Ela também começou a acariciar o membro de Damon por cima da cueca, mas ela queria mais, Elena então com um pouco de dificuldade abaixou boa parte da cueca de Damon expondo seu órgão sexual, assim Elena voltou a acariciar Damon. Aqueles movimentos estavam levando Damon a loucura, ele queria dar o mesmo prazer para Elena, então ele penetrou um dedo na garota assim arrancando um pequeno gemido dela. As coisas estavam esquentando e Elena mantinha o ritmo das caricias no membro de Damon, enquanto ele a essa altura já penetrava dois dedos nela. Entre sussurros e gemidos eles falavam:

— Elena você está tão molhada.

— Você que me deixa assim.

— Quero sentir o sabor do seu sexo. – Damon a olhou bem sacana.

— Me faça chamar seu nome. – Elena disse retirando as mãos do membro de Damon e abaixando um pouco mais suas calças. Damon deu um sorriso vitorioso e se levantou retirando sua calça e cueca, assim ficando completamente pelado. Elena ficou por alguns minutos analisando cada parte do corpo de Damon, ela não podia negar: Ele era lindo. Damon rapidamente se ajoelhou e se pôs entre as pernas de Elena, ele retirou a saia e a calcinha da garota num movimento só. Sem hesitar Damon já foi depositando alguns beijos na intimidade da morena, aos poucos ele já estava explorando toda a região sexual da garota com sua língua. Elena estava nas nuvens, era nítido como ela estava adorando aquelas caricias, definitivamente Damon Grey sabia como usar a língua. Damon subiu novamente até a boca de Elena e já foi se posicionando sobre ela.

— Eu quero muito ter você. – Damon confessou.

— Damon eu estou louca de tesão. – Agora foi a vez de Elena mordiscar os lábios do moreno.

Damon enfim se ajeitou para iniciar a relação quando seu celular começou a tocar. Damon se afastou um pouco e Elena o puxou.

— Deixa tocar.

— Pode ser trabalho. – Damon explicou.

— Continue sendo egoísta e deixe tocar. – Elena deu uma piscadinha para Damon.

— Eu já volto, prometo que não demoro. – Damon deu um beijo selvagem em Elena e se levantou. Elena revirou os olhos para Damon e aquilo fez com que ele soltasse uma risada.

(...)

Enquanto Elena e Damon aproveitavam a noite, na balada Caroline e Klaus trocavam farpas.

— Vai ficar a noite toda me olhando é? – Caroline se sentou no camarote em frente a Klaus.

— É proibido por acaso? – Klaus indagou.

— Não, não é, porém não quero que fique me olhando. – Caroline disse entornando uma dose de uísque.

— E por que não? – Klaus insistiu.

— Porque eu não quero ué. Por que você não vai embora? – Caroline estava brava com Klaus.

— Querida porque eu paguei e vou ficar até a festa acabar. – Klaus disse dando um pequeno sorriso para Caroline.

— Se você não sai então saio eu. – Caroline se levantou e começou a caminhar no meio da multidão. Klaus foi atrás da garota a seguindo até a saída.

— Tá me seguindo agora é? – Caroline disse mais bêbada do que tudo.

— Venha, vou pedir um táxi. – Klaus tentou segurar a loira, mas ela se afastou.

— Não, pode deixar que eu sei chamar um táxi.

— Por que você está sendo tão petulante hoje? Eu não tenho culpa se seu relacionamento acabou. – Klaus disse já um pouco bravo.

— Ai que você se engana, porque você tem toda a culpa. – Caroline jogou na cara de Klaus.

— Olha fico lisonjeado por ser o motivo, mas não tenho culpa nenhuma se seu namoradinho é todo ciumento, ops... ex namorado. – Klaus disse bem irônico.

— Você é um babaca. – Caroline foi saindo quando quase ia caindo. Klaus a segurou pelas costas.

— Babaca que vai te levar para casa, vamos. – Klaus estendeu a mão para Caroline, a loira cruzou os braços e ficou de cara fechada para o rapaz.

— Como quiser Caroline. – Klaus foi saindo, deixando a garota sozinha na frente da balada. Caroline até que achou bom ele estar indo embora, porém Caroline se deu conta de que estava sozinha e começou a sentir um pouco de medo, para completar estavam vindo dois caras totalmente bêbados em sua direção. Caroline tratou de retirar suas sandálias e correu atrás de Klaus. Klaus se surpreendeu quando Caroline apareceu do seu lado.

— Vou ser educada e aceitar sua carona. – Caroline disse em meias palavras. Klaus olhou para trás e viu os dois caras, ai ele entendeu o porquê de Caroline correr para ele.

— Vai aceitar por que é educada ou por que está com medo? – Klaus questionou.

— Porque minha mãe me deu educação. Quer saber eu estou lhe dando a oportunidade de me levar até meu quarto e se você não quer tudo bem. – Caroline saiu andando na frente de Klaus.

— Tá bom, espere que vou chamar um táxi. – Klaus pegou no braço de Caroline, assim a impedindo de andar.

Klaus seguiu com Caroline até o campus. Quando eles estavam saindo do táxi Caroline começou a se sentir mal.

— Está tudo bem? – Klaus perguntou percebendo a cara de Caroline.

— Está tudo ótimo. – Caroline mal fechou a boca e correu para o gramado da calçada e começou a vomitar. Klaus acertou com o taxista e foi ajudar Caroline.

— Você não precisar ficar vendo isso. – Caroline tentava dizer, mas vomitava mais e mais. Klaus se abaixou para ficar próximo a Caroline e arrumou o cabelo dela fazendo uma espécie de rabo de cavalo e segurando. Caroline não parava de vomitar.

— Isso é o que dá beber que nem uma louca. – Klaus indagou.

— Cala a boc... – Caroline mal conseguia terminar de concluir uma frase e vomitava mais.

— Venha vou ajudar você a subir. – Klaus levantou Caroline pelo braço.

— Kla... – Caroline ia falar e começou a vomitar. Klaus segurou novamente o cabelo da loira e em seguida a pegou no colo adentrando no campus. Klaus a levou até o dormitório.

— Está entregue Srta. Forbes.

— Obrigada e me desculpe pelo... – Caroline saiu correndo para o banheiro. Klaus sabia que aquele porre não ia passar tão cedo e resolveu entrar no quarto e ficar com Caroline.

— Qual a sua cama? – Klaus perguntou.

— Aquela por que? – Caroline apontou para sua cama limpando sua boca com uma toalha.

— Vou arrumar a cama para você deitar. Vai tomar um banho gelado, que eu vou na farmácia comprar uns remédios para você.

— Não precisa se preocupar, eu já vou melhorar. – Caroline falou se sentando na poltrona.

— Sério? Você já se olhou no espelho? Você está acabada, pálida, e ainda não está com um cheiro agradável. – Klaus disse bem sério.

— Olha se você me trouxe para ficar me insultando pode ir embora. – Caroline se irritou.

— Eu te trouxe porque com toda certeza você não ia conseguir nem subir as escadas, ia ficar no sofá lá debaixo mesmo.

Caroline continuou olhando com cara de poucos amigos para Klaus.

— Anda vai tomar um banho.

— Não, vou deitar assim.

— Caroline por mais que eu queira de ver nua eu não vou te espiar enquanto tiver no banho, especialmente hoje. – Klaus disse soltando um sorriso de lado.

— Idiota. – Caroline se levantou e foi até seu guarda roupa.

— A não ser que você queira que eu te dê banho? – Klaus falou maliciosamente.

— Só sendo amigo do Damon para ser tão babaca desse jeito. – Caroline tacou uma escova de cabelo que estava na penteadeira de Elena em cima de Klaus. Klaus desviou.

— Assim você me chateia baby. – Klaus se fez de magoado.

Caroline entrou no banheiro e Klaus ficou arrumando sua cama. Em poucos minutos Caroline saiu do banho trajando seu pijama: Um shortinhos com uma camiseta baby – look. Klaus não conseguiu disfarçar o caminho que seus olhos fizeram por todo o corpo de Caroline. Caroline se sentiu envergonhada, mas fingiu que nem tinha ligado.

— Vou na farmácia e já volto.

— Ok. – Caroline respondeu um pouco sem jeito.

Klaus saiu e foi até a farmácia mais próxima que ficava no mesmo quarteirão do campus, enquanto isso Caroline se olhava no espelho e se pegou “querendo ficar bonita” para quando Klaus chegasse. Subitamente Caroline se repreendeu, o que estava acontecendo com ela? Só porque Klaus estava sendo gentil não queria dizer que ele tinha deixado de ser babaca. Caroline deu mais uma olhada para sua aparência e então se deitou. Caroline aproveitou para ligar para Elena, porém seu celular dava caixa postal, Caroline ficou se perguntando aonde ela teria ido e ainda mais na companhia de Damon. Caroline foi resgatada de seus pensamentos por batidas na porta.

— Foi rápido. – Caroline disse abrindo a porta para Klaus.

— A farmácia é aqui pertinho, tome esses dois comprimidos. – Klaus foi dando a loira com um copo d’agua.

— Como vou saber se você não vai querer me topar? – Caroline ergueu uma das sobrancelhas para o rapaz.

— Você não acha que se eu quisesse te topar já não teria feito isso com as bebidas? – Klaus olhou bem sério para a loira. Caroline revirou os olhos para Klaus e tomou os comprimidos que ele pediu. Klaus se sentou na poltrona que ficava perto da cama de Caroline e ficou observando o quarto milimetricamente arrumado, tudo era encaixado no seu devido lugar.

— Já pode ir viu. – Caroline disse chamando a atenção de Klaus.

— Sabia que você não é nada educada? – Klaus franziu o cenho para a loira.

— E você se acha o tal. – Caroline retrucou.

— Devia me tratar com mais amor e menos drama. – Klaus se levantou e foi em direção a penteadeira de Elena e ficou observando os coisas que ali estavam.

— Essa penteadeira não é minha, é da Elena. – Caroline avisou.

— Eu sei, não estou cego que não estou vendo a fotografia dela e do Stefan aqui em cima. – Klaus ironizou para a garota.

— E depois eu que sou a mau educada. – Caroline revirou os olhos e se cobriu.

Klaus se sentou novamente na poltrona e ficou encarando Caroline. Era poucas as pessoas que deixavam Caroline sem graça, e Klaus sabia fazer isso direitinho. Por mais que Caroline dissesse que não havia nada entre eles ela ficava sem jeito, sem saber como reagir as olhadas que o empresário dava para ela. Era nítido que ele era afim dela, porém ela não queria dar o “braço a torcer” e admitir que talvez, nem que tivesse sido por um instante, tivesse pensado na boca de ambos juntas, pensado nas mãos dele percorrendo seu corpo, pensado que eles dois juntos teriam uma química explosiva.

— Vai ficar mesmo aqui? – Caroline questionou Klaus.

— Sim, até você dormir. – Klaus se afundou na confortável poltrona e continuou observando Caroline.

— Já que não tem como eu expulsar você pelo menos pega uma coberta, só não deite na cama da Elena, porque daqui a pouco ela vai chegar. – Caroline advertiu Klaus séria. Ela não queria que ele dormisse ali, mais no fundo ela estava gostando do cuidado que ele estava demonstrando ter com ela.

— Elena já deve estar bem acomodada no momento. – Klaus disse bem irônico.

— O que você quer dizer com isso?

— Quero dizer que sua amiga sabe aproveitar a noite. – Klaus disse finalizando com uma piscadinha para a loira. Caroline sabia bem o que Klaus estava insinuando, porém ela não queria acreditar, pois ela ainda tinha esperanças de sua amiga voltar com Stefan.

— Boa noite Klaus. – Caroline falou se ajeitando na cama, ficando de costas para Klaus.

— Boa noite querida, durma bem. – Klaus respondeu cruzando suas pernas e pegando seu celular para verificar se havia alguma chamada ou mensagem. Klaus estava cansado, com sono, porém ele estava ali para se certificar de que Caroline iria ficar bem, então ele não poderia dormir até constatar que a garota estava bem e que dormiria tranquilamente.

(...)

Na manhã seguinte Elena começou a abrir os olhos com dificuldade, pois o ambiente estava todo iluminado pela luz do sol das 10 horas. Elena soltou um pequeno gemido por causa da horrível dor de cabeça que ela estava sentido, naquele instante ela jurou nunca mais beber tequila. Elena ao se virar na cama levou um pequeno susto ao se deparar com Damon ainda sonolento deitado ao seu lado. Elena automaticamente foi fazendo um mapa da noite anterior na sua cabeça e começou a se lembrar dela e Damon dançando, deles bebendo, se beijando, de quando chegou no apartamento dele, do beijo na imensa cozinha, da boca dele percorrer ferozmente seu corpo explorando cada centímetro... porém depois tudo era vago, como se alguém tivesse apagado sua memória. Elena na esperança de que a noite anterior não tivesse passado das caricias intimas com Damon olhou por debaixo do lençol e se deparou com seu corpo todo nu e o de Damon exatamente da mesma forma. Elena não estava acreditando naquilo, não estava acreditando que havia dormido com o irmão de seu agora ex namorado. Elena foi resgatada de seus pensamentos por um voz rouca ainda sonolenta.

— Bom dia flor do dia. – Damon disse com um sorriso revelador, chegando mais perto de Elena.

— Damon o que foi que nós fizemos ontem? – Elena perguntou, e pelo ton de voz dela Damon percebeu o quanto ela estava confusa ou seria arrependida?

— Como assim o que nós fizemos? Não se lembra? – Damon a olhou mudando completamente sua expressão de minutos atrás.

— Damon eu lembro de algumas coisas, lembro da balada, das bebidas, da gente conversando na cozinha...

— Correção: Da gente se “pegando” na cozinha. – Damon interrompeu Elena.

— Certo Damon. Eu me lembro de nós se agarrando na cozinha, no seu quarto, mas depois eu não me lembro. – Elena ficou olhando para Damon como se quisesse uma resposta, mas não aquela que era óbvia.

— Damon nós não poderíamos ter feito isso. – Elena continuou com uma voz um pouco abalada.

— Não poderíamos, mas fizemos. – Damon se sentou na cama e começou a vestir sua cueca.

— Damon... – Elena disse percebendo que ele havia ficado um pouco chateado pela reação dela sobre a noite anterior.

— Elena se veste que eu vou te levar para o campus. – Damon disse sério.

— Damon precisamos conversar sobre isso. – Elena continuava sentada na cama agarrada ao lençol que cobria seu corpo.

— Conversar sobre o que? Não há nada para conversar. Foi uma noite de escolhas erradas. – Damon se levantou e foi para o banheiro escovar seus dentes. Era visível o quanto ele estava magoado. Elena tratou de vestir suas roupas debaixo e saiu pelo apartamento a procura de seu sutiã e sua blusa que estavam jogados pela cozinha. Logo em seguida Damon apareceu já vestido com cara de poucos amigos.

— Damon você sabe que o que aconteceu foi um erro. – Elena falou numa voz baixa.

— Exatamente Elena, foi um erro. Tudo foi um grande erro. – Damon disse um pouco exaltado.

Elena se assustou com o ton de voz de Damon e ficou encostada na parede sem falar nada. Damon percebeu que Elena estava “acuada”, assustada e se acalmou.

— Vamos, vou te levar para o dormitório. – Damon pegou a chave do carro e abriu a porta dando passagem para Elena. Elena passou por ele receosa, ambos seguiram até o carro sem trocar nenhuma palavra, nem ao menos um contato visual.

Damon abriu a porta do passageiro para Elena e ela se acomodou. Damon deu partida no carro iniciando o trajeto para o dormitório do campus. Damon tinha toda sua atenção voltada para a estrada, porém seus pensamentos estavam ainda na noite anterior. Ele se perguntava como ela podia ser tão “fria” depois de uma noite tão quente como a que eles tiveram? Como ela podia estar tão entregue numa noite e na manhã seguinte tudo se desmoronar? Ele não parava de relembrar os beijos que ele havia distribuído no corpo de Elena, os corpos deles se colidindo em sua cama, a tensão sexual que pairava no ambiente sobre eles. Ele sabia no fundo da sua consciência que estava sendo um mau irmão... um irmão egoísta, um irmão que não tinha compaixão pela dor de seu irmão, porém ele não conseguia deixar de querer aquela garota, não conseguia simplesmente não querer estar com ela, partilhar momentos com ela, porque ele estava completamente, terrivelmente apaixonado por Elena Gilbert.

 



Notas finais do capítulo

E ai pessoal o que acharam desse capitulo? Tefinho não apareceu nesse, mas no próximo ele estará. E Klaroline será que acontece? Vocês preferem Klaroline ou Forwood?
Até o próximo episódio. Xoxo.

— Músicas:

— Damon e Elena conversando na cozinha e avançando para o momento hot. (Seinabo Sey – Younger (Kygo Remix)

— Caroline e Klaus conversando na balada. (Calvin Harris ft. John Newman – Blame)

— Caroline e Klaus se observando e dando “Boa noite” um para o outro. (Mike Perry – The Ocean ft. Shy Martin)

— Elena falando para Damon que a noite anterior foi um erro / Damon pensando sobre ele e Elena na estrada. (Shawn Mendes – Perfectly Wrong)



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