I Will Never Give Up On You escrita por JTLYNCH


Capítulo 62
Sera?




—sentiu essa?-questiono e ela confirma

 Fungo e seco minhas lagrimas, enquanto sentimos o bebe chutar.

—ele é forte!

—eu sei, deve ter puxado o pai, ele é bem forte-digo fungando.

—se você o ama tanto, porque não volta e fala isso pra ele? Podiam estar passando esse momento juntos.

—eu não quero. É o mesmo que obriga-lo a ficar comigo pelo bebe, se ele não confia e não quer ficar comigo, não irei deixa-lo sem opção. Ele pode ficar com quem quiser-digo, sentindo meu coração apertar, deixando mais lagrimas caírem.

—você esta sofrendo tanto com isso! Pelo que me disse ele parece te amar muito.

—as vezes o amor não é o bastante.

—o amor sempre é o bastante, desde que seja realmente amor. Eu e meu marido por exemplo, tivemos que largar tudo e todos pra ficarmos juntos.

—serio?

—sim, a única que sabia onde estávamos era minha irmã, porque meu pai odiava o bernard e não queríamos nos separar, então fugimos.

—parece uma linda historia de amor

—eu sei-diz secando minhas lagrimas-a sua pode ser também, sabia?

—não. Não pode. Peeta pode ficar com muitas garotas por ai e eu vou fazer o que devo que é cuidar do nosso bebe.

—e ele não vai conhecer o filho dele?

—acho melhor não

—ele quer isso!

—eu sei, mas ele não gosta de mim

—ele te ama

—se me amasse me perdoaria

—pense no lado dele. O que aconteceria se você descobrisse que ele tinha uma noiva e estava mentindo pra você o tempo todo? Como ficaria?-questiona e fico em silencio

—deve ter razão, nunca pensei dessa forma.

—eu sei e ele não sabia sobre o acidente, nem sobre você ficar muito mal depois de ver a garota. Apenas estava tentando te ignorar.

—por quê?

—pra não te perdoar tão fácil, afinal, você mentiu pra ele. Mas ele te ama, devia se segurar pra não ir atrás de você.

—acho que não

—ele te seguiu certo?

—sim, mas pelo bebe, não por mim.

—você não sabe

—eu sei sim-digo deixando mais lagrimas caírem, seco todas e levanto -não quero mais falar sobre isso

—ta, se não quer.

—não. Não quero!-digo, ela suspira confirmando e pego as roupas sujas.

—deixa que eu fa..

—não quero pensar magges, preciso fazer alguma coisa-digo saindo da casa e indo pra um pequeno poço na frente.

Pego agua no balde, coloco na bacia e começo a esfregar as roupas.

Já estou aqui á um mês e meio, 7 meses de gestação, meu bebe esta grande e forte; o parto esta se aproximando me deixando muito mais  nervosa e não quero mais pensar nisso. Muito menos em peeta, que esta me deixando com ódio e tristeza ao mesmo tempo.

 Não sei o que fazer.

 Já pensei em voltar, mas ele estaria comigo pelo bebe e depois que nascesse eu não seria nada. Então, farei o que acho certo; continuar aqui, ter meu bebe, depois nos mudar pra cidade e trabalhar com eles ate conseguir um carro pra ir embora ou quem sabe ficar lá, ainda não sei.

Termino de esfregar as roupas e levo a bacia para o pequeno varal. Penduro tudo, volto pra casa, pego os pregadores e começo a colocar nas roupas. Quando termino volto a entrar na casa e fecho a porta

 Coloco a bacia no canto, onde sempre fica e sento-me na cadeira, me sentindo exausta.

—eu disse pra não fazer isso

—eu precisava.

—agora vai ter que tomar banho

—por quê?-questiono.

Olho pro meu vestido, vendo o mesmo sujo de barro.

 Bufo

 Fazendo magges rir

 Levanto indo ate meu quarto, pegando um vestido que bernard e magges trouxeram pra mim da cidade, além de alguns brinquedos pro bebe, cada um mais fofo que o outro.

Vou ao banheiro, tomo um banho, penteio o cabelo e saio do banho; visto meu vestido rosa e prendo meu cabelo em um rabo de cavalo. Saio do banheiro indo pra cozinha e magges sorri

—esta linda querida

—obrigada-digo, indo a ajudar mais ela nega.

—você já fez esforço vá se sentar.

—vou colocar a mesa pelo menos

—certo, coloque um prato amais, bernard vai trazer um colega

—o que?

—eu não sei. Ele disse que queria apresentar você, pra ver se consegue o emprego; eu disse que estava cedo, mas ele disse que ele dificilmente iria sair e tinha que ser hoje.

—então porque não me avisou, ele não pode saber que estou gravida.

—por quê?

—eles vão me tratar diferente. Nem pensar!-digo e ouço passos.

 Sento na mesa rápido, logo a porta é aberta e bernard entra com um cara ao seu lado.

—gente esse é o líder ou melhor william.

—prazer

—prazer-dizemos juntas.

—essa é a katniss que te disse-diz vindo ate mim e ele aperta minha mão.

—legal te conhecer katniss

—digo o mesmo-digo assentindo

—sente-se, vamos comer-diz magges colocando um macarrão na mesa e começamos a nos servir.

—então katniss, bernard disse que quer um emprego

—sim

—do que?

—não sei. Só quero um lugar seguro pra morar.

—nossa cidade é segura, mas todos trabalham duro lá, ninguém fica de fora.

—eu entendo-digo assentindo

—você pode trabalhar na cozinha ou algo assim

—esta dizendo isso só porque sou mulher-questiono e ele nega

—não, claro que não.

—eu sei atirar, sou muito boa nisso.

—já atirou em quantos?

—perdi a conta, mas já matei de todos os tipos zombies e humanos também.

—serio?

—sim, afinal, não da pra ser legal com todo mundo

—concordo com você-diz assentindo

—katniss é bem esperta-diz bernard

—sim e habilidosa, sabe se dar bem em qualquer lugar.

—pra mim ta ótimo. Começa amanha?

—não, ela ainda não pode .

—porque não?

—é que eu tenho uma .....

—coisa pra fazer antes de começar a trabalhar

—e quando pode?

—não sei, 4 meses

—5-diz magges

—nossa! É bastante tempo

—eu sei, mas eu realmente preciso cuidar disso

—tudo bem , pode começar assim que der.

—eu acho isso horroroso, ficarmos lutando contra nos mesmos. Estamos matando uns aos outros-diz magges.

—é matar ou morrer

—sim, mas eles não têm culpa de terem virado zombies, não tiveram escolha.

—bom magges. Tem dois jeitos de acabar com isso ou fazendo algo para traze-los de volta e nos proteger ou fazer um fuzilamento.

—isso não vai funcionar

—por quê?

—sabe quantos deles tem?-questiono e ele nega-sabe onde estão?-questiono e ele nega de novo-por isso não importa quantos deles você matar, o mundo é gigante e pode ter um deles escondido por ai que vai acabar infectando outro e assim por diante ate que não reste mais humanos.

—e o que você sugere?

—nos manter seguros é o máximo que podemos fazer, o governo deve estar fazendo algo-digo e ele ri

—ele não vai

—por quê?

—como você disse, eles têm que fazer alguma coisa, mas não querem ,afinal, eles tem tudo que precisam; estão protegidos, vão deixar nos mesmos matarmos uns aos outros ate que não reste ninguém.

—eu não sei, mas parece que está tudo perdido.

—não esta! Deve ter algum jeito-diz magges esperançosa.

—eu não enxergo esse jeito

—uma vacina, algo assim.

—vacina-diz bernard- parando pra pensar, não parece uma má ideia.

—é mesmo! Uma vacina contra o vírus resolveria todos os problemas. Quem tomou não vai ser infectado e poderíamos matar os infectados sem problemas.

—o que?!  Esse  é o plano?! Eles não vão ter escolha, vão morrer e acabou.

—não podemos salva-los magges.

—deve ter um jeito

—não tem-diz bernard negando-agora vamos mudar de assunto, não aguento mais falar disso

—já não basta o trabalho-diz líder e concordamos.

 Falamos de outra coisa que não for o apocalipse, eu não levantei nem um minuto e estou com a bexiga estourando. Quando ele vem me cumprimentar aperto sua mão, espero ele sair, levanto correndo e vou ao banheiro.

Depois de usar lavo as mãos e penso no que magges disse;

 Será que eles realmente não têm salvação?



Notas finais do capítulo



—JT.



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