I Will Never Give Up On You escrita por JTLYNCH


Capítulo 52
O Inferno




POV PEETA

ANOS ATRAS......

—sobe vai!

—sobe! Vai logo!

—vai! Vai logo magrelo.

—MAGRELO! MAGRELO! MAGRELO!-começam a gritar.

 Perco a concentração, escorrego da corda e caio de cara do estofado do chão. Eles começam a rir sem parar dizendo coisas ofensivas

—MELLARK-diz o treinador, viro todo dolorido e ele me olha com desprezo-olha sua cara!

—o que?-digo, confuso, ofegante.

 Passo a mão e olho pros meus dedos cobertos de sangue.

 Ele nega

—saia da minha quadra-diz e levanto devagar

 Ando pra fora, quando estou no corredor corro o mais rápido possível, tentando fazer eles não me alcançarem, mas é tarde demais quando sinto um deles agarrar minha blusa, me empurrando na parede e começam a rir.

—mellark parabéns!

—obrigada

—não me agradeça, você foi muito bem. Eu amei o jeito que caiu daquela altura.

—não achei que chegaria tão alto

—mais eu consegui

—conseguiu mesmo –diz sorrindo -já fez o que te pedi?

—eu fiz

— Onde?

—ta no seu caderno-digo, ele concorda e me solta.

—ótimo, continue a fazer seu trabalho-diz, eles vão saindo, mas não antes de ele voltar e me dar um soco no estomago, que me faz sentir uma dor enorme e cair no chão.

 Eles riem

—não mexa no meu caderno mellark, já ta avisado-diz e eles saem.

Fico no chão, tentando me recompor um tempo e depois levanto devagar. Ando ate o vestiário, pego minha mochila e vou ao banheiro.

Empurro a porta com muita dificuldade por estar sem força e ponho minha mochila sobre a pia, abro, pegando meu kit medico. Limpo o machucado em minha testa e coloco um curativo

—suspiro-

É o decimo primeiro este mês e estamos apenas no dia 14; Não sei se vou aguentar, mas eu preciso. É o ultimo ano e estarei longe daqui, só faltam apenas oito meses, eu aguento, já sofri coisas piores.

Pego minha mochila e saio do banheiro.

Direciono-me ao refeitório que já esta com pessoas e quando entro já recebo xingos.

 Parece que todos me odeiam porque existo.

Vou pra fila da comida, pego uma bandeja com apenas uma maça, um sanduiche e suco. Sento-me na mesa mais afastada e escura que tem, assim ninguém me incomoda.

Como rápido de cabeça abaixada, mas quando eles chegam já me desespero e como mais rápido. Eles passam pelo lugar implicando com varias pessoas, mas eu sou o infeliz favorito.

—mellark-dizem, levanto indo sair e eles me prendem á mesa.

—calma. Calmo magrelo.

—o que você ta comendo hoje?

—olha suquinho de uva-diz pegando e abrindo

 Como previsto ele joga em mim, fazendo todos rirem porem já estou acostumado, apenas esperando a tortura acabar.

—ta gostoso?

—sim, muito

—sabe mellark, você é meu favorito e pensei em te fazer uma proposta.

—o que?

—você faz meus trabalhos e me da sua prova.

—não posso te dar a prova

—mellark, já falamos sobre isso, não me responda.

—ta

—amanha tem prova de química. O que você vai fazer?-questiona e engulo em seco.

—eu vou fazer a prova

—e o que mais?-questiona e já sinto a fúria crescendo em mim, mas me acalmo, porque sei que não adianta.

—e te entregar

—muito bom

—a minha também

—eu também quero. Não aguento mais fazer provas

—é bom você estudar direitinho

—eu vou

—perfeito-diz, jogando a bandeja com as coisas em cima de mim e sorri –só isso, obrigada mellark-diz, assinto e eles saem

 -suspiro-

 Levanto, pegando minha mochila e vou ao banheiro.

Todos podem pensar que sou idiota por aturar isso todos os dias, mas essa é uma escola particular, consegui entrar com muito esforço e como buck é filho do diretor, reclamar dele é como tempo perdido e bater nele é como pedir pra apanhar mais; minha família já tentou me convencer a sair, mas eu consegui sozinho e ninguém vai me tirar daqui.

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Passei o final de semana inteiro estudando, já que não saio de casa, nem do meu quarto, é bem fácil.

Chego á escola indo direto pra aula de química

 Sento-me na frente e espero ate que eles aparecem.

—mellark, como vai?-diz buck pra mim

—bem

—que bom. Pronto pra prova?

—sim

—vai pra trás-diz saindo

 Vou duas carteiras para trás.

A professora chega e passa a prova. Pego uma, respondo, sem colocar nome e passo pra trás quando ela não esta olhando. Eles já me entregam as outras, faço rapidamente e quando estou entregando a ultima pegam da minha mão.

—professora-diz uma garota levantando e fico assustado.

—sim

—buck e os amigos dele estão pegando cola com ele-diz apontando pra mim.

—isso é verdade?

—é mentira-diz, buck levantando, pega da mão da garota que pega de volta.

—confira-diz e a professora confere as respostas.

—peeta é a sua letra-diz e nego-é sim, vou ter que eliminar a nota de todos!

—não, só deles. Eles o ameaçaram, eu vi!

—ela ta falando merda!

—peeta é verdade?-questiona e nego-vão pra sala do diretor-diz, me levanto e ela me para-fica-diz e assinto voltando a me sentar.

 Ela me pede para assinar a prova enquanto os outros saem, Já sei que vou me ferrar depois.

Sinto alguém tocar minha mão e olho pra garota que falou com a professora, me encarando?

—não se preocupe. Eles são idiotas-diz e concordo.

 Ela volta a fazer sua prova.

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Não teria sido diferente, levei uma surra que me fez ficar com olho roxo por dois dias e quando desinchou voltei pra escola, mesmo com meus pais dizendo pra eu não ir.

Eu não ligava, sei que boas notas se conseguem com esforço e eles não irão definir meu destino, eu mesmo faço isso e a minha decisão é ir pra escola. Algum dia poderei lembrar-me disso e pensar que fui forte o bastante pra aguentar tudo.

Entro na sala, sento-me em meu lugar e faço a lição, sem ligar pras pessoas falando de mim, o que elas fazem bem, me julgar.

Quando as três aulas acabam vou ate o refeitório e pego minha bandeja, indo pra minha mesa.

—eii-diz, à garota que me defendeu na aula -oi

—oi?-digo incerto.

—quer sentar-se à mesa comigo?

—o que?-digo confuso

—se não quiser...

—porque quer que eu me sente com você?

—porque sim –diz dando de ombros.

—acho melhor não

—se esta com medo dos outros, não fique

—não to com medo.

—então venha-diz, dou de ombros e a sigo pra uma mesa com varias garotas.

 Fico com medo, já que as garotas geralmente não gostam de mim.

—esse é o peeta

—oi peeta-dizem me cumprimentando, o que acho mais estranho.

—oi-digo baixo.

—senta com a gente-diz, me sento na mesa e fico parado sem saber o que fazer.

—então. Quantos anos tem?

—15

—legal, soube que é bem inteligente-diz e rio.

—já entendi

—o que?

—quer que eu faça seu dever, é isso?

—não. Porque acha isso?

—porque é o que todos querem.

—não, não é isso. Só queremos ser suas amigas.

—mesmo-digo surpreso

—sim. Por quê? Você não quer?-questiona

 Fico desconfiado

 Ninguém nunca quer ficar perto de mim, muito menos garotas. Garotas bonitas ainda por cima! Penso mais um pouco

 Porque não?

 Nunca tive amigos, então não vou desperdiçar uma oportunidade.

—ta



Notas finais do capítulo



—JT.



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