I Will Never Give Up On You escrita por JTLYNCH


Capítulo 4
Foi sem querer!


Notas iniciais do capítulo

OI GENTE, DESCULPA A DEMORA, MAIS EU PENSEI EM FAZER COMO A OUTRA HISTORIA E POSTAR DOIS POR DIA PRA NÃO SOBRECARREGAR VOCÊS
MAIS DEIXEM NOS COMENTÁRIOS E OBRIGADA PELOS DO ULTIMO CAPITULO
AGORA APROVEITEM......



—e você não quis ir na festa?

—não

—por quê?-questiona prim, enquanto vejo seus olhos bem azuis pelo espelho cheios de curiosidade.

—não se apegue a ela prim-diz, o tal de peeta e ela bufa

—tudo bem chato

—eu já deixei, não era o que você queria? agora pronto-diz rígido.

—não precisa ser grosso, você não é assim

—eu sou o que sou e ponto final-diz, ela cruza os braços, deita no banco e olha pra janela 

 Fico olhando pras minhas mãos, elas estão bem brancas, parecem desidratadas e minhas unhas estão quase só a carne, de tanto que rói, pensando os horrores que passaria dentro daquele armário

Ficamos o caminho apenas ouvindo o som do carro andando pela estrada. Olho pra janela com medo de ver um deles, só de pensar  já sinto meu coração bater mais rápido.

—chegamos-diz o peeta

Estamos estacionados na frente de um grande mercado com letras azuis e vermelhas, bem grandes e portas de vidro.

—o que faremos aqui?

—não é obvio, vamos pegar o almoço, já estão se esgotando os suprimentos.

—eu quero doce

—prim, você sabe.

—por favor-diz, ele suspira e olha pra mim.

—hora de provar que serve pra alguma coisa

—como assim?-questiono e ele sai do carro

—vamos-diz, saio do carro confusa e ele tranca.

 Andamos pra entrada e meu coração já esta acelerado. Quando peeta pisa no tapete, as portas abrem.

Vou atrás dele com medo  e andamos pelo mercado

—não faça barulhos ou eles nos ouvirão-diz e concordo

 Andamos pelos corredores devagar, peeta para no corredor de comida enlatada  e começa a colocar na bolsa. Chama-me e me aproximo, o ajudo a guardar na bolsa rapidamente e quando ela já esta entupida, peeta fecha e coloca nas costas

—vamos embora

—o doce da prim

—nada de doce, eles fazem barulho. Vamos embora-diz  andando reto e o sigo

 Quando estamos passando vejo a sessão de doces e olho pra peeta que não esta prestando atenção. Pego um m&m e coloco no meu jaleco.

 Volto a andar atrás dele, vejo que ele parou e começa a andar pra trás, também vou com cuidado e vamos andando cada vez mais pra trás.  Esbarro em uma prateleira e o zombie nos olha

Arregalo os olhos vendo sua coloração verde e começamos a correr

Corremos o mais rápido possível com ele em nosso encalço

—vamos pra saída-diz peeta tentando não falar muito alto e concordo

 Quando chegamos na parte de trás, vemos mais três deles

 Sinto meu coração disparar e meus pês congelarem

—vamos-diz peeta andando pro lado, mais eu não consigo e sinto o outro se aproximar 

 Peeta me puxa rapidamente antes que ele me pegue, mais deixo o pacote de m&m cair no chão, chamando a atenção dos outros três que nos olham. Corremos, peeta segura meu braço enquanto corremos o mais rápido possível tentando desviar

Entramos em um corredor, em outro e em outro, tentando despista-los e tenho uma ideia. Me solto de peeta e derrubo uma prateleira que cai em cima deles e conseguimos correr pra fora do mercado

 Entramos no carro, peeta da a partida e acelera e sinto meu coração na boca

—VOCÊ TINHA QUE PEGAR A DROGA DO M&M?

—O QUE ACONTECEU?

—BOM, ELA AQUI QUIS PEGAR SEU DOCE E QUASE QUE MATOU NOS DOIS

—eu só eu...-digo tentando explicar encolhida

—VOCÊ O QUE?!

—PEETA, NÃO GRITE-diz prim brava

—QUASE MORREMOS PRIM!

—MAIS JÁ ACABOU, VOCÊ NÃO PODE FICAR GRITANDO!

—EU GRITO SIM!

—EU NÃO GOSTO QUANDO VOCÊ GRITA

—MAIS VOU CONTINUAR GRITANDO

—EU ODEIO VOCÊ-diz começando a chorar e peeta fica calado

 Fico sem saber o que fazer, parada, olhando pra baixo rezando pra ele não me abandonar no próximo posto que tiver na frente.

Ficamos muito tempo assim, eu, variando meu olhar das minhas mãos pra janela com minha respiração já controlada, peeta ainda calado e prim acabou pegando no sono depois de tanto chorar, mais ainda é possível ver o rastro que as lagrimas deixaram em seu rosto.

—desculpa por ter gritado-diz peeta e o olho, ele vira apenas os olhos pra mim por um segundo e depois volta pra estrada

—tudo bem

—sei que não esta acostumada com isso

—não, não estou, eu só queria..

—eu sei-diz suspirando e voltamos a ficar em silencio, enquanto ele dirige-você foi esperta com a prateleira

—obrigada

—não gosto quando prim fica irritada e..-diz suspirando e penso em acalma-lo

—ela não odeia você

—eu não sei mais

—eu sei que irmãos sempre brigam, foi um momento de estresse.

—deve ter razão-diz e o silencio volta a reinar ate anoitecer

 Peeta estaciona no meio de uma ponte, me olha e fico confusa.

 Será que ele vai me deixar aqui?

—é hora do jantar-diz e concordo, ainda sem me mexer.

 Ele pega a mochila e tira três latas

—prim-diz e ela acorda sonolenta  -é hora do jantar-diz, ela não o olha, ele bufa e pego a lata de suas mãos

—eu faço isso-digo e ele concorda abrindo a lata e entrego pra prim

—obrigada katniss

—de nada-digo dando um meio sorriso e volto pro meu lugar

 Peeta me entrega uma lata e fico receosa

—o que foi?

—eu posso comer?

—bom, você esta com a gente temporariamente certo?-diz e concordo

 Ele abre a minha lata de sopa e engulo metade em uma golada, fazendo ele e prim me olharem assustados e limpo a boca.

—desculpa, já não como á uma semana

—nossa katniss, devia ter dito

—tudo bem, já estou acostumada a passar fome por bastante tempo

—o que quer dizer?

—prim lembra-diz peeta

—eu não estou falando com você-diz grossa e olha pra mim-e então?

—eu já fui gorda e minha mãe me obrigou a fazer dieta por muito tempo, as vezes eu comia tão pouco que desmaiava mais me acostumei.

—isso é horrível

—tudo bem, eu preciso ter o perfil.

—perfil?

—já chega de perguntas prim-diz peeta e ela olha pro lado.

Continuamos a comer e dessa vez como com a colher pra não parecer desesperada. Quando termino, jogo em uma sacola de lixo pendurada no banco atrás do meu e peeta volta a dirigir ate um lugar totalmente escuro.

Ficamos em silencio o caminho todo, ate ele parar e tranca o carro, deixando apenas frestas das janelas abertas pra respirarmos

 Eles se acomodam nos bancos e prim me entrega um travesseiro e agradeço

Os dois dormem rapidamente, abraço meu travesseiro ainda com medo de que algo possa vir nos atacar ou alguma coisa e passo a noite em claro



Notas finais do capítulo



—JT.



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