I Will Never Give Up On You escrita por JTLYNCH


Capítulo 20
Longo Trajeto




Nos não conseguimos achar nada, então sentamos na grama.

Peeta disse que ia fazer guarda pra dormirmos mais eu não deixei e ficamos descansando. Prim consegue dormir em meu colo e peeta me abraça

—não sei o que vamos fazer

—eu sei, vamos continuar

—não sabemos ate aonde isso vai ou se vamos achar alguma coisa e estava pensando

—no que?

—em voltar pra cidade

—não, nem pensar

—lá tem carros e casas

—sim, mais fica há muitos quilômetros e nos não temos muito com que nos defender, somente sua arma. Quantas balas? -questiono, ele abre e joga em suas mãos.

—4

—não é o suficiente

—não podemos continuar, vamos acabar morrendo de fome ou ressecamento.

—nos não vamos, tenho certeza que deve ter algo mais a frente

—porque acha isso?

—sempre tem gente que mora distante da cidade,  então deve haver pelo menos uma ou duas casas

—e se não tiver?

—vai ter-afirmo, ele assente e  encosta sua testa á minha

—não consigo parar de pensar no que ele poderia ter feito com você

—não pense-digo negando

—não dá. Me da nojo, só de pensar nele colocando aquelas mãos imundas em você-diz bravo

—ele não fez nada, só rasgou minha roupa e quando ele foi tirar a dele, você atirou.

—eu podia ter demorado mais

—mais não demorou-digo pegando seu rosto-eu amo você. Vamos conseguir fazer isso, vamos sobreviver-digo e ele concorda.

—nos vamos sim, eu também te amo-diz e sorrio, fazendo ele sorrir.

—esta com nojo de mim?

—eu não tenho nojo de você

—você di...

—estava falando dele, mais de você, eu nunca vou ter nojo-diz pegando meu rosto e me beijando.

 Aprofundo o beijo, ele abraça minha cintura e gemo de dor.

—o que foi?

—bati na arvore quanto cai

—me deixa ver

—acho melhor não, não temos muito o que fazer aqui

—estamos acabados

—mais vivos, é isso que importa-digo e ele concorda, me beijando de novo com muita paixão. Circulo seu pescoço e ficamos nos beijando ate perder o ar

—eu te amo muito

—e eu te amo demais-digo fazendo ele sorri e me beijar de novo

 Não tem nada que não possa ser curado com os beijos de peeta

Ficamos a noite toda nos beijando, ate o dia amanhecer e nos levantamos. Peeta pega prim nos braços, me abraça e continuamos a caminhar.

Andamos muito, prim acordou na metade do caminho e conseguiu andar um pouco pro peeta descansar, paramos, depois de um longo trajeto e seguimos viajem.

—estou morrendo de sede

—eu sei, o sol não ajuda

—estamos no deserto?-questiono, peeta olha ao redor e nega

—por quê?

—podíamos pegar agua de um cacto

—acho que não tem cactos aqui-diz prim ofegante

—onde tem agua na floresta?

—pra onde os animais forem

—acho melhor não arriscarmos lá dentro

—eu acho melhor, la dentro é mais úmido e não vamos ficar tão cansados, podemos achar agua e quem sabe frutas

—pode aparecer algum bicho

—não temos escolha

—andamos na beirada-diz prim, peeta suspira e concorda.

 Entramos na floresta e andamos na beirada, ainda seguindo em frente e esbarro bastante nas coisas porque é mais difícil andar aqui.

—vem nos meus braços

—eu to bem

—você ta descalça, vai acabar machucando seus pês.

—não tem problema-digo e peeta me pega nos braços -me solta peeta.

—você esta com a perna quebrada, as costas machucadas e vários outros machucados  e ainda quer machucar os pês

—eu sei andar

—eu sei que você sabe-diz ainda andando comigo nos braços, segurando a mão de prim

 Fico olhando pras arvores com sinal de algo em que possamos comer ou beber e depois de muito tempo vejo laranjas

—para-digo pro peeta

—o que foi?-diz parando, confuso.

—laranjas ali-digo apontando pra arvore

—eu vou pegar-diz me colocando no chão e prim senta no meu lado

 Pego sua mão, chego seu pulso e vejo que esta normal. Dou um beijo, ela da um pequeno sorriso; vemos peeta subir a arvore e fico com medo de ele cair, mais ele é habilidoso e consegue pegar e desce trazendo pra nos.

 Prim se anima e peeta abre uma entregando pra ela que já come

—que maravilhoso-diz e rimos

 Peeta me da uma e como sentindo   molhar minha boca

— suspiro-

—isso é muito bom

—demais-concorda peeta também comendo

Ficamos em silencio e comemos três cada um, deixando o resto pra depois e seguimos a diante. Peeta me levou no colo de novo e eu só deixei  porque ele parece estar mais forte agora que comeu

Andamos bastante, muito mesmo, ate anoitecer e pararmos pra descasar. Eu e peeta não dormimos, então deixamos apenas prim dormir e ficamos nos beijando, nosso passatempo preferido e dizendo eu te amo, porque eu não consigo parar de declarar meu amor por ele.

Quando amanhece comemos as outras laranjas

 Vamos pela estrada, fico no chão e prim também. Continuamos a andar ate eu ver algo preto, longe.

—olha-digo apontando, peeta vê e arregala os olhos.

—parece alguma coisa

—espero que seja uma casa vazia

—precisa ser, tenho apenas quatro balas.

—vamos torcer-digo, ele concorda e me pega no colo.

—pra ir mais rápido-diz e rio

 Ele e prim começam a acelerar o passo, nos aproximando cada vez mais do ponto preto e ao invés de uma casa ou algo assim, é um bar

—bom, é alguma coisa-diz peeta suspirando

—vamos ver -digo descendo do seu colo

—não, fiquem aqui, vou olhar pra ver se tem alguém-diz, concordo e fico com prim

 Ele vai conferir se tem alguém, pelo jeito não tem ninguém. Peeta se aproxima e abre a porta devagar  e ficamos esperando pra ver se tem alguém

 Logo peeta aparece e me pega nos braços

—ta vazio, acho que podemos ficar  mais não tem cama

—tudo bem-digo e entramos no bar

 Bagunçado, seria um elogio perto de como esse lugar esta imundo e todo destruído.

—prim fique ai, vai se cortar-diz peeta vendo a quantidade de vidro quebrado no chão e me colo no sofá, pega prim e a trás pro sofá.

—tem agua?

—acho que sim, vou ver na cozinha.

—toma cuidado-digo, ele concorda e anda olhando pro chão pra não pisar em nada

Esperamos e faço prim deitar em meu colo

—acho melhor descansar prim

—tudo bem

—todos nos vamos, assim estaremos melhores depois-digo e ela concorda

Peeta volta com uma garrafa de agua grande e copos o ajudo a encher e prim bebe dois copos rapidamente, eu e peeta bebemos também

—tem banheiro aqui?

—sim

—você quer ir?

—não, tudo bem-diz e concordo e ela deita em meu colo, acaricio seu cabelo e peeta senta ao meu lado, me abraçando.

 Aconchego-me em seu peito e durmo imediatamente



Notas finais do capítulo

—JT.



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