Protegida de Malévola escrita por Theodora Ruby


Capítulo 19
Ela estava mesmo viva.


Notas iniciais do capítulo

Boa leitura!



Hospital de Storybrooke, 13 de Fevereiro de 2018 08:26

 

POV Emma.

 

Eu senti cheiro de flores e até senti pétalas tocarem meu braço, o mesmo perfume que eu senti quando minha mente viajou e encontrou Malévola pela primeira vez.

 

O aroma era agradável, eu gostava de sentí-lo, Regina não estava no quarto, talvez estivesse na prefeitura ou arrumando um jeito de arrumar a bagunça dos vilões.

 

Queria ver meus filhos, minha familia, Malévola. Não sei porque mas, me sinto cada vez mais conectada á ela. Eu preciso saber o motivo, saber por que consigo ir e vir de Meridi, por que ainda sinto quando ela está bem ou não está.

 

Preciso ir até lá e salvar aquela moça, antes que eu pudesse só pensar em me preparar para isso a porta do quarto foi aberta e saltos caminharam até mim, o sotaque me deixou alerta. Ela estava mesmo viva.

 

"Querida xerife, sinto lhe desapontar mas vamos ver o que essa belezinha faz. Pertenceu ao seu pai, agora eu vou usá-la em você."

 

Enquanto ela respirava fundo eu pensei na frase como um todo, e constatei três coisas: odeio ser chamada de querida por vilões; o que quer que ela tenha não era do meu pai e Cruella de Vil teve muita sorte ao escapar do ataque.

 

"Vamos começar, querida."

 

Senti dores assim que ela terminou de falar, ela não encostou em mim então, não dava pra dizer o que estava acontecendo, só que aquilo, a tal belezinha, não pertencia mesmo ao meu pai.

 

Tentei chamar Malévola quando senti meu corpo sendo forçado a ir até Meridi. Isso seria perigoso, ela precisa proteger o lugar. Me lembro de Malévola me dizer na primeira vez que nos conectamos, que não existem portais para lá. Não obtive resposta do chamado além da sua localização.

 

Meridi

De repente, minha mente foi levada para lá e pude ver Cruella olhando ao redor. Ela parecia maravilhada.

 

"Meridi. Finalmente."

 

"É impossível entrar aqui."

 

"Foi isso que te disseram? Que não existem portais?"

 

"Sim...como sabe?"

 

"Mentiram. Sempre há um jeito. O reino é protegido sim, mas nunca é impossível entrar aqui. Quem te falou sobre esse lugar?"

 

"Não vou deixar você destruir esse reino! Como sua mente achou um jeito de entrar aqui?"

 

"E vai me impedir como? Minha mente não entrou, querida, meu corpo está aqui. Abri um portal da sua mente."

 

"Vou te impedir com magia. O que acabou de dizer é loucura. Não dá pra viajar por através de alguém."

 

"Você não pode usar magia em excesso aqui, está viva. Se usar magia aqui irá se cansar, seu corpo adoecerá."

 

"Eu dou um jeito."

 

"Você não pode, não está aqui realmente, eu estou, graças a uma informação poderosa fornecida por Darigon. Ah! E não se preocupe com James, ele vai ficar bem.. Você não é a salvadora por causa de Rumplestiltskin, Emma, mas saberá o por quê na hora certa."

 

"O que quer dizer?"

 

"Vai descobrir."

 

Antes que eu pudesse dizer algo, um dragão desceu e pegou Cruella, ela se debateu mas ele a levou mesmo assim.

 

Ela deixou uma varinha cair no chão, no susto, mas eu não pude tocar. Ela era real mas eu não. Então essa era a belezinha que ela falou.

 

Minha única alternativa foi retornar, já era noite em Meridi. Malévola teria de me contar a verdade quando eu pudesse falar com ela.

POV Emma Off

 

Hospital de Storybrooke, no mesmo dia, 17:30

Ela entrou e sentou na cadeira ao lado da cama, com o livro Once Upon A Time em mãos. Depois de muito insistir, Henry e Jacinda levaram a pequena Lucy para ver Emma e Malévola, isso foi curioso para os pais.

 

Lucy não mencionou a bisavó Mary Margaret e Jacinda quis saber, mas a menina adotou uma expressão dura. Uma hora depois ela estava ali, sentada e olhando a avó Emma.

 

Henry fazia carinho nos cabelos da menina e Jacinda segurava seus pequenos ombros. Ainda era recente, o ataque aconteceu no dia anterior e Lucy não sabia o real estado de sua avó.

 

"Eu quero ficar sozinha com a vovó."

 

"Lucy, você é pequena demais pra entender algumas coisas, por isso, tudo o que vou te dizer é que papai não pode deixar você sozinha."

 

"Você e vovó Regina tentaram me enrolar. Fale a verdade. Quando eu quis que você e mamãe ficassem juntos durante a maldição da Ivy e quando eu quis que você acreditasse que eu sou sua filha eu te contei a verdade."

 

Henry olhou pra esposa sem saber o que fazer.

 

"Ela está certa, Henry."

 

"Ela é uma criança, Jacinda."

 

"Conte a verdade. Ela é uma criança esperta, Henry. Ela é como você."

 

"Ok."

 

Henry suspirou e olhou para a filha, que tinha um olhar decepcionado.

 

"Olha, eu nunca quis mentir pra você, eu quis te proteger..."

 

Lucy arqueou uma sobrancelha com uma expressão de descaso que ele não reconheceu em ninguém da família. A filha sempre teve esse olhar e expressão que aparecia em casos raros e nem Jacinda sabia de quem ela herdara.

 

"...do que aconteceu. Vilões atacaram e a princesa Aurora fez uma coisa que fez um dos vilões e Malévola se ferir. Sua avó também se machucou e ninguém pode tocar nela. Ou se machuca também."

 

Lucy abaixou a cabeça, pensou um pouco. Henry e Jacinda trocaram um olhar preocupado. Lucy ergueu a cabeça e encarou os pais, decidida.

 

"Eu posso tocar nela e você também pode, papai."

 

"Lucy, querida. Você não pode, seu pai não pode, ninguém pode. Sua bisavó se feriu por isso."

 

"Ela não pode. Nós dois podemos."

 

Henry suspirou e sorriu para a filha. Ele era como ela quando criança e odiava ser desacreditado, era hora de acreditar em Lucy outra vez. Ela esteve certa na primeira vez, pode estar certa agora também.

 

Para testar sua teoria, Henry se aproximou da mãe, Jacinda prevendo o próximo passo, reagiu.

 

"Henry...é perigoso."

 

"Se Lucy acredita, então eu acredito."

 

A filha sorriu largo e ele tocou no braço de Emma. Ele sorriu maravilhado e olhou pra filha.

 

"Como você sabia?"

 

"Vou dizer apenas que vocês precisam acreditar em mim mais vezes."

 

Henry fez sinal com a cabeça e Lucy se aproximou e tocou a mão da xerife, fez carinho e beijou.

 

"Posso ficar sozinha com a vovó agora?"

 

"Pode, mas eu e sua mãe vamos ficar de olho. Tudo bem?"

 

Novamente, o olhar de descaso estava lá junto á expressão dura no rosto.

 

"Tá bem, pai."

 

"Não me olhe assim, Lucy."

 

Henry disse firme, mas carinhoso e Lucy suspirou arrependida.

 

"Sim, papai. Me desculpe."

 

"Tudo bem. Agora, tenha um sorriso nesse rostinho lindo, porque você tem uma missão super importante."

 

Henry entrou no modo pai empolgado e a filha riu.

 

"Sim, papai."

 

Jacinda deu um beijo na bochecha de Lucy e o marido abraçou a pequena e se retiraram do quarto, ficaram olhando pela parede de vidro enquanto a filha depositava o livro na cadeira em que esteve sentada e depois pegou um novo na mochila e abriu.

 

"Onde ela achou aquele livro, Henry?"

 

"Não sei."

 

No quarto, Lucy dizia coisas que estavam no livro e que deixariam Emma chocada, se ela estivesse ouvindo.

 

 



Notas finais do capítulo

Até a próxima, galerinha!



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