You are my home escrita por Lux Noctis


Capítulo 1
Capítulo 1


Notas iniciais do capítulo

Fic atrasada de presente para TRILLIAN.



    Era fim de tarde, e com o sol se pondo, Gai olhava pela janela daquela cozinha, modesta mas grande o suficiente para toda sua pompa ao preparar um chá. Era sempre ligada à baterias extras! Dotado de tamanha ‘juventude’, fazia o cá mais animado que qualquer jamais pudesse ousar pensar.

    Fazia aquele chá na esperança de não tomá-lo sozinho, afinal, era a data deles. Uma pouco falada, mas sempre comemorada à sós, à dois. Regada a bebida quente, e nem sempre isso referia-se à chá, afinal, saquê também esquenta.

    Esperava-o, como fazia a cada regresso de missões, sabia claro, que seguro ele já estava, suas fontes (Lee) havia lhe informado sobre o retorno de Kakashi-sensei, tendo visto quando ele entrava para o escritório da Hokage, a fim de relatar a missão à qual fora designado.

    Por isso tamanha felicidade ao fazer o chá da tarde, o chá para dois… comemorando não só o retorno de Kakashi, seguro, como também o aniversário do casal. Ah, de eternos rivais à casal… quem diria? Bem, Gai diria!

    A bandeja com os pãezinhos e doces estavam pronta, descansando sobre a mesa da cozinha, esperando para depois ser servido o chá no engawa, ou quem sabe seriam mais ousados e tomariam o chá na cama… quem sabe!? Rindo das próprias ideias, Gai esqueceu-se de observar pela janela, da casa que agora dividia com Kakashi, um pouco mais afastada do movimento do centro da vila, um cantinho só dos dois, não sem vizinhos, Gai era comunicativo demais para isolar-se como sabia que Kakashi fazia por comodidade.

    Tão absorto em preparar o chá, não ouviu Kakashi tirar o sapato e calçar a surippa, também não ouviu quando o ninja esgueirou-se, pé ante pé, no modo mais furtivo que conseguiu, nenhum som era notado, não até que Kakashi já estivesse encostado ao batente da porta da cozinha.

    —  Chá?

    — Kakashi! —  o sorriso de Gai iluminava qualquer escuridão que Kakashi pudesse levar em seu corpo cansado, e sua alma fragmentada por tanto tempo de tristeza. Era aquele sorriso que lhe dava ânimo após retornar de uma missão, porque sentia-se em casa, quando junto à Gai.

    —  Deixa eu adivinhar… Lee? —  referia-se, claro, sobre como Gai já suspeitava de seu regresso à vila. Bastou um aceno, e um passo para que os corpos ficassem mais próximos. —  Preparou um banho também?

    —  Claro, rival…

    Gai e seu spandex verde, era tudo o que Kakashi precisava, mas sem aquele spandex verde ficava muito melhor, não? Um beijo, não muito casto, fora trocado como forma de aplacar parcialmente a saudade que sentiam. As mãos de Gai puxando a máscara de Kakashi, o polegar contornando-lhe os lábios pouco antes de se inclinar e beijá-lo, não com a força da juventude, mas com o fogo de seu amor.

    Amor que nutriu por toda sua vida, fermentou e esperou madurar. Amor que cultivou com anos de desafios, apenas para que Kakashi jamais se sentisse sozinho, ou desmotivado a prosseguir. Amor que aos poucos ajudou Kakashi a se livrar de algumas mágoas, a cicatrizar outras.

    Fora na troca de beijos, e mãos que despiam o parceiro, que seguiram para o banheiro, onde Gai previamente havia deixado o banho pronto. Era o som do amor que ecoava pela casa, enquanto as bocas permaneciam coladas uma à outra, ou quando distribuíram vários beijos pelo corpo alheio, ora marcando a pele, porque a saudade era grande. Risos eram ouvidos também, assim como o barulho da água, e claro, da água saindo da banheira pelo movimento apressado dos corpos em consumar o calor que lhes fazia arder em desejo. Culpariam a saudade por toda a molhadela no banheiro, mas como controlariam o tesão quando os corpos nus estavam tão próximos, na água quentinha e com cheiro dos sais de banho.... Não havia autocontrole que se fizesse firme ante tudo aquilo! Eram os gemidos e pedidos por mais, um pouco mais. Eram os dois de joelhos na banheira, enquanto Gai beijava a nuca de Kakashi, e consumava aquele amor.

    Kakashi sentia-se em casa em momentos como aquele, não apenas pelo sexo maravilhoso, isso contava também, claro. Mas sentia-se em casa quando deitava na cama do casal, sentindo o beijo nas costas, sentindo o calor da pele de Gai, esquentando a sua. O sussurro e a forma como ele lhe cheirava o pescoço antes de se levantar, vestir uma yukata nada discreta, e seguir para a cozinha para trazer o chá. Kakashi sentia-se em casa, porque onde quer que Gai estivesse, ele também iria. Porque desde mais novo havia achado em seu “eterno rival”, também seu eterno amor.

    E aquele sim era seu lar.

   





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