Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 8
Sempre um passo á frente


Notas iniciais do capítulo

https://youtu.be/ygATvQxZ19g-As garotas dançam no bar.



P.O.V. Renesmee.

Já sou adulta agora. Bom, adulta/adolescente. Cronologicamente falando tenho sete anos, mas aparência de dezessete.

Me lembro do dia em que aconteceu aquela quase batalha. Meus pais acharam que seria melhor me mandar embora para um lugar seguro, caso os Volturi decidissem retalhar. Sou filha de uma bruxa Petrova e um vampiro filho de Corvinos e para fechar com chave de ouro, sou uma Doppelgganger.

Não há lugar no mundo para alguém como eu. Exceto um. O Instituto Salvatore. Estou aqui desde aquele dia, numa escola para o sobrenatural. Aprendendo a lidar com a sede de sangue, controlar minha magia, fazendo amigos.

Sou amiga da Hope Mikaelson, ela é uma tri-híbrida, a única da sua espécie e apesar dela ser filha do Klaus Mikaelson, ela é maneira. Também sou amiga da Josie Saltzman, do Raphael, do Landon e até da Lizzie Saltzman.

Nós derrotamos aranhas gigantes, matamos zumbis e acabamos com um necromante. Só que o necromante disse que eu sou igual a ele.

—Hope.

—O que?

—Posso confiar em você?

—É claro.

—O necromante. Ele disse uma coisa antes de morrer, disse que eu era igual a ele.

—Notei que ele ficou meio assustado quando te viu. Ele me chamou de A Herdeira. Alguma ideia do que isso quer dizer?

—Nenhuma.

—Ótimo. Vou tomar banho que isso tá fritando meus miolos.

Tomei banho e quando eu sai do chuveiro, estava secando meu cabelo e o M.G. me viu e falou:

—Minha Nossa!

—M.G.! Essa é a ala feminina.

—Você é uma bruxa necromante. Da antiga e legendária linhagem de Asheron.

—M.G. para de falar besteira.

—Não é besteira. Essa marca que você tem na base das costas, é parecida com a da Hope. Só que enquanto a da Hope é a marca dos crescentes, a sua é um Udjat. O olho que tudo vê.

E sim, eu tenho uma marca de nascença bem acima do bumbum. Coloquei uma blusa azul de babados e fiz uma escova no cabelo, ai um jeans maneiro, maquiagem e botas de cano alto. Hoje é dia de visita.

Credo, eu falando assim parece que sou presidiária. Mas, as famílias vem de fim de semana para visitar e levar os alunos pra casa.

Meus pais vieram e outros pais também.

—Mãe! Pai!

Fui correndo dar um abraço neles. E vamos sair de férias.

—Pegue o passaporte, você vai viajar para a Europa!

—Maneiro! E o problema na Itália?

—Não vai ser um problema. Só, fique longe deles.

—Prometo.

—Quer vir comigo?

Convidei a Hope. O homem me olhou esquisito, os dois me olharam esquisito.

—Parece que viram uma assombração. Podemos levar o Landon.

—Ah, pai deixa eu ir. Por favor.

—Hope...

—Também sinto saudades, mas... por favor....

—Tá.

—Oba!

—Mas, seja responsável.

—Claro.

Fizemos um grupo para viajar. Eu, Hope, Josie, Lizzie, M.G., Penélope, Raphael e Landon.

—Vai ser tão legal!

Nós embarcamos no avião e fizemos várias paradas. Fomos á um Pub na Irlanda cantamos e eu dancei sapateado irlandês, tomamos cerveja. Dai, fomos visitar as High Lands, na Escócia, o Castelo de Edimburgo, Portugal, Espanha e então... a Itália.

—Esquecemos um Castelo.

—Pra lá a gente não vai. O Castelo De São Marcus é um lugar amaldiçoado, é o lar do Clã Volturi. Não vamos pra lá.

—Ah, qual é? Tá com medo?

—Não. Só não quero encrenca.

—Bom, não podemos ir para o Castelo, mas podemos ir pro bar!

—Beleza.

E nós fomos. Fomos para uma boate.

P.O.V. Alec.

Estamos á anos procurando a híbrida Cullen e a anos fracassando. Então, decidi vir para uma boate de vampiros para afogar as mágoas. E o Dimitre veio comigo.

—Nunca encontrei nada que não conseguisse rastrear.

—Parece que tem uma primeira vez para tudo.

Entrou um grupo de jovens. Eles beberam doses e mais doses e ainda estavam em pé. Bom, menos um dos garotos. Este parou antes dos demais.

—Vem Landon, vamos dançar!

Dois casais sendo um deles homossexual foram dançar.

—Ficamos segurando um candelabro.

—Quer dançar, Lizzie?

—Claro.

—Correção, eu fiquei segurando um candelabro.

—Quer dançar?

—Claro.

Ela e o garoto de cor foram dançar. Quando vi os olhos dela, não pude acreditar. Eu reconheceria aqueles olhos castanho chocolate em qualquer lugar.

—Parece que a nossa fugitiva caiu direto no nosso colo. Meu amigo.

—O que?

—A garota dançando com o garoto negro ali. É ela. A híbrida Cullen.

P.O.V. Hope.

Oh, Ness tá dançando com o Raf. Que legal, eles fazem um casal bonitinho. De repente, o povo da boate começou a sair correndo. E eles pararam de dançar.

—O que tá acontecendo?

—Não faço ideia. Mas, não parece bom.

P.O.V. Raf.

Do nada ela parou de dançar.

—O que? Eu fiz algo errado?

—Não. Não é você. São eles. Vai achar a Hope e o Landon e manda ela tirar o seu irmão daqui. Vai. Agora Raf!

Fui correndo, mas não precisei correr muito.

—O que aconteceu?

—Acho que são aqueles tais vampiros problemáticos. Aqueles do Castelo, a Ness mandou a gente tirar o Lan daqui.

—Eu não sou inútil!

—Landon...

—Por favor, Lan. Eles tem uma rixa com a família da Ness. Não queremos que seja pego no fogo cruzado. 

—Vamos lá, ser sobrenatural desconhecido.

Nós voltamos. E ela não estava sozinha.

—Meu Deus! Híbridos.

O menino de olhos vermelhos estava soltando uma fumaça preta pela mão e quando chegou neles ficou rodando. Como se tivesse batido numa barreira.

—Vocês estão em menor número e desarmados.  Então se afastem! Uma mordida dos meus híbridos e vocês vão sofrerem uma morte lenta, agonizante e bastante merecida. Então se afastem!

—Não estamos tão sozinhos quanto pensa.

Um monte daqueles vampiros esquisitos começaram a sair de todos os lugares.

—Hope! Barreira!

Hope, Josie, Lizzie e Ness se deram as mãos.

—Vessera Portus.

P.O.V. Renesmee.

Trancamos todas as portas. Ninguém entra ninguém sai.

—Acha que trancar as portas vai ajudar?

—Isso vai ser uma bela briga de jaula. Vou mandar suas cabecinhas para o Mestre.

Hope começou a tirar a roupa.

—Opa! Se é assim quero brigar mais vezes.

—Não vai querer. Não tem que fazer Hope.

—Sim, eu tenho. E não se preocupe, não dói mais.

P.O.V. Alec.

O garoto negro falou.

—Oh! Cara, vocês tão fodidos.

—Porque vamos brigar com uma garota nua?

Então, os ossos dela começaram a quebrar e numa fração de segundo ela era uma loba. Todos os vampiros á nossa volta tinham olhos de lobo e eles começaram a avançar sob os nossos. Afundavam as presas neles sem piedade. Eram quatro pares de presas. Duas de cada lado.

—Josie, Lizzie. 

A Cullen estendeu as mãos para as duas moças.

—Podem mandar ver. Tenho que manter o escudo levantado, então... divirtam-se.

Quando as duas meninas pegaram as mãos da híbrida havia aquela luz laranja. E elas mandaram pau na gente.

—São bruxas.

A garota loba estava destroçando os demais guardas. Os que não eram destroçados ficavam atordoados, pareciam estar sob o efeito de algum tipo de droga.

Sem demora o bar virou um cemitério. Estávamos cercados pelos cadáveres dos nossos amigos.

—Josie, Lizzie, parem.

Elas largaram as mãos da híbrida. E a loba voltou a ser uma garota. Os ossos quebraram de volta. Eles ficaram numa formação. A Cullen na frente.

—Digam ao amado Mestre Aro, que nós mandamos um oi.

Estava tão chocado que não vi o golpe vindo. Só senti o punho dela na minha cara.

—Sua mãe ficaria tão decepcionada.

Fiquei caído no chão. Ela se abaixou e olhou para mim com pena e repulsa.

—Você era um filho e agora você é um monstro.

A híbrida se levantou.

—Vamos embora. E só pra constar, vocês que começaram.

Eles foram embora de cabeça erguida e eu fiquei no chão.

—Caramba! Olha só isso.

Um vampiro entrou no bar.

—Eu já vi isso antes. Não nessa magnitude, mas... eu já vi isso antes. Os vampiros destroçados.

—Quem é você?

—Laurent. Algum deles está com os olhos vazados?

—Não. Como assim olhos vazados?

—Eu tinha um colega. James, ele ficou obcecado em caçar a parceira humana de um vampiro. Quando chegamos, seu corpo estava todo queimado como se o tivessem afogado em ácido e seus olhos haviam virado uma pasta. Como se James tivesse sido atacado por aquele fantasma a Bloody Mary.

—E por acaso esse tal vampiro era Edward Cullen?

—Sim. Avisei ao James para não se meter com um Clã tão grande, mas ele não me ouviu. Victória também não me ouviu e acabou morta. Fale o que quiser, eles são vegetarianos, comedores de coelhos, mas deram o maior pau em vocês.

—E o que você acha que sabe?

—Sei que por motivos que eu desconheço, o Clã Cullen, fez os Poderosos Mestres Volturi e sua Guarda fugirem correndo com o rabo entre as pernas.

—Você vem com a gente.

—Tudo bem. Eu não quero encrenca. Só me falaram que aqui era um bar legal.

P.O.V. Aro.

Ver a garota se transformar num lobo, a maneira como ela mudou, os ossos quebrando. Era uma filha da lua. Mas, não estamos na lua cheia. E haviam várias daquelas criaturas com olhos de lobo que massacraram sem piedade a minha guarda.

—Você. Disse que já viu aquilo antes. Faz alguma ideia de que tipo de criatura eles sejam?

—Eu não vi o que fez aquilo. Mas, já vi os corpos de vampiros despedaçados, desmembrados. O rastro de destruição era igual, só que... mais. Não tome isto do jeito errado, mas... vocês já não são tão poderoso quanto antes.

—O que quer dizer?

—Quero dizer que o fato dos Cullens terem feito sua guarda correr como ratinhos assustados diminuiu muito o seu... Poder. E a Família Cullen tem aliados poderosos, você não faz... a menor ideia da influência deles. Não é uma coisa intencional. Porém, agora que eles tem a híbrida? Agora estão no jogo pra valer.

—Não é intencional?

—Exatamente. O Doutor Cullen e sua família ajudaram muitos. Demais para contar e isso já vale alguma coisa. As pessoas são gratas. Gostam deles, mais do que gostam de vocês, isso eu garanto. E depois do... ocorrido. Bom... nada dura para sempre.

—Eu era um filho e agora eu sou um monstro. 

—O que? Alec, o que está falando?

—Ela está certa. Nós eramos filhos e agora somos monstros, nossa mãe se envergonharia de nós. Não se orgulharia das coisas que fizemos, das pessoas que nos tornamos. Não posso mais fazer isto. Quero que o sacrifício da nossa mãe tenha valido á pena. Não permitirei que sua morte tenha sido em vão.

P.O.V. Aro.

Alexander tirou o colar com o brasão do meu Clã.

—Alec, meu querido... o que está fazendo?

—Todo este tempo eu estava me encontrando e nem sabia que estava perdido. Sempre lhes serei grato, Mestres por nos terem salvado a vida, mas... eu não posso mais fazer isto. Todos estes séculos, eu fui um monstro. Minha mãe lutou com unhas e dentes por mim e por minha irmã até o fim. Ela acreditava que éramos bons. E quero ser alguém de quem minha mãe se orgulharia.

Ele deu o colar em minhas mãos.

—Adeus Mestre. E obrigado.

Alexander simplesmente saiu.

—E a influência cresceu mais um pouquinho. Ops.

—Alec! Irmão!

Jane correu atrás do irmão.

P.O.V. Jane.

Meu irmão estava transtornado. Cheio de fúria.

—Alec! Irmão!

—O que?!

—O que está fazendo?

—Acha mesmo que a nossa mãe, a mulher que morreu para nos defender se orgulharia daquilo que nos tornamos? Do que estamos fazendo a oitocentos anos?

—Estamos impondo a lei, irmão.

—Você sabe que isto é mentira. Nós massacramos Clãs que sabíamos que eram inocentes. Somos assassinos, somos monstros.

—Vai me dizer o porque disso agora?

—Desde aquele dia na clareira quando vi a memória do dia em que nossa mãe deu sua vida pela nossa... comecei a rever algumas coisas. E hoje lá na boate... Jane, você não viu o que eu vi. Estamos trilhando o caminho do ódio á oitocentos anos, isso está nos destruindo.

Meu irmão estava chorando.

—Nossa mãe morreu acreditando que éramos bons. Acreditando que ainda existia bondade em nós e eu pretendo viver para me redimir.

—Alec nós quase morremos aquele dia.

—Talvez tenhamos morrido.

Ele fez as malas.

—Onde vai?

—Outro lugar. Preciso de outra coisa, tentar ser uma pessoa melhor, antes que seja tarde. Antes que eu me perca. Antes que o monstro vire real e o Alec vire a máscara. Mas, você sempre será a minha irmãzinha.

Ele me abraçou.

—Me ligue. Mande noticias.

—Mandarei prometo.

Então, ele foi embora. E eu fiquei sentada naquela cama quase inútil chorando.

P.O.V. Alec.

Foi difícil, mas eu a encontrei e seus amigos com ela. Estavam dançando num bar. Quando me viu a garota lobo rosnou e seus olhos mudaram.

—Espera. Calma.

Então, a Cullen veio caminhando calmamente até mim.

—Antes tarde do que nunca. Disso sua mãe se orgulharia.

Ela estava com a mão fechada em punho, achei que fosse me bater, entretanto abriu-a e lá dentro estava um anel.

—Bem vindo. E quero que saiba que eu perdoo você.

Peguei o anel. Era um rubi.

—Coloca no dedo. Amanhã, vamos ver a luz. Vem.

—Porque está aqui?

—Ele finalmente começou a pensar.

—Deu um talismã pra ele? E se ele for sei lá, um espião ou coisa parecida?

—Ele não é. Mas, se for eu faço parar de funcionar. Bom, Alec essa é a Hope.

—Hope Mikaelson, a tri-híbrida. Não estou feliz em conhecê-lo.

—Sou Rafael e eu só sou lobisomem.

—Um lobisomem de verdade? Um filho da lua?

—Eu me transformo num lobo na lua cheia, mano. Só isso.

—Sou Josie.

—Sou Lizzie.

—Irmãs.

—Gêmeas.

—Eu também tenho uma gêmea. E pelo o que aconteceu ontem na boate, imagino que sejam bruxas.

—Sim.

—E você, é o que?

—Humano. Só que eu não posso ser compelido e as coisas que saem do Malivore não me atacam. Não sei porque. Meu nome é Landon Kirby.

—E ele é meu namorado. Então, se tentar alguma coisa eu te mordo e você morre. Gritando.

—Olha, eu sei que tenho uma fama ruim e que fiz coisas horríveis. Mas, quero ser melhor.

—Que tal nós bebermos?

—E você quem é?

—Penélope. Uma bruxa.

—Vamos beber.

 





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