Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 18
Show de talentos


Notas iniciais do capítulo

https://youtu.be/aIUU2M3Uns0- Jace convida Clary para sair.
https://youtu.be/7mveYtonwP4-Clary manda uma mensagem para a Clave.



P.O.V. Alec Volturi.

Eles cantaram, dançaram, fizeram malabarismos entre outras coisas. Mas, deixaram o melhor para o final. Como sempre.

Clary subiu no palco com aquele belo vestido de noiva medieval, acinturado, com tecidos finos e detalhes com flores bordadas. O longo cabelo ruivo estava encaracolado caindo como uma cascada, haviam tranças enfeitando o topo da cabeça e um belo pente presilha que se parecia com uma coroa.

—Ahm, olá. Eu sou a Clary Mikaelson e vou cantar uma música dedicada a minha tia Rosalie Hale que morreu ontem.

Quando ela começou a cantar... todo mundo ficou chocado.

P.O.V. Clary.

Me vesti de noiva porque era como a tia Rose gostava de se fantasiar e escolhi uma música da Lorena McKennitt. Cé Mise Le Ulaingt.

 Tive que fechar os meus olhos ou ia entrar em pânico com toda aquela gente me olhando.

Enquanto cantava, pensava na tia Rose. Posso sentir as lágrimas silenciosas descendo pelo meu rosto, sentir o gosto salgado da saudade e da tristeza.

P.O.V. Hope.

Eu me lembrei da minha mãe. Da saudades que sentia dela e chorei.

Acho que todo mundo chorou. Quando ela acabou, foi aplaudida de pé.

P.O.V. Clary.

Estava tão concentrada cantando e lembrando que quando ouvi aplausos eu me assustei. Então me lembrei que tinha gente me ouvindo.

Fiz uma reverência e sai. Quase que eu tropecei no vestido.

—Minha Nossa Senhora! Eu não acredito que fiz isso.

Comecei a rir. 

—Não acredito que fiz isso.

P.O.V. Jace.

Eu já sentia falta de ouvir a voz da Clary. Mesmo quando ela era Fairchild estava sempre cantando.

—Ei, vocês viram pra onde a Clary foi?

—Para o quarto dela. Na ala feminina.

Quando cheguei á ala feminina não foi difícil de encontrar o quarto, a porta estava aberta e ela estava cantando. Ela não me viu e nem me ouviu, estava de costas com fones nos ouvidos desenhando.

Ai ela me viu.

—Oi. O que foi?

—Nada. Só, você foi muito bem hoje. Tem uma voz linda.

—Obrigado.

—E quero me desculpar.

—Pelo o que?

—Por nunca ter falado com você sobre qualquer assunto que não envolvesse lâminas serafim. E sei que a sua tia acaba de falecer e sinto muito.

—Obrigado.

—Que tal fazermos alguma coisa normal?

—Jace, normal é relativo. Especialmente se tratando de seres sobrenaturais.

—É. Está certa. Mas, e quanto á você?

—Bom, eu gostaria de ter um modelo e desenhar outra coisa se não runas que aparecem no meio do ar.

Eu ein.

—Não precisa tirar a roupa. Á menos que você queira, mas pra mim eu te desenharia sem camisa no máximo.

—E que tal, um jantar? Em algum lugar mundano. Só, você e eu?

—Tipo, um encontro?

—É Clary. Um encontro.

Ela deu um sorriso tímido e sussurrou bem baixinho:

—Eu nunca tive um encontro.

—Se quiser chamar de encontro.

—Mas, onde?

—É... uma surpresa.

—Não sabe onde vai me levar.

—É claro que eu sei.

—Não. Não sabe. Você não faz a menor ideia de onde vai me levar, não conhece nenhum lugar humano. Aposto que nunca foi a um lugar onde não houvessem demônios, bruxas, feiticeiros ou qualquer outro tipo de ser sobrenatural.

—Como você faz isso?

—É melhor você não saber.

—Porque não?

—Porque não.

—Aquilo é uma runa?

Ela se colocou na frente do desenho.

—É minha.

—Tá bem. Tá bem. É só uma runa Clary.

—Não. Não é. Sei o que vocês vão fazer se fincarem as garras nas minhas coisinhas brilhantes, vão usá-las para matar vampiros e bruxas e feiticeiros e até mesmo outros Shadowhunters. E eu não quero isso. Queria muito, muito dividir isso com a Izzi e até mesmo com você, mas não posso.

—E porque não? Somos Shadowhunters Clary, como você.

—Você pode ser um Shadowhunter, mas não é como eu. Você é uma cria da Clave, acha que o amor e os sentimentos são fraquezas e é por isso que algum dia, você vai se afundar. A escuridão vai te engolir, vai te consumir. E você vai virar um maluco, fanático, louco assassino igual ao tal do Valentim. Vai usar as minhas runas novas, as minhas coisinhas brilhantes para obter mais e mais e mais poder não importando quem tenha que matar ou quantas crianças tenha que transformar em arma. Vai se afogar no ódio e no sangue como eles.

—Não é assim Clary.

—É. É sim. Seus sentimentos nublam seu julgamento. Não é? Mas, se você não sente, se não sente pena, amor, dor, felicidade qualquer coisa... então a escuridão já tomou conta de você.

—Eu sinto Clary, só não deixo minhas emoções ficarem no caminho do meu dever.

—E ai está a escuridão da qual estava falando. Já ouviu falar em moral? Ética? Jace, você é um soldado. Certo?

—Certo.

—Soldados lidam com armas, situações de vida e morte. Como você vai proteger alguém, salvar uma vida... se não deixa suas emoções interferirem no seu julgamento? Da próxima vez que você vir, está matando criancinhas com a lâmina serafim por esporte.

Ela se jogou na cama.

—Meu Deus! Não tem como explicar, não tem como desfazer. A lavagem cerebral já foi feita. Já está contaminado, com... esse vírus, essa maldita doença não se importe em perguntar, se te mandarem matar mate, todos os sobrenaturais são submundanos, inferiores, devem ser subjugados! Porque são escravos das suas vontades! Das suas emoções! Somos criaturas inferiores que não são dignas! 

—Clary! Você tá surtando.

—Você também estaria se visse tudo isso de fora. Quer saber? Não vai dar certo. Você e eu. Você é cria da Clave agora e para sempre, sempre e para sempre. E eu? Eu sou uma submundana que tá pouco se fodendo para as regras da Clave. Uma vampira que bebe sangue humano. Sangue mundano. Eu quero mesmo que os membros dessa sua seita maluca e fanática se fodam. Que peguem os Instrumentos Mortais e usem para se afogar no seu precioso sangue de anjo. Isso tem que acabar. Tem que acabar.

Ela começou a colocar um monte de velas dentro de sacolas e foi lá pra fora. Espalhou as velas pelo jardim.

—Clary o que tá fazendo?

—Isso não pode continuar. Tem que acabar. Que Deus me perdoe.

—Clary?

Ela colocou uma cadeira lá e arrastou um Alec inconsciente, amarrando-o na cadeira.

—Clary! Para com isso.

—O que... o que tá acontecendo?

Clary começou a acender as velas manualmente.

—Procurando alguma coisa? É, sem isso você não é nada. Agora o garoto propaganda da Clave, vai mandar uma mensagem pra eles pra mim.

Ela começou a recitar algum tipo de encantamento. Fiquei inconsciente e quando acordei...

—O que está fazendo sua doida?! Você tinha mesmo que me amarrar?

—Isso vai doer. Preciso que você não se mova.

—Temos o começo de um romance.

—Vocês terão que sobreviver a isso primeiro, mas olhem pelo lado positivo, se morrerem, vão morrer para proteger os outros sobrenaturais. Sabem, tem uma âncora que impede que alguém como eu passe pra dentro da sua cidade. Algo representativo. Então, eu vou invadir essa prisãozinha mental e despedaçá-la de dentro pra fora. E isso vai tomar a maior parte do meu poder e provavelmente todo o de vocês.

Ela começou a recitar o encantamento e Nossa! A dor era horrível.

P.O.V. Clary.

Consegui. Estou aqui. Eu. A Submundana com sangue de anjo. Estou dentro da Cidade de Idris. Agora tenho que achar a Âncora.

—Clarissa Morgenstern?

—Rápido Clary, pensa. O que um Shadowhunter usaria como âncora para representar...

Então, eu vi a estátua.

—Pela porra do Anjo!

Era um estátua gigante de um anjo segurando um cálice e uma espada.

—Olá Âncora. Unlucka me tema anastiam! Unlucka me tema anastiam!

A estátua começou a rachar. Usei o poder dos shadowhunters que me atacaram para fazê-la quebrar mais rápido.

E logo, a estátua do anjo... Raziel. É. Esse é o nome nos pensamentos deles, virou poeira.

—Agora todos os sobrenaturais podem vir fazer uma visita. Sugiro que comece a evacuar esse lugar, porque... ele vai virar poeira.

Voltei para o Instituto Salvatore e desamarrei os dois. Eles estavam fracos, mas vivos.

—Graças á Deus. Consegui. Eu consegui. Deviam ficar orgulhosos, vocês ajudaram todos aqui nesta escola e fora dela também. Aposto que Raziel ficaria orgulhoso.

—Pelo Anjo!

—Não se preocupe Izzi. Eles vão ficar bem, nada que uma boa noite de sono não cure. Eu até pediria desculpas, mas não me arrependo. Vou fazer um feitiço de cura.

Ela nos fez um feitiço que nos ajudou a curar mais rápido.

—Bom, agora eu vou dormir. Deviam fazer o mesmo.

P.O.V. Robert Lightwood.

Eu sou o último. O último membro da Clave, minha ex-esposa perdeu as runas, a tal submundana tri-híbrida matou a Cônsul Penhallow e a Imogen morreu pelas mãos do próprio neto que estava possuído.

E a estátua do anjo que nos mantinha á salvo de qualquer presença demoníaca em Idris foi destroçada.

P.O.V. Izzi.

Recebi a mensagem de fogo do meu pai pela manhã.

—Pelo Anjo!

—O que foi?

—A estátua do anjo Raziel, foi destroçada. Quebrou, virou pó.

—Âncora.

—O que?

—Antes de começar a lançar o feitiço Clary disse que havia uma âncora que impedia os submundanos de entrar em Alicante, em Idris. Ela disse que destruiria a âncora de dentro para fora.

—Mas, a estátua não era uma âncora. Era uma estátua.

—Acho que a palavra tem outro sentido para elas. Algum tipo de gíria de bruxa que nós desconhecemos.

—Então, vamos perguntar para uma bruxa.

E lá fomos nós atrás da prima.

—Ei, Hope.

—O que?

—Preciso de uma informação. 

—Manda.

—O que é âncora?

—Elas impedem que os navios sejam levados pela correnteza.

—Falo sério. Por favor, Hope... o que significa âncora para uma bruxa?

—Porque quer saber?

—Acho que a Clary fez uma coisa ruim.

Ela respirou fundo.

—Feitiços muito antigos e ou muito poderosos são limitados por algo ainda mais poderoso, a lua, um cometa, uma doppelgganger. São atados á algo representativo.

—Porque limitados?

—Poder sem limites não faz bem pra ninguém. Tudo precisa de um limite, uma fraqueza. É coisa da natureza. Ela exige um equilíbrio. Por isso feitiços assim tem que ser ancorados em alguma coisa.

—E o que acontece com o feitiço, se... alguém destruir a coisa que o âncora?

Perguntei temendo a resposta.

—Precisa mesmo perguntar?

—Apenas responda, por favor.

—Você destrói o feitiço. Melhor ainda, faz ele se auto destruir.

—Como assim?

—Poderes muito grandes tem que ser limitados. Ancorados ou eles consomem tudo á sua volta.

—Então, agora que a estátua foi destruída... o poder que antes protegia Alicante, agora vai destruí-la.

—O que é Alicante?

—Uma cidade. Idris e Alicante eram protegidas por uma estátua de anjo que a Clary destroçou. São cidades.

—Ci... Cidades? Cacete! Tá esperando o que?! Manda evacuar! Agora! O poder antes ancorado vai ser liberado e se é poder celestial, angelical sei lá... vai ser tipo Hiroshima e Nagasaki. 

Mandei uma mensagem de fogo para meu pai, para ele evacuar as cidades.

P.O.V. Robert.

Merda! Maldita bruxa. Estou evacuando as cidades. Estamos em alerta vermelho.

Idris e Alicante começaram a tremer e os tremores estão piorando.

P.O.V. Clary.

Eu peguei. Peguei e eles nem perceberam.

—Mas, porque fazem tanto alarde por causa dessa coisa brega e ridícula?

Me perguntei olhando para aquela coisa.





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