Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 13
Algumas verdades doem


Notas iniciais do capítulo

https://youtu.be/bNfGTDc-uFI-Clary no quarto.



P.O.V. Alec.

Jace trouxe a Clary assassina para o Instituto.

—Uma submundana nem tinha que estar aqui.

—Alec, ela tem a visão. Não quer descobrir como?

—Ela é uma submundana. É assim que ela tem a visão.

—Você é muito rude.

Um portal se abriu e a Cônsul Penhallow saiu de lá.

—Misericórdia! De onde você saiu?

—A semelhança física é impressionante. Clarissa Cullen Mikaelson, por violar os acordos e chacinar oito mundanos, pela autoridade investida em mim pela Clave. Você está presa.

—Pega a sua Clave e enfia no cu.

Todo mundo ficou tipo... O que?!

—Defensores dos humanos. Do submundo. Essa é a mentira mais bonita que eu já escutei.

—E quem você pensa que é?

—Quem você pensa que é? Porque defensora da humanidade com certeza não é. Mas, tem razão eu venho de um longa, longa, muito longa linhagem de vilões das suas histórias. Sou filha de uma híbrida Doppelgganger e um Vampiro Original, neta de uma bruxa malvada e descendente da antiga linhagem de bruxos necromantes de Asheron. Só que o seu Shadowhunter Mor, o Jace Herondale. Tava lá na boate quando a briga aconteceu. O cara, estava espancando a namorada, todo mundo ouviu ele chamando a mulher de tudo o que foi nome. Ouviu ela implorar. Mas, o seu Defensor dos humanos ficou lá tomando seu drink tranquilamente. Não moveu uma palha pra defender a mulher. Enquanto que eu fui lá e me meti entre eles. E sim, eu bati pra caralho nele. E quanto aos mundanos assassinados, eles iam nos assaltar, me violentar e meter uma bala na minha cabeça e uma na sua. Jace. Eu posso ser imortal, mas você não é! E eu sei de fonte segura que aquele tal Valentim Morgenstern quase afogou o submundo em sangue e ódio! E você Cônsul metida á besta e aquela tal daquela Juíza cruzaram os braços e não fizeram porra nenhuma! Então, não me venha com essa lorota de defender o submundo e a humanidade. Sua vadia hipócrita e sem cérebro.

O silêncio que se seguiu foi sepulcral.

—Você não sabe o que está dizendo.

—Não? Se não é verdade, então... porque isso te afetou tanto?

—Guardas!

Os guardas não deram dos passos. A Clary deu um aceno de mão e eles caíram mortos.

—Odeio cultos. Fanáticos religiosos me assustam.

A Cônsul pegou sua lâmina serafim, então Clary pegou uma das lâminas dos soldados que morreram e...

—Pelo Anjo.

—Vem! Vem!

—Impossível.

—O que? Perdeu a coragem foi?

—Lâminas serafim só respondem á Shadowhunters.

—E isso me faz... um unicórnio? Eu tenho um unicórnio. Um de verdade.

—Um unicórnio? Eles existem de verdade?

—Existem. Temos um no Instituto, o coitadinho quase morreu.

—Clary?

—O que?

—Você me disse que alguém sequestrou seus pais e os drogou. Os manteve em cativeiro e que esta pessoa tinha uma agulha.

—Minha mãe tinha pesadelos com o homem da agulha, mas ela vai á terapia e toma remédios. Descobrimos que ele tem sotaque britânico.

—É possível que o tal homem da agulha tenha injetado sangue de anjo na mãe da Clary.

—O que?!

—Sim. É possível.

De repente, a Clary começou a rir. A gargalhar, ela rolava no chão de tanto rir.

—Do que está rindo?

—Vocês não fazem ideia do que eu fiz. Eu criei a arma suprema.

—Clary?

—Oh, não pequeno Shadowhunter. Admito usei métodos pouco ortodoxos, mas eu sou o Diabo afinal.

—O Diabo?

—Eu sou Lúcifer Morningstar! O primeiro dos caídos, ninguém entende mais de justiça do que eu. E estava de saco cheio da Clave, do Ciclo e de toda essa merda. Então, criei a arma suprema. A herdeira de quatro famílias reais. Um ser vampiro, bruxo e shadowhunter. Descendente de três das mais poderosas linhagens de bruxos, membro da Família Original e da família Cullen. E o mais importante de tudo. A minha arma cresceu longe, bem longe da influência tóxica da Clave.

Ela voltou a rir e então... foi parando.

—Porque eu to dando risada? E porque estou deitada no chão?

—Clary, o homem da agulha, não é um homem. É um anjo. Um Arcanjo, ele quis que você nascesse, injetou o próprio sangue em você antes mesmo de nascer.

Ainda bem que ela tava deitada no chão, porque ela desmaiou.

—Clary! Clary!

—Acho que isso pegou ela de surpresa.

Jace pegou ela no colo.

—O que pensa que está fazendo?

—Não vou largar ela aqui, no chão.

P.O.V. Jace.

Eu a carreguei até o lugar onde não entro a sete anos. O quarto da Clary Fairchild. A Izzi deixa tudo limpo e não deixa ninguém mexer em nada.

Deitei-a na cama e sai.

P.O.V. Clary.

Onde estou? Porque tá tão escuro?

—Clary. Clary.

Me virei e vi quem me chamava e... era eu. Uma eu cheia de tatuagens de Shadowhunters.

—Quem é você?

Perguntei com medo da resposta.

—Sou você.

—Você é um monstro do Malivore?

—Não Clary. Eu sou você. E você sou eu.

—Se quer a urna, o Senhor Saltzman jogou fora. Ele tacou no rio.

—Não sei o que é Malivore e não quero saber de urna nenhuma.

Ela encostou em mim e eu senti uma coisa. Foi uma enxurrada de flashes. Umas coisa loucas, muito loucas. E quando acordei, fui correndo pro banheiro vomitar. Não sei por quanto tempo eu vomitei, mas levantei, lavei minha boca pra tirar o gosto de sangue e sai do banheiro. 

Dei de cara com aquele quarto. E aquelas roupas.

Vesti a roupa exatamente igual a da eu da minha cabeça. E me olhei no espelho. O cabelo dela era mais curto do que o meu e era cacheado e ela tinha tatuagens runas, mas podíamos ser gêmeas.

Me deitei no chão e tinha aquela música tocando na minha cabeça. With Love, da Christina Grimmie que ela descanse em paz.

—Estou perdendo minha sanidade. Estou perdendo minha sanidade. Ficando louca, estou me perdendo.

—Clary?

—Estou perdendo minha sanidade.

—Você não está perdendo a sanidade Clary.

—Eu sou igual a ela. Nem sei mais quem eu sou direito.

P.O.V. Lydia.

Ver a minha amiga deitada no chão daquele quarto encarando o teto. Ouvi-la falando aquelas coisas.

—É assim que você se sente quando vai parar num lugar que não conhece por causa das vozes na sua cabeça, Lydia?

—Mais ou menos. As primeiras vezes foi assustador. Ainda é estranho, mas já me acostumei a ser um arauto da morte.

—Mas, pelo menos você é você. E eu? Eu que sou meio bruxa, meio vampira, meio shadowhunter e sou duas pessoas ao mesmo tempo. Tenho todas essas lembranças que eu sei que não são minhas, todos esses momentos que não vivi, e essa morte que eu não morri. Simon, o prédio, a luz azul, o homem do caixão me agarrando, tudo explodindo. Sebastian, Jonathan e sei lá mais quem. Eu não posso com isso pelo amor de Deus!

Ela tava chorando e o quarto tava chacoalhando.

—O que tá acontecendo?

Perguntou Alec. E eu tentava acalmá-la para que não colocasse o prédio abaixo com a gente dentro.

—Fica calma Clary. Vai dar tudo certo. Você não é duas pessoas ao mesmo tempo.

Clary se levantou num pulo.

—Você acha?

Ela marchou decidida para fora do quarto e foi que nem um míssil teleguiado para um lugar em específico.

—Onde estamos?

Perguntei e a Izzi respondeu:

—Na sala de armas.

Clary foi até uma mesa que parecia um painel de controle e apertou uns botões.

—Clary não faça isso alguma coisa pode...

Abriu-se um compartimento secreto cheio de armas esquisitas.

—Explodir. Como você...

—Já estive aqui antes, já mexi neste equipamento.

Ela pegou as adagas.

—Já manuseei essas adagas.

Disse movendo as facas como se fosse algo automático. 

—Salvei o submundo e matei o Valentim Morgenstern a estocadas!

—Agora eu to preocupada. Acho que devíamos voltar para Mystic Falls. Você tá mais surtada que o normal.

—Não! Agora eu quero saber o que é isso e como matar aquelas coisas horríveis! Não vou sair daqui com mais perguntas. E eu vou achar o anjo da agulha e chutar a bunda dele. Pelo o que fez com a minha mãe.

—Largue as adagas Clarissa.

—Vai dar ordem pra alguém que te obedeça Dona.

A tal Cônsul avançou e eu gritei.

P.O.V. Jace.

Caramba!

—Se for usar uma adaga num adversário, levante o outro braço, faça a proteção. Enfie a adaga bem fundo, olhe nos olhos da pessoa e não puxe a faca até ver a alma dela.

A Cônsul caiu no chão. Morta.

E a Clary olhou para o corpo inerte e falou como se aquilo a cansasse:

—Blá, blá, blá. Tem mais alguma coisa pra falar? Ein? Eu não to te ouvindo? Finalmente calou a boca.

—Porra!

—Max!

Ela viu o Max e a expressão dela mudou, ela deu um sorriso gentil.

—Oi. Eu sou a Clary Mikaelson. 

—Você parece a Clary Fairchild.

—Eu era a Clary Fairchild. Mas, você não é meio jovem para se envolver com monstros?

—Eu sou Nephilim. É o meu chamado.

—Nossa! Soou exatamente como um fanático bitolado maluco. Já fiz muita coisa, mas eu tenho uma regra contra gente abusando de crianças, de mulheres. O que fizeram com você não foi certo. Roubaram sua inocência, seu amor, sua vida. Menino. Eles te mataram.

Então... voosh. Ela não tava mais lá.

—Odeio ter que dizer isso, mas ela tá certa. Max é só mais um fodido numa longa e ininterrupta linhagem de fodidos. Vocês precisam de terapia familiar.

Disse a Banshee saindo.

—Eu não sou um fodido. 

—Todos temos os mesmos problemas. As mesmas perguntas e sentimos as mesmas coisas. Sim. Nós somos uns fodidos. Só que felizmente somos menos fodidos do que os nossos pais.

—Em que está pensando irmãozão?

Perguntou Isabelle abraçando Alec.

—Nós somos fodidos mesmos. A primeira pessoa que eu amei romanticamente e não me julguem por isso, foi o nosso irmão adotivo/ meu parabatai.

—Oh! Eu não... sabia.

—Mm. Agora você sabe, mas relaxa não é mais assim. Depois, um feiticeiro e eu consegui fazê-lo desistir de tudo por mim. Eu o destruí. Nós destruímos. E estou trocando o ex-feiticeiro Mor do Brooklyn por um arauto da morte.

—A Banshee?

—Não me julguem! Vocês não tem moral. Você irmãzinha, teve um namorado seelie e dois namorados vampiros e o Jace tá afim de uma versão alternativa submundana e diabólica da ex-filha do Valentim.

—Verdade.

—Culpada.

—Eu conversei com ela e gostei do jeito dela.

—Porque?

—Falei pra ela sou um Shadowhunter e ela me perguntou, o que faz um Shadowhunter. Disse que cuidávamos do submundo, defender e proteger e tal. Ela olhou na minha cara e falou assim:

—Você já teve que matar um Noguitsune e derrotá-lo no seu próprio jogo? 

—Eu disse que não. E ela respondeu:

—Eu já. Você já teve que lutar contra uma alcateia de Alfas?

—Ela perguntou e eu disse não. Ela respondeu:

—Eu já. Ai pra fechar com chave de ouro ela perguntou. 

—Você já teve que derrotar A Besta de Gevaudan que por acaso era um lobo demoníaco que foi trazido de volta da morte por um bando de cientistas malucos e tirar a coisa do corpo do seu amigo com um grito?

—Respondi que não e ela disse..

—Eu já?

—Sim. E disse que eu não era de nada. Apontou o dedo pra mim e falou, faça tudo isso e pare uma caçada selvagem e dai podemos conversar sobre quem pode mais.

Nós rachamos de dar risada.

—Eu gostei dela irmãozinho. Sinto que seremos grandes amigas.

 

 





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