Crepúsculo 2.0. escrita por Erin Noble Dracula


Capítulo 1
Capítulo 1: A Filha do Xerife




P.O.V. Bella.

Merda de cidade pequena. Dentre todas as cidades pequenas onde meu pai iria querer morar, ele tinha que escolher uma na qual a maior parte da população é irrevogavelmente humana e só chove. Até o presente momento não encontrei nenhum ser sobrenatural, se não meu pai. E é maio. O meio do semestre.

—Ótimo.

Depois de aulas terrivelmente entediantes hora do almoço. Jessica estava tagarelando sobre sei lá o que quando eu os vejo.

—Quem são eles?

—Os Cullens.

Disse Ângela.

—São os filhos adotivos do Doutor e da Senhora Cullen. Eles se mudaram pra cá do Alasca.

Eles eram sobrenaturais. Ninguém é tão belo assim.

Jessica continuava falando, algumas coisas eu peguei. Os nomes. Rosalie, Emmett, Jasper, Alice.

Então apareceu o outro.

—Quem é ele?

—Edward Cullen.

Jessica tagarelava, mas notei que ele deu um sorriso. Como se estivesse nos ouvindo. Então, eles tem audição sobrenatural?

—Interessante. Muito interessante.

Na aula do senhor Molina, passei na frente do ventilador e ele cobriu o nariz. Tive que sentar ao lado dele.

Cheirei meu próprio cabelo, para ter certeza de que estou cheirando bem. Sentidos hiper-aguçados?

Quando olhei nos olhos dele vi que suas íris eram negras. Algum tipo de demônio?

Ele ficou me encarando a aula inteira e saiu correndo pouco antes do sinal tocar. Quis trocar de aulas por minha causa? Será que ele sabia sobre mim?

O dia acabou e eu fui pra casa. Aquilo ficou na minha cabeça. O que diabos são eles?

P.O.V. Edward.

O cheiro dela é maravilhoso. Ela tem o cheiro de algo com o que eu sonhei um dia, como luz do sol e amor.

E o mais estranho. Não consigo ler a mente dela. Porque?

Invadi o quarto da filha do xerife. E haviam desenhos de nós. Eu, Alice, Jasper... quase todos os membros da minha família.

Nos dias que se seguiram não fui a escola. Mas, porque ela nos desenharia?

P.O.V. Bella.

Fiquei surpresa quando ele decidiu dar o ar da graça na escola.

—Você sumiu. Vai me dizer porque ou vou ter que adivinhar?

—É. Eu saí da cidade por uns dias.

—Porque? Ficou doente?

—Razões pessoais.

A resposta mais evasiva possível. É. Ele é sobrenatural com certeza.

Estávamos no estacionamento e ele tava lá do outro lado. Continuava me encarando. Me virei para colocar as coisas na mochila, quando a van veio encima de mim e antes que eu pudesse reagir ele estava do meu lado e parou a van com a mão.

Nos olhamos olho no olho.

—Velocidade e força sobrenaturais.

Sussurrei e tenho certeza que ele me ouviu.

Reflexos inumanos. Meu Bom Deus! Impossível!

Uma multidão de gente veio me socorrer. Chamaram a emergência. O Doutor Cullen me examinou, mas se ele é médico... não. Impossível!

—Como chegou até onde estava tão rápido?

—Eu tava do seu lado Bella.

—Não. Não tava. Estava do outro lado do estacionamento perto do seu carro.

—Não. Não tava.

—Para com isso! Eu não sou idiota. 

—Bella, você bateu a cabeça...

—Reconheço um ser sobrenatural quando vejo um!

A lâmpada do fim do corredor explodiu.

—Odeio quando isso acontece.

—Você fez isso?

—Eu sei o que eu vi. Você parou a van com a mão. Força sobrenatural e velocidade sobrenatural, você nem sangrou.

—Bom, ninguém vai acreditar em você então...

—Eu não planejava contar. Só preciso saber a verdade.

—Não pode simplesmente me agradecer e seguir em frente?

—Eu podia ter dado um jeito naquilo.

—E como você "daria um jeito"?

—Não responde minhas perguntas. Não sou obrigada a responder as suas. Mas, obrigado.

—Não vai deixar isso pra lá, vai?

—Nem pensar.

—Então, espero que goste de decepção.

Ele saiu e eu falei:

—Você ia ficar surpreso.

P.O.V. Edward.

Ela ficou com raiva e uma lâmpada explodiu? Nos reconheceu logo de cara?

—Olha, Bella não devíamos ser amigos.

—Devia ter descoberto isso antes. Quer dizer, porque não deixou a van me esmagar para poupar o seu arrependimento?

—Acha que me arrependo de ter salvo você?

—Eu posso ver que sim. Maldita seja essa rixa estúpida.

—Rixa? Que rixa?

A filha do xerife me olhou com total espanto e incredulidade.

—Sério? Então, ou você é um ótimo ator ou realmente não tem noção sobre mim.

—Você não sabe de nada.

—Sei mais do que você pensa.

Ai como ela é teimosa! Mas, isso só me faz gostar mais dela.

Bella estava arrumando uns legumes na mesa da cantina.

—Arte comestível?

A maçã caiu no chão e eu peguei.

—Olá. Bella.

Ela pegou a maçã, praticamente a tomou da minha mão.

—Você tem que decidir o que quer. Porque essas suas variações de humor estão me deixando pistola.

—Só disse que seria melhor que não fossemos amigos, não que não queria ser.

Bella respirou fundo.

—E o que isso quer dizer exatamente?

—Significa que se for esperta, vai ficar longe de mim.

—E se você for esperto, vai ficar longe de mim. Mas, acho que nenhum de nós dois é esperto. Vai me dizer a verdade?

—Não. Provavelmente não. Prefiro ouvir suas teorias.

—Filhos do Clã Corvinos.

—O que?

—Nunca tinha encontrado nem mesmo um. E eu já encontrei um monte de coisas. Lobisomens, vampiros, outro tipo de vampiro. Vampiros Originais imortais, um híbrido assassino, doppelggangers, kitsunes, nogetsune e até uma banshee. Nunca tinha encontrado nenhum filho de Corvinos e do nada... eu trombo numa família inteira? Como sou sortuda.

Ela mordeu a maçã e acenou negativamente com a cabeça totalmente transtornada.

P.O.V. Bella.

Ele realmente parecia não ter a menor noção do que eu tava falando, mas quando disse vampiro, dei um susto nele.

—Mas, e se eu não for o herói? E se eu for... o vilão?

P.O.V. Edward.

A resposta dela não poderia ter sido mais surpreendente.

—A única diferença entre um herói e um vilão, é só quem tá narrando a história. E você nunca foi o vilão da minha.

Cada vez mais intrigante.





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