Last Chance escrita por Rayanne Reis


Capítulo 32
Capítulo 31


Notas iniciais do capítulo

Olá pessoal, tudo bem? Espero que sim.

Obrigada por estarem acompanhando e espero que gostem do capítulo.



—Bom dia, Bella. Aceita café? - Ela deu um pulo. Não esperava encontrá-lo na cozinha, mas pensando bem, onde mais ele estaria? Ele sempre fazia o café no mesmo horário.

A noite entre eles havia sido espetacular, mas Bella se sentia um pouco estranha por ter dormido com ele. Os sentimentos dela estavam confusos e ela não sabia o que fazer. O plano dela era evitá-lo e torcer para que os dois esquecessem o que houve. Como se eles fossem capazes de esquecer algo.

—Sim, obrigada. - Forçou um sorriso e puxou a cadeira para sentar. Edward assobiava alegremente e Bella se perguntou se ela seria o motivo dele estar tão feliz.

—Assim que terminar o café vou até a casa dos meus pais buscar a Aurora. Quer ir comigo? - Ele abriu aquele sorriso que a deixava sem fôlego.

Bella ainda não conhecia a casa dos pais dele e não estava muito confiante para ficar a sós com ele dentro do carro, mas a saudade da filha falava mais alto.

—É claro.

—Excelente, então. Seu café. - Ele inclinou e colocou a xícara na mesa e deu um beijo na testa dela.

—Edward! - Bella deu um pulo se afastando.

—O que foi? Derramou o café? - Perguntou preocupado e ela começou a chorar. - Fala comigo, Bella. - Ajoelhou em frente a ela. - Fiz alguma coisa de errado.

—Não posso fazer isso. - Levantou e começou a andar pela cozinha.

—É pelo que aconteceu ontem? Achei que tivesse gostado.

—Eu gostei mais do que deveria. - Confidenciou secando as lágrimas. – Eu te amo, Edward e você sabe disso. Toda vez que ficamos juntos eu sinto como se meu coração fosse explodir de tanta emoção. Você vira o meu mundo de cabeça para baixo. Me sinto em casa em seus braços.

—Mas...

—Eu não deveria continuar sentindo isso. Eu tenho que te esquecer e deixar de te amar.

—Me amar é tão ruim assim? – Ele falava baixo, tentando assimilar as palavras dela.

—É quando o amor não é correspondido.

—Bella, nunca te disse isso com palavras, mas eu te amo. – Era tão bom finalmente poder confessar o que sentia. – Achei que tivesse deixado bem claro.

—Me ama? Desde quando? – Ela o olhou com espanto, não conseguia acreditar que ele a amava.

—Desde que fez aquela festa de aniversário para mim. Pelo que fazia, não podia ficar perto da minha família ou dos meus amigos. Foi muito importante o que você fez, eu amei cada detalhe e amei você. Mas eu não podia te amar, não podia te dar esperanças e não podia ficar com você. O que te aconteceu foi minha culpa e era isso que estava tentando evitar. Será que podemos esquecer tudo isso e ficar juntos pelo bem da Aurora e pelo nosso? Nós nos amamos, Bella.

—Edward, você mata pessoas para sobreviver, como posso ficar com alguém assim? Eu tenho medo que me machuque.

—Eu jamais faria isso. Que merda, Bella. – passou as mãos no cabelo. - Quando foi que te tratei mal? Tudo o que tenho feito é cuidar de você. Não é possível que tenha medo de mim. Eu amo você.

—Pode não me machucar fisicamente, mas você partiu o meu coração. Sabia que gostava de você e foi embora sem nenhuma explicação. Não posso confiar em você.

—Bella, estou aqui tem cinco anos, eu não vou embora. Nunca mais. Não vou partir o seu coração, eu juro.

—Edward, estou lutando contra os meus princípios aqui. Sinto que deveria ligar para polícia e dizer o que você realmente faz.

—Fazia. Eu larguei tudo assim que a nossa filha nasceu. – Ele estava chateado pelas acusações dela, Bella sabia que ele não trabalhava mais como assassino de aluguel. Renée era até assistente dele.

—Você foi atrás daquela mulher.

—Sim, eu fui, mas eu te disse que não matei a Jane. Eu queria acabar com ela e ainda não sei se fiz a coisa certa, mas eu não poderia matar um inocente e não poderia deixar uma criança sofrer. Eu era sim um assassino de aluguel e não me orgulho nenhum pouco disso, mas acredite em mim, tudo isso é passado. Se alguém ameaçar vocês, eu vou atrás dele. Jurei que daria a minha vida para proteger a nossa filha e isso se aplica a você também, Bella. Não sei como consertar as coisas entre nós, só sei que te amo e que farei o que for preciso para você me perdoar.

—É difícil acreditar que você tenha me amado quando nem se despediu de mim. - Reclamou cruzando os braços.

—Eu deixei um bilhete. - Edward retrucou, mas sabia que o bilhete foi totalmente seco e que não expressava nada.

—Ah, sim. Obrigado pela viagem. - Recitou revirando os olhos. - Muito apaixonante aquele bilhete. Fiquei realmente muito tocada. - Levou as mãos ao coração fingindo estar emocionada. - Fora que quando te liguei você não pareceu se lembrar de mim.

—É claro que eu lembrei de você. - Ele estava ofendido com a insinuação dela. Ele disse que nunca a esqueceria. - Eu só fiquei confuso e surpreso por você estar me ligando. - Confidenciou baixinho. - Não tinha o porquê estar me ligando. Eu não te mereço, Bella. Você é uma pessoa boa e maravilhosa e eu sou…

—Um homem incrível e o melhor pai desse mundo. O que você fez pela nossa filha é mais do que eu poderia ter feito. - Ela tinha que admitir que ele era sim um ótimo pai. Poderia estar com raiva dele por vários motivos, mas no quesito paternidade, não tinha nada a reclamar. Não poderia culpá-lo por ter sido pai e mãe para a filha deles.

—Você acabou de dizer que sou um monstro.

—Não utilizei essas palavras. - Gritou se defendendo.

—Você me chamou de assassino. E eu sou. - Declarou, triste. Ouvir aquelas palavras doeu muito.

—Eu pedi café no quarto. Seria uma última tentativa para te convencer a pelo menos mantermos contato. - Bella sentou e fechou os olhos voltando no tempo, ao dia em que ele a deixou. - A princípio achei que tivesse ido dar um mergulho, então achei o seu bilhete e me senti uma idiota. É claro que você não iria querer manter contato comigo. Tentei me convencer de que não passava de uma paixonite boba e que logo te esqueceria. Não poderia estar mais enganada. O que senti e sinto por você é amor, do tipo raro. - Ela fez uma pausa, controlando para não chorar. - Comecei a ter tonturas e enjoos pela manhã, logo quando estava começando a superar. Já não pensava em você a cada minuto, só a cada cinco minutos.

—O que sentiu quando descobriu que estava grávida? - Ele queria ter participado da gestação.

—Primeiro medo. Criar uma criança sozinha não estava nos meus planos. Eu casaria com o Clarence e depois de três anos, engravidaria.

—Aquele idiota presunçoso. - Edward rosnou e Bella o olhou sem entender. – Eu conheci o idiota na casa dos seus pais e o joguei no lago.

—Você fez o que e por quê? - Ela não conseguia entender nada, não fazia sentido o ex dela ir à casa dos pais dela e muito menos Edward o jogar no lago.

—Depois te conto. - Ele achava que ela não escutou nada do que contou quando estava em coma. - Continue… - Pediu ansioso por mais informações.

—Certo. - Bella pigarreou voltando a conversa principal. - Engravidar de um desconhecido não estava nos meus planos e nem ser mãe solteira. Queria fazer tudo do jeito que julgava ser o certo. Queria que minha filha tivesse os pais presentes, mas não sabia como você reagiria. Você sempre me disse que não deveríamos entrar em contato depois que a viagem acabasse. Levei um tempo para decidir te ligar e quando criei coragem as ligações não eram atendidas. Estava prestes a desistir quando você finalmente atendeu.

—Foi uma surpresa e tanto, não esperava por isso.

—Também não esperava. Você ficou com raiva? - Perguntou baixando o rosto, não queria olhar para ele enquanto ele respondia.

—De forma alguma. Pelo menos não de você. - Acrescentou sentando ao lado dela. - Senti raiva de mim, por ter te engravidado e por fazer uma criança crescer sem o pai. Eu queria ficar ao seu lado. Fiquei imaginando como seria ter uma família, mas eu não podia ficar com vocês e acho que agora você entende o motivo. Eu tirei de você a chance de ficar ao lado da Aurora, é tudo culpa minha e eu sinto tanto, Bella.

—Por que você ficou? - Piscou surpreso com a pergunta.

—Você me pediu para ficar com a Aurora. - Será que ela não estava falando sério? - Enquanto eles te levavam para sala de cirurgia você me pediu para ficar. - Ela se lembrava do pedido e de ele ter dito quando ela acordou. - E achei que seria mais seguro, assim poderia proteger vocês. - Acrescentou e ela assentiu.

—Fiquei surpresa, mas feliz por você ter ficado. Pelo menos ela teve um de nós presente. Não precisava ter ficado com raiva. Você me deu um presente maravilhoso e tê-la crescendo em meu ventre foi uma doce lembrança de tudo o que vivemos. Não teria você, mas teria uma parte de você.

[...]

—Bella, está bem? - Rosalie segurou a amiga que cambaleava um pouco enquanto andava pelos corredores do hospital.

—Só um pouco tonta.

—Vou pedir para alguém te examinar.

—Não precisa, já marquei uma consulta com a Lara. - Ela era a melhor obstetra do hospital e Bella sabia que a amiga juntaria 2 + 2 rapidinho.

—Não vai me dizer que está grávida do bonitão da Grécia? - Gritou pulando no lugar. - Você vai ter um bebê. - Rosalie esmagou a amiga em um abraço apertado. - Estou tão feliz.

—E eu com medo. - Confidenciou aproveitando o abraço.

—Não precisa ter medo. Estarei ao seu lado e te ajudo a contar aos seus pais.

—Meus pais são o de menos. - Ela fez uma careta ao imaginar a reação dos pais. - Não quero criar essa criança sozinha. Ela precisa da mãe e do pai.

—Simples. Ligue para ele e diga: Bonitão, esquecemos de usar camisinha e estou grávida. Venha cuidar do seu filho. - Bella riu com a imitação.

—Queria que fosse assim tão fácil. Ele deixou bem claro que não era para entrar em contato. Cada um por si agora.

—Isso foi antes. Vocês vão ter um filho e isso muda tudo. Não sabe o quanto estou feliz. Você vai ter esse bebê, não vai? - Ela teve que perguntar, a amiga não parecia muito feliz.

—É claro que vou. É uma parte do Edward que vou ter comigo para sempre. E também é uma parte minha. A minha melhor parte. - Levou a mão ao ventre ainda plano.

—Temos que começar as compras. - Rosalie avisou e Bella sorriu.

—Estava esperando que você dissesse isso. Vamos? - O plantão delas havia acabado e elas poderiam começar a planejar tudo. Ela sabia que a filha dela jamais ficaria sozinha.

[...]

—Acho que devemos parar de falar do passado. - Bella suspirou, encarando Edward. - O que faremos agora? Você pode amar e ficar com um assassino?

—Não. - Ela levantou e segurou o rosto dele entre as mãos. O que via era tristeza. Edward ainda tinha esperança de que eles pudessem ficar juntos. - Eu não posso ficar com uma pessoa assim. Mas posso e quero ficar com o homem que mesmo perdido cuidou tão bem da nossa filha, com o homem que daria a vida para nos proteger e com o homem que eu amo.

—Aceita ficar comigo? - Perguntou sem acreditar que ela daria uma chance a eles.

—Sim. - Sussurrou e ele a puxou para seus braços.

—Eu te amo, Bella e juro que farei de você e da Aurora as mulheres mais felizes desse mundo. Posso te beijar?

—O que aconteceu com o homem confiante que não faz perguntas? - Bella provocou e ele riu.

—Aquele homem cometeu muitos erros e essa é a última chance para ele fazer as coisas da forma certa.

—Vamos combinar o seguinte. - Passou os braços em volta do pescoço dele. - Não precisa perguntar se pode me beijar. Apenas faça. - Piscou e ele riu ainda mais. Sentia como se tivesse tirado um peso enorme das costas.

—Uma última pergunta. Quer ir buscar a nossa filha ou podemos ir para o quarto e comemorar que estamos nos entendendo?

—Acha que seus pais podem ficar com ela por mais uns trinta minutos?

—Acho que eles não vão se importar nenhum pouco. - Edward os guiou até o quarto sem se desgrudar dela.

—Então eu escolho o quarto. - Bella respondeu e ficou surpresa ao ver que eles já estavam lá.

—Vamos devagar dessa vez. - Avisou a deitando na cama. - Um passo de cada vez.

 



Notas finais do capítulo

Finalmente eles colocaram as coisas em ordem e apesar de não ser fácil, eles vão superar o passado.

O próximo sai na sexta (19/04).

Bjs e até mais.



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