Posy escrita por Harenae


Capítulo 1
Crença


Notas iniciais do capítulo

Heyo!

Alguém ainda lembra de mim nesse lugar?
HUUSHAH

Enfim, estou recomeçando essa coisa aqui, obrigada por ler, espero que gostem da nova versão QWQ

~Boa Leitura aish

AH, "#" Significa uma quebra de tempo e "*" Significa um pulo de tempo, personagem, etc



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Lara

Meus olhos estavam presos ao céu, a cauda sobre as patas, inerte e suave, o vento bagunçando minha pelagem castanha, bocejei, resolvi finalmente levantar, sacudi meu corpo, expelindo as folhas presas por toda extensão de meu pelo, movi as orelhas, inquietamente procurando por sons familiares e odores familiares, nada. Bufei. Iniciando uma caminhada rápida, embora sentisse o peso de meu corpo aumentando pelo movimento não muito viável á uma loba grávida e cheinha. Sorri com isso, estava ficando cada vez mais ansiosa, queria ver meus filhotes, queria sentir seus cheirinhos, ouvir seus barulhinhos fofos, os ajudar com seus primeiros passinhos, estar lá com eles para sempre, era um pensamento ambicioso visto que não podia prever o amanhã, mas preferia ser positiva sobre isso, lambi o focinho e dei mais alguns passos, parando quando senti finalmente algo familiar, Johnny ficaria preocupado em me ver tão longe da toca, seu corpo grande e pesado de coloração mesclada entre marrom canela e cinza escuro, o dei meu melhor sorriso e pisquei os olhos de forma quase angelical para meu companheiro que tinha uma expressão não tão alegre, mas eu sabia que ele nunca ficaria verdadeiramente bravo comigo, a carcaça que ele trazia cheirava bem e estava realmente parecia apetitosa.

Senti-me mal, gostaria de ter ido ajudar com aquilo, gostava de caçar e de sentir a adrenalina de capturar uma presa, me aproximei do lobo, que soltou o cervo e esfregou o focinho no meu, era estranho pensar que Johnny largou tudo por mim e ainda desistiu do cargo de alfa ao sair da alcatéia comigo, soltei uma lufada de ar e sorri novamente e encaixei minha cabeça abaixo da dele, como um abraço. –Ei. –Murmurei, sorrindo fino e pude sentir que ele sorria também, me afastei, mordiscando seu focinho.

Seus olhos brilhantes e alaranjados piscaram para mim. –Você não deveria se esforçar muito... –Ele ladrou com cuidado e me analisou como se eu fosse feita de barro, isso me agradava, era algo como sentir todo carinho dele em apenas um olhar e eu gostava de saber disso, sorri com volúpia e o lobo soltou um riso nasal e moveu a cabeça em negação. –Digo, deveria evitar andar tanto...

Neguei e ri baixo. –Eu estou bem, não é como se fosse dar a luz no meio do caminho. Ainda não é a hora. –Permiti-me rolar os olhos e ainda piscar um deles após isso, me abaixando para finalmente comer um pouco, Johnny manteve seu olhar em mim e depois me acompanhou na refeição, em silêncio.

Depois de pouco tempo, já estávamos aconchegados em nossa toca, o odor leve me lembrava de amor e família, ele era tudo que eu tinha e eu era tudo que ele tinha e agora, estamos dando um presente maravilhoso um ao outro. Nossos filhotes. –Está me encarando. –Johnny sorriu ladino e me olhou, enquanto eu pisquei apenas e sorri mais.

 –Estava admirando o dono do meu coração apenas. –O dei uma resposta bela e ele me olhou com cuidado, afundando seu focinho em meu ventre, ele estava ansioso em silêncio, mas eu conseguia ler suas expressões facilmente após tantos anos de convivência. –Eles serão lindos...

 –Como você. –Mirei os olhos nele quando sua voz saiu rouca e divertida, seu olhar brilhando com suavidade, tranquilos. –E como eu. Porque eu sou lindo.

 –De fato! Você é um exemplo de beleza! –Ri e lambi suas orelhas ao me esticar um pouco, deitei logo após e moveu a cauda suavemente. –E eu também sou é claro.

 –A mais bela de todas. –Lambeu meu focinho e eu deitei a cabeça sobre suas patas e lambi seu pescoço, contando algumas cicatrizes ali, calma e extremamente confortável com meu companheiro. –Eu te amo Lara.

 –Eu também te amo. –Sussurrei e apaguei incrivelmente bem.

#

Johnny

Estiquei meu corpo e senti o sol fraco da estação adentrar um pouco a toca, Slough Creek poderia ser bem frio e nevado durante o inverno, mas na primavera o sol era quente e compensava tudo isso, com sorte, nossas bolinhas de pelo nasceriam durante esta estação e ficariam bem preparados para enfrentar o inverno, mas este ainda estava longe de dar sua cara á tapa. Bocejei e sacudi o corpo, meu pelo se bagunçou ainda mais com este movimento, olhei ao redor e senti falta de Lara ao meu lado, mas sabia que ela estava aproveitando o sol do amanhecer, ela dizia que era quando se sentia mais próxima dos deuses que nos regem e, mesmo que fosse totalmente cético á eles, nunca questionei seus hábitos matutinos, caminhei até a abertura, o chão arenoso sendo suavemente arranhado abaixo de minhas patas grosseiras e garras grossas, me considerava um lobo de boa estatura corporal e óssea, sempre fui forte, o maior entre meus irmãos, criado e treinado por alfas para liderar, mas, indo contra qualquer lei de minha antiga alcateia, os Bison tinham regras claras e que sempre foram fortemente reforçadas, mas que  não impediram minha paixão pela ômega que entrou na alcateia quando era jovem.

            Ouvi um som nada agradável de gemido misturado á um grunhido e corri até Lara, preocupado, a farejei e deitei em total silêncio ao seu lado. Havíamos conversado sobre o parto e ela havia me pedido para não dizer nada, ou ficaria mais nervosa e a prometi que apenas estaria ao seu lado e assim o fiz, minha palavra jamais seria quebrada, lambi suas orelhas e os minutos longos se passaram rápido demais, logo eu vi os pequenos seres com pelagem rala e aparência fragilmente fofa, lambi novamente minha amada e me pus a limpar os filhotes com rapidez, sabendo que Lara precisava descansar, deixei-os com um pouco de sangue para que ela também sentisse o que senti agora, um sentimento forte e doce, algo totalmente novo, uma chama de amor e paixão por meus pequenos. –Eu quero vê-los. –A voz doce e quebrada da loba acastanhada finalmente se fez presente e eu os levei com cuidado até ela, se moviam suavemente e soltavam barulhinhos adoráveis, ela sorriu e limpou mais um por um, me sentia tão terno e o sol da manhã me trouxe um lampejo amais uma crença á muito esquecida.

Agradeci aos deuses pela primeira vez em anos.


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Notas finais do capítulo

Pronto aa :D
Bem, obrigada pela leitura e sim, eu irei explorar essa falta de crença do Johnny e não sei se o farei crer em algo, vocês vão entender ajasdhskj

~Bye blues ♥



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