Stay With Me escrita por Valdie Black


Capítulo 10
Desconfiança


Notas iniciais do capítulo

N/A: Leiam as notas finais com carinho e atenção, por favor.



Quando John retornou à sua casa ele encontrou duas pessoas sentadas na frente da porta. Uma delas ele já conhecia muito bem, era a Missy.

—… então eu disse a eles, “sei que sou médica mas se vocês cometerem um erro desses de novo eu mato todos”. Não dá pra confiar naqueles residentes. Ah, John!

A mulher levantou-se quando viu o amigo se aproximando.

— Estava me perguntando quando você iria chegar. Este é o Nardole.

O estranho ao seu lado também se levantou. Era um homem baixinho, rechonchudo e careca.

— Olá. - ele disse, oferecendo a mão.

— Olá. - John respondeu, apertando sua mão. Ele olhou de volta para Missy querendo mais informações.

— Trouxe o Nardole aqui para consertar sua porta. - ela explicou. - Viu só? Não sou tão má quanto você diz.

— Você esperou três dias antes de vir aqui e consertar a porta que você quebrou?

— Ei, eu sou uma mulher ocupada! Mas não tão ocupada quanto você… ainda usando as roupas de ontem, John?

— O quê?!

— Me parece que você não trocou de roupa desde ontem. Alguém lhe avisou que sua calça está rasgada na perna?

John resmungou enquanto destrancava a porta, sem querer responder as provocações dela.

— Eu notei que o senhor tentou consertar a porta sozinho. - disse Nardole. - Mas não usou as ferramentas certas.

— Tanto faz. Consertem a porta logo e saiam da minha casa.

— Quanto mau humor! - Missy fingiu espanto, mas John percebeu que ela se divertia com aquilo.

Ela o seguiu para dentro da casa e começou a analisar tudo ao seu redor, e John sabia que nada escapava ao seu olhar clínico.

— Falando sério, John, desculpe por ter invadido sua casa naquele dia. Na verdade, eu estava preocupada com você.

— Preocupada? - John arqueou as sobrancelhas, não acreditava naquilo. Nardole ajoelhou-se e começou a retirar as ferramentas para o conserto.

— Sim, é claro! John, você desapareceu e de repente me surge no meio da noite com uma garota doente… tive medo que… bem, você é muito sensível com os problemas dos outros e tem o mau hábito de se entregar a alguma causa perdida. Queria saber como você estava depois que….

— Desculpas aceitas. - interrompeu. - Só peço que não faça isso de novo e que não chame a Clara de doente.

— Ela está bastante doente, John. - Missy respondeu num tom mais sério. - Quer você goste de admitir ou não, ela tentou se matar e por isso precisa de ajuda profissional.

— Ela está bem agora. - John respondeu com irritação. - Só precisa de um tempo. Passou por muita coisa.

— Não digo que vocês não podem namorar, homem, só estou dizendo que vocês acabaram de se conhecer e por isso você não tem ciência de todos os problemas dela. Não vai conseguir ajudá-la sozinho.

— Ela está bem. - repetiu. - Sei que você desconfia dela mas a Clara me faz muito feliz, então se vocês puderem se dar bem eu agradeceria.

— Eu desconfio dela?

— Sim, você pensa nela como uma depressiva instável. Ela não é assim.

Nardole fazia muito barulho tirando os parafusos da porta e Missy teve que falar alto para que John pudesse ouvi-la.

— Não foi isso que eu quis dizer, homem! Tenho certeza que ela é uma garota maravilhosa, mas…

— Não, eu não vou discutir isso! Clara foi a melhor coisa que me aconteceu desde… não vou deixar que você estrague tudo.

— Eu? Estragar tudo?!

— Sim! Você se intromete muito nos meus assuntos e acaba confundindo as coisas.

— Que conversa é essa? Foi a Clara quem disse isso? Ela está com ciúmes?

John não respondeu. Missy revirou os olhos.

— Ah, mas era só o que me faltava mesmo! Até parece que eu seria apaixonada por você, John. Antes fosse o Nardole.

— Bem, você já me beijou antes.

— Isso foi na nossa formatura, eu estava caindo de bêbada e pra ser sincera nem lembro muito bem…

— Eu sei que você não gosta de mim assim, Missy, mas o que temos é estranho para os outros e por isso é melhor criarmos alguns limites. Pelo menos até a Clara se acostumar com você.

— Você parece o meu ex-marido falando. Ele também achava que eu era obcecada por você. Ora, francamente!

John franziu o cenho.

— Você e Harold se divorciaram?

— Hã?

Nardole fazia muito barulho com a furadeira e John teve de se aproximar de Missy para que ela ouvisse o que dizia.

— Você e Harold se divorciaram?

— Sim… há dois anos.

John ficou chocado com a informação. Nunca gostou muito do Harold Saxon, mas ele e Missy se davam muito bem.

— Missy, sinto muito, eu não sabia.

— É, você não percebeu que eu deixei de usar aliança… sinceramente, não sei como o Harold pensava que tínhamos um caso se você nem repara em mim.

John arqueou as sobrancelhas novamente.

— Ele pensava isso? De verdade?

— Sim, era um idiota ciumento. Não vale a pena namorar alguém ciumento, John, eles são muito egoístas.

— Clara não é egoísta.

— Não estava falando da Clara, mas que coisa!

— Como é que eu vou saber?! Você é sempre grossa quando fala sobre ela.

— Certo, desculpe. - ela ergueu as mãos, rendendo-se. - Vou ser boazinha, eu prometo.

John baixou a guarda. Afinal, Missy era sua amiga mais antiga e os dois já passaram por muitas coisas juntos. Não queria ficar com raiva dela.

— Nós vamos estar na sua festa, eu e a Clara.

— Ah, que bom! Esqueci de colocar no convite, mas esse ano será uma festa à fantasia.

— Que nem naquele ano em que você me disse que era uma festa à fantasia e eu fui o único que apareceu fantasiado?

Missy encolheu os ombros.

— Acho que vamos ter de esperar pra ver…

John balançou a cabeça. Ele já tinha se acostumado com o jeito da Missy, e esperava que as duas mulheres superassem suas diferenças pois ambas eram importantes para ele ainda que de formas diferentes.

**

Clara decidiu visitar sua amiga Amy Pond, que não via há muito tempo. Ela parecia cansada da viagem, mas apesar disso estava de bom humor. Serviu vinho para as duas na cozinha.

— Onde está o Rory? - Clara perguntou, notando a ausência do marido da outra.

— Lá em cima, desfazendo as malas. Eu disse a ele que ia castigá-lo por ter me feito viajar de ônibus.

Clara achou graça.

— Bem, tirando essa parte, espero que o resto da viagem tenha sido bom.

— Ah, um natal em família, você sabe como é… - ela fez careta. -… as coisas interessantes estão acontecendo na sua vida, Clara.

— Sério?

— Lógico! O seu namorado é tão legal, apesar de você não ter me mostrado a foto dele.

— Certo…

Clara notou a censura velada no comentário da amiga.

— Quais são seu planos para o ano novo? Nós podemos nos reunir. Eu, você, o Rory e o Cara de Coruja.

— Eu adoraria, de verdade, mas o John quer ir a uma festa de uma amiga antiga dele.

— Você não parece muito animada com isso.

Clara tomou um gole de vinho antes de continuar.

— Não muito…

— Por quê não?

— Não confio naquela amiga dele, a Missy.

Amy também bebeu do vinho e estreitou os olhos, interessada no assunto.

— Conte-me mais.

— Bem, pra começar ela invadiu a casa dele! Que tipo de pessoa faz uma coisa dessas?

— Uma doida.

— Exatamente!

— Você pensa que ela gosta do John?

— Sim… mas ele acha que é bobagem minha.

— Homens são bobos. - sentenciou. - Você precisa ir nessa festa, Clara, tem que mostrar pra Missy quem é que manda.

— Você não acha que estou sendo ciumenta demais?

— Bem, se você diz que essa Missy está atrás do John então eu acredito.

— Obrigada, Amy.

— Vou lhe dizer exatamente o que você tem que fazer nessa festa…

Clara ouviu atentamente o conselho da amiga, até serem interrompidas pela aparição de Rory.

— Clara, como está? Faz tempo que não nos vemos. - ele lhe deu um abraço.

— O que você está fazendo aqui embaixo? - Amy disparou.

— Vim descansar. Não posso ficar desfazendo malas o dia inteiro.

— Não sei por que não…

— Me dá um pouco desse vinho?

Amy lançou-lhe um olhar irritado, mas apanhou uma taça no armário mesmo assim.

— Do que é que vocês duas estão falando?

— Estava contando à Amy que meu namorado novo tem uma amiga interessada nele. - Clara explicou.

— Ah, vocês mulheres são tão desconfiadas…

— Vocês é que são cegos. - Amy rebateu.

— Não dê ouvidos à Amy, Clara. Ela não sabe dar conselhos.

— E o homem que exigiu uma viagem longa de ônibus sabe?!

— Foi uma economia, Amy, e você concordou.

— Sim… e olha só o que aconteceu depois que dei ouvidos a você.

— Não acho que o John vá fazer alguma coisa ruim. - Clara interrompeu a discussão. - Só não gosto de como essa amiga o trata.

— O seu namorado já é adulto, Clara. - Rory argumentou. - Ele sabe se cuidar.

— Então se a Clara ficar incomodada com as liberdades que essa amiga toma ela não pode falar nada?!

— Não foi isso que eu disse. Eu só acho que não devemos nos intrometer muito na vida de alguém, ainda mais em um relacionamento recente.

— Você tem razão. - Clara concordou. - Mas… não sei… eu não confio nela.

— Se você fizer o que lhe pedi para fazer nessa festa ela não vai mais incomodá-los. Eu garanto.

Rory pareceu temeroso ao ouvir aquilo, não acreditava no julgamento da esposa. Clara apenas sorriu. O plano da Amy não era nada de extraordinário, talvez fosse até divertido. Teria que esperar para ver.



Notas finais do capítulo

N/A: Olá!

Bem, o assunto que eu vou falar me entristece bastante mas infelizmente tenho de falar sobre isso. Ontem descobri uma fanfic postada no site do Spirit cujo capítulo foi uma cópia de uma fanfic minha de 2018 chamada "A Última Estrela", a pessoa que postou além de ter copiado a ideia também copiou os diálogos que eu escrevi. Isso chama-se plágio e é contra as regras do site em questão. A história foi denunciada por mim e outras pessoas mas até que ela seja excluída eu vou me sentir mal por ver o meu trabalho sendo explorado dessa forma.

Fiz "A Última Estrela" inspirada numa teoria de Doctor Who, mas a situação e os diálogos são MEUS.

Escrever é uma coisa muito difícil, mesmo essas minhas histórias bobas são complicadas de se fazer, então não menosprezem seus autores favoritos roubando os trabalhos deles ou fazendo pouco caso do esforço deles. Muitos leitores não tem ideia do esforço mental, emocional e físico que os autores precisam fazer ao escreverem. É preciso muita concentração, descanso e paciência para terminar um capítulo. Mesmo que seja "apenas" uma fanfic. Então o reconhecimento desse esforço deve ser feito ao autor da história e não a uma pessoa que simplesmente copiou porque queria algo fácil.

Obrigada.

=***



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