Lembranças do Passado escrita por Songbird


Capítulo 7
Isabella - Parte II


Notas iniciais do capítulo

Olá. Quero dedicar essa nota de pesar a tragédia que aconteceu no Bairro de Educandos em Manaus, que Deus possa confortar as mais de 500 famílias que ficaram desalojadas por conta do incêndio de grandes proporções. Desde já prestamos nossa solidariedade

Boa leitura!
Postado em 18.12.18



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Acordei assustada com alguém me puxando da cama furiosamente.

Fiquei completamente paralisada ao abrir os olhos e me deparar com Maggie me puxando para fora da cama de Edward enquanto Esme me observava da porta do quarto friamente.

— Eu sabia que você queria tirar meu namorado de mim sua vagabunda. Vadia! Eu vou te ensinar a não mexer com o namorado das outras.

E me deu um tapa estalado que ecoou pelo quarto.

Tentei revidar, mas sem êxito. Foi aí que lembrei do primordial, eu estava nua, lhe dando vantagem de me jogar no chão pelos cabelos.

— Chega maggie, já foi o suficiente. Isabella, vista sua roupa e me encontre no jardim imediatamente.

Ordenou se retirando do quarto levando Maggie consigo.

Ao terminar de vestir minha roupa olhei para Edward que continuava a dormir tão sereno, mesmo com toda essa confusão. Talvez por causa da quantidade de bebidas que ele tomou. Fiquei tentada a acordá-lo, mas eu tinha que resolver isso por conta própria.

— Bom, pelo que você sabe Isabella, tinhamos um acordo. Nada de envolvimento entre patrões e empregados. Deixei isso bem claro quando passou a morar aqui. Sendo assim, mandei Kaure arrumar sua mala. Agora mesmo você sai dessa casa.

Falou olhando-me e assinado algo na pequena mesa que ali continha.

— Sua vadia. Você merecia é sair sem nada. Cachorra! Vou lhe dar um belo de um tapa nesse seu rostinho de santa do pau oco.

— Maggie! Já chega. Retire-se.

— Mas Esme...

— Retire-se

Maggie saiu de meu campo de visão com muita raiva por ter sido contrariada.

— Esme por favor, eu não tenho para onde ir. Deixe-me ficar, pelo menos até arranjar um lugar para morar.

— Desculpa Bella, mais eu lhe avisei. Você já deveria saber que isso aconteceria. Nada de relacionamentos íntimos entre patrões e empregados. Você está demitida

— Por favor Esme. Por favor, eu não tenho para onde ir.

Implorei, mas em troca ela só me lançou um olhar tão frio que era capaz de gelar a alma de qualquer pessoa.

— Deveria ter pensado nisso, antes de ter transado com meu futuro marido vagabunda. Agora vai embora e nunca mais volte.

Gritou Maggie da varanda da casa me olhando com desprezo.

Kaure chega exatamente nesse momento.

— Aqui está suas coisas menina Bella.

— Obrigado Kaure.

Ao olhar para minhas minhas coisas me perguntei pela primeira vez, para onde eu iria? Não tinha parentes, amigos, familiares, era sozinha no mundo.

— Vamos, o que você está esperando?! Se manda daqui garota. - A impertinente Maggie reclamou

— Pegue Isabella. - Esme falou me entregando um envelope com um bolo de dinheiro - Esse é o seu salário e mais um quantia para se manter bem longe do meu filho. Agora você já pode ir embora.

— Se cuide menina Bella.

Depois de um longo suspiro lhe respondi:

— Vou tentar Kaure, vou tentar

E saí daquela casa sem olhar para trás, deixando para trás meu coração e para nunca mais voltar.

Segui pelas ruas de Forks até que parei em uma pequena hospedaria. Talvez a única daquela cidadezinha que há tantos anos chamava de lar.

Chegando lá atrás do balcão havia uma moça já de meia idade, muito concentrada anotando algo.

— Bom dia, eu gostaria de um quarto. - falei já cansada de tanto andar com aquela mala. – Quanto está?

— Oh, desculpe. Não temos mais vagas. É temporada de férias, todos os quartos estão ocupados. – Ela levantou os olhos para mim e fez uma expressão pensativa. – Você queria um quarto para a temporada ou uma diária?

— Na verdade, não tenho tempo definido.
Ela me encarou como se estivesse me avaliando.

— Olha, eu conheço um lugar. Tenho uma vizinha chamada Ângela. Ela já é uma senhora e está alugando um quarto na casa dela. Você pode tentar lá.

— Oh! Sim, seria perfeito.

Ela se inclinou no balcão, parecendo muito interessada em mim.

—Mas diga-me. O que uma jovem como você faz sozinha? Você é menor de idade?

Senti que se ela soubesse da verdade estaria em grandes problemas, então, decidi mentir dando uma risada nervosa.

— Na verdade não. Posso ter esse rostinho jovem, mas já tenho 18 anos. Sou órfã(o que era totalmente verdade) e tenho que começar a seguir meu rumo.

Ela ficou desconcertada com minha resposta. Afinal, não parecia a resposta que ela esperava.

— Ah sim, claro. Bom, eu vou pedir para Sam lhe levar lá.

Ela chamou um rapaz moreno, alto e musculoso pelo telefone de sua mesa.

— Por favor Sam, leve a Srta., até a casa da Ângela, por favor.

— Claro. Por favor, siga-me Srta...?

— Swan.

— Claro. Por favor, siga-me Srta. Swan. A casa da Sra. Webber não fica longe, na verdade ela fica na rua atrás da hospedaria...

Seguimos durante todo o trajeto em silêncio, até que chegamos em frente a uma casa de tons pastéis, estilo clássico.

— Bom, essa é a casa da Sra. Ângela. Desculpe não poder ficar, mas tenho que resolver alguns assuntos da hospedaria que deixei pendentes.

— Oh! Sim, claro. Me desculpe por ter lhe atrapalhado.

— Não por isso Srta.

E saiu me deixando sozinha em frente a aquela casa desconhecida.

Toquei campainha e uma mulher muito simpática, que presumi ser a Sra. Ângela veio me atender. Ela já estava avisada que eu viria. Então, me mostrou as acomodações da sua casa. Eu amei e disse que iria ficar com a casa. Era perfeito na verdade.

Pagava o aluguel de meu pequeno quarto que ficava aos fundos de sua casa enquanto tentava procurar um emprego.

Algum tempo depois, consegui um trabalho como ajudante em um restaurante. Assim eu segui até que dois meses depois me descobri grávida.

Foi outra reviravolta em minha vida. Ângela ficou super feliz, já eramos amigas e cuidavamos uma da outra, segundo ela teria uma criança para alegrar seus últimos dias.

Já comigo, demorou um tempo para me acostumar, afinal, ser mãe aos 14 anos não deveria ser nada fácil. Mas já amava meu bebê. Assim como amava o pai dele. A única coisa que temia era pelo meu emprego.

Descobrimos meses mais tarde ser um menino.

Fiquei tentada a ir a casa dos Cullens e falar sobre essa criança. Falar para Edward que ele ia ser pai. Mas, pelas últimas notícias que soube, todos eles haviam saído da cidade. Sendo assim, teria que me contentar que um dia eu veria Edward novamente e lhe falaria a verdade.

Conforme minha gravidez ia avançando, me preocupava se ainda teria um emprego no final do mês, com o dinheiro que recebi da Sra. Cullen que em breve iria acabar e em como comprar as coisas para o meu bebê.

Ângela já me via como uma filha e eu a via como mãe, isso a levou a não aceitar mais o aluguel que eu pagava. Dizia que se eu quisesse mesmo ajudar, que iniciasse a montar o meu enxoval e guardar para comprar as coisas para o netinho dela. Assim, com a ajuda dela, consegui comprar algumas coisas simples para meu bebê.

Quando meu menino nasceu gritando a plenos pulmões, cheio de vigor, me senti renascendo com ele.

Ali eu percebi que daria minha vida por ele se fosse necessário, eu enfrentaria quem quer que fosse pelo meu filho e não mediria esforços para vê-lo feliz.

Naquele momento, descobri um amor tão puro e sublime, ao mesmo tempo a coragem e a força de uma leoa para lutar pelo meu filho. Ali, deitada na mesa de cirurgia, segurando o meu filho eu descobri o que era o amor de uma mãe.

 

 

 

Continua...


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Notas finais do capítulo

Dívidas? Dúvidas? Críticas?

E é isso queridos. A Ângela não irá morrer e a maneira em que o Edward irá encontrar a Isabella será bem interessante.



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