Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 9
Capítulo 9


Notas iniciais do capítulo

Boa noite!!!!!!

Gente, quem comprou o livro sabe que vai com dedicatória, caso tenha comprado em um nome, mas quer a dedicatória em outro nome, precisa enviar um email para
cristinamonicaoficial@gmail.com.



   Carl

      Dakota fica corada quando me afasto, a música alta e o burburinho em torno nos impedem de uma conversa, ela está sorrindo, sei que gosta dos meus beijos, que está envolvida e que ainda assim, é preciso ser cauteloso e deixar que viva um pouco. Não me acho tão maduro como dizem, isso é sobre eu estar apaixonado e tomando todos os cuidados do mundo para tudo dar certo. Isso é uma ponta de egoísmo, de medo de perde-la. Sim, é por ela, mas também por mim.

   — Volto logo. – Digo em seu ouvido, deposito um beijo na curva do seu pescoço e caminho por entre as pessoas para o bar.  Aron e Theodor estão sentados nos bancos, Ethan está do lado de dentro. Estico uma nota sobre o balcão. – Uma cerveja. – Peço a ele que dá um meio sorriso me empurrando a nota de volta no balcão.

   —Por conta da casa, pelo visto é o mais novo garoto Paradise. – Theodor empurra a nota de volta para Ethan.

   —Ele vai pagar sim, não tem nada de garoto Paradise.

   —Concordo com o Theodor, o que é raro! – Aron continua enquanto Ethan me serve a garrafa de cerveja que levo aos lábios. – Eu só virei garoto Paradise depois que me casei. Vai casar com ela?

   —Não. Ela vai casar com o Andy. – Theodor me lembra.

   — Acho que precisa preparar o seu filho para a sua primeira desilusão amorosa. – Theodor me lança uma careta, depois leva o copo a boca para um gole em seu uísque.

   — Dakota parece bem feliz. – Ethan diz olhando por cima da multidão as quatro garotas sentadas em torno de uma mesa. – Você faz bem a ela.

   —Faz bem a todas. Dominique está animada, ela fica feliz em ver a Dakota feliz. – Aron comenta.

   —Eu também fico. – Me volto, fico de costas para o balcão e de frente para o salão, por entre as pessoas posso vê-la animada entre as garotas, falando, rindo, escondendo o rosto. Dakota evidencia o melhor em mim, sorrio de longe só de vê-la, nem sei qual o assunto, mas me faz feliz assim mesmo. – Cada dia mais bonita. – Digo a Theodor sentado ao meu lado. —Queria que ela voltasse a se vestir com mais cor, mais liberdade, sem medo de decotes e pernas de fora.

   — Parece ótimo para mim. – Olho para ele que dá de ombros. – Ela está elegante.

   —Está com ciúme? – Pergunto para sua surpresa. – É muito protetor com ela, protetor demais, deixe que ela se meta em encrencas, é bom, ensina.

   —Ela pode se meter na encrenca que quiser, mas não pense que vai me impedir de tira-la dela. – Volto a olhar para ele.

   —Aquele pai dela é mesmo um idiota. Que bom que ela tem você.

   —Tem nós três! – Aron acrescenta. – O Ethan reclama um pouco, diz que é marido da irmã, que não é certo ficar no pé dela, porque pode afastar as duas, mas nós não nos importamos. Ah, e minha linda esposa e aniversariante do dia tem uma pá. Caso não saiba, não é um tipo de metáfora, é uma pá real!

   — E por que ela tem uma pá?

   —Se fosse você, não iria querer descobrir. – Ethan brinca passando um pano branco sobre o balcão. Dakota olha em minha direção, sorri encabulada quando me percebe olhando para ela, acena de longe e um grupo de pessoas para na nossa linha de visão, eu a perco e me volto para o bar. Tomo mais um longo gole da cerveja.

   — Mais uma? – Ethan questiona quando empurro a garrafa vazia em sua direção.

   —Não. Eu estou controlando a bebida, não quero soltar a língua. – Eles trocam olhares. – Dakota precisa de tempo e não é fácil sentir o que sinto por ela e esperar como tenho feito.

   —Espere até meu filho completar dezoito anos, aí vai ver o que te acontece!

   —Theodor, seu filho é um bebê.

   —Detalhes. – Ele não parece preocupado.

   —Vai pedir a Dakota, oficialmente? – Ethan me questiona, eles não tem qualquer limite, não conhecem a palavra discrição.

   —Vou. – Aviso. – Mas tem que ser especial.

   —Violinos! – Os três dizem juntos, eu afirmo achando graça que todo mundo conhece o jeito romântico dela.

   —Com certeza, violinos.

   —Eu conheço os caras certos. – Theodor confessa. – Eu sou o cara que os contrata quando vou fazer surpresa para minha esposa. Ah! Não tente me roubar Dakota, pode se envolver o quanto quiser, mas ela ainda será minha consultora. Não dê uma de ciumento.

   — Não tenho intenção nenhuma de atrapalhar vocês.

   —Tenho um ótimo florista. – Aron garante, olho para Ethan.

   —Tenho o Paradise! – Ele ri dando de ombros. – Ofereço o espaço.

   —Quem sabe? Ainda é cedo para isso, ela precisa de mais tempo.

   —Então não tente se infiltrar no balcão, nada de ser um garoto Paradise sem pedido oficial. – Theodor me garante.

   —Sabe, acho que vocês têm que saber que provavelmente eu seja o primeiro garoto Paradise, eu estive aqui muito antes de saberem da existência desse lugar, lavei muito chão do Paradise para ajuda-las. Além disso, garotos Paradise parece mais o nome de um grupo de strippers.

   —Ele é arrogante! – Aron diz provocador.

   — Se formos formar um grupo de strippers, eu sou o marinheiro. Fico bem de branco e quepe.

   — Eu acho que sou o Cowboy. – Aron decide. Eles olham para Ethan. – Acho que o Ethan não precisa de fantasia, ele é o policial.

   — Bond. – Ethan diz a eles e ganha uma imediata careta de desgosto. Eles me fazem rir.

   —Você, garoto, é o ajudante que fica nos bastidores. – Theodor me garante. – Meu esquilinho é que será um garoto Paradise, ainda que você tenha lavado chão por aqui. Garoto Paradise é quem casa com a garota Paradise.

    — Theodor não somos amigos, mas se fossemos, eu diria que ele está decidido a roubar o lugar do Andy no balcão.

   — Quem decidi isso é a Dakota. – Ethan diz de modo simples, enquanto leva um gole de cerveja a boca, ao seu lado, uma garota uniformizada com uma camiseta preta e jeans, serve drinks e parece boa nisso. – Amanda, vamos estar na mesa se precisar de ajuda. – Ele diz dando a volta no balcão e se juntando n nós. – Vamos lá comemorar o aniversário com elas.

   —Nesse caso.... Amanda, mais um champanhe! – Aron pede. Ela entrega uma garrafa em sua mão e seguimos por entre as pessoas em direção a mesa.

   Theodor puxa uma cadeira ao lado da esposa, Ethan faz o mesmo, já Aron, pega a mão de Dominique, ela fica de pé e então ele se senta para recebe-la em seu colo, ela passa um braço por seu ombro, os dois tem um jeito mais descontraído. Dakota afasta a cadeira mais para o lado deixando espaço para uma cadeira a seu lado, me sento tão perto que poderíamos dividir uma cadeira. Ela me sorri, procura minha mão e não sei se nota o que está fazendo quando entrelaça seus dedos aos meus, mas fico feliz que ela seja capaz de agir e não apenas reagir.

   — Estávamos falando de vocês. – Dominique conta.

   —Bem, eu acho. – Theodor declara.

   —Reclamando que nos deixaram sozinhas muito tempo. – Serena responde para ganhar um beijo.

   —Um marido moderno que deixa a esposa livre para ser paquerada por todo garotão que passa ou vocês pensam que não vemos isso acontecer o tempo todo?

   —Mas só tenho olhos para você, senhor Fitzalan.

   —Eu também. – Savannah continua.- Só vejo meu barman preferido.

   — É bom, por que nossos dias são cercados desses caras. – Ethan comenta e acho que ele tem que ser mesmo um cara bem seguro para lidar com o fato de que a esposa recebe todo tempo elogios e convites.

   — Dominique. Sua vez de dizer que só tem olhos para mim.

   —“Je t’aime”, sabe disso, mas não sou cega, “mon amour”.

   —Olha que te ameaço com direitos iguais! – Aron provoca.

   —Olha que te ameaço com uma pá! – Ela diz se enrolando mais a ele e beijando o marido.

   — Eu estou feliz que está aqui. – Dakota me conta, solto sua mão para passar meu braço por seu ombro e puxa-la para junto de mim. Meus lábios tocam os dela. -  Isso é novo, entende? Estar assim com alguém e entre elas, é novo e... estou meio sem saber como agir.

   —Parece que está indo muito bem. – Beijo seus lábios de novo, ela se encosta em meu ombro.

   —Brindar! – Dominique convida enquanto Aron abre o champanhe cheio de elegância, eu não saberia abrir uma garrafa de champanhe sem balançar e atirar a rolha longe deixando a espuma escorrer e molhar as pessoas.

   —Um brinde a mulher mais apaixonante e especial que conheço! – Ele ergue a taça que tocamos com as nossas.

   —Um brinde a arte de brindar! – Dominique convida e lá estamos nós tocando taças. – Aos meus vinte e oito anos!

   Uma sonora e uníssona gargalhada se espalha. Ela ignora levando sua taça aos lábios e virando em um só gole para se servir de mais uma e depois outra.

   A conversa fica divertida, as pessoas rindo juntas, lembrando de momentos no bar, ou na vida, eles têm uma longa amizade é o que parece.

   Os casais vez por outra deixam a mesa para dançar, voltam rindo, o grupo está se divertindo e então os pais de Dominique se juntam a nós, não os conhecia, mas parecem muito divertidos.

   —Está bem cheio hoje. – Dakota diz olhando em volta. – Preciso ir ao banheiro. – Ela me avisa, seu olhar diz muitas coisas, eu me lembro bem do que o canalha fazia, a acompanhava e esperava na porta, em qualquer festa que eles estivessem era assim, quando ela entrava ele se sentia livre para mexer com todas as garotas que entravam em seguida. Um idiota que achava que tinha o mundo a seus pés.

   —Vou estar aqui. – Digo dando um beijo em seus lábios, ela me observa um segundo, depois parece ganhar força e deixa a mesa, tem sempre alguém a admirando passar, mas ela ignora, entra no banheiro e volto minha atenção para as conversas em torno.

   O grupo bebe, brinca e troca provocações, eles são divertidos e diferentes, o que torna a amizade deles ainda mais interessante.

   — Olha lá, Carl. Acho que a Dakota precisa de ajuda. – Theodor me avisa e me volto para vez um rapaz tentando impedir sua passagem, ele não toca nela, está apenas tentando ganhar sua atenção. – Não vai até lá?

   —Não. – Digo desejando profundamente caminhar até ela e envolver sua cintura, encarar o idiota e dizer que ela está acompanhada.

   — Devia ir. – Aron insiste. – Eu iria, se minha mulher não fosse a garota da pá. – Dominique ri, me olha interessada em minhas reações. Não é fácil esconder que sinto ciúme, mas nada vai me fazer imitar aquele idiota.

   — Ela sabe se defender. – Eu digo engolindo o ciúme e tomando um gole de champanhe. Dakota se cansa, diz algo realmente duro ao rapaz, ele sai do seu caminho e então posso ver que caminha de volta para a mesa muito tensa.

   —“Ma petite”, lembrei de você embaixo do balcão! – Acho que Dominique só quer mesmo distraí-la. Consegue, imediatamente ela ri, se senta ao meu lado e dessa vez eu procuro sua mão, beijo seus dedos presos aos meus.

   —Lembra disso, Carl? Que eu vinha ficar aqui estudando quando não queria ficar sozinha em casa? Me escondia no balcão com medo de alguém me descobrir aqui?

   —Lembro. Savannah não conseguia te dizer não e deixava você vir. Minha mãe ficava brava, dizia que você tinha que ir ficar lá em casa.

   —Na época me sentia constrangida, agora me lembro achando engraçado.

   — Éramos muito bobos. – Ela concorda.

   — Eu queria ajudar a Savannah a comprar o bar, achava que me formaria e arrumaria um bom emprego e pagaria metade do bar.

   — Que bom que não precisou.

   —Felizmente. – Ela diz tomando um gole da bebida, depois me puxa para mais perto. – A gente tem que ir. – Sussurra em meu ouvido. – Aron tem uma surpresa para a Dominique. Essa ela não sabe, vamos todos embora, ele vai se lembrar de algo que esqueceu aqui e eles vão comemorar a dois aqui no bar. É sobre o balcão! – Ela fica vermelha ao contar, viro o pescoço para olhar o balcão e pensar a respeito, parece interessante e um tanto complicado, o balcão é meio alto e não é muito largo. – Carl! – Dakota ralha comigo e volta a olhar para ela rindo.

   — Parece que o Paradise anda reunindo histórias. – Ela balança a cabeça afirmando.

   —Tem histórias boas aqui também, não apenas.... – Silencio abrupto, olhos tristes. Se pudesse arrancar isso dela. Apagar o passado. Uma pena não ter essa oportunidade. Só o que tenho é a chance de dar a ela um presente diferente e um futuro.

   — Que acha de caminhar para casa de mãos dadas?

   — A pé? Sem pegar um táxi?

   — Por que não? – Ela gosta da ideia, sua afirmação animada apaga as memórias tristes.

   — Pessoal, nós já vamos. – Eu aviso.

   — Nós também, vem com a gente, deixamos vocês em casa. – Serena convida.

   —Um em cada casa. – Theodor não resiste e isso não tem qualquer relação com seu filho, isso é claramente um pai ciumento que não sei se Dakota consegue compreender, mas sei que a deixa segura e feliz.

   — Queremos aproveitar o ar da noite e caminhar. – Aviso, Theodor pensa em retrucar, mas parece que sua esposa é quem controla a situação e um olhar dela o cala.

   Dominique agradece os presentes, beija o rosto da amiga e as duas trocam um abraço demorado, então deixamos o bar, a sineta toca e eu gosto do som dela. Gosto de me lembrar de como entravamos e saímos do bar sonhando com o dia em que seriamos adultos e simplesmente nos sentaríamos em uma mesa e beberíamos um drink desses especiais que Savannah faz.

   —Uma vez li uma crítica sobre o Paradise, fiquei feliz que ele era o número um.

   —Sim, minha irmã conseguiu, todo ano tem meia dúzia de críticas, todas sempre positivas, uma vez teve uma negativa, mas no fim ajudou, muita gente veio conhecer o lugar depois do homem chama-lo de confuso entre o passado e o futuro. Algo assim, sobre a decoração ser retrô e as bebidas tão modernas.

   —É preciso ser forte para suportar as críticas.

   —Savannah não é não. – Dakota ri. – Ela ficou furiosa, o Ethan é que contornou a situação, agora o tal crítico é inimigo do Paradise, nada bem-vindo. – Ela brinca enquanto paramos para atravessar a rua, seu rosto está luminoso, ela não para de sorrir e quando penso em me despedir em sua porta meu coração se aperta.

   —Passa o dia comigo amanhã? – Convido sem resistir.

   —Quer ir lá para casa? Posso cozinhar.

   —Nada disso, você e a Daisy vão lá para casa, eu cozinho, depois assistimos filmes e a tarde toda. O que acha?

   —Que horas chegamos? – Ela pergunta para ganhar um beijo que devia ser rápido, mas é longo, muito mais longo do que é natural um casal beijar no meio da rua, felizmente é madrugada.

   — Seis da manhã? – Ela ri, volto a segurar sua mão e continuamos a caminhar.

   — Chego perto do meio dia, assim dorme um pouco, acorda cedo todos os dias.

   —Está certo. Quer um sorvete? – Ela acha engraçado. Não está calor e é meio madrugada, mas é Nova York, a cidade está a todo vapor.

   —Quero.

   Quando finalmente chegamos a frente do seu pequeno edifício são quatro da manhã, ela me sorri, como eu queria entrar e simplesmente ficar, mas beijo seus lábios, um leve beijo de despedida.

   — É tarde, eu espero você entrar. – Ela sobe dois degraus, depois se volta, corre até mim, me envolvo o pescoço e dessa vez é ela a me beijar, gosto disso, de como aos poucos ela ganha vida.

   — Boa noite! – Dakota diz quando nos afastamos e então sobe correndo e destranca a porta, acena e fecha sem parar de sorrir e podia ir para casa sapateando feito Fred Astaire.

   Dormir é bem fácil, cansado e feliz basta cair na cama que apago. O sono é pesado e sem sonhos, quando acordo são quase dez da manhã, para quem vai receber a garota perfeita é tarde.

   Salto da cama, tomo banho e não perco tempo com o desjejum, preciso colocar a casa em ordem, lavo louça, ajeito o sofá, recolho lixo e forro a cama. Minha mãe ficaria orgulhosa, parece uma casa bem cuidada.

   Onze e dez a campainha toca e abro a porta animado, o sorriso da lugar a surpresa. Theodor Fitzalan está de pé em minha porta. Ele acredita mesmo que estou roubando a namorado do filho de dez anos?

   —Posso entrar? – Dou espaço a ele, fecho a porta e indico o sofá, ele se senta, está com roupas esporte, cabelos úmidos, algo me diz que não estava passando e parou para um café.

   — Quer... uma água?

   —Não. Obrigado, não posso me demorar, menti para minha mulher. Quando chegar conto a verdade e aguento o castigo. Felizmente ela não tem uma pá.

   Me sento diante dele, não sei bem do que se trata, mas não vou me encolher, sou um homem e sei o que quero.

   —Não acho que estava passando.

   —Não estava, Ethan esteve na policia por anos, ele tem contatos e consegui seu endereço.

   —Bastava ter me perguntado.

   —Aí perderia a graça. – Ele olha em torno, observa sem constrangimentos minha casa em sinal de que está literalmente me investigando.

   —Casa aprovada? – Theodor volta a me olhar, o tom leve que ele sempre carrega nos olhos desaparece.

   —Estive prestes a perder tudo que mais amo e mais me importei na vida. Eu era um cínico.

   —Ainda é. – Digo a ele sem medo.

   — Dakota me ajudou a resolver isso. Então talvez você pense que isso tudo é um tipo de gratidão, mas não é. Isso foi o que nos aproximou, ela é especial, ama minha mulher e ama meus filhos e eles a amam e isso é tudo que me importa.

   Este homem diante de mim é o CEO de que ouvi falar na universidade, o homem frio que ganha mercados, investidor corajoso e invejado em Wall Street.

   —Entendo. – Não sei bem o que ele quer dizer.

   —Aquele canalha merecia ser triturado, não me envolvi porque era um caso de policia e o Ethan era o policial, aprendi que se quer um trabalho bem-feito, deixe para quem sabe fazer.

   — Mas vem cuidando dela desde então, já notei isso.

   — Vim dizer que se magoa-la trituro você. – Ele diz sem rodeios, depois fica de pé. – O pai dela devia estar aqui dizendo isso, mas ele é um idiota.

   —Concordamos em tudo, não quero e não vou magoar a Dakota e sim, o pai dela é um babaca.

   — Ótimo. Isso decidido passemos a segunda fase da conversa.

   —Tem uma segunda fase?

   —Tem. Não é namorado dela até pedir com tudo que ela tem direito, e ela tem uma lista de coisas que gosta. Flores, violinos... romance. Aquela garota Paradise passou tempo demais olhando o mundo de fora, está na hora de ser o centro dele. Não tenha medo de ser um romântico.

   — Isso é um conselho?

   —Não, é mais uma exigência. – Ele sorri. – Não posso ficar, então, caso precise é só me ligar, ajudo você. Nunca, nunca diga que quer ficar com ela para ter seu quarto arrumado, é péssima ideia.

   — Acho que qualquer idiota sabe disso. – Ele ergue uma sobrancelha. – Não vou me esquecer. – Emendo.

   —Ótimo. – Ele diz muito firme. Olhos duros, ar compenetrado. Gosto muito de ver que ela não está sozinha.

   — Quando te conheci, achei que era tão engraçado e distraído que não podia ser o CEO que todos falavam na universidade e que era tão admirado. Muito gente lá sonhava em ser como você, mas olhando agora eu entendo. É um homem duro.

   — Falavam de mim na sua faculdade? – Balanço a cabeça concordando. – E eu tinha tipo... fãs?

   —Alguns!

   —Do tipo que se eu for até lá pedem autógrafos?

   —Não é impossível. – Ele fica literalmente inflado, está de volta o Theodor que conheci.

   —É um bom garoto. Tenho que ir, a menos que queria um autografo para mostrar aos seus amiguinhos. Quer?

   —Não.

   —Certo. Está constrangido diante do seu ídolo. Entendo. – Ele toca meu ombro. – Seja um bom menino, não magoe a Dakota ou já sabe.

   —Triturado.

   —Isso, não conte que estive aqui. Nem para os garotos, só se quiser contar a parte que sou famoso e cheio de fãs. Essa parte pode contar. – Ele me estende a mão. – Foi uma boa conversa. Nos vemos por ai. Estou de olho.

   —Tchau, Theodor, Dakota está chegando. – Ele volta a apertar minha mão e se dirige a porta.

   — Foi um bom treinamento, um dia serão minhas meninas. Nem gosto de pensar. Lupe está tão madura. Logo Eva segue pelo mesmo caminho e sabemos o que acontece na pré-escola. É onde tudo começa.

   Ele desce as escadas e não sei se está falando comigo ou com ele mesmo, mas é divertido.

   Leva mais meia hora para ouvir a campainha e agora sei que é ela. Dakota Jones vem passar o dia comigo e não é mais como antes, não sou mais o amigo confidente. Abro a porta e ela está linda, nos braços, a caixinha com Daisy que mia ao me ver e faz Dakota sorrir feito primavera colorindo a vida.

                                    



Notas finais do capítulo

BEIJOS!!!!



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