Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 6
Capítulo 6


Notas iniciais do capítulo

BOA NOITE!!!
DESTINOS CRUZADOS em pré-venda. Dá para acreditar? Como sonhamos com isso, quando me lembro do tempo em que postava minhas fanfics aqui... ter um livro físico publicado parecia um sonho impossível! Hoje é sonho realizado!

OBRIGADA!!!!



   Dakota

    As três me olham em silêncio, todas elas sorrindo a espera que eu diga algo e meu sorriso está difícil de ficar guardado.

   — Vamos, conte logo! – Savannah insiste. Minha sala fica sempre muito menor com todas nós juntas, dessa vez, Eva está no colo de Serena, por isso temos mais tempo, Sean brinca com Lupe e os meninos estão na escola.

   —Só uma coisa! – Dominique ergue a mão e olhamos para ela. – Eu sei que ama o esquilão, mas foi a última vez que ele soube de algo antes de mim, da próxima eu pego o telefone do Simba e ligo para saber as novidades direto da fonte.

   — Simba? – Pergunto surpresa.

   —O príncipe fofinho! – Ela diz rindo.

   —Vamos pensar melhor sobre esse codinome. – Serena pede.

   —Codinome? – Eu questiono.

   —Eu gosto, ele parece mesmo um leãozinho fofo. – Savannah concorda.

   — O Theodor pode não resistir. É sério, pode ser demais para ele. – Serena continua.

   — Simba? Codinome? Estão indo rápido demais. – Reclamo para continuar sendo ignorada.

   — Esse devia ser o codinome do meu esquilinho! – Serena continua.

   — Esquilinho fofoqueiro é o codinome do esquilinho fofoqueiro. – Dominique replica.

   — Ele me trouxe flores e bombons! – Silencio, elas se calam, sabia que algo assim ganharia a atenção das três. – Não no mesmo dia, ele também cuida da Daisy para mim e eu... eu me sinto bem perto dele como não me sentia bem perto de ninguém nem mesmo dele, que sempre foi a pessoa que me fazia mais feliz durante toda a vida.

   — Carl veio aqui? Convidou mesmo? Conta logo tudo! – Savannah está exultante.

   — Ele cuidou da Daisy como disse que faria e o convidei como sugeriram.

   —Eu sugeri! – Dominique reivindica.

   —Como a Domi sugeriu. – Corrijo. – Ele veio, trouxe flores! – Meu coração dispara. – Foi emocionante ganhar flores, achei tão gentil.

   —Ficaram nus?

   —Claro que não Dominique! – Aviso corando. – Conversamos, foi especial, foi difícil. – Me lembro de abrir meu coração, alma, de me quebrar, de sentir finalmente os pedaços se colando. Elas notam a dor passar por mim, chegam todas mais perto. Dominique segura minha mão, Savannah passa o braço por meu ombro.

   — Falou com ele sobre o passado? – Serena me pergunta e afirmo, sinto um leve nó na garganta, mas me controlo, ainda não quero que se preocupem.

   —Foi tão bom, eu desabei, mas ele... o Carl foi tão maravilhoso, ele me ofereceu a mão.

   —Mão? – Dominique se decepciona. – Metaforicamente, tipo minha pá?

   — Dominique, você tem uma pá no porta-malas do seu carro, ela não é metafórica! – Savannah a lembra e ela dá de ombros e se concentra em mim.

   —Me senti... protegida, acolhida, me tirou uma tonelada dos ombros, a culpa que sentia por ele ter partido como partiu, tudo... foi pesado e ao mesmo tempo... especial, tocante, já disse que me senti acolhida? – Elas afirmam. – Depois ele foi para casa, ligou e conversamos até eu dormir, ele veio almoçar comigo ontem. De noite conversamos por telefone até eu dormir de novo e hoje... ele me convidou para sair.

   —Teve beijo? – Savannah me pergunta e nego.

   —Ele... – Suspiro. – Eu não sei se ele quer me beijar, ele tem sido tão incrível, eu não sei o que pensar, onde isso nos leva, se vamos... se... eu não sei de nada, mas me sinto feliz, me sinto... animada. Sem tanto medo.

   —O Carl sempre te fez bem. Acho que vou ligar para a mãe dele e saber o que ele contou. – Savannah avisa e nego.

   —Não. Por favor.

   —Acho que ele ainda está apaixonado, como quando foi embora. – Serena tão romântica como eu, comenta muito feliz.

   —Por isso sou a favor de menos roupa e mais ação. – Dominique me provoca. – Já teríamos as coisas mais definidas. Ele tentou e disse não?

   —Carl não tentou.

   —Ou você não pegou a deixa? Você é meio inocente, “ma petite”, vamos ser honestas.

   —Ele realmente não tentou nada e eu não sei se vai tentar, uma parte de mim acredita que sim, mas eu acho que pode ser apenas o velho Carl melhor amigo de volta. Teve um momento, um momento muito, mas muito importante mesmo. Eu fiquei... muito abalada, me abrir com ele me deixou... esgotada, então, de certo modo foi bom, porque disse coisas que não diria e que precisavam ser ditas, mas outras... não precisava dizer, ou não sei bem, coisas que podiam dar impressão de ser um tipo de convite que eu não sei se queria...

   — Dakota é a pior contadora de coisas que aconteceram de todos os tempos! – Dominique reclama.

   —Eu perguntei se ele me devolveria tudo que aquele...cara me tirou.

   —Cavaleiro encantado! – Dominique sorri.

   —Ah que fofa, ele é mesmo um príncipe. – Savannah concorda.

   — Inclusive ele deve vir montado em um cavalo branco. – Domi concorda. – Salvar a mocinha indefesa.

   —Ele disse que não, disse que me ensinaria a pegar tudo de volta.

   — Que frase boa. – Dominique se espanta. – O tipo de coisa que a gente diz uma vez e depois... nunca mais.

   —Realmente, a coisa certa a dizer. – Serena comemora. – Carl é mesmo o cavaleiro encantado.

   —Carl sempre foi o cara certo! – Savannah afasta meus cabelos.

   —Mamãe, A Daisy quer meu colo! – Maitê diz abraçada a minha Daisy, nos arranca sorrisos.

   —Ele gosta de animais, ama a Daisy, pergunta dela e cuida tão bem. – Conto enquanto ajeito Daisy nos braços delicados de Maitê.

   —É o Capitão América! – Dominique ri enquanto caminho de volta para junto delas.

   —O Capitão América anda a cavalo? – Serena questiona.

   —Não, mas tem aquele escudo, se é que me entendem. – Dominique responde rindo. Depois procura minha mão e prende de novo a sua, me faz olhar para ela. – “Ma petite”, você merece ser feliz e pegar tudo de volta, sozinha, corajosa, forte e isso mostra o quanto ele se importa com você. Arrisque-se. – Ela me convida e só a observo sem ter alguma certeza do que devo fazer.

   — Não me curei do passado. – Admito a elas. – Acho que dei um passo, um único passo, que jamais tinha dado, é verdade, mas acho que é só isso por enquanto.

   — É o bastante. – Serena me diz tranquila, ela sempre usa esse tom suave comigo, me faz bem ouvi-la, seus dedos correm pelos cabelos claros de Eva. Lupe se parece tanto com a mãe e Eva é a cara do esquilinho.

   — Espero que sim.

   — Não deixe de dizer as coisas que sente, não fuja das coisas. Elas não se apagam, não vão embora apenas porque não as encara de frente, elas apenas nublam suas decisões, melhor lidar de uma vez com seu coração, Dakota.

   —Eu sei, Serena. Tem mais uma coisa que quero contar. – De novo elas são só atenção e silencio, três fofoqueiras. – Convidei o Carl para o aniversário da Maitê.

   —Eu que sou a Maitê! Tem festa que o papai fez, bolo, doce e fada, o papai falou que as fadas vão. Mamãe, elas vão? – Maitê questiona desviando os olhos de Daisy que parece muito a vontade recebendo carinho.

   — Sim, elas vão, o papai ligou pessoalmente para a rainha das fadas e elas vão.

   —Legal! – Ela comemora. Serena nos sorri.

   —Nem me perguntem! – Ela suspira. – Carl é muito bem-vindo.

   —Sim, eu sei, mas vocês prometem não fazer nenhum comentário do tipo... fiquem nus? – Olho direto para Dominique.

   —É uma festa infantil, Dakota! – Dominique reclama. – Eu sei que não é hora de nudez.

   —Meninas, eu tenho que ir, a Eva precisa de um banho e o Theo vai pegar o Andy no colégio e vamos acertar os últimos detalhes para a festa.

   —Vamos todas, quero carona! – Savannah pede. – Sua Serena, não quero acabar presa andando com a Dominique.

   —Parece o Yves falando! – Ela diz se erguendo e pegando a bolsa. – Por falar em Yves... sinto que ele me pediu algo essa manhã. Hoje é dia de me chamar de mamãe. – Ela me abraça. – Divirta-se essa noite, não pense, dance.

   —Eu nem sei onde vamos.

   —Semana que vem queremos ele no Paradise, noite da família Paradise, teremos uma babá e o Andy para cuidar dos pequenos e vamos ficar a noite toda no Paradise. – Dominique me avisa e Serena concorda.

   —Vou convidar, não sei se ele vai querer ir.

   Ganho beijos dos meus pequenos e tirar Daisy dos braços de Maitê não é nada fácil. Por fim, sobramos eu e minha gatinha, não sei o que o Carl vai achar de voltar cedo, mas não posso deixa-la horas a fio sozinha, espero que ele não fique bravo, em breve ela vai estar forte e então não vou ficar o tempo todo presa em casa.

   Me vestir não é nada fácil, não sei onde vamos, não imagino o que ele quer fazer essa noite, jantar, dançar, passear pelas ruas, escolher uma roupa é bem complicado.

   Penso em colocar sai e botas longas, desisto, quero que a noite seja bem agradável e sem problemas. Prefiro usar uma calça de veludo preta e um casaco da mesma cor, por baixo, uma camisa rosa e sapatos simples. Uso os cabelos presos em uma trança, espero que ele não me ache...

   —Você, se arrume para você! – Digo a mim mesma, é algo difícil, realmente difícil de mudar em mim, mas não é impossível.

   Minhas mãos suam com a ideia de que ele vai chegar e vamos fazer algo juntos, sinto confiança, ao menos é no que quero acreditar, pode ser que tudo de errado, mas quero acreditar que será apenas uma noite divertida.

   O interfone soa e meu coração salta. Confirmo sua presença e destravo a porta, ele toca a campainha, eu abro com o coração dançando de ansiedade, algo novo e bom.

   Carl está lindo, se veste de modo informal, sorrio com os olhos azuis mais brilhantes e intensos que já vi e algo reclama em meu peito.

   — Oi. – Digo sorrindo, me aproximo, fico na ponta dos pés para dar um beijo barulhento em seu rosto, não recebo a velha careta de desagrado e isso é também diferente.

   —Está linda! – Ele diz sem disfarçar o olhar que corre meu corpo e me deixa ainda mais tímida. – Trouxe para a Daisy, onde ela está? – Ele balança um pacotinho embrulhado em papel rosa. Dou espaço e Carl anda pela casa até acha-la sentadinha em sua almofada. – Oi pequena, um presente para você! – Ela se enrosca nele mia e ganha afagos, ele abre o pacote e um brinquedinho com sininho que chama a atenção da gatinha rola pelo chão, ela vai busca-lo, nos faz sorrir, levamos uns minutos assistindo. – Podemos ir?

   — Sim, eu... estou bem? Quer dizer, é a roupa certa?

   —Você está linda, não tem roupa certa. – Ele me sorri. – Quero te levar em um lugar novo que abriu, muita gente, boa música, alguns drinks, acho que vai gostar.

   — Sabe que não posso ficar até tarde porque a Daisy...

   —Voltamos cedo. – Ele me estende a mão que aceito sem pensar em nada além do calor de seus dedos em torno dos meus.

   Deixamos o prédio e seguimos a pé, a noite está fria, mas gosto de sentir sua presença ao meu lado, sua mão ainda presa a minha.

   Tem uma fila na porta da boate quando chegamos, fico um tanto ansiosa quando penso na multidão. Eu estou sempre me lembrando do passado, de quando sair de casa era um inferno, porque eu sempre estava errada sobre alguma coisa e no fim, eu balanço a cabeça para afastar as memórias ruins.

   Pegamos a fila, não demora a começar a andar e logo entramos, é um lugar muito grande que eu sei vai ficar absolutamente lotado em breve, mas é tão bonito, colorido, parece um lugar onde as pessoas são felizes.

   Não dá para conversar muito, porque a música atrapalha, mas pedimos dois drinks no balcão e bebemos assistindo as pessoas dançarem, depois da bebida me sinto um pouco mais calma, quando deixo o copo sobre o balcão ele me oferece a mão.

   —Dançar! – Grita no meu ouvido e aceito, não é como se tivesse escolha, ele me puxa para a pista e o sigo desviando das pessoas.

   Carl tem jeito para dança, ri comigo, conversa tolices rápidas, me abraça quando um grupo de pessoas passa empurrando tudo em meio a um tipo de pequena confusão e me assusto na hora.

   —Está tudo bem. – Escuto sua voz em meu ouvido em um sussurro que me arrepia o corpo todo e não conhecia isso.

   Não demora e me sinto bem, me sinto feliz, e leve, dançamos, rodamos a pista toda, até conhecemos pessoas novas, não me lembrava desse jeito fácil do Carl de fazer amizades.

   Quando ele me convida a ir eu sinto que podia ficar até o dia amanhecer, bem que queria sair de lá com o sol brilhando e tomar o vento da manhã no rosto enquanto estranho o sol substituir as estrelas, mas Daisy precisa de mim e aceito segui-lo para casa.

   —Esse é um lugar tão legal. Me diverti tanto. – Ele me sorri, que lindo sorriso Carl tem e como eu me sinto leve quando ele sorri assim.

   —Vamos voltar quando a Daisy crescer um pouco. – Ele me promete e nos olhamos rindo. – Sim, eu sei, estamos parecendo pais.

   Pais, eu tinha decidido ficar longe desses sonhos tolos de casamento, família, mas é complicado não pensar a respeito quando sua mão está presa a minha. Carl é a pessoa mais especial que conheço e nunca vou poder me perdoar por ter perdido a chance de sermos felizes juntos.

   Ele me deixa em casa, me beija o rosto, espera que entre e feche a porta, me telefona ao chegar, atencioso e gentil. Demoro a dormir e dessa vez não é sentindo medo, mas revivendo a noite perfeita.

   Carl

   É uma festa infantil, então não acho que precise me arrumar demais, mas também é uma festa de gente muito rica, por isso melhor não me arrumar de menos. Dakota adora aquelas pessoas e gosto de saber que ela me quer por perto. Significa muito receber um convite dela para acompanha-la em algo como isso, é como ser apresentado aos pais e decido mostrar o meu melhor.

   Ainda me causa arrepios lembrar de como ela desabou diante de mim escancarando suas fragilidades, já perdi noites de sono com as lembranças.

   Me trouxe tantas coisas de volta, a velha vontade de protege-la, o medo de vê-la ferida, foi bom saber o que aconteceu, como ela se sentia, o quanto ela estava frágil e presa a ele e porque ela não me ouvia, melhor ainda descobrir que o que ela viveu não era amor e agora Dakota sabe disso.

   — Vida nova, Carl. Esqueça o passado, vamos seguir a vida e aos poucos, tudo isso será esquecido.

   Dakota se divertiu tanto na noite que passamos dançando e rindo. Acho que ela nunca fez isso, ao menos é o que parece. Senti um leve receio, algum medo a cada vez que alguém olhava para ela, quando um homem olhava demais ela logo procurava meu olhar e ela tem tanto que mudar e vai conseguir. Ela quer e eu sou paciente, sou muito paciente.

   Dakota usa um vestido bonito, a saia é um tanto longa, não tem decotes, já notei que ela se veste como uma senhora ao menos quando está comigo e fico pensando se são resquícios do passado ou apenas seu estilo, mas gostava quando ela era só cor e luz.

   O prédio é elegante, típica moradia dos milionários da cidade, não me lembro muito de nenhum deles, conheci muito rapidamente as garotas e mais rápido ainda Ethan e Theodor, o marido da ruiva eu nem conheci, tanta coisa aconteceu enquanto estive fora.

   Ela me sorri no elevador, os olhos tão cheios de dúvidas, queria puxa-la para meus braços, beijar seus lábios e contar a ela que ainda sinto o que sentia quando parti, mas agora tudo é mais maduro e consciente, mas não posso fazer isso, ela me aceitaria, sinto que sim, mas Dakota precisa primeiro ficar forte, se reconhecer no mundo.

   Dessa vez não vou deixar ninguém atravessar meu caminho, mas não vou avançar até que ela esteja pronta.

   Entramos sem esperar sermos recebidos, o que mostra sua intimidade. A festa não tem muitas pessoas, crianças pequenas correm em uma sala elegante e vamos caminhando por entre convidados até encontrarmos Savannah e o marido. Ela me dá um abraço sincero, gosto dela.

   —Ei garoto, você cresceu muito.

   —Acho que sim. – Digo rindo. Estendo a mão para o marido, me lembro tão perfeitamente do nosso encontro no Paradise, de como ele compreendeu tão rápido minha angustia e o que eu precisava dizer e não tinha forças, nosso aperto de mãos é cheio de significados e memórias, elas se refletem nos olhos de Dakota e meu coração se aperta. “Eu confiava em você”, ela disse e nunca me esqueci.

   Sean é um garotinho muito divertido, cheio de energia não demora a correr junto com as outras crianças, beija a tia e logo se esquiva e é bonito ver o amor que ela tem por ele.

   —Ele é muito bonitinho. – Digo enquanto assisto o garotinho correr para junto dos outros meninos e meninas.

   —“Ma petite”. – A ruiva ainda é ruiva, ainda é elegante, eu sempre a vi como alguém saída de revistas de moda, alguém que só se vê em televisão e cinema, ela me beija o rosto. – Carl! Que par de olhos azuis.

   —Boa noite! – O marido me cumprimenta apertando firme minha mão. – Aron.

   —Carl! – Respondo sorrindo.

   —Chegaram. – Serena se junta a nós, o sotaque diminuiu muito, mas ainda tem um resquício do espanhol que eu achava bonito quando as via conversando. – Bem-vindo, Carl. Sinta-se em casa. Esse é meu marido, Theodor.

   —Então você é o Carl? – Ele me estende a mão, me analisa nada contente, leva um tempo apertando minha mão, depois solta para beijar o rosto de Dakota. – O Andy está por aí, daqui a pouco ele vem te dar um oi.

   —Eu sei. – Ela diz rindo.

   —Meninas, me ajudem com a mesa dos doces. – Serena pede.

   —Ajudem mesmo, aquela meliante já chegou e sua sede de aventuras não tem limites. – Theodor reclama, Dakota me olha sem saber o que fazer.

   —Vá com elas, estou bem. – Tento tranquilizada, ela balança a cabeça concordando e se afasta.

   —Cuidem do Carl meninos. – Dominique pede. – Sejam gentis.

   Ficamos os quatro, elas do outro lado da sala arrumando doces em uma longa mesa colorida com enfeites caros demais para uma festa infantil.

   —Então você é o famoso Carl? – Theodor me encara. – Sabe que o Ethan foi policial? Ele pode levantar sua ficha, melhor nos contar logo o que ele vai encontrar.

   — Nada demais. – Acho engraçado, nada além disso, Dakota não precisa de um protetor, muito menos um protetor ciumento, ela já teve sua cota disso e não foi nada bom. – Recém-formado, assumindo a pequena empresa da família e disposto a conquistar o coração da Dakota.

   —Direto! – Aron diz animado. – Gostei.

   — Sabe que tem um concorrente? – Theodor me diz sério, realmente não, eu não imaginava que existia alguém, é estranho de ouvir, não muda minha determinação, mas é um tanto chocante.

   —Theodor! – Aron alerta enquanto Ethan parece prestes a explodir em riso. – Se fossemos amigos eu diria para você parar de passar vergonha, mas como não somos, continue, está me divertindo.

   —Divertido será procurar outro emprego. – Theodor o ameaça. – Meu filho está no páreo pelo coração da Dakota. – Prendo o riso, só pode ser brincadeira.

   —Seu filho? Você diz... o Andy? – Ele balança a cabeça afirmando. Eu conheci muito bem o garotinho, ajudei Dakota a cuidar dele algumas vezes, era praticamente um bebê, não deve ser nem mesmo adolescente ainda.

   —Está achando fácil? – Theodor provoca.

   —Ele é meio que uma criança. – Eu o lembro.

   —Crianças crescem. – Theodor contesta.

   —Acho que não é nem mesmo uma competição justa. – brinco.

   —Está muito confiante. – Theodor me diz e então eu vejo o garotinho chamar por Dakota, ela se vira para recebe-lo, abre o sorriso mais bonito que já vi, o mais honesto e livre de sofrimento sorriso que Dakota pode dar, abre os braços, completamente livre, ele tem seu coração, isso está claro, o garotinho recebe o que ela tem de melhor, é bonito de ver como eles se abraçam e ela fecha os olhos para sentir o carinho que vem do garotinho.

   —Eh, talvez eu esteja mesmo confiante demais. – Brinco enquanto eles riem muito de mim. – Amor verdadeiro.

   —Finalmente alguém que me entende. – Theodor diz e noto finalmente que no fundo ele está brincando.

   —Ele já tem codinome? – Aron pergunta e os dois se entreolham negando e dando de ombros. Ganho todos os olhares.

   —O que?

   —Elas dão codinomes. – Ethan me avisa. – Sou o senhor Bond. – Os outros dois fazem careta.

   —Ethan adora se gabar disso. – Aron avisa. – Eu sou o jardineiro romântico, acho um bom codinome.

   —O pior codinome, quem respeita o jardineiro romântico?

   —Disse o esquilão! – Os dois riem e Theodor faz careta.

   —Senhor esquilo! – Corrige, depois me olha nos olhos. – Se ganha um codinome a vida faz sentido, ganhou o coração dela e o coração daquela pequena é valioso, não se atreva a despedaça-lo de novo!

   — Eu disse que ele ameaçaria antes da hora! – Aron reclama. – Era o Ethan que ia dizer essa frase de efeito, porque assim nós o lembraríamos que ele é policial. Você estragou tudo.

   —Estão falando sério? – Pergunto aos três e eles balançam a cabeça afirmando. – Gosto mesmo dela, vim para ficar e não vou machuca-la. Isso não existe.

   —Muito bom! – Aron quase aplaude.

   —Eu imaginei que não se aproximaria se tivesse intenção de magoa-la ou se não fosse especial e importante, viveram muitas coisas juntos. – Ethan pondera e fico aliviado.

   — Acho você muito jovem. – Theodor me diz na defensiva.

   —Disse o cara que quer casa-la com um bebê. – Eu o lembro.

   —Querem parar de usar tudo que digo contra mim? Estão parecendo a Serena senhorita! – Ele reclama e sorrimos, drinks servidos em bandejas de prata passam por nós, nos servimos.

   —Ela é linda. – Digo olhando Dakota sorrir entre as amigas, me perco em sua beleza, algumas pessoas andam pela festa, ela se afasta um instante para algo, não demora e um rapaz se aproxima dela. Vejo como ela se incomoda, como seu olhar me procura imediatamente e finjo indiferença. Desvio meus olhos dos dela, encaro os três homens em torno de mim.

   — Olha lá outro concorrente, meu filho terá que lutar bravamente. – Theodor brinca, agora vejo como brincadeira. – Você também, devia ir até lá.

   —Não pense que eu estou confortável aqui, adoraria ir até lá e envolve-la, olhar para o carinha e dizer que ela não está sozinha.

   —Por que não faz? – Ethan me pergunta.

   —Não se preocupe, ela não tem uma pá, isso é com a Dominique. – Aron continua.

   — Vou ter que lidar com esse possível ciúme sozinho, não quero que ela reviva nada daquilo que foi a vida dela.

   —Está mentindo a idade? – Ethan me pergunta. – Não é maduro demais para um garoto?

   — Não. Eu não sou um garoto, sou um adulto. Minha mãe e meu pai me criaram para ser assim.

   — Estão vendo? – Aron diz decidido. – Eu crio meu filho assim também, quando ele tiver a sua idade será como você, se a Dominique não estragar tudo.

   — O rapaz ainda está com ela? – Pergunto a eles sem querer olhar.

   —Não olhe agora, estão se beijando. – Theodor me provoca.

   —É mentira, Theo para com isso. – Aron o repreende.

   —Eu sei que ela não faria nada assim, embora não sejamos um casal. Na teoria ela pode fazer, não é da minha conta.

   —Na prática também. – Ethan diz rindo. – mas entendemos. Ela não faria, é a Dakota, está sozinha desde... aquilo tudo.

   —A questão é, ele tem ou não um codinome? – Aron questiona.

   —Espero que sim e acreditem, não me importaria de ser tão ruim quanto o de vocês três. – Eles se olham ofendidos.

   —Eu disse, o balcão está lotado, nada de entrar para o clube de garotos Paradise, ele fala mal dos nossos codinomes. – Theodor reclama.

   —Carl! – Dakota me chama. Aceno avisando que estou indo a seu encontro.

   —Não sei bem qual é a desse balcão, mas acreditem, eu sei lutar e vou ocupar um lugar nele. – Não espero que me respondam, eu caminho para ela que está com um sorriso levemente tenso.

   —Eu estava falando com um funcionário do Theodor, ele fez umas coisas para mim no computador, mas não era nada demais.

   — Não faça isso, não se explique, não precisa, é livre, no sentido mais amplo que puder dar a essa palavra. Se lembra que prometi te ensinar a pegar tudo de volta? – Ela afirma, procuro sua mão, levo aos lábios, beijo com carinho porque não posso beijar seus lábios. – Pegue sua liberdade de volta, Dakota.



Notas finais do capítulo

BEIJOS!!!!!!!!!!!!!!!!!!
http://autoramonicacristina.iluria.com/pd-61603a-pre-venda-ate-07-12-destinos-cruzados-serie-paixoes-gregas-livro-2.html?ct=&p=1&s=1


CONTO MUITO com vocês! Ah, quero ver vocês no encontro, venham me conhecer!



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