Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 31
Capítulo 31


Notas iniciais do capítulo

Boa noite!!!!!!!!!!!!!!!!!



   Serena

   — Um chá? – Pergunto a Dakota assim que ela se senta. – Está muito frio. Eu devia ter ido te encontrar.

   — O Carl me deixou de carro, ele foi trabalhar mais tarde hoje, passamos a manhã toda namorando a barriga. – Ela sorri totalmente linda. Os olhos de Dakota nunca brilharam tanto. Eu nem sei se um dia cheguei mesmo a acreditar que ela poderia ser feliz de novo como é hoje. – Mas aceito o chá.

   — Fica de olho na Eva, volto em um instante. – Eu deixo Eva no chão e sigo para cozinha. A água já está na chaleira, pronta para ser aquecida e ligo o fogo enquanto pego xícaras e os saquinhos do chá. Não leva muito tempo para ficar pronto e quando retorno Dakota está brincando com minha bebê que ri tentando dizer qualquer coisa enquanto morde o brinquedo amarelo.

   — Serena, isso é um esquilo? – Dakota me pergunta quando me aproximo com a bandeja.

   — Sim, passei por uma loja e não resisti ao ver um brinquedinho de borracha em forma de esquilo. Theodor adorou. No fundo ele gosta do apelido.

   —Adora. – Dakota diz se servindo de uma xícara de chá. – Ando nadando em chá. Tomo meia dúzia de xicaras por dia.

   —Banheiro a cada meia hora? – Pergunto e ela afirma. – Eu me lembro. – Digo rindo e me servindo. – Quer também, princesa? – Eva se esforça para chegar até mim. – Mamãe vai esfriar. – Ela tenta pegar a xicara. – Não. Está quente, machuca o bebê.

   Obediente, ela desiste voltando para seu brinquedo. Dakota deixa a xícara de volta na bandeja.

   —Cadê os meninos?

   —Andy está na escola, depois vai para natação, volta só no fim da tarde, Maitê está com o pai, foi trabalhar com ele hoje.

   —Posso imaginar aquela pequena pelos corredores falante como sempre.

   —Atrapalha o pai e todo mundo, mas quem convence o Theo? Ele adora levar os filhos. Logo vai ser você, não é princesa? – Eva não me dá atenção, distraída com o brinquedo, volto meu olhar para Dakota. – Me conta, como estão as coisas?

   —Tudo bem, muito bem. Última semana na livraria, queria ir até o nono mês, mas seu marido e o meu marido armaram um complô, é difícil resistir aos dois.

   —Theo vai ficar feliz, ele não para de se preocupar com isso. Tem medo que caia, que passe mal, que fique nervosa, ele inventa todo tipo de problemas, me perturba para convence-la.

   Dakota se emociona, acho bonito tudo isso, Theodor é acolhedor, do jeito dele, cínico e atrapalhado, ele se apaixona, então assume para si toda responsabilidade, não consegue evitar. Depois que se descobriu pai, não sabe mais ser outra coisa.

   —Eu fico pensando como teria sido minha vida sem ele. Theodor me salvou, eu nem sei como posso agradecer vocês por isso.

   — Não tem nada a me agradecer, jamais precisei pedir nada a ele. Theodor sempre, sempre se antecipa, ele é sensível, não é engraçado? Theodor Fitzalan é um homem sensível. Não deixe que ele saiba disso, vai ser mais uma coisa para se gabar.

   —Prometo. – Ela diz rindo. – Bem, vamos tratar do blog?

   —Vamos. – Foi para isso que ela veio, temos direcionado casos para ONGs, temos falado com algumas mulheres, dado suporte, tem sido enriquecedor, é quando me sinto mais realizada profissionalmente, Não fanho nada, não é um trabalho remunerado e não preciso, mas exercer o que aprendi nos livros, ainda poder ser mãe, esposa, tudo isso me faz dona da minha vida, forte e me completa.

   —Falei com os advogados, agora que são três, acho que conseguimos encaminhar mais mulheres. Também tem aquele abrigo que entrou em contato, mas eu tenho medo de deixar o número, porque não fomos até lá, não sabemos se é mesmo seguro para encaminhar mulheres.

   —Não se preocupe com isso, já combinei com a Dominique e a Savannah, vamos juntas essa semana. O Ethan vai nos acompanhar por garantia e a pá da Dominique. É claro.

   — Ainda acabamos as quatro presas por conta dessa pá.

   — Ah! Dakota, quem convence Domi a deixar em casa?

   —Ninguém. – Ela ri enquanto abre o notebook no colo, logo Eva se interessa, deixa o brinquedo e vai para perto de Dakota, seguro sua mão com medo que caia, ela não está nada firme, apesar de Theodor estar dizendo por aí que ela está andando, o que faz é dar uns passinhos incertos se segurando em tudo.

   Enquanto trabalhamos, Eva atrapalha como pode, quer tocar a tela, digitar, mas Dakota nasceu para crianças, ela tem tanta paciência e nada parece abalar sua paz. Por duas horas, discutimos sobre o blog, as mulheres que ajudamos, e novas maneiras de expandir o apoio, novas parcerias e mais esclarecimento. Por fim, ela fecha o notebook e se estica um pouco levando a mão ao quadril.

   —Coloca os pés para cima um pouco. – Ajudo Dakota a se acomodar no sofá, ela tem uma linda barriga de 23 semanas.

   —Obrigada, assim está ótimo. – Ela diz aceitando minha ajuda e se acomodando na almofada, coloco Eva de volta no chão e ela vai brincar em seu tapete colorido. – Meu pai me ligou.

   —Que bom. Não se falavam desde o casamento?

   —Liguei para contar do bebê, ele ficou feliz, depois disso... nada, ontem eu estava deitada descansando depois do almoço e ele ligou.

   —Algo em especial? – Sinto que ela quer contar mais sobre isso.

   —Ele finalmente leu o blog, leu tudo, meu relato em detalhes, as conversas e comentários. Disse que ficou dois dias lendo, sem conseguir parar, parece que isso... não sei, acho que ele quis dizer que despertou um pouco para a própria situação.

   —Isso é bom, é para isso que lutamos, para despertar quantos conseguirmos sobre a violência e o abuso doméstico.

   —Sim. Ele não se abriu por completo, mas deu a entender que vai trabalhar mais nessa parte da vida dele. Acho que a Savannah pode ajudar mais do que eu. Os dois são próximos, eu não consigo. Quero muito que ele seja feliz, mas não sinto vontade de ficar muito perto. Tudo que vivi me ensinou a afastar todas as pessoas que me fazem mal e ele... meio que está entre essas pessoas.

   Não posso condena-la, não acho que ela deva nada a ele, Dakota e Savannah viveram tudo de pior por conta de sua distância, talvez seja isso, agora é tarde para mudar o passado.

   — Acho que podem criar uma relação saudável, não é? Não precisa ser um afastamento brutal, pode ser uma relação distante, mas respeitosa e talvez até carinhosa. – Eu tento dar a ela uma direção.

   —Vai ser assim. É um jeito de vivermos bem, superar o passado e no fim, analisando com frieza ele não sente minha falta e nem eu a dele.

   — Seja como for, isso pode esperar, agora tem que se concentrar nele. – Toco a barriga. – Quando vão querer saber o sexo? Estou curiosa.

   — Estamos na dúvida, as vezes queremos saber, as vezes queremos ser surpreendidos, tem gente que jura que é menina, porque minha barriga está assim ou sei lá, mas outros juram que é menino, porque tem algo com lua, astros, tudo é tão divertido.

   — Chegamos! – Maitê diz correndo pela casa, sorrio ao assisti-la animada, ela tem o jeito exagerado do pai, mas acho que é mais como eu, cheia de simpatia, fala com todos que encontra pelo caminho, de todos, acho que Maitê é nossa mistura completa. – Dakota está mesmo aqui, papai! – Ela grita sem saber se abraça Dakota ou a irmã, indecisa, corre para meu colo no momento em que meu esquilo entra na sala em seu terno caro e olhar risonho.

   —Boa tarde! – Ele diz deixando a maleta sobre um móvel, ganho seu beijo, um beijo cheio de saudade, ele se dobra para pegar Eva e em seguida beija o rosto de Dakota. – Muito bom, bem acomodada. – Ele diz a Dakota antes de olhar apaixonado para a filha. – E você esquilinha? Passou bem o dia? Correu muito? Já viu a Eva andando, Dakota?

   —É... eu... sim. – Ela decide não discutir. Theodor enche a filha de beijos até que ela se contorça querendo voltar para o chão.

   —Mamãe senhorita, sabe que eu trabalhei tudo isso hoje? – Maitê mostra a mão aberta. – Cinco, assim é cinco, não é papai?

   —Sim. – Ele afaga os cabelos da filha sem desgrudar os olhos de Eva brincando com o esquilo de plástico.

   —Vi o tio Aron, ele disse assim, “ Theodor, sabe que tem uma criança na sua sala?” Não foi papai? |Ele não sabia que era eu, acho que ele pensou que eu era outra, estou grande?

   —Muito, até trabalha com o papai. Allison deve ter ficado tão feliz hoje?

   —Ela fica muito feliz, sabe quanto? – Sei, ela vai me mostrar a mão aberta mais uma vez.

  —Não. Quanto?

   —Assim, esse é cinco, não é mesmo?

   —É mesmo. – Ela deixa meu colo.

   —Vou pegar uma boneca. Já venho correndo. – Ela deixa a sala como um raio, Theo se senta ao meu lado. Me encosto nele que me envolve ainda olhando a filha brincar.

   —Dia tranquilo?

   —Médio, Lupe sumiu um pouquinho.

   —Como assim?

   —Ela descobriu um esconderijo na sala da Allison, um armário vazio e passou uns minutos por lá enquanto eu gritava por ela. Depois me disse que achou muito legal brincar de esconde-esconde.

   —Que susto. – Digo pensando em seu desespero. – O que fez?

   —Cadeado no esconderijo e férias remuneradas para ela nos próximos dois anos.

   — Até ela pedir para trabalhar com o papai. – Dakota ri. – Está imaginando o Carl? Pois acho que ele será assim.

   —Tenho certeza que ele será o tipo que não sabe dizer não como o Theodor.

   —Eu sei dizer não, mas tenho uma politica de economia de “nãos” para usar em alguma emergência.

   —Ótima definição. Não conte ao Carl essa tática, ele vai aderir. – Dakota pede.

   —Veio visitar ou estavam trabalhando?

   —Visitar. – Mentimos juntas e rimos com isso, ele olha de uma para outra, balança a cabeça em uma negativa.

   —Trabalhar, péssimas mentirosas, eu podia dar um curso de como mentir com alguma dignidade.

   —Ah! Bom saber que é um mentiroso treinado! – Eu o provoco, ele me envolve mais em seus braços, me beija os lábios, afasta meus cabelos.

   —Menos para você, minha Serena senhorita é boa em pegar mentiras.

   —Que bom que sabe. Está com fome? Precisa de alguma ajuda?

   —Não. Vou tomar um banho, já posso ir apanhar meu esquilinho?

   —É cedo, da tempo de descansar um pouco.

   —Vou fazer isso. – Ele me beija, fica de pé e pega Eva nos braços. – Vamos descansar com o papai? – Ela afirma animada com a ideia.

   —Não faz ela dormir. – Peço a ele.

   —Não faço ela dormir nem quando tenho que faze-la dormir. – Ele reclama deixando a sala com a filha. – Não falem mal de mim, tenho ouvidos treinados, hoje peguei a Allison falando mal de mim meia dúzia de vezes. Disse que ela devia me convidar, sei tudo sobre mim.

   Ele nos deixa rindo, Allison e Aron são os braços dele na empresa, sei que ele não sobreviveria uma semana sem eles, mas ele adora irritar os dois. Seu passatempo preferido na empresa.

   Dakota suspira olhando o relógio, logo Carl passa para busca-la, sinto que ela está ansiosa.

   — Te contei que a Dayse está apaixonada pelo quarto do bebê?

   —Soube que é preciso alguma adaptação.

   —Sim, estamos cuidando disso. – Ela me sorri olhando em torno. – As vezes penso se você se acostumou com todo esse luxo, porque eu as vezes estranho a casa nova.

   — Sou a garota mexicana de sempre. — Confesso dando de ombros, nunca prestei muita atenção ao que me cerca, não sou hipócrita, poder dar tudo aos meus filhos, tem a mesa farta, tudo isso me faz bem, mas o segredo é que eu trouxe o Theodor para viver na simplicidade e não o contrário, ele deixou o glamour de lado, não me puxou para sua vida de luxos supérfluos.

   — Você o fez feliz. – Ela diz emocionada. – Ganhamos todos. Ele é mais leve, carinhoso, você ganhou um marido especial, Andy ganhou pais, e eu... acho que ganhei um protetor, quase um pai, se ele fosse uns anos mais velho eu o chamaria assim, mas ele é jovem demais.

   — Com toda certeza ele se sentiria orgulhoso. – Seu celular toca, Carl está chegando. Eu a ajudo a ficar de pé e Theodor volta a sala para se despedir.

   —Tchau bebê sem nome. Que já podia estar ganhando presentinhos se a mamãe colaborasse. Você está muito hippie Dakota. – Ele beija seu rosto. – Hoje a Lupe quis comprar uma boneca para o bebê da Dakota e não deixei, se for um menino?

   — Aposto que ela não se importaria em ficar com a boneca nesse caso. – Ele me olha chocado.

   —Serena senhorita, devia andar sempre comigo, tem cada ideia boa! Amanhã deixo ela comprar. – Ele beija o rosto de Dakota mais uma vez. – Cuidado, anda sem pressa e liga quando chegar.

   — Ligo.

   — Já se demitiu?

   —Última semana. – Ela garante para ganhar um sorriso. – Não preciso de dinheiro. – Dakota alerta antes que ele faça sua oferta.

   —Tudo bem. Comprarei em ações, o bebê vai ter um pequeno investimento. Levei você ao altar, tenho obrigação de fazer isso.

   Dakota nem discute mais, apenas sorri, me beija o rosto e entra no elevador acenando até a porta se fechar.

   — Ela está tão linda. Não acha? – Pergunto e ele afirma.

   —Já posso buscar o esquilinho?

   —Não. Onde está Eva?

   —Ela é teimosa, Serena senhorita, eu disse para não dormir, mas ele não respeita minhas ordens.

   —Já que vamos passar metade da noite acordados porque ela vai estar sem sono, que acha de aproveitarmos uns pouquinho esse tempo que temos.

   — Rápido antes que Lupe venha correndo te chamar para brincar.

   — Maitê está com as bonecas, deve ser hora da refeição delas, até montar as xicaras, servir docinhos imaginários leva tempo. – Ele me envolve, balança a cabeça em uma confirmação antes de me beijar.

   Meia hora de beijos no sofá e ele vai buscar Andy enquanto vou dar banho nas meninas e colocar a mesa do jantar. Quando vejo pai e filho de volta, rindo juntos, despreocupados, animados, é tão lindo, Theodor me emociona, nossos filhos também, mas ele, o homem que ele é. Eu o amo.

   —Mãe, bati meu próprio recorde, conta pai, o professor disse.

   —Sim, temos um atleta. – Theodor parece ainda mais orgulhoso que o próprio filho.

   —Parabéns atleta. É agora que os atletas tomam banho?

   —Sim. – Ele diz obediente, beijo meu garotinho e então somos de novo nós dois.

   — Sua mãe vem jantar. – Aviso só para me divertir com a careta de Theodor.

   — Você tem que parar de convida-la, não percebeu ainda que ela aceita? – Ele diz rindo. – Será que vai nos apresentar o futuro marido?

   —Theo, aquilo é só superstição, não quer dizer realmente que ela será a próxima a se casar.

   — Quer dizer sim, eu preciso desse momento.

   —Sei bem quais seus planos. Vou pegar as crianças para jantar. Te encontro na sala.

   Meus meninos sempre lindos, as duas garotinhas no quarto de meninas, já prontas para jantar e dormir, Andy se vestindo depois do banho, também pronto para dormir.

   Quando chegamos a sala é a vez de Theodor cuidar de todos enquanto sirvo o jantar e atendo a campainha, minha sogra me olha entre indiferente e arrogante, ela me diverte, mais do que qualquer coisa, Brigitte me diverte.

   — Sabe que uma mulher que administra uma casa desse tamanho e três filhos tinha que ter um mordomo?

   —Boa noite para você também, Brigitte. – Ela me sorri passando por mim.

   — Cadê meu futuro papai? – É assim que Theodor a cumprimenta.

   — Se for esperto a quilômetros de distância, fugindo enquanto é tempo. – Ela responde beijando o rosto do filho. – Cadê meus bebês lindos?

   Por cinco minutos eu e Theodor assistimos o sofrimento das crianças enquanto elas tem bochechas apertadas, apertos e então distancia. Brigitte jura que ser avó é isso, ela chega, beija, aperta os meninos, as vezes entrega presentes e depois os ignora.

   — Estava aqui falando para a Serena que ela precisa de um mordomo. Theodor, ela não é refina, precisa ensinar a ela esse tipo de coisa.

   — Calma, mamãe, primeiro tenho que ensinar minha mãe a não falar de alguém como se a pessoa não estivesse presente, não se intrometer na vida das outras pessoas, não ser elitista e desagradável em público, respeitar as diferenças, a lista é tão grande que me toma todo tempo livro, aí não consigo ensinar a Serena a regredir.

   — O jantar está servido e vai esfriar. Podemos ir ou vão se alfinetar mais um pouco? – Digo olhando de um para o outro.

   —Ele que começa.

   —Eu? – Theodor se ofende. – Você que causa discórdia. – Brigitte me olha tensa.

   —Não briga com ele por minha causa, não é mesmo? Porque Serena, eu não consigo pensar nele sem você. Não me dê ouvidos, não se atreva a deixa-lo.

   —Depois da sua última visita, ela fez as malas, eu tive que me ajoelhar. – Theodor não perderia a chance, Brigitte não tem ideia da munição que acaba de dar a ele. – Acha que é certo eu viver de joelhos?

   — Use joelheiras. – Ela diz passando por ele e me puxando pela mão em direção a mesa de jantar. – Theodor não é santo, mas ele a ama, melhorou depois que chegou, está quase um ser humano, já notou?

   — Brigitte porque não escolhe o vinho? – Ela adora a ideia nos deixa por um momento e quando retorna está se sentindo muito especial, é bem fácil lidar com ela, basta ignorar suas falas.

   Ela se despede, então temos nossa uma hora de levar crianças para cama, cobrir, contar histórias, então tenho que domar Theodor, ele é péssimo em coloca-los para dormir na hora certa, sempre os faz rir e despertar, quando finalmente todos dormem, estamos sozinhos.

   —Uma taça de vinho? – Ele convida e seguimos para sala. – Natal chegando. – Ele diz encarando a elegante árvore que decoramos em família tem duas noites. – Acha que eu sou mesmo como ela me descreve?

   —Theo? – Fico surpresa com a pergunta.

   —Eu não nego meus defeitos, até me vanglorio de alguns, mas eu não era muito... humano quando nos conhecemos, acho que os defeitos superavam qualquer possível qualidade.

   — Amo seus defeitos, Theodor Fitzalan. Acho mesmo que me apaixonei por eles antes de conhecer as qualidades. Elas sempre existiram, mas estavam encobertas. Trouxe tudo à tona.

   —Quer enumera-las? – Ele pergunta.

   — Pretencioso! – Digo rindo. – Cinico, adoro esse, me faz rir demais. Insolente. Esse é irritante...

   —Era para me elogiar Serena senhorita. – Theodor me morde o lóbulo da orelha. – Sexy, másculo, corajoso, essas coisas.

   — Incrivelmente doce, especialmente carinhoso, deliciosamente divertido, o melhor pai do mundo, o homem mais generoso que conheço.

   —Tá, e sexy, másculo... estava querendo ir mais para esse lado.

   — Isso tudo, mas isso é só um pedacinho de você, meu pedacinho, só meu. – Ele afirma. – A melhor e mais especial qualidade sua é a capacidade de se melhorar, de aprender.

   —Muito bom. Sou tudo isso, mas você é a responsável. Minha Serena senhorita. Quando eu vi aquela babá toda atenciosa com meu filho. Cuidadosa com a casa e ainda bonita eu pensei...

   — Acho que não quero saber o que pensou, é qualquer coisa sobre, “casa comigo e meu quarto vai estar sempre arrumado”. – Ele ri comigo.

   —Pensei que eu tinha muita sorte de ter você aqui, que devia melhorar um pouco para merecer você e que meu quarto nunca mais ficaria bagunçado, eu confesso, pensei sobre isso. – Adoro como ele não perde a chance de me arrancar um sorriso.

   —Bobo. Nem é verdade, com três crianças nunca mais tivemos nada arrumado.

   —Por que não quer um mordomo. – Ele me provoca. – Sou um CEO, não fosse por isso, eu ajudaria, mas você sabe, são as regras.

   —Sei, as regras. – Puxo Theodor para um beijo, a taça fica pela metade sobre o móvel. – Que acha de me levar para cama?

   —Acho perfeito. – Ele diz me erguendo nos braços. – Teve sorte também, sou um marido musculoso. Tão perfeito que nem precisamos de um balcão. – Ele diz enquanto me leva para cama. – A menos que queira, nesse caso posso falar com o Ethan.

   —Não quero.

   —Tudo bem. Regra duzentos e noventa e oito das regras de um CEO, a Serena senhorita manda em tudo.

   — Em tudo mas esquece essa regra quando peço que lave a louça.

   —Por que ela entra em conflito com a regra numero dois, aí nesses casos, é preciso aprovação do conselho. – Ele diz me colocando na cama, volta ficar de pé e desabotoa a camisa enquanto assisto.

   —Só tem uma regra do seu código de CEO que me interessa. – Theodor cobre meu corpo com o seu, envolvo seu pescoço, os lindos olhos claros e felizes, agora cheios de paixão me encaram atenciosos.

   —A que amo minha Serena senhorita acima de todas as coisas?

   — Essa sempre. Já pode começar a colocar em prática. – Sua boca captura a minha e nada mais existe.



Notas finais do capítulo

BEIJOS



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