Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 27
Capítulo 27


Notas iniciais do capítulo

Boa noite!!!!



Dakota

   Eu não sei se alguém viveu algo mais lindo. O jeito como ele me olhou quando caminhei, suas palavras, acho que jamais vou me esquecer do dia de hoje.

   Dançar e dançar em seus braços, feito sonho giramos na pista, somos o centro de tudo, mas só consigo enxergar meu amor.

   — A festa de casamento mais linda que existe. – Digo a ele enquanto dançamos. – Tudo perfeito, lindo. Como sempre sonhei.

   — Grand Canyon. – Ele diz e sim, é maior que amor, maior que tudo que as palavras podem significar.

   — Nem a presença forçada do meu pai conseguiu diminuir a emoção desse dia.

   — Se visse o Theo. – Carl diz sorrindo. – Theodor é o herói do meu pai.

   —O meu também.

   — Ei mocinha! – Carl brinca me fazendo rir.

   — Você é minha metade. — Ganho um beijo nos lábios.

   — Jantar. – Dominique nos interrompe. – Alguns brindes, depois cortamos o bolo e podem terminar a noite fazendo sexo como aposto que querem.

   — Domi. – Eu reclamo, ela não parece disposta a perder tempo se desculpando, apenas nos deixa ajudando o cerimonialista a cuidar de reunir as pessoas em mesas.

   —Esse negócio de cerimonialista é muito bom. Devia ter um para toda reunião de família. – Carl brinca me puxando pela mão em direção a nossa mesa que fica como se fosse um tipo de espaço central, onde qualquer um, de qualquer mesa pode nos ver.

   — Achei nossos lugares. – Aponto a plaquinha divertida de noivo e noiva que Dominique deve ter providenciado, meus pais, Serena e Theodor, Savannah e Ethan, Dominique e Aron, todos na mesma mesa, o restante dos convidados espalhados.

   Garçons começam a servir o jantar. Eu e Carl trocamos beijos, olhares, é tão incrível que esse seja o meu casamento. Dakota Jones era a garota distante que ajudava os casais, eu era a mocinha que ajeitava o véu, atendia os convidados, fazia pequenos favores uns segundos antes das cerimonias, a querida e prestativa Dakota, mas a noiva, essa nem em meus devaneios. Não depois do que vivi, era sonho adolescente que aquela antiga e perigosa relação tratou de destruir.

   Carl procura minha mão, meu olhar encontra o dele. Nos observamos por um longo momento enquanto as pessoas conversam e riem. A música romântica quase impossível de se ouvir por conta da felicidade que nos cerca.

   — Não pense em nada mais daqui. – Carl me conhece como ninguém, ele consegue perceber as mais sutis mudanças de comportamento.

   — Quando penso em tudo aquilo, tudo isso fica ainda mais especial.

   — Eu sei. – Ele me beija os lábios. Seu pai bate com a faca no cristal da taça pedindo atenção. – Lá vamos nós para a seção discurso. Sejamos fortes. – Ele brinca me fazendo rir.

   — Amigos aqui reunidos, parentes, casal. – Ele nos olha com um sorriso. – Eu sempre soube que esses dois ficariam juntos, até disse algumas vezes quando eram bem pequenos, Carl fazia careta na época. Arrependido? – Ele pergunta e Carl sorri. – Não tem presente mais especial para um pai que ver seus filhos felizes e o meu é mais feliz hoje do que já foi em qualquer outro momento de sua vida o que torna todos aqueles gastos com presentes e viagens uma perda de tempo. Eu devia ter economizado! – Nós rimos. Carl vaia a fala do pai e mais riso. – Bem, eu podia usar aquele clichê de que a família aumentou, que não perdi um filho e sim ganhei uma filha, mas não é verdade. Dakota sempre foi parte dessa família. Então... bem-vinda de volta, meu anjo. Felicidades e muito amor. Aos noivos. – Ele ergue a taça, tocamos todos, tem mais riso, provocações, comentários, e goles de champanhe, vinho e outros drinks que colorem as mesas dos convidados.

   Quando o clima volta a se acalmar é a vez de Theodor tocar a taça chamando atenção de todos. Seu olhar me sorri quando ele fica de pé e ganha atenção de todos, acho que isso já o faz feliz. Theodor Fitzalan gosta de ser o centro das atenções. Ele se diverte com isso. Falar diante de todos, ser ouvido, isso não é novo para ele.

   — Discurso de pai. Não sei quem teve essa ideia, mas eu realmente gosto disso. – Theodor começa. – É um bom momento para ameaças discretas ao noivo. Carl, acho que sabe de quem estou falando, você é o noivo. – As pessoas riem, Carl balança a cabeça afirmando. – Não é a primeira vez que me torno pai tardio. Andy chegou aos quatro anos, que sorte a sua não é mesmo, Dakota? Deixou o Andy ensinar tudo. O que se quer para alguém que ama? Uma boa formação. A melhor faculdade, o melhor emprego, amigos fieis e presentes. Dakota tinha tudo isso. Eu sei que disse para nunca ser espontâneo, mas aqueles discursos de internet são tão clichês, achei que podia fazer melhor sozinho.

   —Está indo bem. – Digo a ele que ergue uma sobrancelha e encara os outros garotos Paradise.

   — Que garotinha linda você era aos quinze anos. Eu estava tentando conquistar a babá, então eu precisava de uma babá para ser babá enquanto eu tentava conquistar a babá e lá estava você. Generosa e carinhosa ajudou com o Andy e quando eu estraguei tudo, me apresentou violinistas. Como é que alguém tão linda e suave, generosa e gentil podia não saber sorrir? Como alguém que dava tudo de si para a felicidade dos outros não era feliz? Uma boa formação, a melhor faculdade, o melhor emprego, amigos fieis e presentes não te arrancavam sorrisos e desejei, universo, de a ela sorrisos. E ela esbarra no rapazinho aqui presente. Por isso, um conselho. Se vai desejar algo, explique nos mínimos detalhes. – Carl faz uma careta divertida. – Não ache tão engraçado, essa garotinha doce sabe o que quer. Coragem é seu nome do meio. Carl. É bom que seja o Senhor Perfeito. Eu já disse que é um péssimo codinome?

   — Sim! – Dizemos todos juntos.

   — Pequena Paradise, não pare mais de sorrir, você fica linda sorrindo. Um brinde aos sorrisos.

   Ele me emociona, me acolhe tanto quanto as minhas garotas Paradise e me sinto tão feliz que podia chorar, mas por ele, apenas sorrio.

   — Theo! – Eu o chamo por sobre as conversas e o riso. – Seja sempre espontâneo. – Digo fazendo Theodor sorrir orgulhoso. Serena passa o braço pelo dele e se encosta em seu ombro concordando, então ele está completo.

   Depois do jantar, quando o céu está estrelado e a pista tem os casais felizes dançando, é hora do buquê.

   Quando me posiciono para atirar as flores, fico me lembrando de todos os buquês que assisti voarem pelos ares e tudo que representavam para mim. Desejo que a pessoa que o receba seja muito feliz em sua vida amorosa. Que encontre o amor e este o torne melhor.

   O buque voa e me viro para assistir sua curta viagem, ele passa por todas as moças que formam um grupo diante de mim e cai sem esforço nos braços da mãe de Theodor.

   — Brigitte! – Digo rindo. Ela me fulmina com o olhar, arranca riso de todos.

   — A vovó vai casar! – Maitê sai gritando pela festa. Theodor precisa ser beliscado para parar de rir dela. Carl me ergue nos braços me ajudando a descer da cadeira.

   —Amor, o que foi isso? – Carl me pergunta rindo.

   — Não foi minha escolha.

   —Nem dela. – Ele diz olhando para Brigitte em meio a um longo gole de champanhe em companhia de Serena disposta a ajudar a sogra já que o filho não consegue controlar o riso. – Acho que podemos ir. – Carl diz me envolvendo. – O que acha?

   — Aeroporto? – Ele afirma.

   — Estou pronta. Vou me despedir das meninas.

   Minha irmã está com Sean no colo quando chego, Ethan me beija o rosto, pega o filho e ficamos sozinhas. Suas lágrimas misturadas as minhas.

   — Quando caminhou para ele... – Ela procura minhas mãos, olha um segundo para a aliança. – Eu sei que não vi o quanto estava sofrendo, mas hoje, hoje eu vi o quanto está feliz. Prestei atenção. Me ensinou a prestar atenção, me ensinou o que realmente importa. Amo você irmã.

   — Nunca poderia ser feliz como sou hoje se não fosse você. – Conto a ela. – Obrigada por ser minha irmã, cuidar de mim, resolver meus problemas quando eu me atrapalho, me ensinar, torcer pela minha felicidade acima de tudo. Se desdobrar para que eu...

   —Irmãs! – Ela me lembra. – É isso que somos, é assim que fazemos. Se precisa de mim, sou forte por nós duas, se preciso de você é forte por nós duas. Eu me orgulho de quem se tornou. Admiro você.

   —Amo você, Savannah!

  —Também te amo. Agora vá para o aeroporto. Noite de núpcias voando é péssima ideia.

   — Manhã de núpcias em Paris é um sonho! – Digo a ela que me abraça. Nem sei mais se choro ou rio. Vou sentir saudade, mesmo sendo apenas uns dias.

   Carl se aproxima e nos separarmos. Dominique e Serena me abraçam juntas, puxo Savannah para o abraço Paradise. É sempre um tipo de abraço que não precisa de palavras, ele fala por si. Amor e respeito. Apenas isso.

   Eu as deixo para entrelaçar meus dedos aos dele e seguimos para o carro. O motorista de luvas brancas e quepe me abre a porta, nos acomodamos e o carro parte enquanto assisto as luzes da festa ficarem cada vez mais distantes até dobrarmos uma alameda e só restar eu e Carl, nosso amor e o futuro.

   Aconselhados por Dominique, levamos apenas o necessário, tenho algumas economias e quero comprar coisas novas. Carl também tem planos.

   O motorista estaciona na frente da nossa casa. Agora nossa, antes, a casa dele. Nos três meses entre o pedido e o dia de hoje, enquanto cuidava dos mínimos detalhes do casamento, fizemos algumas pequenas mudanças na decoração, tiramos o ar de casa dos pais dele e demos a nossa cara.

   Trocamos alguns móveis, reformamos outros. Agora minhas coisas estão aqui, misturadas as dele. Minhas roupas ao lado das roupas dele e isso é o nosso futuro.

   —Me ajuda com o vestido? – Peço quando entramos no quarto. Não posso viajar a Paris vestida de noiva e a roupa da viagem está sobre a cadeira ao lado da cama.

   —Tem certeza? – Ele pergunta de pé na porta. – Está tão linda.

   —Amor, pode ser que eu chegue em duas partes se tiver que viajar vestida com ele.

   — Tudo bem! – Carl me sorri, a ideia parece péssima quando ele caminha para mim com os olhos azuis brilhantes.

   — Não podemos perder o voo. É o último.

   — Temos uma hora para chegar ao aeroporto. – Ele diz passando seus lábios por meu pescoço nu, sinto tudo em mim se acender.

   — Uma hora para embarcar. – Digo fechando os olhos e apreciando o calor de seu hálito na minha nuca enquanto ele começa a desabotoar os botões.

   — Muito tempo. – Ele diz quando desliza a peça e vou sentindo o toque dos seus dedos suave e quente sobre a pele sensível.

   — Temo que fazer o check in. – Ele se move ficando diante de mim, seus dedos agora tocam meus seios nus. – Despachar... – Meu corpo estremece. É difícil me concentrar e meus dedos teimosos seguem para a camisa de botões brancos. – Despachar as malas.

   —Poucas malas. – Ele sussurra em meu ouvido quando o livro da camisa.

   — Fila de embarque... – Eu procuro sua boca. Paris é aqui. Onde eu e ele estamos. Carl me ergue nos braços e me leva até a cama e então eu me entrego a paixão sem medo, voar em seus braços, isso é o que quero. Nada mais.

   — Grand Canyon, esposa. – Ele sussurra em meu ouvido e me deixo ser dele e o tomo para mim. Só consigo sentir seu corpo e o meu se movendo juntos e apaixonados. Ao som dos violinos que brindaram nosso casamento e que tem a melodia gravada em minha alma. Até me perder de amor e ser apenas paz. Até minha respiração finalmente acalmar e a consciência voltar lenta.

   — Carl. – Digo quando seus dedos suaves traçam a linha do meu seio e seus olhos azuis descansam sobre os meus.

   — Sim.

   — Temos que sair em cinco minutos. – Ele sorri.

   —Uma eternidade. – Ele brinca antes de me beijar e então deixamos a cama. Tomo o mais rápido banho da minha vida, me visto e calço na marca histórica de sete minutos, quando chegamos de volta ao carro o motorista esconde o riso.

   A Dakota tímida de sempre estaria vermelha de vergonha, a noiva apaixonada e feliz não liga a mínima que todos saibam o que acaba de acontecer.

   Suspiramos cansados e felizes quando finalmente nos sentamos um ao lado do outro na primeira classe de um voo para a cidade da luz.

   — Conseguimos. – Digo rindo aliviada.

   — Sabia que conseguiríamos.

   — Te amo. – Digo a ele, nos beijamos. O comandante nos felicita pelo casamento nos autofalantes, ganhamos champanhe e me encosto nos ombros de Carl fechando os olhos. Meu marido, eu e Carl nos casamos, nos amamos e estamos voando a Paris.

   Chegamos as nove da manhã. O dia está bonito, não está muito sol apesar de ser verão. Dominique explicou que anoitece perto das dez da noite, que o calor é intenso no verão, mas que existem muitas coisas para se fazer na cidade da luz mesmo sob tanto calor.

   Eu e Carl somos do Arizona, calor não assusta, um motorista nos aguarda, vamos pela cidade em direção ao apartamento, não consigo desgrudar os olhos da Paisagem, é a primeira vez que saio do país, tinha que ser no momento mais especial.

   —Olha amor, a torre Eiffel! – Carl me mostra pela sua janela e me junto a ele. Me encosto em seu peito quando ele passa seu braço por meu ombro e assistimos a beleza da construção contrastar com o azul limpo do céu.

   —É tão lindo. – Me emociona e quando olho para seu sorriso ele me beija. – Lua de mel em Paris. – Digo rindo.

   Chegamos ao apartamento, o motorista nos ajuda com as malas até o sexto andar, tocamos e uma senhora usando um conjunto de saia e camisa pretas no recebe com um sorriso discreto.

   — “Bonjour”.

   —Bom dia. Dominique me ensinou essa. – Digo a Carl que balança a cabeça.

   —Uma das poucas que o Aron também sabia. – Ele completa e a senhora nos dá passagem. – Olha isso! – Carl assobia, é um apartamento luxuoso, grande, elegante, estilo Dominique de existir. Esperava por conforto, mas isso está além das minhas expectativas.

   — Falo inglês, o senhor Reed não fala uma palavra em francês.

   Nos voltamos para a senhora que caminha pela sala abrindo as cortinas de uma porta dupla que sai em uma linda varanda com uma vista incrível da torre Eiffel ao fundo.

   — É incrível. – Eu e ele trocamos um olhar.

   — O café da manhã aguarda vocês. – Quando chegamos a varanda uma mesa está posta com tudo que se pode sonhar para um dejejum em Paris.

   — Sou Marion, me chamem se precisar. Vou deixar as malas no quarto.

   —Eu levo. – Carl se apressa. Eu e ele a acompanhamos, é uma suíte do tipo inesquecível. Também tem vista para a torre e na varanda flores perfumam o ambiente. – Obrigado. – Carl agradece a mulher na porta do quarto.

   —Precisando é só chamar. Aproveitem a estadia. – Ela nos dá as costas e trocamos um olhar divertido.

   —Paris. – Ele diz rindo.

   —Paris! – Respondo fechando a porta do quarto. – O dejejum pode esperar.

   —Esposa, estou aqui para atender seus desejos.

   — Senhor Perfeito! – Brinco quando puxo Carl pela camisa e ele me envolve a cintura. Lua de mel em Paris. Se isso não é o sonho de princesa realizado, não sei mais o que pode ser.

Nosso café da manhã é tomado a uma da tarde, em uma varanda com a Torre Eiffel de testemunha, enquanto trocamos olhares e sorrisos.

   — É minha esposa. – Carl diz quando deixo meu lugar para me sentar em seu colo e me perder na paisagem deslumbrante.

   —Sou. Da até medo de ser tão feliz.

   — Não da não. – Ele diz me envolvendo em seus braços, passo meu braço por seu ombro. Ficamos em um longo silencio. Algo pacifico, que se assemelha a perfeição. Inexplicável silencio de cumplicidade e amor.

   —Quero ser pai. – Carl me conta como quem confessa um segredo. Desvio meus olhos de Paris para olhar para ele.

   — Talvez.... – Me calo. Ele sorri, me beija os lábios.

   — Quando meu pai fez aquele discurso e depois o Theo... tive ainda mais certeza. Quero multiplicar o que sinto por você.

   — Um bebê. Não consigo pensar em algo que me faça ainda mais feliz do que já sou, mas um bebê... isso seria um tipo de milagre do amor.

   — Mais um. – Carl me lembra. – Nós dois aqui já é um milagre do amor.

   — Teria me procurado? Quer dizer, estava de volta a Nova York. Teria me procurado?

   — Eu tinha medo, Dakota, medo de dar de cara com sua felicidade. Me sentia um tanto inseguro, porque eu fugi em busca de liberdade e não encontrei nada além de espera. Curioso que a liberdade só veio em seus braços. Quis ser livre do que sentia por você e só com você me senti livre.

   — Me fez livre. Entende o quanto me deu? Carl, você me fez livre. Sou dona do meu destino agora e isso foi conquistado ao seu lado, quando me ofereceu a mão.

   — Eu te amo, minha esposa.

   —Eu te amo, meu marido.



Notas finais do capítulo

BEIJOSSSSSSSSSSSSSSS



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