Série Paradise - Dakota escrita por moni


Capítulo 26
Capítulo 26


Notas iniciais do capítulo

Boa noite! Feliz natal de novo!
Gente, ontem eu deixei um conto de Natal Stefanos lá la pagina dos contos que está aberta. quem não viu, acho que vai gostar.



Carl

   Sinto todo meu corpo reagindo a espera. Savannah, Dominique e Serena vão entrar na frente, como madrinhas, será como no casamento de todas elas é o que sei. As três tem vestidos da mesma cor e vão entrar com flores também.

   O cerimonialista sussurra qualquer coisa e os violinistas se posicionam, meu coração simplesmente salta. Podia deixar meu peito tamanho o susto. Quando o primeiro acorde soa dos cinco violinistas presentes eu não sei mais como controlar a emoção, sinto meu corpo tremer um pouco.

   Meu pai me olha de seu lugar ao lado da minha mãe que no momento chora, ele me passa tanta força que consigo controlar a emoção. Serena é a primeira a entrar, seguida por Dominique e depois, Savannah, talvez por seu a irmã entre por último. Todas estão lindas, sorrindo, emocionadas, é uma amizade especial. Faz bem a todas elas.

   As garotas Paradise vêm lentas, leva um tempo até que elas estejam todas posicionadas ao lado do altar. O céu está bonito e limpo, uma luz suave incide pelas vidraças, deixando tudo mais brilhante.

   Os violinos aumentam o tom, meu coração também reage acelerando na mesma cadência da melodia.

   Dakota Jones, a garota mais linda do mundo, com quem sonhei um futuro surge, por um momento é como a manifestação de uma divindade, ela é o princípio de tudo, a rainha fada, a princesa encantada, um mundo de imagens invadem minha mente, cada um dos sorrisos de Dakota, todos os que me lembro desde a pequena garotinha de olhos verdes a mulher que me amou duas noites atrás.

   Ela usa rosa, diz tanto sobre tudo, sobre a garota sonhadora, sobre mim, sobre a cura, a volta por cima, sobre ser de novo cor e luz, sair da escuridão, vencer o passado, minha doce Dakota caminha ou talvez flutue, ou marche, um pouco de tudo, mulher, anjo, guerreira.

   Ao seu lado, o pai protetor, elegante, firme, orgulhoso, mas o vejo por apenas um segundo, meus olhos e minha alma são dela, da minha garota linda, da noiva, do amor da minha vida, de toda minha vida. A única.

   Leva uma eternidade, mas eu me acostumei com a espera eterna de tê-la ao meu lado, eu me ajoelharia para louvar seu coração, mas a espero de pé, tem uma pequena parte do meu cérebro que não participa de nada disso, está apenas lutando com as lágrimas e preocupado em não me deixar falar as forças.

   Dakota caminha para uma vida ao meu lado, faz isso com um sorriso tenso nos lábios e olhos brilhantes, está feliz, emocionada, me ama, quer a vida que sonhamos dividia em dois, quer me ter ao seu lado e isso é o universo me presenteando e nem sei se mereço.

   Sinto seu perfume de flores quando finalmente estamos diante um do outro. Tanta beleza, tanta simplicidade e ao mesmo tempo, deslumbrante Dakota em cabelos soltos e flores nas mãos.

   Theodor me estende a mão, eu me lembro dessa parte, é quando ele me entrega Dakota e me faz uma ameaça, até ensaiamos na despedida de solteiro.

   — Cuide dela ou Dominique usa a pá. – Ele diz apertando minha mão mais do que o necessário e simplesmente não me importo. Dakota não quer ser cuidada, ela faz isso sozinha, Dakota quer ser amada e eu a amo.

   —Conte com isso. – Respondo para não me estender em explicações. Theodor beija a testa da garota dos meus sonhos, ela sorri em gratidão, ele vai para seu posto que não tenho ideia de onde seja e não ligo a mínima.

   A centena de convites com fios de ouro que foi distribuída não me importa porque só existimos nós dois, apenas nosso amor, nossa entrega e o futuro.  

   Beijo sua mão, meu olhar e o dela presos, é preciso reagir, me posicionar para a cerimônia, mas ela está aqui, é linda, me ama e vai dizer sim e não consigo desgrudar meus olhos dela.

   —  Grand Canyon. – Digo a ela, qualquer outra coisa não tem sentido, não cabe em sua beleza, em meu amor. É pequeno demais para descrever a magia do que vivo agora.

   —Grand Canyon. – Ela responde emocionada. É Dakota a tomar a atitude de se mover, me diz com os olhos para nos colocarmos e obedeço-me virando enquanto minha mão continua presa a dela.

   — Boa tarde. – O juiz cumprimenta a todos. – Que lindo fim de tarde, que belo lugar para selar uma união. Jovens cheios de sonhos, talvez alguns achem cedo para se dividir a vida, como se o mundo, suas belezas e encantamentos não pudessem ser vividos ou aproveitados a dois, pois digo que sim, que jovens que se amam podem juntos desfrutar do mundano, e talvez, torna-lo sagrado. Quando fui convidado para realizar a união desse casal, achei que devia saber mais sobre eles. Velho amor, vindo da infância, amor transformado, amadurecido e provado na realidade de dias longos, escuros, difíceis. A luz que chegou a esse casal, veio do desejo de se salvarem, de vencerem juntos, nada mais sagrado do que o desejo de felicidade dividido, somado. – Procuro os olhos dela, marejados como os meus, minha mão aperta mais a sua. Estou aqui, amo você, nunca mais vou deixa-la. Meus olhos confessam enquanto o juiz orienta sobre amor. Por longo momento eu me perco em seu olhar, a voz dele desaparece e só consigo ouvir meu coração agitado a procura de bater no mesmo ritmo que o dela, só consigo me concentrar nos olhos dela, presos aos meus. – Carl Ryder e Dakota Jones estão agora dispostos a enfrentar a vida juntos, claro que terão dias difíceis, mas agora, maduros e vividos, forjados na dor do passado, na separação, eles saberão sobrepor os dias duros e construir um amor ainda mais sólido.

   Puxo sua mão presa a minha, beijo os dedos delicados, um tanto trêmulos ainda, ela me sorri, leva minha mão aos lábios e beija também.

   —Amo você. – Sussurro, ela apenas pisca longamente em um tipo de confissão. Voltamos nossa atenção para o juiz de paz diante de nós.

   — O amor consagrado no dia de hoje vai perdurar pela eternidade, deixando seus frutos e construindo o futuro dessa nova família que nasce do amor de um casal que não tem medo de amar. Que os votos aqui trocados sejam a marca do amor de vocês, que sejam lembrados como esperança nos dias de dor e cansaço. Que traga o frescor dos primeiros dias de volta. – Trocamos outro sorriso. É assim que será. – Dakota Jones, aceita Carl Ryder como esposo, para ama-lo e respeitá-lo todos os dias de sua vida?

   —Sim. – Ela diz não ao juiz, mas a mim, firme como o amor que nos une.

   —Carl Ryder, aceita Dakota Jones como sua esposa, para ama-la e respeitá-la todos os dias de sua vida?

   —Sim. – Digo também para ela, porque é ela que importa, é para Dakota que faço minha jura.

   —Os votos. – O juiz diz e nos movemos, agora de frente um para o outro. Suas mãos presas as minhas. – Dakota. – O Juiz incentiva. Maitê caminha um tanto insegura e levemente envergonhada em nossa direção, a delicada almofada coberta com um tipo de renda branca guarda as alianças. Dakota se curva para pegar a minha. Maitê retorna em direção a mãe, sorrimos achando a pequena encantadora. O sorriso se desfaz quando nos olhamos e ela procura minha mão.

   — Eu caminhava há tanto tempo pela escuridão que tinha perdido as esperanças, então o par de olhos azuis surgiu como faróis iluminando tudo e escondendo a dor, me estendeu a mão e disse vem. Meus dedos se prenderam aos seus e me puxou de volta a vida. Me deu cor. – Ela sorri quando olhamos os dois para seu vestido em rosa acetinado. – Esse foi o meu melhor amigo e é com ele que me caso hoje, com quem me amou quando eu não acreditava no amor, que me ensinou a sonhar quando eu não acreditava em sonhos, me fez esperança quando só havia desespero. – Ela coloca a aliança em meu dedo. – Grand Canyon, Carl Ryder, para sempre Grand Canyon.

   Inundado de amor. É assim que me sinto. Completamente inundado por seu amor.

   Maitê retorna depois de alguns segundos de insistência da mãe, pego a aliança sobre a almofada e volto a olhar para Dakota. Não sei bem como colocar em palavras meu amor.

   — Aparição, magia, encantamento, deslumbramento, tem um pouco de Dakota em cada beleza do universo. Como se todo o belo fosse apenas seu reflexo, foi assim quando menino e menina, foi assim quando separados, é assim agora. Mulher e homem, somos o que o tempo e a dor não pode destruir. É tão forte, minha doce Dakota é luz e cor, é força que inspira e salva. Eu esperaria a vida toda por você, Dakota. Grand Canyon, Dakota Jones, para sempre Grand Canyon.

   A aliança reluz em seu dedo ou talvez seja apenas reflexo do brilho dos meus olhos.

   Beijo sua mão, dou um passo para ela e meus lábios tocam os seus. Doces lábios da princesa que encanta.

   — Com os votos do casal, alianças simbolizando o amor frutífero, eu os declaro, casados. Podem se beijar. – O juiz sorri, nossos olhos se encontram, quero olhar um momento para ela, me ver nas profundezas dos olhos emocionados, registrar na memória o amor eterno que dividimos, só então me deixo fechar os olhos e capturar seus lábios para então selar o amor que nos trouxe aqui, enfrentando juntos e também separados, as provocações do destino incapaz de nos vencer.

   Um longo beijo de entrega, que não vai jamais ser esquecido, porque tem agora um novo sabor. Somos um só sonho, um só caminho.

   Quando nos afastamos, o grupo que nos cerca, convidados, parentes e amigos, festeja com riso, burburinho e carinho.

   — Minha mão nunca mais vai soltar a sua. – Dakota diz emocionada.

   — Livres, mas juntos. – Ela afirma, me dobro para mais uma vez, beijar seus lábios. – Rosa. – Toco o tecido da saia.

   — Um grito de liberdade, uma homenagem ao meu noivo.

   —Marido. – Corrijo para ganhar um sorriso.

   —Homenagem ao marido, mas também a princesa que sempre viveu em mim.

   — Encantada, princesa encantada. – Dessa vez um sorriso não basta e ganho também um beijo.

   — Irmã! – Savannah nos acena de longe, aponta a porta da estufa. Só então nos damos conta que todos estão a nossa espera para deixar a cerimônia, eu e Dakota sorrimos. Minha mão presa a ela e o longo corredor com o tapete vermelho a nos esperar.

   Percorremos agora juntos o caminho que fizemos separados e isso tem tanto significado, é emocionante de tantas maneiras.

   Beijo sua mão mais uma vez, dessa vez sua aliança, ela me sorri. Do lado de fora, mesinhas espalhadas pelo jardim, cadeiras e uma mesa especial sob uma tenda branca, flores e caminhos coloridos, garçons a postos, e nos colocamos a espera dos cumprimentos.

   Já ouvi tantas vezes casais reclamarem dos intermináveis cumprimentos, mas sinto tanta emoção a cada desejo de felicidade sorriso sincero, só que guardar tudo em meu coração, só quero que o universo escute e realize cada uma das palavras que recebemos.

   Tem momentos divertidos, Dominique é engraçada mesmo emocionada, Theodor é divertido ainda que seja um poço de orgulho paterno. Estranhamente ele realmente assumiu esse papel e não esconde seu carinho, um estranho diria que esses dois são pai e filha, que ele realmente a criou e que tem parte na mulher incrível que Dakota é, mas ela sempre foi, dele, recebeu amor e apoio, mas já era quem é hoje, estava ferida, foi quando mais precisou, mas não moldou quem ela é, mesmo que isso não diminua em nada o valor do que Theodor fez por ela.

   Quando finalmente acabamos de receber todos os cumprimentos, boa parte dos convidados já estão a beber champanhe e comer canapés. Elogios sem fim a elegância da festa, o sabor da comida e bebida.

   Meu pai se junta a mim quando Dakota me deixa um momento para retocar a maquiagem e qualquer coisa que as garotas decidem ser importante. Ainda temos uma maratona de coisas, buquê, fotos, cortar o bolo, brindes, jantar com discursos.

   — Foi lindo. – Meu pai me diz olhando em torno. – Sua família está chocada. Acham que você se casou com alguma madame Nova Yorkina.

   —Bobagem, somos apenas nós dois. Disse que ela é uma moça simples?

   —Disse que é a Dakota da sua infância, alguns ainda desconfiam. – Papai brinca. – Está mesmo uma linda festa, já agradeceu ao senhor Fitzalan?

   —Theodor, pai, basta chama-lo pelo nome. Nada mais.

   — Eu sei, é complicado. Quem diria, agora somos um de seus fornecedores, você trouxe vida nova a empresa, parabéns, estou bem orgulhoso.

   —Ele fez por ela, papai, não tenho qualquer mérito nisso.

   —Duvido, se não fosse confiável, se ele não achasse que era capaz de fazer um bom trabalho, não teria lhe dado a chance.

   —Seu pai tem razão. – Theodor surge ao meu lado. – Sou o CEO de uma multinacional, tem tantas vidas que dependem de mim, não brincaria jamais com a empresa. Já tinha estudado sua empresa e suas capacidades quando ofereci, não faço quase nada sem pensar, nada no campo profissional, nunca.

   — Eu disse! – Meu pai me sorri orgulhoso.

   —Carl! – O pai dela se aproxima do grupo, sinto que teremos um pequeno momento de constrangimento. Meu pai não está suportando o pai dela, Theodor aqui também.

   — Senhor Jones. – Aperto de novo sua mão, mesmo já tendo recebido seus cumprimentos.

   —Onde está minha filha?

   —Dakota está retocando a maquiagem com a irmã, já sua filha eu não sei se veio, tem alguma filha? – Theodor não perde a chance, o pai dela leva um momento indeciso, levemente confuso, então raciocina, faz as contas e finalmente entende a mensagem.

   —Ah! O senhor é o benfeitor da Dakota, sou muito grato pelo que faz por ela. – O homem devia se recolher, calar e sair o quanto antes, mas prefere piorar tudo.

   —Benfeitor? Me chamar assim aplaca um pouco a culpa por não fazer nada por ela? Ganhando cento e noventa mil por ano daria para ajudar sua filha não acha?

   —Como...

   —Eu sei? Simples, paguei alguém para investigar sua vida. – Eu e meu pai trocamos um olhar surpreso. – Eu sou bastante cuidadoso com as pessoas que me importo e me importo com ela. Quis ter certeza que não viria atrás dela mais tarde pedindo algo como se não tivesse dinheiro guardado.

   — Eu tenho que cuidar da minha velhice e minha esposa, ela precisa de mim também, sempre soube da capacidade das minhas filhas. Sei que elas não precisavam tanto de mim.

   — Que sorte a delas, eu não imagino como seria ter que viver sob seu teto, felizmente elas são realmente muito capazes. – Theodor diz ao homem sem qualquer problema em lhe atirar verdades na cara. – Já leu o blog da sua filha? Aquele em que ela fala sobre relações abusivas? Sua esposa o açoita ou apenas ameaça?

   —Theodor! – Eu tento impedi-lo, não sei bem como, ele está totalmente adaptado a função de pai da Dakota e realmente acha que pode dizer qualquer coisa, talvez possa.

   — Ela.... é ciumenta, sei disso, mas eu a amo, nós nos amamos, as meninas não souberam conviver com isso, entendo, também sentiam ciúme, afinal a mãe e eu vivemos casados até a morte dela e eu não pensava nunca que a perderia, mas apenas depois de sua morte que conheci o amor. Tenho direito de viver essa história, quem pode dar as costas ao amor verdadeiro quando o encontra?

   — Então é isso que repete a si mesmo para não se sentir um traste por deixar duas meninas a própria sorte ainda tão jovens como deixou? Fico chocado. Vocês não ficam?

   Eu e meu pai trocamos olhares, pegos de surpresa, calamos sem saber o que dizer.

   — Dei tudo que precisavam quando crianças.

   — Dakota ainda é criança. – Theodor me olha. – Não me contradiga.

   — Nem abri a boca. – Reclamo.

   — Acho que o senhor devia correr atrás do prejuízo senhor Jones, porque está perdendo a garota mais especial que conheço, não só ela, porque não posso esquecer da minha Serena e das minhas pequenas, Eva e Lupe, então está perdendo uma das quatro garotas mais especiais que existem e hoje, eu serei o cara que faz o discurso e quando ela tiver filhos. – Theodor me olha. – Demore um pouco, por favor. – Ele se volta para meu pai. – Serei o avô deles se não correr, então tente ser um tipo de ser humano e fique perto delas. Se não puder fazer isso, ao menos não seja uma pedra no caminho das irmãs.

   —Sei que elas não entendem o que tento fazer, mas quero apenas viver em paz.

   —Um jeito bem egoísta de viver. – Meu pai resolve se pronunciar. – Nem o reconheço mais.

   — Se sua mulher não pode amar o que você ama, então ela não deve gostar tanto assim de você. – Theodor me sorri. – Ouviu isso? – Afirmo. – ficou tão bom. – Ele sussurra. – Dakota está sob meus cuidados, está segura, não vou deixa-la solta por aí só porque casou, mas um pai não devia achar natural que outro homem cuide de seus filhos. Ainda perco o sono toda vez que penso que por um curto tempo, meu filho não teve um pai. Ainda deixo minha cama e vou olhar para ele, me desculpar em silencio. Você deve ser o pior pai do mundo e eu já fui um pai bem ruim.

   — Cheguei! – Dakota surge com as outras garotas, Serena envolve a cintura do marido sorrindo.

   —Serena senhorita, está mesmo linda, estávamos aqui em um papo tão agradável, não é mesmo Carl?

   — Muito. – Eu respondo engasgando. – Foi... bom.

   — Filha, eu tenho que ir. Desejo muita sorte a você e seu marido, sempre soube que o Carl seria seu par algum dia. – O pai diz um tanto zonzo. – Parabéns. – Ele beija o rosto dela que parece um tanto confusa, não demora muito se despedindo de mais ninguém e o velho senhor Jones deixa a festa sozinho como chegou. Dakota me olha procurando respostar.

   — O senhor Ryder foi um pouco duro com o seu pai, Dakota, mas eu me mantive distante. – Eu e papai olhamos para Theodor em choque, ele não tem qualquer limite para cara de pau.

   —Se não ameaçou com uma pá, não foi rigoroso o bastante. – Dominique diz cheia de desdém.

   —Estamos comemorando meu casamento. – Dakota nos lembra. – Deixe o para lá, apenas não vamos pensar em nada disso. – Ela passa por todos e vem para meus braços. – Te amo.

   —O grupo reunido sem nos convidar! – Aron se junta a nós trazendo com ele Ethan que logo abraça Savannah. Yves e Andy vem com eles.

   —Cadê suas irmãs, Andy?

   —Com o vô e a vô lá na mesa com a vó Brigitte. As duas avós estão brigando. Vó Brigitte disse que a Eva não está vestida para o casamento.

   —A outra avó respondeu que ela não é a noiva, eu e o Andy fugimos para rir delas. – Yves conta rindo.

   — Foi mesmo. – Andy concorda.

   — Pronta para esse tipo de loucura em sua vida, Dakota? – Serena questiona.

   — Pronta. Eu e o Carl queremos isso, já fizemos nossos planos, ele será o tipo de pai que ajuda, não é amor?

   —Claro que não. – Eu respondo antes de beija-la. – São meus filhos, minha casa, não é ajuda que chama. É minha parte. – As garotas trocam olhares.

   — Muito perfeito. – Dominique ri.

   —O Senhor Perfeito. – Andy completa.

   — Esquilinho fofoqueiro, não era para contar que o codinome do Carl é senhor perfeito. – Dominique continua e acho lisonjeiro ser o Senhor Perfeito, já tinha me conformado que não tinha um codinome.

   —Senhor Perfeito? – Eles perguntam todos juntos, chocados, ofendidos, magoados, talvez até revoltados.

   — Eu tenho um codinome? – Questiono olhando para Dakota.

   — Senhor Perfeito? – Eles repetem em coro.

   — Eu não contei nada. – Andy dá de ombros. – Nem sabia que não podia contar.

   — Nunca sabe. O próximo codinome será um segredo até para o esquilinho fofoqueiro. – Dominique reclama.

   — Senhor Perfeito é muito bom. Gosto disso. – Digo animado.

   — Senhor Perfeito só pode ser um tipo de ironia, uma refinada ironia, não é mesmo? – Theodor questiona. – Não é isso?

   — Eu e o Theodor nem somos amigos, mas nisso definitivamente combinamos. Ele acaba de chegar, como assim.... Senhor Perfeito?

   — Eu o acho bem perfeito. – Dakota diz me olhando nos olhos e ganhando um beijo.

   —Querem parar de se beijar? Isso é uma crise, Senhor Perfeito é uma ironia?

   —Claro que é. – Ethan responde a Theodor. – Savannah?

   — É o senhor Bond! – Ela responde tentando sorrir, Ethan faz careta.

   — Então não é Senhor Perfeito do tipo ele é péssimo e vamos chama-lo assim para... me ajudem a entender. – Theodor pede a Ethan e Aron.

   —Acho que eu tenho direito ao meu lugar no balcão. Conquistei isso. – Balanço a aliança. – Com um codinome e tudo. Senhor Perfeito é o que dizem.

   —Estão vendo essa arrogância? Só pode ser senhor perfeito de modo ruim. – Aron diz levemente aliviado.

   — Carl é totalmente perfeito, ele sempre diz a coisa certa, foi perfeito comigo. Senhor Perfeito. – Ela me sorri, me curvo para beijar seus lábios, eu a amo, amo mais ainda por me dar esse momento.

   — Não de armas a ele, Dakota! – Theodor diz a ela.

   — Eu ainda sou o senhor Bond, então... acho que senhor Perfeito não é grande coisa.

   —É! – Aron toca o ombro de Ethan. – Cara, acho que nunca mais vai poder tripudiar. Eu sinto muito. Ao menos eu sou o jardineiro romântico, romântico é obviamente melhor que...

   — Não é. – Theodor diz ofendido. – Senhor Perfeito é tipo... o rei dos codinomes. Serena senhorita, como explica isso?

   — Gosto muito mais do seu codinome, honestamente, não conseguimos mais ser tão originais depois de escolher, foi o primeiro, então é o líder, isso deve significar muita coisa, meu amor.

   — Vai ter que caprichar um pouco mais.

   —É o meu esquilo. – Ela envolve o pescoço do marido. – Amo você, se dançar comigo eu falo no seu ouvido um pouco mais sobre como ter o melhor codinome o torna o rei dos garotos Paradise.

   —Ouviram? Rei, não como o Mufasa, não é mesmo, minha linda Serena senhorita.

   — Nunca como o Mufasa. – Ela diz carregando Theodor para a pista de dança.

   — Ele pode se convencer fácil, mas não vai ter a mesma sorte, Savannah. – Ethan reclama. – Eu perdi muito essa noite. – Savannah também o arrasta, Dominique olha para Aron esperando.

   — Ela me xinga em francês, quem pode competir com isso? – Ele sorri despreocupado.

   — Mas também elogio, “ Jardinier romantique”.

   Basta para Aron se entregar feliz e seguir com ela para a pista, antes duas taças de champanhe são retiradas de uma bandeja quando passam e sobramos eu e minha esposa.

   — Senhor Perfeito? – Pergunto envolvendo Dakota.

   — Não se anime. Perfeito para mim, apenas para mim.

   —É tudo que me importa. Senhora Perfeita.



Notas finais do capítulo

Beijossssss



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